Os responsáveis pelo múltiplo homicídio, culposo ou doloso, seguido de destruição ambiental não são poucos. A lista é tão extensa quanto a dos inscritos no Departamento de Propinas da Odebrecht. A fila de criminosos de Brumadinho começa pelo ex-governador Fernando Pimentel, cujo descaso pela vida dos mineiros foi escancarado pela reprise da erupção de horror em Mariana. O segundo, com certeza, é o presidente da Vale, Fabio Schvartsman. É reincidente. Tem o desplante de afirmar que não tem palavras para descrever o sofrimento que lhe causou o rompimento de mais uma barragem.

A fila continua com os corruptos da Agência Nacional de Águas e da Agência Nacional de Mineração, infiltrados no Ministério de Minas e Energia, campeões da vadiagem que infestam os órgãos encarregados de zelar pelo segurança das barragens, engenheiros vigaristas, fiscais bandidos a serviço de mineradoras, parlamentares que impedem o endurecimento da legislação, ineptos fantasiados de promotores de Justiça e magistrados que, por safadeza ou estupidez, poupam de punições os delinquentes que produzem tsunamis de rejeitos. Fora o resto.

Se vingar a tradição, ninguém será responsabilizado, ninguém será punido.

Porta arrombada

A contemplação do passado informa que o Brasil se habituou a só colocar fechadura em porta arrombada. Para que essa deformação repulsiva deixe de obstruir o caminho que encurta a chegada ao futuro civilizado, é preciso transformar em marco zero o drama que assombrou novamente o mundo. Os autores da tragédia de Brumadinho são casos de polícia. Têm de aprender que já não existem condenados à perpétua impunidade. A direção da empresa merece exemplares castigos financeiros. Todos os envolvidos no crime merecem cadeia.

Tudo bem

No primeiro boletim médico divulgado pelo Hospital Albert Einstein após o encerramento da cirurgia para retirada da bolsa de colostomia, a equipe médica informa que o presidente Jair Bolsonaro “encontra-se clinicamente estável, consciente, sem dor”. O documento foi divulgado às 17h desta segunda-feira, 28. O procedimento durou cerca de sete horas e foi concluído com êxito, de acordo com ele.

Beto e mais nove

Os agentes público denunciados pelo Ministério Público Federal são 10: Beto Richa, Deonilson Roldo, Ezequias Moreira, Ricardo Rached, Nelson Leal Junior, José “Pepe” Richa Filho, Antonio Carlos “Cabeleira” Cabral, Maurício de Sá Ferrante, José Alfredo Gomes Stratmann e Aldair Wanderley Petry.

Empresários na chincha

Além dos agente públicos, o MPF denunciou 22 dirigentes das seis empresas concessionárias do pedágio no Paraná. Gente de grosso calibre.

Grossa bandalheira

Nós pagamos essa conta. O Ministério Público Federal calcula que os aumentos nas tarifas de pedágio concedidos ao longo dos últimos oito anos renderam às seis concessionárias que administram o Anel de Integração um faturamento extra de R$ 8,5 bilhões. Os reajustes não foram proporcionais às obras previstas; muitas delas nem foram iniciadas.

Alvaro quer CPI da Vale

Demorou para acontecer. Diante de um horror tão grande que comoveu toda a Nação, políticos não deixariam de tentar aproveitar a oportunidade para surfar na desgraça alheira. Alvaro Dias que uma CPI da Vale para brilhar. Outro paranaense, que volta à Câmara, Maurício Fruet, tenta empinar a CPI de Brumadinho.

Perdeu a noção

Gleisi Hoffmann: “Solidariedade às famílias de Brumadinho. Mais uma tragédia evitável. Cedo ou tarde a privatização cobra seu preço da população. Ainda mais quando há impunidade, como foi com Mariana”.

Devolveu na lata

Augusto Nunes: “Gleisi Hoffmann, presidente no PT, no Twitter, reconhecendo que o crime ambiental ocorrido em Brumadinho seria evitado se, logo depois da tragédia registrada em Mariana em 2015, a Justiça tivesse punido exemplarmente os responsáveis, todos homiziados no governo Dilma, no governo Fernando Pimentel e na mineradora controlada por devotos de Lula”.

Endureceu para Lula

As coisas mudarão um pouco para Lula na prisão. A juíza Carolina Lebbos Moura endureceu as condições do ex-presidente. Ele não poderá mais receber visitas de Fernando Haddad em qualquer dia da semana, nem de líderes religiosos toda segunda-feira. Haddad volta à condição de visitante normal, pode entrar na fila de visitantes amigos e estar com o chefe dentro dessa norma, às quintas-feiras.

Sem procissão

A procissão de religiosos que passam pela cela de Lula também vai diminuir. Antes, toda segunda-feira ele poderia ter esse ‘atendimento religioso/espiritual’. Lula tem fé em muitas frentes: em seis meses de prisão, foram 17 líderes religiosos que passaram por lá. O mais assíduo foi o pai de santo Antonio Caetano de Paula Júnior, o Caetano de Oxossi, com três visitas. De agora em diante, Lula terá direito a uma visita religiosa por mês, como os demais encarcerados que estão na PF.

Assume tudo

O ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, topou ser responsável por toda a presepada de grana que acabou no escândalo das movimentações financeiras em sua conta. A condição que Queiroz impôs: deixem de fora sua mulher, filha e enteada. Aguardemos.

Mais barato

No Distrito Federal, seria mais barato pagar planos de saúde para toda população do que manter a atual Secretaria de Saúde, ao custo anual de R$8 bilhões. Dos 3 milhões de brasilienses, 35% (1.050.000 moradores) já têm planos de saúde e por isso dispensam os serviços públicos. O governo de Ibaneis Rocha (MDB) não tem essa intenção, mas se extinguisse a Secretaria poderia bancar planos de saúde privados para os demais 65% da população. E ainda sobraria dinheiro.

Para eles, tudo bem

Na Secretaria de Saúde do DF, os salários não são uma maravilha, mas são os maiores do Pais: consomem 82% do orçamento. O novo modelo de gestão prioriza a satisfação do usuário de hospitais, maltratados em filas de até 10 horas, em razão da falta ao trabalho.

Gestão positiva

Implantado no célebre Hospital de Base, o novo modelo quase zerou as filas e reduziu até à metade os gastos com materiais e remédios. Ibaneis Rocha venceu a primeira queda de braço contra o setor público preocupado com perda de regalias e pelegos com perda de influência.

Aposentadoria cediça

Era de 57 anos a média de idade dos mais de 385 mil servidores públicos federais que se aposentaram desde 1995. Desses, apenas 90 mil (23%) não recebem aposentadoria integral. Só no mês de dezembro de 2018 mais 1.476 servidores se aposentaram do serviço público federal com vencimentos integrais até o fim da vida, ao contrário do que ocorre com os demais trabalhadores. As informações são do Painel Estatístico de Pessoal da Secretaria de Planejamento.

Em 2018 foram 19.905 aposentadorias do serviço público federal. Quase todas (19.179) aposentadorias integrais. São 77% os servidores públicos federais que embolsam durante toda a aposentadoria o valor completo do último salário que recebeu. Também o governo do Distrito Federal vive a rotina de buscar recursos  para pessoal. Foram 18 mil aposentadorias em doze anos.

Histórico preguiçoso

O ex-deputado Jean Wyllys (Psol) só emplacou dois projetos nos oito anos de Câmara. Um trata de batizar o mês de dezembro e o outro de batizar um dia para o “Direito à Verdade”. Pior: é só “coautor” das leis.

Médium na parede

O ex-governador do DF Rodrigo Rollemberg era um dos admiradores de João de Deus: a equipe do novo governo encontrou foto do médium tarado pendurada com destaque em seu gabinete, no Palácio do Buriti.

Despacho

Jair Bolsonaro garantiu ao ex-presidente Fernando Collor que já nesta terça (29) voltará ao batente, após se submeter a cirurgia, nesta segunda, para retirar a bolsa de colostomia no hospital Albert Einstein.

Crachá no peito

Ainda que não precisem disso para circular sem restrições no Palácio do Planalto, tanto o porta-voz da Presidência, Rêgo Barros, quanto o vice-presidente Hamilton Mourão não dispensam o uso do crachá.

Vagas abertas

Alvos predileto dos críticos ao novo governo, a ministra Damares Alves (Direitos Humanos) é caso raro de autoridade que não recheou seu gabinete com nomeados. Três altos cargos ainda estão vagos.

Racionalização

A fusão das agências nacionais de transporte terrestre e aquaviário (ANTT e Antaq), dividiu servidores. Pesquisa a pedido do Ministério da Infraestrutura mostrou que 46% a favor, 31% contra e 23% em dúvida.

Só milionários

O Citibank nega ter abandonado o Brasil, mas “passou a se concentrar no atendimento a clientes de Corporate and Investment Banking”. Ou seja, só atende agora a minoria da minoria milionária brasileira.

Bate e assopra

O Fundo Monetário Internacional condicionou a boa perspectiva sobre o Brasil à aprovação da reforma da Previdência e equilíbrio das contas públicas. Ainda assim aumentou a previsão de crescimento em 2019.

 

Vale suspende pagamento

O Conselho Administrativo da Vale decidiu mudar o sistema de remuneração e incentivos da empresa. Por conta dos últimos acontecimentos, o Conselho decidiu suspender o pagamento de remuneração variável aos executivos e também a Política de Remuneração aos Acionistas “e, consequentemente, o não pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio (JCP), bem como qualquer outra deliberação sobre recompra de ações de sua própria emissão”.

Dois comitês

O Conselho da Vale informou que criou dois comitês para atuar neste momento em Minas: um para tratar da assistência às famílias e outro da investigação das causas do rompimento da barragem de Brumadinho. trouxe insegurança para moradores de Itabira, onde a empresa tem grandes empreendimentos.

Consultor de Ratinho Jr

Contratado pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), para elaborar um plano de metas para o estado, o economista Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do BNDES no governo de Michel Temer, confirmou em rede social que “a entrega do trabalho de consultoria será feita no início de fevereiro”.

PSL racha

Núcleo da base governista, o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, vive uma fase de disputas internas que dividem integrantes da segunda maior bancada da Câmara. A divisão dos cargos de comando na Câmara é o novo foco de atrito, além de desavenças que marcam o relacionamento na bancada desde a campanha eleitoral do ano passado.

Não dá pra todos

Há mais postulantes do que cargos, segundo a divisão prevista no acordo para dar apoio à reeleição do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Para conseguir a promessa dos 52 votos do PSL, Maia cedeu à direção do partido a 2.ª vice-presidência da Mesa Diretora, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), a mais importante da Câmara, e a Comissão de Finanças e Tributação (CFT).

Francischini na lista

A presidência da CCJ é a mais disputada, com ao menos quatro pretendentes. A advogada Bia Kicis (PRP-DF), cuja filiação está “prometida” ao PSL; o deputado Coronel Tadeu (SP), ex-policial militar do Batalhão de Choque; o delegado da Polícia Federal Marcelo Freitas (MG); e o advogado Felipe Francischini (PR), filho do ex-delegado da PF e ex-líder do PSL Fernando Francischini.

Antecipou-se

Os já filiados ao PSL estão insatisfeitos com a candidatura prévia de Bia Kicis. Argumentam que ela não poderia ter uma função de destaque por não estar no partido ainda, embora sua indicação seja defendida por membros da cúpula do partido. A jornalista Joice Hasselmann (SP) também deve disputar uma posição de destaque, que pode ser a presidência da Comissão de Finanças ou a vice-liderança do partido na Casa.

Consumo de energia

O Brasil fechou a última semana com dois recordes sucessivos de consumo horário no Sistema Interligado Nacional (SIN). Isso quer dizer que nunca se consumiu tanta energia no País no mesmo horário. O pico foi na tarde de quarta-feira (23), com demanda máxima de 89.114 MW às 14h55 – superando o recorde do dia anterior, às 15h26, de 87.489 MW. No mês de janeiro, foram quebrados quatro recordes históricos, de acordo com o Operador Nacional do Sistema ONS.

A farra geral

A eleição para os próximos donos da Câmara e do Senado será na sexta-feira. Os jornais falam bastante sobre os cargos de comando da Mesa Diretora, das comissões temáticas e do poder de escolher pautas para votação – o que poderá dar uma mão ou uma rasteira no governo Bolsonaro. Mas existe uma outra camada de interesse. Os eleitos terão um número impressionante de vagas à disposição para indicar aliados: 682 cargos de confiança (485 na Câmara e 197 no Senado) com salários que variam de R$ 2.500 a R$ 19,9 mil.

Os concorrentes

Para o comando da Câmara, concorrem como oposição a Rodrigo Maia (DEM-RJ) nomes como Fábio Ramalho (MDB-MG), Arthur Lira (PP-AL), Ricardo Barros (PP-PR), Marcelo Freixo (PSOL-RJ), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e JHC (PSB-AL). Já para o comando do Senado, estão no páreo Renan Calheiros (MDB-AL), Major Olímpio (PSL-SP), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Esperidião Amin (PP-SC), Angelo Coronel (PSD-BA), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Alvaro Dias (PODE-PR).

No crime

Logo depois que Jean Wyllys anunciou que não assumiria o terceiro mandato como deputado federal e que ficaria fora do Brasil por tempo indeterminado, espalhou-se rapidamente nas redes sociais uma história de que ele estaria envolvido com o financiamento do atentado sofrido por Bolsonaro. O Monitor do Debate Político no Meio Digital, da USP, identificou em relatório que o primeiro tuíte a levantar a história saiu da conta de Milene Reis, uma moça que é seguida no Twitter por Carlos Bolsonaro, filho do presidente, e pelo assessor da presidência, Filipe Martins. A informação já foi encaminhada às autoridades.

Richa no mesmo lugar

O Ministério Público pediu que Beto Richa seja transferido para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba ou para o Complexo Médico-Penal, na região metropolitana, assim como ocorre com todos os investigados na Lava Jato. A Justiça negou. A alegação: não compete a ele deliberar sobre a alocação de presos e que isso recai sobre as autoridades responsáveis pela carceragem, observando os critérios de segurança e de acordo com a disponibilidade de vagas no sistema prisional. Richa está detido desde sexta-feira na sede do Regimento de Polícia Montada da capital.

Missões oficiais

Saída de Brasília em missão oficial não entra na conta da cota parlamentar, que financia outra forma de turismo viagem. Esse tipo de despesa custou aos cofres públicos ano passado R$ 3,1 milhões. Os deputados gastaram em passagens R$ 1,6 milhão; R$ 1,3 milhão em diárias e R$ 144,6 mil numa rubrica intitulada como ‘gastos adicionais’. Os destinos mais oficialmente visitados pelas excelências: Nova Iorque, Panamá, Genebra, Lisboa e Cracóvia.

Vale apresentou plano

A Vale usou o plano de emergência em caso de rompimento da barragem no Córrego do Feijão como modelo de excelência a ser copiado em outras regiões. Chegou no último dia 28 de novembro a exibir para moradores do distrito de São Sebastião das Águas Claras, conhecido como Macacos, um vídeo no qual 109 pessoas de Brumadinho (MG) participaram do simulado identificando as rotas de fuga e medidas de autossalvamento. Da ata da reunião, consta que 89% da comunidade do Feijão participou do treinamento.

Nem a sirene tocou.

A ata registra que na reunião representantes da Vale garantiram que “não há qualquer problema com as cinco barragens da região de Macacos, que estão 100% seguras” e que o treinamento era apenas preventivo.

Ainda demorará um tanto até que o impacto humano e ambiental do rompimento da barragem em Brumadinho (MG), na sexta-feira (25), possa ser propriamente avaliado. Algumas lições preliminares, entretanto, já podem ser extraídas desse lamentável desastre. A primeira deriva do fato acabrunhante de que não se trata de tragédia inédita no gênero. Há apenas três anos o país consternou-se diante das 19 mortes e da incrível devastação desencadeadas pelo colapso de uma barragem da Samarco, que varreu do mapa a localidade de Bento Rodrigues (MG).

Ideologia acima de tudo

Nada, absolutamente nada, parece seduzir mais o presidente Jair Bolsonaro do que a missão que ele julga divina de derrotar o “viés ideológico”, cuja frequência em seus discursos rivaliza com a de “Deus acima de tudo”. Não perde uma única oportunidade. Foi assim na posse – no Congresso Nacional e no Parlatório -, em Davos. Fala como se o tal viés fosse um cancro da esquerda, quando, na direita que ele representa e que se multiplica no mundo, os tumores ideológicos são tão ou mais graves.

Aliviar crise

O Supremo Tribunal Federal marcou para fevereiro o julgamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que pode dar fôlego a Estados em aguda crise financeira. Governadores que assumiram em janeiro e herdaram orçamentos deficitários se movimentam nos bastidores para que a Corte autorize a redução do salário e da carga horária de servidores públicos quando os gastos com a folha de pagamentos superar o limite máximo estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Não houve omissão

O Ministério da Justiça, responsável pela Polícia Federal, afirmou em nota, neste sábado (26), que lamenta a decisão do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) de deixar o país por causa das ameaças de morte que vem sofrendo e negou que tenha havido omissão das autoridades. As informações são da Folha de S. Paulo.

Em andamento

Segundo a pasta, hoje comandada pelo ex-juiz Sergio Moro, a PF abriu diversos inquéritos em 2017 e 2018 para investigar ofensas e ameaças contra o deputado. As apurações, ainda segundo o ministério do governo Jair Bolsonaro, estão em andamento e já identificaram um dos autores, que foi preso no ano passado.

Pegou pesado

A advogada, professora universitária e deputada estadual do PSL Janaína Conceição Paschoal, eleita com mais de dois milhões de votos, disse ao Estado, em entrevista na última segunda, 21, que o senador eleito Flávio Bolsonaro(PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, “tem todo o direito à defesa, a entrar com todas as medidas, mas me parece complicado ver uma reação parecida com a que foi a do Aécio(Neves), e com a que é a do Lula até hoje”.

Pelas crianças

A infância e a melhor idade serão as grandes prioridades da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf) na nova gestão, e uma das primeiras ações do secretário Ney Leprevost nesse sentido será a criação de uma força-tarefa de prevenção e combate aos crimes contra a criança no Paraná. A medida foi anunciada nesta sexta-feira, em reunião no Palácio das Araucárias.

Sem risco

Após o rompimento de uma barragem de contenção de rejeitos em Brumadinho (MG), nesta sexta-feira (25), moradores de Foz do Iguaçu questionaram, através das redes sociais, sobre a segurança da barragem da usina hidrelétrica de Itaipu, localizada no município. As informações são da RCI. Construída entre 1975 e 1982, ano em que houve o represamento do rio Paraná para a formação do Lago de Itaipu, a estrutura da barragem é considerada segura, tanto no trecho de concreto, onde estão as turbinas e o vertedouro; como no trecho de enrocamento, composto por terra e rochas.

 

No Show Rural

Foi definido que a sede do governo do Paraná será instalada em Cascavel nos dias 7 e 8 de fevereiro, no Parque Tecnológico do Show Rural Coopavel. Os detalhes foram alinhados entre o governador Ratinho Junior, o prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos e o superintendente da Casa Civil, Gugu Bueno.

De tornozeleira

O deputado federal eleito José Valdevan de Jesus Santos, o Valdevan 90 (PSC-SE), preso há 38 dias por crimes eleitorais, foi libertado por decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, e deve se tornar o primeiro parlamentar a atuar usando tornozeleira eletrônica. As informações são do Diário do Poder.

Laranjal

Valdevan 90 foi preso acusado de aliciar 86 moradores de baixa renda, inclusive beneficiários do Bolsa Família, dos municípios de Estância e Arauá para atuarem como laranjas em doações fraudulentas à sua campanha. De acordo com a procuradora Regional Eleitoral, Eunice Dantas, uma série de dezenas de doações no valor de R$ 1.050 em dias próximos chamou atenção.

Moro vai tentar

Sérgio Moro vai tentar dissuadir Jair Bolsonaro da ideia de que o governo patrocine a aprovação de projeto de lei flexibilizando o porte de armas. Nas oportunidades em que foi questionado sobre isso, Moro afirmou sempre que o assunto não está no horizonte do governo. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o próprio presidente, no entanto, já acenaram com essa mudança. Moro acha que colocar o tema polêmico em pauta pode atrapalhar a tramitação do pacote de leis nas áreas de combate à corrupção e ao crime organizado que vai enviar ao Congresso em fevereiro.

Vale lembrar

Bolsonaro falou muito sobre abrir as caixas pretas de tudo quanto é lugar do governo. Mas, com menos de um mês de poder, dois itens são bem curiosos e incompatíveis com o discurso: – O desejo do Banco Central de pôr fim ao controle de movimentações financeiras de autoridades e de alguns dos seus familiares; – A ampliação do número de funcionários autorizados a classificar como secretas determinadas informações, que agride a Lei de Acesso à Informação, dificultando e em alguns casos até anulando o trabalho da imprensa. Os fatos deixam pista que abrir caixas pretas e fazer um governo com transparência total não estão na pauta.

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