Novo diretor geral da Binacional Itaipu deve focar suas primeiras ações na assinatura de um novo acordo com Paraguai, para eliminar benesses que Governo Lula deu ao país parceiro em 2009.
Talvez até por isso, o Paraguai cresce 6% ao ano e atrai grandes empresas brasileiras.
Fernando Xavier Ferreira, que foi diretor geral da Binacional, reconhece acerto em alterar acordo. Para ele, “A decisão de 2009 foi puramente política”.

General Joaquim Silva e Luna: diretor geral; Vice-almirante Anatalício Risden Junior: Diretor Financeiro e Executivo

Com a designação, quinta, 21 do novo diretor geral da Binacional Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, ex-ministro da Defesa, e do vice-almirante Anatalício Risden Jr., curitibano, para a Diretoria Financeira e Executiva da empresa, já se pode garantir que, dentre os temas dominantes do início da nova gestão, estarão novos termos de novo acordo sobre a venda de energia entre Brasil e Paraguai.

PAGAMOS 50% A MAIS

E quando começarem a aprofundar o assunto, Silva e Luna e Risden Junior estarão, ao mesmo tempo, mexendo num assunto de enorme repercussão da vida dos brasileiros. Isto porque a energia comprada ao Paraguai acaba custando 50% mais cara do que os clientes paraguaios pagam por ela naquele país.

LULA NA BERLINDA

E mais se anote: o estabelecimento de novo acordo sobre a compra de energia colocará no “spotlight” o governo Lula. Pois foi na administração do PT, em 2009, que o Brasil fez a concessão danosa: como o Paraguai só consome 15% da energia a que tem direito da usina de Itaipu, o Brasil compra o restante. Pagando muito caro por ela. Foi um presentão entregue ao ex-presidente paraguaio, Fernando Lugo.

…E ELES CRESCEM MAIS…

Esse benefício gerado por Lula em 2009 pode mesmo ser o maior responsável pelo notável crescimento do PIB do Paraguai.

O país tem crescido na ordem de 6% ao ano, desde que Lula e Fernando Lugo assinaram o documento, “uma dádiva para o povo guarani”, diz analista de Itaipu, pedindo anonimato.

Fernando Xavier Ferreira: “A decisão de 2009 foi puramente política” (Foto: Hedeson Alves)

A coluna ouviu a respeito a opinião do engenheiro Fernando Xavier Ferreira, que foi diretor geral da Itaipu nos anos de 1989/90. Para ele, o Brasil está certo na proposta de novo acordo. Leia a declaração de Xavier Ferreira, um administrador público (e privados) de diferenciado perfil – presidiu a Telebrás, a Telepar, a Telefônica (hoje Vivo):

“FOI APENAS UMA DECISÃO POLÍTICA”

“(…) A energia produzida por Itaipu tem uma fórmula bem definida para estabelecer o mesmo valor a ser pago pelos dois países. Como o Paraguai não consome os seus 50%, o Brasil consome o excedente, pagando um adicional de preço diretamente ao governo paraguaio. Este adicional também tem seu valor estabelecido no Tratado.

Em 2009 o governo brasileiro, atendendo um pedido do governo paraguaio, concedeu um aumento deste valor, numa decisão política. Houve inclusive uma sessão numa comissão da Câmara de Deputados para discussão sobre o assunto, para qual fui convidado e participei.

Enfim não havia uma justificativa técnica, sendo apenas uma decisão política do governo. Entendo que a disposição do Governo atual de rediscutir a questão é pertinente.”

Itaipu: Barragem e turbinas

Greca esquece promessa, reajusta tarifa e acaba com domingueira

(Curitiba tem uma das passagens mais caras do país)

Rafael Waldomiro Greca de Macedo: esquecendo promessa de 2018

Quem acordou nesta sexta-feira,22, antenado nas notícias do dia, levou um susto ao saber que o alcaide Rafael Waldomiro Greca de Macedo reajustou a tarifa do sistema de transporte coletivo urbano em 6%, com as passagens passando de R$ 4,25 para R$ 4,50, a partir do próximo dia 28. O anúncio foi feito após encontro com o governador Ratinho Jr., no Palácio Iguaçu, e resulta na informação de esta ser se não a mais elevada, uma das mais caras passagens de ônibus no país. Não bastasse o anúncio, Greca de Macedo, que ainda em 2018 deixava claro que o ajuste não tinha motivos por conta do “excesso de gordura”, ainda no início da gestão eliminou um dos maiores benefícios aos usuários vigentes há tempos: a tarifa domingueira.

Resumo da ópera: em cerca de dois anos, o sistema de transporte perdeu algo em torno de dois milhões de usuários.

DATA-BASE E SUBSÍDIO

Fevereiro tradicionalmente é a data-base salarial para motoristas e cobradores. Ainda há poucos dias, o alcaide anunciou que a tarifa técnica – valor pago pelo município às empresas de transporte por passageiro – era de R$ 4,79. Durante a gestão da então governadora Cida Borghetti, o subsídio do Governo do Paraná repassado a Curitiba era de R$ 71 milhões. Durante a reunião de dessa sexta, hoje, no palácio, ficou claro que o total subsidiado pelo Estado à região soma R$ 150 mi, R$ 50 mi deles especificamente para Curitiba. Tal montante, alega-se, servirá para manter a tarifa e executar obras viárias.

TEIMOSIA

Enquanto o anúncio local tem data para entrar em vigor, muitas cidades brasileiras que no início do ano majoraram as tarifas dos ônibus tiveram o aumento negado pela Justiça. Faltam apenas seis dias para que os R$ 4,50 agora definidos entrem em vigor. Mas há quem aposte que a implementação caia por terra, por conta de pedidos ao Poder Judiciário para que a medida tomada pela Prefeitura seja revogada.

CANALETA PARTILHADA

O prefeito Greca e Ratinho, durante o anúncio, falaram em um “plano de economia popular”, lembrando que a tarifa, sem tais subsídios, e com o fim da cobrança de tributos pelo governo federal alusivos ao combustível etc., chegaria a R$ 5,20.

Valores à parte, e para o desagrado dos usuários, ficou também acertado que os ônibus de linhas metropolitanos poderão compartilhar as canaletas exclusivas até aqui exclusivamente usadas pelos nossos ônibus expressos.

MAIS PROBLEMAS

Resumo da ópera: mais lentidão e revisão obrigatória das tabelas de horários, enquanto a entrada em operação de novos coletivos urbanos é citada como referência. Nada mais que uma obrigação, uma vez que boa parte da frota está com idade vencida e, como manda a lei, deve ser renovada.

INFRAESTRUTURA

Com o aporte dos subsídios do Estado, disse-se também durante o encontro que Curitiba será beneficiada com a construção de novas canaletas. Tudo bem. Mas, em paralelo, o alcaide ameaça com a automação completa da cobrança tarifária com o uso de cartões, eliminando os cobradores nos coletivos, terminais e tubos. Como estamos no mês da data-base da categoria, o Sindimoc (entidade que reúne motoristas e cobradores), dirigido por Anderson Teixeira, reivindica um reajuste de 10% em média para a categoria, mais a estabilidade com o congelamento do anuênio.

Afinal, a negociação com a categoria tem ligação direta com a nova tarifa.

Greve? Só em último caso

Teixeira lembra que a paralisação do sistema só se dará em último caso.

Por enquanto, as negociações estão em curso, mas ao que parece há algumas dificuldades pela frente. Quem usa o sistema e acordou com a nova tarifa, agora pensa duas vezes: 25 centavos pode até parecer pouco, mas para quem usa duas ou mais linhas, acaba economizando ao comprar uma bicicleta, por exemplo. Até mesmo a manutenção de um veículo particular pode ficar mais em conta, mas a maioria da população acabará mesmo sendo sacrificada e terá muitas vezes que fazer longos trajetos a pé.

Canaleta do expresso: mais lentidão e novos problemas

Fraude contra credores

Ex-deputado Jacob Kaefer

Kaefer, que já foi “o deputado mais rico do brasil”, pode pegar seis anos de cadeia

ANCELMO GOIS (O GLOBO, 22-2)

O ex-deputado paranaense Jacob Alfredo Stoffels Kaefer, do PP — que durante seus mandatos chegou a ser considerado o parlamentar mais rico do Brasil —, pode ser condenado, terça, no STF, a até seis anos de prisão. Ele é acusado de crime contra o sistema financeiro e de fraude contra credores.

Ancelmo Gois

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Ainda dos mais ricos deputados estaduais

Alexandre Curi: o maior de todos? e Aníbal Khury: nome legado material

Por falar em riqueza: o assunto fez a coluna citar os deputados estaduais Luiz Fernando Guerra (“Guerrinha”) e o missionário pentecostal deputado Ricardo Arruda – os dois do PSL – como donos das maiores fortunas na Assembleia Legislativa.

Com a nominação, acabei cometendo uma grande injustiça: o campeão dos deputados milionários, corrigem-me fontes da AL, é mesmo Alexandre Curi, um dos herdeiros do enorme legado material do avô, Aníbal.

 

 

 

 


Enfim, o prefeito venceu a “aranha”

Marcelo Cattani

Um leitor atento da coluna telefona para dizer que há conflito entre a informação que publiquei, sobre quem teria apadrinhado ou amadrinhado a escolha de Marcelo Cattani para novo cargo na Prefeitura – “e outras fontes jornalísticas”.

Confesso que foi uma surpresa, lendo o Fabio Campana, pois descobri que Cattani não seria mais “protegé” da “aranha marrom”.

E que, na verdade, a “aranha” foi até derrotada, pois o alcaide teimou (coisa rara diante dela) e emplacou mesmo o ex-secretário de Beto Richa.

Para Campana, leio no I&C, Marcelo deverá ser mesmo o condottiere de Rafael Waldomiro Greca de Macedo.

 

 


OPINIÃO DE VALOR

Viola, sanfona e cantoria

Folia de Reis
Eloi Zanetti

Por Eloi Zanetti (*)

“Eu queria tocar violão, mas não tinha dinheiro para comprar um, então fiz este e aprendi”.

De um morador de Alagoa – MG

As vozes da ladainha soam meio esganiçadas, lamentosas, melancólicas; acompanham o ritmo das violas, sanfonas, caixas, chocalhos, pandeiros e cavaquinhos – é o canto da música mineira nas rezas de São Gonçalo e Reis. O grupo é formado por seis vozes e a cantoria é conduzida pelo mestre e contramestre e respondida na hora certa e em falsete pelo corte, contracorte, tala e contratala e, para animar, a presença dos palhaços e mascarados.

PASSANDO A BANDEIRA

Nas festas de Reis não pode faltar o alferes, encarregado de passar a bandeira para alguém da casa visitada. O grupo chega e pede licença cantando: “Senhor e dono da casa, vai chegando a folia / Vem beijar a nossa bandeira e escutar a cantoria …”. A família já os espera; muitas vezes com café passado na hora em coador de pano, bolo de fubá e pão de queijo. Se é na hora do almoço ou do jantar, a comida está sobre a chapa quente de um fogão de lenha. Os mais velhos observam sérios, constritos e cheios de fé o ritual da folia – que é como esses grupos musicais são chamadas aqui no Sul de Minas. Já os mais jovens espalham-se pelo terreiro, bebem cervejas em lata e exibem braços tatuados e cabelos à la Neymar. A TV e o convívio com os costumes das cidades maiores vão enterrando pouco a pouco tradições de origens medievais.

COMEÇA NO NATAL

Cada localidade tem o seu grupo; os músicos começam a caminhada por volta do Natal e vão de casa em casa; fazem o ritual e recebem as doações em forma de dinheiro, porcos, vacas, galinhas e outros tipos de comida – tudo vai para a grande festa, organizada pela família festeira do ano. No dia 6 de janeiro reproduz-se de forma metafórica a visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus na manjedoura: “Três Reis aqui chegaram ao entrarem porta adentro; eles vieram anunciando como foi o nascimento.” Depois dos rituais a mesa farta é posta. Come-se à vontade.

CADÊ AS CRIANÇAS?

Olho em volta e quase não vejo crianças. Casais jovens não querem ter filhos e elas, as crianças, com seus alvoroços, gritinhos e brincadeiras começam a fazer falta nas festas populares. Assim como as crianças, cães vadios perambulando em meio ao povo não devem faltar nestas manifestações. Festa popular em pequenas localidades sem crianças e sem cachorros é uma festa triste. O tom melancólico da cantoria me emociona – disfarço meu sentimento. Não lamento por mim, mas pelo sofrido povo que busca na fé e na música um bálsamo para suas vidas. Observo seus rostos e vejo rugas e peles ressecadas. O sol da lida diária com a lavoura e com o gado é inclemente. É muito esforço para tão pouca paga.

OBRIGAÇÃO, PRIMEIRO

O povo laborioso tem uma regra – primeiro a obrigação, depois a diversão. O mineiro segue à risca o ditado cristão substine et abstine, que traduzido quer dizer algo como: suporte com paciência as dificuldades da vida, só espere por tempos melhores para quando chegar aos céus ao lado do Criador e não faça tentativas para modificar esse estado das coisas, porque isso nos convém – como diziam o clero e os senhores feudais. Dos brasileiros, creio ser o mineiro o que mais cultiva as antigas tradições ibéricas – parte da fala portuguesa antiga ainda persiste em algumas regiões e é caso de estudo de linguistas brasileiros e portugueses. Aqui cada bairro, cada rincão, cada cidadezinha é como se fosse um principado com suas disputas políticas de poder e mando. A unificação mineira se faz pela fé e pela música. Alguns dizem: também pelos tipos de queijos, doces e cachaças.

MÚSICA NA ALMA

A música está entranhada na alma do povo mineiro assim como seus minérios estão nos seus vales e montanhas. Em cada casa que a gente vai sempre há um violão ou uma sanfona ao alcance de um tocador. Ao marcarem uma festa, imediatamente aparecem violeiros, sanfoneiros e cantores para animá-la. Quase todo mundo sabe algumas letras de cor. O aprendizado começa na infância; já vi crianças pequenas mal suportando o peso de uma sanfona e tentando fazer acompanhamento. Sem escolas para a iniciação musical, todos aprendem de ouvido, um observando o outro, trocando informações sobre a posição das mãos, ritmo, afinação dos instrumentos e melhorando alguns trechos que já sabem. O sujeito pode ser um xucro, um bruto nos trabalhos da roça, mas quando pega um instrumento musical das suas mãos saem melodias de pura doçura.

PEDIR GRAÇAS

Motivos é que não faltam para as festas, principalmente os religiosos e os de pedidos ou de graças já recebidas. Os festejos vão acontecendo durante o ano e boca a boca é que faz a divulgação. Músicos de uma localidade tocam em outras e vice-versa. Não existe cachê ou qualquer forma de pagamento – toca-se pelo prazer de tocar e de participar. Normalmente nesses encontros há muita extravagância de comida; todos colaboram e o cardápio é quase sempre o mesmo: arroz, tutu de feijão macarrão e carnes de porco e de galinha. Quase não há legumes e verduras – só couve. Os mineiros se especializaram em couve e se ela não ficar brilhante na travessa, é porque ainda não está no ponto.

VIOLAS NO SACO

Terminada a festa, ensacam-se as violas, guardam-se as sanfonas e todos voltam para suas casas. No outro dia é apurar o ouvido para ver onde será a próxima festa – o próximo festeiro já foi escolhido. Assim a vida vai sendo levada neste pedaço de Brasil que teima em continuar sendo Brasil do jeito que ele é e sempre foi.

(Colaboração de José Arci de Faria, o Zé Guaribu – morador da Campinha – Alagoa MG.)

(*) ELOI ZANETTI, publicitário, homem e marketing, escritor, conferencista. Vive na Serra da Canastra, onde, com familiares, planta oliveiras e produz azeite de oliva.


Amigos do HC e Pátio Batel fazem ação beneficente em prol do Hospital de Clínicas

Por Rudney Flores (*)

Abadás (foto: Nilton Russo)

Neste período pré-carnaval, a Associação dos Amigos do HC e o Shopping Pátio Batel fecharam uma parceria para a realização da Oficina de Customização de Abadás, que acontece até o dia 27 de fevereiro no lounge Bolhas (piso L2 do shopping), sempre das 12h às 20 horas.

Os abadás para o carnaval disponibilizados na oficina podem ser adquiridos pelo público em geral através de uma doação mínima de R$ 20. Todo o valor arrecadado será repassado para os Amigos do HC e revertido para benefícios dos pacientes e melhorias do Complexo Hospital de Clínicas da UFPR.

O Hospital de Clínicas é uma instituição que atende 100% o SUS e precisa de colaborações para manter seus serviços e fazer o melhor atendimento dos pacientes, acompanhantes e suas famílias, através da aquisição de novos equipamentos e materiais médicos.

“Esta parceria com o Pátio Batel é mais uma importante ação para angariar recursos para os pacientes do HC, seus familiares e acompanhantes de tratamento. Com a contribuição da sociedade, conseguimos melhorar a cada dia o atendimento e as condições de quem utiliza o hospital, finalidade maior do trabalho realizado pelos Amigos do HC. Precisamos da solidariedade de todos para conseguirmos, de forma contínua, novos recursos para atender o HC”, destaca Pedro de Paula Filho, presidente dos Amigos do HC..

SERVIÇO:

Oficina de Customização de Abadás

Local: Shopping Pátio Batel (Av. do Batel, 1.868)

Data: até 27 de fevereiro

Horário: 10h às 20h.

Os Abadás podem ser adquiridos através de doação mínima de R$ 20.

Valores arrecadados serão repassados para os Amigos do HC e revertidos para o Hospital de Clínicas.

(*) RUDNEY FLORES, assessor de Imprensa da Bessa Comunicação facebook.com/bessacomunicacao

41 98829-7092 / 3023-9748


ATUALIDADE

7 escritores famosos que superaram dificuldades de ler e escrever

Agatha Christie, W.B. Yeats, F. Scott Fitzgerald, George Bernard Shaw, John Irving, Gustave Flaubert e Beverly Cleary

Se o seu filho tiver dificuldade em ler e escrever, não se desespere

Michael Rennier | Aleteia

Há uma enorme pressão para não deixar seu filho ficar para trás na aprendizagem de ler e escrever. E se por acaso ele estiver atrasado, surge o medo de que nunca alcance o nível dos colegas.

Ninguém quer que seu filho repita de ano ou seja colocado em um grupo de reforço que possa torná-lo alvo de bullying. A ansiedade é compreensível – afinal, os pais querem o melhor para seus filhos, incluindo o sucesso acadêmico.

Pode ser, no entanto, que o esforço para aprender a ler e escrever em uma idade precoce esteja prejudicando intelectualmente alguns de nossos filhos.

Nós achamos que, se é bom ler na primeira série, poderia ser melhor ainda já ler no jardim de infância. Algumas crianças estão prontas e ansiosas para ler nessa idade. Por outro lado, algumas crianças ainda não estão preparadas para isso e, ao pressioná-las à leitura cedo, estamos preparando-as para uma vida de conflitos em relação à aprendizagem.

De fato, em lugares como a Finlândia, os professores não podem começar a ensinar alfabetização no jardim de infância a menos que a criança demonstre propensão a isso especificamente. Em vez disso, os professores gastam seu tempo com os alunos ajudando-os a desenvolver habilidades de pré-alfabetização através de rimas cantadas, por exemplo. O objetivo é incutir nas crianças uma interação alegre com a aprendizagem e a escola. O que aprendemos com alegria, nós retemos.

Todas as crianças aprendem no seu próprio ritmo; algumas leem cedo, algumas um pouco depois. Isso pode ser por várias razões, desde a simples falta de interesse até dificuldades sérias de aprendizado. No entanto, se não desistirem, os leitores tardios ​​geralmente alcançam seus colegas.

Apresentar dificuldades em ler muito cedo não significa que a criança não esteja inclinada a uma vida inteira de amor pela literatura. Estes, por exemplo, são sete escritores famosos que, por várias razões, aprenderam a ler e a escrever tardiamente.

AGATHA CHRISTIE

Agatha Christie, que criou o detetive Hercule Poirot, tinha muita dificuldade em soletrar, quando criança. Ela tinha uma letra deplorável. Seus problemas provavelmente surgiram de uma forma de dislexia, e ela admitiu: “eu, eu mesma, sempre fui reconhecida… como uma ‘pessoa devagar’ na família… Escrever e soletrar sempre foi terrivelmente difícil para mim”. Ela nunca superou suas dificuldades com a escrita, e como adulta ela frequentemente ditava seus livros para que não tivesse que escrever.

W.B. YEATS

Yeats é um dos poetas e dramaturgos irlandeses mais influentes da era moderna. Mas ele era um aprendiz lento e dizia: “vários de meus tios e tias tentaram me ensinar a ler e, como não conseguiram, e porque eu era muito mais velho do que as crianças que liam com facilidade, passaram a pensar que não tinha todas as minhas faculdades”. Yeats se lembra de como seu pai estava frustrado. “Meu pai era um professor irritado e impaciente e jogou o livro de leitura na minha cabeça.” Ele finalmente aprendeu a ler. E ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1923.

F. SCOTT FITZGERALD

F. Scott Fitzgerald teve tanta dificuldade na escola que seus professores o expulsaram aos 12 anos de idade. Ele nunca terminava seu dever de casa e teve muitos problemas com a escrita. Mesmo sendo um adulto com um dom para contar histórias, sua letra era terrível. Depois de ler uma versão cheia de erros do texto de seu romance This Side of Paradise, um crítico literário o chamou de “um dos livros mais iletrados” que já vira. Fitzgerald pode ter lutado contra o Transtorno de Déficit de Atenção. Ele perseverou e agora, ironicamente, milhões de estudantes do ensino médio leem seu livro The Great Gatsby.

GEORGE BERNARD SHAW

George Bernard Shaw odiava a escola, frequentava-a irregularmente e abandonava o mais depressa que podia a sala de aula. Mais tarde, ele comparou a escola a uma prisão, “na qual as crianças são mantidas para evitar que perturbem e acompanhem seus pais”. Ele tinha dificuldade em se concentrar e se adaptar a um ambiente de aprendizado rígido. Preferia aprender em seu próprio ritmo. Ele acabou sendo um prodígio.

JOHN IRVING

John Irving, cujo roteiro de The Cider House Rules (Regras da Vida), baseado em sua obra, ganhou um Oscar, ainda lê usando o dedo para seguir as palavras. Seus professores na escola o consideravam “preguiçoso” e “estúpido”. Ele não era nenhum dos dois, mas seus problemas de leitura o levavam para aulas de reforço. Ele diz que não entendia até que seu próprio filho mostrou a mesma lentidão com a leitura, então ele entendeu que seus problemas não eram inteiramente culpa dele.

GUSTAVE FLAUBERT

Gustave Flaubert escreveu alguns dos maiores romances da língua francesa, mas quando jovem ele desatava a chorar quando sua avó tentava ensiná-lo a ler. Apesar das lágrimas, ele não desistiu, mas só conseguiu alcançar seus colegas quando tinha 10 anos. Quando tinha 13 anos, ele estava lendo Les Miserables.

BEVERLY CLEARY

Na segunda série, Beverly Cleary estava atrás de todos os seus colegas em leitura e escrita. Ela estava decidida a recuperar o atraso e acabou se apaixonando tanto pelos livros que se tornou bibliotecária. Isso muito antes dela se tornar uma premiada autora de livros infantis.

A lição para crianças e pais? Não ceda à frustração ou à derrota. Trabalhe com dedicação, e uma vida de alegria literária os aguarda.


AÇÕES DE GOVERNO

MON convida público para atividades especiais no domingo

MON convida público para atividades especiais no domingo. (Foto: José Fernando Ogura/ANPr)

Ações incluem visita mediada à exposição Luz ≌ Matéria e a oficina livre Stencil em Papel. Para participar basta adquirir o ingresso do museu – R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada), confira a programação.

Quem passar pelo Museu Oscar Niemeyer neste domingo (24) poderá participar da programação especial que inclui visitas mediada e oficinas de arte.

Entre as 11h e às 17h, acontece no subsolo a oficina livre “Stencil em Papel”, conduzida pela equipe do Educativo, em que os participantes poderão produzir e desenvolver a técnica.

Para as 16h, a equipe do Educativo do MON preparou uma visita mediada à exposição “Luz ≌ Matéria”. A mostra é dividida em duas salas, nas quais o curador Agnaldo Farias separou obras do acervo entre essas duas temáticas que dão nome à exposição. Durante a visita os participantes vão conhecer mais sobre os artistas, as técnicas utilizadas e as histórias sobre as próprias obras.

Para participar basta adquirir o ingresso do museu – R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada). Maiores de 60 e menores de 12 anos não pagam. As ações são destinadas a pessoas de todas as idades e não é necessário conhecimento prévio em arte.

SERVIÇO:

Programação Domingo no MON
Data: 24/2

Oficina livre com a equipe do Educativo
Técnica: Stencil em papel
Horário: 11h às 17h
Local: Sala de Oficinas – Subsolo

Visita Mediada
Exposição: Luz ≌ Matéria
Horário: 16h
Local: Sala 6

Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999
(41) 3350-4400
http://www.museuoscarniemeyer.org.br