A dopamina é uma substância sintetizada no cérebro que permite o movimento dos músculos do corpo. Quando ela para de ser produzida devido à morte de neurônios específicos, ocorre a Doença de Parkinson. “A falta dessa substância provoca sintomas como tremor de repouso, rigidez, lentidão de movimento,  conhecida como bradicinesia, e dificuldade para andar com tendência a quedas”, explica o neurologista da Paraná Clínicas, Dr. Gustavo Franklin.

Na maioria dos casos, o diagnóstico vem somente após os 50 anos de idade, quando o paciente já apresenta os tremores. Mas existem outros indícios que podem ser observados mais cedo. “Geralmente a doença se inicia muitos anos antes de aparecerem os sintomas motores. Ela pode se iniciar apresentando apenas intestino preso e este ser o único sintoma por anos”, explica o médico.

Por isso, 11 de abril é lembrado como o Dia Mundial da Conscientização sobre a Doença de Parkinson. A data tem como objetivo alertar a população sobre sintomas e tratamentos. Segundo Dr. Gustavo, “o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado têm impacto na qualidade de vida do paciente”.

Saiba mais sobre a Doença de Parkinson:

É hereditária?

Não é uma doença hereditária. Se seu pai ou avô têm Parkinson, não significa obrigatoriamente que você terá. Mas o registro de algum caso na família pode aumentar a probabilidade de ocorrência, por isso é preciso estar atento aos sintomas.

Quais são os primeiros sintomas?

Pode ter início com um quadro de constipação (intestino preso) e permanecer assim durante anos. Com a evolução da doença, podem aparecer alterações no sono: movimentos bruscos, sonhos vívidos, que parecem reais, e o falar enquanto dorme. Os pacientes podem se queixar também de dificuldade em sentir cheiros, depressão e ansiedade.

Quais são os sintomas clássicos?

São os sintomas motores. Entre eles, rigidez de braços e pernas, lentidão em movimentos voluntários (como o levantar de braços, andar e até mesmo piscar os olhos) e tremores. Mas nem todo tremor é Doença de Parkinson: geralmente o tremor do Parkinson ocorre quando o paciente encontra-se distraído, em repouso. E diminui ou some quando o paciente movimenta o braço de forma voluntária.