Parcerias com apps pode aumentar faturamento

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Apesar de ser um novo canal, a venda de supermercados por meio de aplicativos de entrega avança rapidamente e já chega a representar entre 5% e 10% da receita de algumas lojas, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, Eduardo Terra.

Diante desse potencial, apontam especialistas, fica difícil para os varejistas evitarem as parcerias com os apps de delivery, mesmo tendo de repassar para um terceiro, a depender da forma como os contratos são negociados, o coração do seu negócio: as informações de clientes.

Os dados são uma espécie de “arma secreta do varejo”. Com acesso a eles, muitas vezes por meio de programas de fidelidade, os varejistas conseguem estudar o comportamento do cliente, suas preferências, frequência de compra, formas de pagamento, além de reter informações pessoais, o que permite às redes se comunicarem diretamente com o consumidor.

A Rappi informa operar com dois tipos de contrato: um que permite o acesso aos dados da compra pelo varejista e outro em que isso não é autorizado. Já o iFood informa não compartilhar informações dos clientes com os supermercados para os quais faz as entregas.

Para não dividir os dados de clientes com terceiros, o Grupo Pão de Açúcar (GPA), que trabalhava com a Rappi, comprou em 2018 uma empresa para fazer as suas entregas, a startup James Delivery, de Curitiba. “Queríamos ter o controle total da experiência do consumidor”, afirma Lucas Ceschin, cofundador da startup, que comanda a operação do GPA.