Na segunda-feira, 04 de setembro de 2017, no Palácio Iguaçu, em solenidade presidida pelo governador Beto Richa em comemoração ao primeiro aniversário do Programa Integrado de Solo e Água do Paraná – PROSOLO, o presidente da Sanepar Mounir Chaowiche, fez vir à luz o subprograma MORINGA CHEIA. Cantado em prosa e verso, o Moringa Cheia mais pareceu até então, cabeça de bacalhau, algo que todo mundo sabe que existe mais nunca ninguém viu.
Denomina-se moringa uma espécie de árvore nativa comum nas regiões semi-aridas da África e Ásia, as quais armazenam água em seu tronco e cujas sementes são usadas na purificação de águas pouco limpas. Nota-se, portanto, a indissociabilidade entre moringa e água, e no caso de moringa cheia então, é certeza de água farta e limpa.
Vem sendo dito que o Moringa Cheia é genial pela sua simplicidade ou que é a concepção mais inteligente dos últimos tempos em termos de efetividade ambiental e por aí afora. Em verdade e como diria a viúva do Dr. Pachequinho, personagem de Eça de Queiroz, o Moringa Cheia é simplesmente cópia melhorada dos planos de crédito agrícola dos anos 70, operados em sua grande maioria pelo tripé lógico: Produtor rural, Emater (Acarpa à época) e Banco do Brasil.
Simples assim!, Sem criar órgão, sem comprar frota de veículos, sem contratar quadro de pessoal, sem quilometragem e diárias a rodo, a SANEPAR viabiliza e repassa recursos ao banco credenciado que, por sua vez, opera o financiamento aos produtores rurais para a restauração das Áreas de Preservação Permanente – APP de sua propriedade, segundo um Plano de Regularização Ambiental embasado no respectivo Cadastro Ambiental Rural, devidamente operado pelo Instituto Ambiental do Paraná – IAP.
Uma vez parido o Moringa Cheia, que por ser de boa aparência não ficará sem candidato a pai, o importante agora é não deixar a “criança” padecer por falta de proteína na primeira infância. Tampouco morrer queimado na fogueira das vaidades. Por sorte, o Secretário Ortigara da SEAB, o presidente Ágide da FAEP e o presidente Chaowiche da SANEPAR, veem jogando muito mais para o time que para a platéia. Jogando assim a vitória é certa para o Paraná.
A SANEPAR, em especial, após aproximadamente 50 anos de boas práticas em manejo de solo e água no Paraná, integra-se agora de maneira efetiva e determinante no esforço de assegurar que as águas de seus reservatórios, dos quais os paranaenses dependem e se servem, serão de águas infiltradas em solos bem cuidados e não de água de enxurradas decorrentes do descaso. Essa a grande novidade, a Sanepar, uma das jóias da coroa, prima rica, se apresentou.

 

Joaquim Severino – Diretor Presidente da empresa Agrária Engenharia e Consultoria S/A e Professor de Política Agrícola da Universidade Federal do Paraná – 1973/2010, tem escrito mais de mil artigos nesta coluna desde 1992.