O resultado da reunião entre lideranças sindicais e integrantes do governo, ontem, foi a criação de uma comissão para retomar as discussões sobre o descongelamento de salários de servidores públicos estaduais do Paraná. O governo, que até agora sinalizava por manter o congelamento, cedeu aos servidores e concordou em retomar uma negociação. A partir do dia 1º de maio, data-base do funcionalismo, as perdas chegam a 17% dos salários que deixaram de ser corrigidos pela inflação desde 2016.

A reunião foi realizada no Palácio Iguaçu e conduzida pelo vice Darci Piana, na ausência de Ratinho Jr, que estava em Brasília. Em acordo com servidores, o governo aceitou criar a comissão formada por cinco membros do Fórum das Entidades Sindicais (FES), técnicos das secretarias da Fazenda e da Administração, representantes da governadoria e deputados estaduais.

A comissão, que se reunirá hoje à tarde pela primeira vez, deve elaborar ao longo do mês uma proposta em comum acordo por reajuste. Por enquanto, os cerca de 20 sindicatos envolvidos decidiram não marcar assembleias para maio. A intenção é aguardar o resultado da retomada de negociação.

 

Juros baixos

O presidente Jair Bolsonaro pediu a redução dos juros do Banco do Brasil para o crédito rural. Ele citou que a instituição financeira terá R$ 1 bilhão em recursos para o financiamento do setor e se dirigiu ao presidente do BB, Rubem Novaes. “Apelo, Rubem (Novaes), para seu coração e patriotismo, que esses juros caiam um pouco mais”, afirmou, para aplausos da plateia.

Sem detalhes

Bolsonaro citou que o governo vai liberar R$ 1 bilhão para o programa seguro rural, mas não deu detalhes. Antes, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, já havia informado que R$ 500 milhões seriam liberados após o “governo raspar o tacho”, para o financiamento do programa de modernização da frota, o Moderfrota.

Seminário

Para o deputado Ricardo Barros que representa o Brasil no Parlamento do Mercosul o mais difícil não é aprovar projetos que beneficiem o Brasil e toda a América e sim convencer que é pelo trabalho e total dedicação é que alçaremos voos mais altos e conquistaremos grandes vitórias. “Acabamos de aprovar o Seminário Parlasul de Integração de Infraestrutura de transporte Ferroviário na América do Sul” com o objetivo de apresentar o “estado da arte” dos projetos públicos e privados, em desenvolvimento ou planejados, de maior envergadura de integração dos transportes ferroviários na América do Sul. O Seminário será no dia 8 de julho em Assunção, Paraguai.

 

 

Bakri assume

O deputado Hussein Bakri, do PSD, líder do governo Ratinho Jr na Assembleia se reuniu com representantes do Fórum das Entidades Sindicais do Paraná (FES). Ele reafirmou o compromisso de dialogar de maneira transparente na busca do entendimento.

Servidores mobilizados

Os servidores públicos estaduais participaram de passeata em protesto contra o congelamento dos salários da categoria, que há três anos não são reajustados. Eles se reuniram na Praça Santos Andrade, no centro de Curitiba, de onde saíram, às 9 horas, em direção à Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico. Professores e funcionários de escolas da rede pública do Paraná e outras categorias do funcionalismo estadual farão uma paralisação nesta segunda, cobrando reajuste nos salários das categorias que está congelado há três anos. Caravanas de todas as regiões do Estado estão confirmadas para a manifestação central em Curitiba.

Fiscalização na fronteira

A Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu realizou uma operação na Ponte Internacional da Amizade, na fronteira entre Brasil e Paraguai, com o apoio da US Customs and Border Protection dos Estados Unidos. A ação faz parte de um Workshop Operacional ministrado por Oficiais da CBP (US Customs and Border Protection) que atuam em áreas de fronteira terrestres e áreas adjacentes, estradas, pontos ao redor, etc.

Border Patrol

Os Oficiais que trabalham nos pontos de fronteira terrestres são conhecidos como “Border Patrol”. Eles atuam não somente na zona primária (“Ports of Entry”), mas também em zona secundária, em áreas conhecidas como “Check Points”. Houve treinamento na área operacional, com técnicas de abordagem, fiscalização, rotinas, maneiras de atuação, entre outros mecanismos e formas de trabalho.

Eleição na CNC

O procurador do Ministério Público de Contas da União, Júlio Marcelo de Oliveira, apresentou parecer pedindo ao Tribunal de Contas da União (TCU) que anule a eleição para a diretoria da Confederação Nacional do Comércio (CNC), ocorrida em setembro do ano passado. O empresário José Roberto Tadros foi eleito presidente após quase 40 anos de mando de Antonio Oliveira Santos. O procurador mandou ainda que a CNC se adeque a princípios de moralidade, isonomia etc. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O dever do saneamento

Apesar de ser a oitava economia do mundo, o Brasil ocupa a 106.ª posição quando o assunto é saneamento. Os indicadores de água e esgoto do País são rigorosamente desproporcionais da realidade econômica e social, atrás de Chile, México e Peru, relata o estudo Panorama da Participação Privada no Saneamento 2019. Até a Bolívia, por exemplo, trata melhor a água de sua população do que o Brasil. Os números nacionais são estarrecedores. Trinta e cinco milhões de brasileiros não têm acesso à água potável. Cem milhões ainda não têm acesso ao serviço de coleta de esgoto.

 

Metade sem coleta

De cada 100 litros de esgoto lançados diariamente no meio ambiente, 48 litros não são coletados. Além disso, parte considerável do esgoto coletado não é tratada. Estima-se que, por dia, cerca de 1,5 bilhão de metros cúbicos de esgoto coletado não é tratado. A título de comparação, no Chile, 99,1% das casas dispõem de serviço de esgoto.

OAB contra pacote

O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) vai ao Congresso entregar um estudo que se opõe ao pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro. O documento elaborado por juristas e associações do direito, como IBCCrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros) e Condege (Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais), tece críticas ao projeto e apresenta sugestões.

Dez medidas ruins

Para o grupo de trabalho da OAB, ao menos dez medidas do plano do governo Jair Bolsonaro (PSL) precisam ser revistas, pois ferem a Constituição. São elas: 1) execução antecipada da pena; 2) execução antecipada de decisões do Tribunal do Júri; 3) modificações nos embargos infringentes; 4) mudanças no instituto da legítima defesa, em especial aos agentes de segurança pública; 5) alterações no regime de prescrição; 6) mudanças no regime de cumprimento da pena; 7) mudanças em relação ao crime de resistência; 8) criação do confisco alargado; 9) interceptação de advogados em parlatório; 10) acordos penais.

Desrespeito à defesa

A que mais provocou contrariedade entre os conselheiros é a possibilidade de interceptação de advogado em parlatório -gravação de conversas entre advogado e cliente preso.

Sócios da crise

Ronaldo Caiado diz que a esquerda sempre postulou o monopólio político da virtude, sustentando deter a fórmula mágica da redenção social. No entanto, após quatro mandatos sucessivos na Presidência da República, entregou o país em condições bem piores (para dizer o mínimo) que aquelas em que o recebeu, com índices econômicos e sociais degradados, ambiente político marcado pela violência, corrupção e divisão da sociedade brasileira. Nunca antes.

Reconstrução

A tarefa que cabe hoje aos governantes, nas três esferas federativas –e no âmbito dos Três Poderes–, é a de reconstruir o país. O que está posto é de tal magnitude que não pode ser cobrado apenas do governo federal ou mesmo do Congresso Nacional. É tarefa de todos construir um novo pacto.

Ataques ao vice

A estratégia por trás dos ataques dos filhos de Jair Bolsonaro ao vice-presidente Hamilton Mourão é mitigar o poder dos militares no governo. Em alentada reportagem, a Época mostra que os ataques sistemáticos do núcleo mais ideológico do governo e da família a Mourão e aos demais generais abre uma nova fase nesse governo ainda em início: retira a blindagem sobre a ala militar.

China pretende investir

Empresários chineses estão interessados em conhecer e participar de novos investimentos no Brasil, especialmente no setor de obras e projetos de infraestrutura, disse o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, durante o Fórum de Think Tanks (expressão em inglês que significa incentivar a expressão de ideias e projetos) China-Brasil. Informações da Agência Brasil.

Nova rota da seda

O evento, realizado na Embaixada da China, em Brasília, discutiu as oportunidades de negócios existentes no Brasil, que podem ser integrados à Nova Rota da Seda, programa de investimentos chineses previsto para as próximas três décadas. O programa engloba financiamentos de centenas de bilhões de dólares.

Governos apoiam reforma

Governadores de estados que compõem as regiões Sul e Sudeste do Brasil se reuniram neste sábado em São Paulo e, no intervalo do encontro, distribuíram à imprensa uma carta de apoio à reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro (PSL). No documento, deixaram claro que são contra a retirada dos estados e municípios da reforma. Os governadores também fizeram questão de ressaltar que, além da PEC da Previdência, é importante aprovar no Congresso o plano do governo federal de socorro aos estados, conhecido como Plano Mansueto.

Ataque a sinagoga

Mais barbárie. Um ataque a tiros a uma sinagoga nos arredores de San Diego, no estado americano da Califórnia, deixou uma pessoa morta e três feridas neste sábado, 27. Os fiéis celebravam no local o último dia da Páscoa judaica. O prefeito da cidade de Poway, onde fica o templo, descreveu o caso como um “possível crime de ódio”. Informações da Veja.

Suspeito preso

Um suspeito de ser o atirador foi preso pela polícia. Ele foi identificado como John Earnest, de 19 anos. Segundo Bill Gore, xerife do condado de San Diego, uma mulher atingida pelos tiros morreu no hospital. Os outros três feridos — uma menina e dois homens — seguem internados, mas não correm risco de vida.

 

É o Rio!

Depois da tragédia de desabamento de dois prédios na Muzema, a prefeitura do Rio vai demolir outros 16 prédios das proximidades. Até agora, não apareceu ninguém para ver documentos, onde os futuros sem-teto irão se alojar e comer, se perto ou não da escola dos filhos. E o prefeito Marcelo Crivella resolveu ampliar a operação-demolição: hoje, no Rio, existem 14.204 moradias em áreas de risco.

 

Olho no orçamento

Otaviano Costa deixa mesmo a TV Globo, depois de dez anos. Ele queria uma nova temporada do programa Tá Brincando e a emissora não quis: não decolou. Sua mulher, Flávia Alessandra, do elenco de O Sétimo Guardião, também logo estará fora da Globo. Seu contrato é por novela. Só que Otaviano vai segurar a família com o que ganha em seu programa diário na Rádio Globo.

 

Olho no hamburguer

Mesmo com participação reduzida no capital, Luciano Huck acaba de se tornar conselheiro de Junior Durski, dono da rede Madero. É Huck que tem ajudado a traçar os planos de IPO da empresa no segundo semestre e a reabertura de restaurante nos Estados Unidos. O Madero chegou a ter uma unidade em Miami, não teve sucesso e foi fechada há quase um ano.

 

Jantar a dois

Civilizadamente, na semana passada, em Lisboa, jantaram juntos o ministro Gilmar Mendes, do Supremo (ele é dono da faculdade onde aconteceu evento com participação de diversas figuras brasileiras) e o ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública. No meio da conversa, a possibilidade de Bolsonaro tirar o Coaf da Pasta da Justiça e voltar para o Ministério da Economia. De quebra, alguém teria escutado de Moro sua impossibilidade de voltar a ser juiz, pela lei vigente.

 

Fora do ar

Depois de ter baixado o aumento do diesel em ação pessoal, o presidente Jair Bolsonaro também tirou do ar o comercial do Banco do Brasil envolvendo diversidade racial e sexual. O Chefe do Governo (o comercial já estava no ar há dias) achou que a dose era exagerada e determinou sua proibição, à qual o presidente do BB, Rubem Novaes, nem pestanejou para cumprir. Foi autorizado pelo homem do marketing Delano Valentin, demitido (era funcionário de carreira). Foi feito pela WMcCann e custou R$ 17 milhões.

 

Não é a mesma

Quando Washington Olivetto comandava a WMcCann, a agência não participava de concorrência para quaisquer áreas de governo. Agora, a filosofia da agência deve ter mudado, diante de um mercado mais disputado – e com menos campanhas.

 

Quem pagou

Na semana passada, Bolsonaro foi almoçar no bandejão do Palácio do Planalto, onde o quilo custa R$ 30. Quem pagou a conta foi seu ajudante de ordens Major Cid, filho do general Mauro Cid, colega de turma do presidente na Academia das Agulhas Negras.

 

Garantia

Rodrigo Maia, presidente da Câmara firmou acordo na comissão especial da reforma da Previdência com os líderes partidários e o relator Samuel Moreira (PSDB-SP). O acordo irá priorizar as sugestões dos deputados e articular para que a demandas de governadores, principalmente os de oposição, sejam incluídas no texto. Só que, em contrapartida, os chefes dos governos estaduais se comprometeram a entregar os votos para aprovar o projeto. “Não adianta atender a um governador de oposição, por exemplo, e não ter os votos daquela bancada depois, os deputados votarem contra e a comissão se desgastar. Os deputados vão articular o texto e combinar esses itens”.

 

Acelerando

Aos poucos, o presidente Jair Bolsonaro vai conseguindo amenizar o clima entre ele e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O Chefe do Governo teceu vários elogios a Maia, assim que o projeto da reforma da Previdência passou pelo crivo da CCJ. Agora Maia quer retribuir de alguma maneira e prometeu acelerar a votação do pacote anticrime de Sérgio Moro.

 

Justificativa

Bilionária e filantropa Lily Safra, que mora há anos em Paris resolveu justificar sua doação de R$ 44 milhões para a reconstrução da Catedral de Notre-Dame e nenhum centavo para reconstrução do Museu Nacional. Explicou que tem certeza que sua doação será usada para reconstrução e que no Brasil a corrupção é tão grande que qualquer doação “iria parar no bolso de um oportunista” e não para a reconstrução do patrimônio.

 

Crise superada

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que a crise provocada pela anulação do aumento do Diesel, há duas semanas, já está superada e que espera que esses “erros” não se repitam. Castello Branco negou que tenha pensado em pedir demissão. “Minha preocupação era como eu poderia contornar a crise sem violar qualquer crença minha. Quero melhorar a Petrobrás. Se eu sentir que vou fracassar, não tenho mais nada a fazer, não vou comprometer a minha credibilidade. Demissão é um ato que se executa, e não se ameaça. Não é inteligente fazer isso”.

 

Missão definida

“Amar mulheres não é ser feminista” – avisa Sara Winter, ex-coordenadora do movimento feminista Femen e que tomará posse, em maio, a convite da ministra Damares Alves, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos na Coordenadoria Geral da Atenção Integral à Gestante e à Maternidade. Ela é católica (fez incursão numa igreja evangélica e recuou) e em seu novo posto, além do programa definido em sua área, também combaterá aborto, ideologia de gênero e – surpresa – submissão no casamento. Detalhe: ela aparece numa foto nova nas redes sociais segurando um revólver em cada mão.

 

Missão em Pequim

Além de ampliar o mercado para carne bovina e suína brasileira, a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, terá outra missão em sua visita a Pequim: discutir com o governo chinês um relaxamento das tarifas antidumping para as importações de frango (as sobretaxas para o produto brasileiro chegam a 32%).

 

Novo grito

Há um novo grito de guerra nas ruas e na internet, com direito a pichações em muitos muros de São Paulo e Rio: antes, era o “Fora Temer” e agora é o “Fora Toffoli”.

 

Quer sair

Há quem aposte que o legendário general Eduardo Villas Boas, ex-comandante do Exército e atual conselheiro do GSI, estaria pensando em deixar sua função no Planalto. Nada a ver com sua saúde: ele não vê com bons olhos a influência do governo a quem serve na queda de prestigio dos militares. As últimas pesquisas revelam queda de popularidade de Bolsonaro. E por outro lado, ideia de um governo militar no Brasil igualmente caiu de 63% para 49%.

 

Hora de trabalhar

Cientistas políticos já começam a perder a paciência com Jair Bolsonaro. Usam seus diversos tipos de comunicação (redes sociais, artigos e etc.) para mandar recado ao chefe de Governo. Um deles foi direto: manda Bolsonaro largar as redes socias e começar a trabalhar pelo Brasil e ainda o compara a um adolescente, que vive nas redes sociais e não pensa em entrar no mercado do trabalho.

 

Falta

O secretário da Previdência, Leonardo Rolim, disse que, para zerar o déficit do INSS, será necessário muito mais que uma PEC. “Não há perspectiva de zerar déficit do INSS única e exclusivamente com a PEC”. E afirma que, num primeiro momento, poderá zerar, mas voltará a crescer.

 

Outra parada

A viagem de Bolsonaro a países árabes, prevista para junho, poderá ganhar mais uma parada. Além de Arábia Saudita e dos Emirados Árabes, o Itamaraty está conversando com o governo da Argélia. Bem diferente da relação que tem com outros dois países, o Brasil acumula um déficit comercial com os argelinos da ordem de US$ 1,4 bilhão nos últimos 12 meses.

 

Embaixador

Alguns integrantes da equipe econômica acham que o vice-presidente Hamilton Mourão daria um excelente embaixador da reforma da Previdência. Bom de conversa, o general poderia viajar pelo Brasil na defesa da aprovação da PEC – e seria mantido longe de Brasília. Bolsonaro não gosta da ideia: acha que, se a reforma é aprovada, Mourão acaba ganhando os louros da festa.

 

No fundo do poço

No meio do café da manhã a jornalista, na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro fez um alerta especial sobre a saúde masculina: são feitas, por ano, mil amputações de pênis no Brasil por falta de higiene, especialmente em regiões mais pobres. “Nós temos que buscar uma maneira de sair do fundo do poço ajudando essas pessoas e evitar que se chegue nesse ponto ridículo”.

 

Quem manada

À frente do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o astronauta (ele usa esse título antes de “ministro”) Marcos Pontes passou quase metade dos dias úteis na pasta em viagens internacionais, delegando funções de gestão à assessora Christiane Corrêa (os funcionários se referem a ela como “ministra”), que também é sócia de um site de ventas de produtos do astronauta na internet.

 

A favor

Diante de muitos impasses na Funai, tanto o presidente do Senado Davi Alcolumbre, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, são favoráveis que a fundação volte a ficar sobre o guarda-chuva do Ministério da Justiça, comandado por Sérgio Moro. Hoje a Funai está sob o teto do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado por Damares Alves.

 

Joice 2022

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), líder do governo no Congresso, não deixará de lado o esquema que a elegeu para voos mais altos. O WhatsApp, o passarinho azul, o botão vermelho de play, a caixinha rosa e amarela e o F dentro do quadrado foram as grandes razões que a tornaram a mais votada de São Paulo. Agora Hasselmann tem novas frentes: ser candidata à prefeita de São Paulo, no ano que vem e, dependendo do resultado, colocar-se, em 2022, na disputa do governo do estado, ou, quem sabe, até para o Planalto.

 

“Caravana”

Joice Hasselmann filma tudo o que faz, o que fala, com quem discute e mesmo suas entrevistas que vão diretamente para o ar no seu canal no YouTube. Está rodando o Brasil defendendo a reforma da Previdência na “Caravana da Independência”, transmitida para as redes. Tem 2,2 milhões de curtidas no Facebook, 1,2 milhão de assinantes no seu canal do YouTube, 1,4 milhão no Instagram e 334 mil no Twitter.

 

Quer ver antes

Depois da suspensão da campanha do Banco do Brasil voltada para a diversidade racial e sexual por decisão direta de Jair Bolsonaro, todas as peças publicitárias de todos os cantos do governo deverão ter análise prévia da Secom, comandada pelo general Santos Cruz. Detalhe: o que irritou Bolsonaro na campanha do BB foram as caras e bocas dos atores e atrizes negros, com tatuagens, usando anéis e cabelos compridos, além de determinados olhares.

 

Novo recorde

Vingadores: Ultimato estreou na quinta-feira (25) e arrecadou nada menos do que US$ 169 milhões. Só na China a arrecadação foi de US$ 107,5 milhões. No Brasil 90% das salas que exibiam o filme ficaram lotadas na estreia. Neste ritmo, já se prevê um recorde de arrecadação.

 

Duas décadas

O ministro Alexandre de Moraes aceitou que a 1ª Turma do STF julgue o processo em que o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) é acusa de peculato. Melhor para o parlamentar que ganha tempo a mais para sua defesa.  Há um ano, o STF chegou a devolver a ação do TJ-Acre, que agora volta à Suprema Corte para ser julgado em plenário. E nesse vai-e-volta, já se passaram nada menos do que 21 anos sem decisão final.

 

Falta de dinheiro

O ministro Paulo Guedes, da Economia e o presidente do BC, Roberto Campos Netto, enfrentam sério problema: está faltando dinheiro para produzir dinheiro. Explica-se: os cortes do orçamento da Casa da Moeda têm inviabilizado a produção de um novo lote de cédulas de Real. Para fabricar um bilhão de unidades (cédulas), o custo é de cerca de R$ 1,5 bilhão, quase três vezes a cotação da estatal para este ano. A saída poderia ser a contratação de empresas internacionais: por uma MP de Michel Temer, de 2016, o BC está autorizado a importar dinheiro.

 

De olho na rixa

A indisposição dos filhos de Bolsonaro com Hamilton Mourão se aprofundou quando o vice-presidente virou o “queridinho” da imprensa, considerada pelos filhos como “inimiga” do governo (e não é bem assim). Mais: ao atacar Mourão, a estratégia dos filhos não é só atingir o vice, mas demonstrar poder diante dos militares (e não é também assim porque os militares poderiam subir nas tamancas).

Frases

 “Quem quiser vir aqui fazer sexo com mulher, fique à vontade.”

Jair Bolsonaro

“Sou contra desidratar a Previdência, mas a comissão é soberana.”

Deputado federal Samuel Moreira, relator