Os riscos da obesidade

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Obesidade no Brasil: quase 20% da população é portadora desta condição, que é fator de risco para outras doenças

De acordo com levantamento do Ministério da Saúde divulgado em julho do ano passado, o número de obesos no Brasil aumentou 67,8% entre 2006 e 2018. A Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) registrou que a porcentagem da população brasileira pertencente ao grupo passou de 11,8% para 19,8% nos últimos 13 anos.

O estudo realizado com maiores de idade de todas as 26 capitais e do Distrito Federal, utilizou como principal parâmetro o Índice de Massa Corporal (IMC), o qual é calculado dividindo o peso do indivíduo por sua altura elevada ao quadrado. De acordo com a medida internacional, o IMC é considerado normal quando resulta em um número menor do que 25. Quando o índice fica entre 25 e 29,9, configura-se sobrepeso. Acima disso, o indivíduo é considerado obeso.

Caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, a obesidade é uma doença que pode desencadear outras complicações para a saúde. “A obesidade está claramente relacionada à diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol e triglicerídeos elevados, câncer, osteoartrite, apneia obstrutiva do sono, asma e doenças do coração. Além disso, as taxas de câncer em obesidade grau III (quando o IMC é maior que 40) são 52% maiores em homens e 62% maiores em mulheres de peso normal”, explica a cardiologista Célia Regina Winheski, membro da Sociedade Paranaense de Cardiologia (SPC).