Um dia depois de o Palácio do Planalto fixar a lei do silêncio proibindo que ministros divirjam em público, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) desafiou a ordem.

Um dia depois de o Palácio do Planalto fixar a lei do silêncio proibindo que ministros divirjam em público, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) desafiou a ordem.

Ao anunciar a contenção prévia de R$ 37,2 bilhões do Orçamento Geral da União para 2009, Bernardo reclamou que seus colegas ministros querem que ele recomponha os cortes feitos no Congresso Nacional.

Bem-humorado, Bernardo disse que levaria uma "bronca" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por revelar os apelos frequentes de seus colegas.

"Vou levar uma bronca depois do presidente", disse o ministro. "[Os ministros me pedem para] recompor tudo que o Congresso cortou", afirmou ele. "[Mas] essa conta tem de resultar com as nossas necessidades. É essa conta que nós vamos fazer."

A reação de Bernardo ocorreu no dia seguinte em que Lula recomendou que os ministros não troquem mais insultos publicamente.

A recomendação do presidente foi um recado direto para os ministros Reinhold Stephanes (Agricultura) e Carlos Minc (Meio Ambiente) que divergem sobre política ambiental e incentivos à agricultura.