Os 57 bi para gastar em 2019

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Os deputados aprovaram os R$ 57,366 bilhões do Orçamento Anual de 2019. Ratinho Jr terá que administrar o estado conforme a fixação dos recursos: – Educação: R$ 10,229 bilhões; – Segurança Pública: R$ 4,125 bilhões – Saúde: R$ 3,720 bilhões; – Assembleia Legislativa: R$ 748 milhões; – Tribunal de Contas do Estado: R$ 481 milhões; – Tribunal de Justiça: R$ 2,935 bilhões; – Ministério Público Estadual: R$ 1,049 bilhão. Há também aprovação de proposta com a possibilidade de abertura de crédito adicional por parte do governo de 5% para 7%.

Tudo bem, o importante é saber se todo esse dinheiro será bem empregado. Há esperanças fundadas nas promessas de Ratinho Jr. Oremos. Afinal, enquanto os cidadãos curtem o futebol, a praia e os preparativos do carnaval com certo alívio porque alguns graúdos foram presos por corrupção, sofrem outro assalto, o mais grave de todos, assalto muito maior que esfola o cidadão.

O total de impostos pagos neste ano já superou 34% do PIB. Esse monumental volume de dinheiro entregue aos governos reduz a capacidade de investimentos das empresas e a possibilidade de compra dos indivíduos; desestimula a iniciativa individual – pois, num bom número de casos, ganhar mais significa receber menos, já que o imposto dá um salto.

A grande esfola

É tanto dinheiro nas burras dos governos que permite gastos públicos injustificáveis – dos milhares de funcionários à gigantesca frota de carros para governantes e políticos em geral, dos recursos para a corrupção às mordomias oficiais. Há muita corrupção neste Brasil brasileiro e combatê-la é importante. Mas não tão importante quanto a Grande Esfola Tributária, mãe de todos os casos de ladroeira governamental. Nossa cultura política não permite indignação maior diante do abjeto cotidiano de nossos políticos.

Polícia investiga

Lembra do episódio da semana passada em que Joice Hasselmann recebeu uma cabeça de porco, uma peruca e um bilhete escrito “Puta judia vai sofrer depois morre”. Pois então, a Polícia Civil de São Paulo está a investigar o caso. “Estamos ouvindo testemunhas e tentando fazer levantamento de impressões digitais da encomenda”, disse o delegado José Mariano Araújo Filho. Hasselmann diz que o ocorrido não é inédito, que durante a campanha teve que mudar de endereço quatro vezes e que passou “20 dias dormindo escondida em uma clínica médica, numa maca”.

Sugestão de doleira  

Nelma Kodama, ex-doleira, foi uma das primeiras prisões da Lava Jato. Sergio Moro a condenou a 18 anos de prisão, há dois anos ela usa tornozeleira e cumpre pena em casa, e agora se prepara para ver 38 imóveis seus serem leiloados pela Justiça. A moça deu entrevista e comentou o momento de construção da nova equipe de Moro, desejando sorte e sugerindo nomes:

Malta sobre Bolsonaro

Em entrevista ao site “The Intercept Brasil”, Magno Malta falou sobre a decepção de ficar fora do governo, o fim da sua atividade política e de quebra mandou umas indiretas. “A autoridade é dele, ele é o presidente desse país. A amizade não vai acabar porque durante dois meses da eleição eu achava que ia ser ministro e eu não fui ministro. Sobre as escolhas de Bolsonaro para o primeiro escalão do governo, não citou nomes, mas mandou as indiretas: “Você vê muita gente que falava mal dele, não pedia voto, e agora tá aí, se aproximando”.

Lava Jato na rua

A Polícia Federal deflagrou ontem a Operação Sem Limites, é a 57ª fase da Operação Lava Jato. 190 policiais se dividem entre Paraná e Rio de Janeiro, para cumprir 26 mandados de busca e apreensão, onze mandados de prisão preventiva e seis intimações pela autoridade policial expedidas para tomada de depoimentos ainda nesta quarta-feira. Além disso foram expedidas ordens de sequestros de imóveis, a indisponibilidade de contas bancárias de investigados, bem como o bloqueio de valores até o limite dos prejuízos identificados até o momento.

Bens indisponíveis

O Ministério Público pediu e a Justiça Federal aceitou e decretou a indisponibilidade de bens e valores do ex-prefeito de Andirá José Ronaldo Xavier, dos ex-secretários municipais Edson Roberto Etefanuto e Luiz Antônio Possagnoli, da empresa Urbamax Empreendimentos e Construção Ltda e de seu representante legal, Bruno Cesar Stefanuto, e da Construtora Godoi Andirá. Todos estão numa ação de improbidade administrativa por malversação de recursos provenientes do Ministério da Educação para a construção de supercreche no município de Andirá.

 

Negócio de Cuba

Vanessa Grazziotin: “A expulsão dos Médicos cubanos por Bolsonaro é um crime contra o povo do Amazonas”. Augusto Nunes: “Vanessa Grazziotin, senadora do PT do Amazonas, no Twitter, em campanha pela continuação da obscenidade que levou o Brasil a importar, e manter em cativeiro, milhares de cubanos reduzidos a mercadoria pela ditadura que controla a ilha-presídio desde janeiro de 1959”.

Sem fineza

Alexandre Garcia, jornalista da Globo, escreveu em seu Twitter a respeito dos protestos que têm acontecido em Paris: “Incrível admitir que Von Choltitz defendeu Paris mais que Macron, mesmo sob ameaça de ser fuzilado por Hitler”. Von Choltitz foi o responsável pela ocupação de Paris durante a Segunda Guerra e lá pelas tantas ele se recusou a cumprir algumas ordens de Adolf Hitler. Brieuc Pont, cônsul da França em São Paulo, não gostou da comparação e disparou no Twitter: “O Sr. elogia um general nazista comparando o com o presidente da república francesa. A fineza passou longe. #SemNoção”.

Proteção extra

No apagar das luzes, a Mesa da Câmara incluiu como “informação pessoal” dos parlamentares o e-mail particular e dados patrimoniais, financeiros e biométricos. Assim, garante que todos serão resguardados por sigilo de 100 anos. Na mudança, que altera as regras da Casa para aplicação da Lei de Acesso à Informação, eles, ainda, retiraram do texto parágrafo que divulgava endereço de residência e número de telefone de deputados quando os dados constarem de pedidos de ressarcimento.

Deputado-presidiário

Quem é que se reuniu ontem com Jair Bolsonaro? A bancada do MDB. E sabe quem estava lá, todo faceiro a articular os posicionamentos do partido no ano que vem? Celso Jacob, aquele que de dia é deputado e à noite era presidiário – e que agora conseguiu passar para o regime domiciliar. Se você acha que a notícia não tem muito significado, que Jacob estava presente apenas para aparecer na foto, aguarde 2019.

Amigos de fé

Renan Calheiros, 63 anos, em sua conta no Twitter: “Hoje, por telefone, disse ao Romero Jucá (meu irmão), que ele não estava entendendo que a criminalização do processo continua. O STF não conseguiu votar o indulto do ano passado, imagine quando irá apreciar o de agora”. Romero Jucá, 64 anos, em entrevista na rádio Eldorado: “Somos irmãos, mas os irmãos às vezes discordam. Eu, como mais velho, posso dar conselhos e evitar que ele fale besteiras”.

13º dos servidores

Este é o terceiro ano consecutivo que pelo menos 1,5 milhão de servidores estaduais e municipais estão perigando ficar sem o 13º salário. Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte ainda não têm dinheiro em caixa para o benefício.

 

Ciro desanca o PT

Se o PT acusa Jair Bolsonaro de “fake news” nas eleições, Ciro Gomes acusa o PT da mesma prática contra ele no primeiro turno. Em uma live no Facebook, o ex-candidato do PDT à Presidência da República explicou que sempre lutou ao lado dos petistas, mas que “não contem” com ele enquanto essa cúpula do PT estiver no controle da sigla. As informações são do BR-18 no Estadão.

Fake news

“O PT meteu dinheiro na campanha, meteu fake news na internet e não contra o Bolsonaro, mas contra mim. Fizeram o diabo. Chantageou o PCdoB para tirar a Manuela (D’Ávila), sacrificaram o Márcio Lacerda e a Marília Arraes para obter uma neutralidade do PSB. Para não me dar tempo para falar”, disse. “Me escolheram como adversário e depois que acham que sou obrigado, depois de 20 anos, a repetir. Entre o fascismo e a corrupção, que a cúpula do PT representa, optei por sair. Enquanto essa cúpula do PT estiver dando as cartas, não contem comigo”, diz o irritado Ciro Gomes.

Best-seller

O livro Minha história, da ex-primeira-dama americana Michelle Obama, já vendeu dois milhões de cópias nos Estados Unidos e no Canadá. Esta semana, ela lançou o livro em Londres num encontro no Royal Festival Hall, onde a fila por ingressos era 500 vezes maior que o número de lugares à venda. Lá, Michelle contou sua vida com Barack Obama, cuidados com as filhas e garantiu que não será candidata à Presidência em 2020. E traçou um perfil de Barack: “Ele não é do tipo que faz jogo, mas todo casamento exige sacrifícios. Tem dias que você tem vontade de jogar o outro pela janela. Assim, acidentalmente”. O público gargalhava.

 

Novos tempos

Sinal de mudança: 45% dos filmes selecionados para o Sundance Festival foram dirigidos por mulheres. Uma dela é a brasileira Petra Costa, que dirigiu um documentário sobre o impeachment de Dilma Rousseff. Sundance para quem não sabe, é o principal festival de cinema independente do mundo e a sua próxima edição acontecerá em janeiro nos Estados Unidos, em Park City, Utah.

 

Novo partido

Roberto Freire, presidente nacional do PPS e deputado federal não reeleito, prepara uma convenção do partido para janeiro para reformar a sigla e até mudar de nome, com a adesão dos movimentos Agora, Livres e Acredite, esperando contar com muitos integrantes da Rede – ou a própria legenda. Tudo por conta da cláusula de barreira.

 

Gastança

Durante este ano, R$ 35,3 milhões foram gastos para a “divulgação das atividades” de deputados federais, ou seja, para trombetear atividade parlamentar na maioria dos casos medíocres – ou mesmo inexistente. Além disso, no ano eleitoral de 2018, os contribuintes ainda desembolsaram quase R$ 3 bilhões para abastecer os fundos partidário e eleitoral. Vale tudo nesses gastos: da contratação de assessores ao financiamento de publicações.

 

Novo controle

O mercado editorial brasileiro acompanha o interesse do banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, que tem participação no portal Uol, no controle da Editora Abril, hoje em regime de recuperação judicial. O grupo demitiu 800 funcionários, fechou inúmeras revistas (sobraram apenas sete impressas) e a “joia da coroa”, também em situação precária, é a revista Veja.

 

Confissões

A veterana atriz Susana Vieira, 76 anos, que há anos trava uma batalha com uma leucemia, foi ao programa de Tatá Werneck, no Multishow e fez algumas surpreendentes revelações íntimas. Já transou durante uma gravação em externa que durou 12 horas e no banheiro de um avião na rota Paris-Rio. “Era na primeira classe, ele era elegante, bem vestido e aconteceu tudo meio no impulso”. E ainda não escondeu sua predileção por homens jovens.

 

Despejado

Está sendo despejada no Rio a boate Blue Note, que deve R$ 192 mil de aluguel. O locatário é Luiz Calainho, via L21 Marketing e a locadora é Glem Participações Imobiliárias e Comerciais.

 

Não aceitou

A senadora Ana Amélia (PP-RS) estava cotada para o Ministério de Minas e Energia e ainda pode se transformar em porta-voz do governo Bolsonaro, embora também poderá integrar o novo governo de Eduardo Leite no Rio Grande do Sul. Bolsonaro gosta dela, mas não consegue esquecer que Ana Amélia recusou convite para ser sua vice, alegando que pretendia apenas se reeleger senadora e depois aceitou compor a chapa de Geraldo Alckmin.

 

Guerra domestica

Uma das filhas de Olavo de Carvalho, Heloísa de Carvalho Martins Arribas, continua abastecendo as redes sociais e até publicações sobre o que considera mentiras espalhadas pelo guru de Bolsonaro em sua vida. Garante que ele não tem curso superior e que a Universidade Católica do Paraná, que consta de seu currículo, não existe, que quase matou seus filhos “por ser contra vacinas” e que já teve uma escola chamada Júpiter que ensinava a fazer horoscopo.

 

Balanço

O governo de Jair Bolsonaro terá 22 ministérios. Até agora, já tem 20 nomes escolhidos: seis da área política, sete são militares e sete são considerados técnicos.

 

Excesso

O que, há anos, se chamava “matéria paga” em jornais e revistas agora virou “conteúdo patrocinado” ou expressão semelhante e está ocupando publicações e portais. Para os veículos, reforço no faturamento que anda baixo e para clientes, a chance de ver publicado exatamente o que querem. Detalhe: por pesquisa são iniciativas de pouca leitura – e até pouco crédito devido ao vínculo comercial.

 

Fala muito

Mesmo sem ter nenhum cargo do governo do pai, Eduardo Bolsonaro continua dando entrevistas dando possíveis direcionamentos de como será a estrutura do futuro governo. Na GloboNews, esta semana, ele disse que não existe nada certo em torno da pasta de Direitos Humanos, mas confirmou o nome de Damares Alves, assessora do senador Magno Malta (PR-ES), para o Ministério. Ainda afirmou que, se a pastar realmente permanecer deverá ter um novo redirecionamento, assim como a pasta de Meio Ambiente, que ainda não tem nenhum nome escolhido para o comando.

 

Indícios

A procurador-geral da República, Raquel Dogde assegurou ao Supremo Tribunal Federal que existem indícios de que Michel Temer recebeu repasses da Odebrecht, assim como Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil e Moreira Franco, de Minas e Energia. Se os elementos encontrados forem confirmados, irá se configurar crime de corrupção passiva e ambos serão julgados.

 

Sem carro aberto

O general Sérgio Etchgoyen, do Gabinete da Segurança Institucional, tem conversando com seu futuro sucessor, general Augusto Heleno, um dos conselheiros mais próximos de Bolsonaro, para estabelecer plano de segurança para a cerimônia da posse do presidente eleito no dia 1º de janeiro. Etchegoyen está mais que preocupado na excessiva exposição pública de Bolsonaro: teme, literalmente, a possibilidade de atentados. Para o general do GSI ideal seria não haver o desfile do novo presidente em carro aberto, no veterano Rolls Royce, doado por Assis Chateaubriand a Getúlio Vargas.

 

Olha na corrupção

Para quem não tem ideia: o fluxo de dinheiro de corrupção lavado a partir do Brasil alcançou a média de R$ 110 milhões por mês ou R$ 5,5 milhões a cada dia útil, entre 2011 e 2016. Conhecido doleiro que operava para a Odebrecht chegou a embolsar R$ 121 milhões em 48 meses de camuflagem dos subornos pagos a políticos. Lucrou R$ 126 mil a cada dia útil. Depois, chegou a socorrer a mesma Odebrecht numa escassez de caixa, emprestando R$ 32 milhões para pagar propina. Hoje, supostamente, o famoso doleiro vive no Paraguai.

 

Época inspiradora

Hoje, 87% dos brasileiros se dizem frequentadores de uma igreja cristã. É um percentual só superado pela Polônia, cuja maioria é católica. Nos Estados Unidos, com 73% de cristãos, três em cada quatro lares americanos montam pinheirinhos nesta época do ano (ou pinheirões). Entre nós, esse número não chega nem a um terço.

 

Gordofobia

A patrulha inspirada pelo “politicamente correto” atinge níveis insuportáveis e desprovidos de qualquer sintoma de bom senso. Agora, a atriz Carolina Dieckmann está sendo acusada pelas redes sociais de gordofobia. Tudo porque ela disse, no Altas Horas, que gostaria de casar novamente, com vestido de noiva, com seu marido Tiago Worcman. É que, quando se casou anteriormente com ele, estava 20 quilos mais gorda e grávida. E ainda disse: “Toda mulher sempre quer emagrecer”. Carolina é acusada de “ofender os gordos” (!).

 

Obesos

Ainda gordos: o The New York Times acaba de comemorar 40 anos de seu suplemento de Saúde e Ciência, que estreou em novembro de 1978. O jornal produziu um caderno com matérias sobre os desafios da ciência e da saúde. Em outra matéria, do mesmo NYT e na mesma edição, o jornal registrava que, há 38 anos, 15% dos americanos eram considerados obesos. Hoje, são 40%.

 

Acordo

O senador eleito Cid Gomes quer fazer um acordo com o senador reeleito Renan Calheiros. Quer que ele desista da disputa dando maior chance ao bloco oposicionista (ou seja, eleger o próprio Cid). De quebra, haveria o compromisso de eleger Renan daqui a dois anos. O alagoano ouve com atenção, finge estar interessado e continua trabalhando votos a seu próprio favor.

 

Pai e pai

A GloboNews perguntou a Flávio Bolsonaro: “Quem seria um bom nome para 2022?”. E ele: “Por enquanto, Jair Bolsonaro”. Depois, o próprio Flávio comentou: “E eles queriam que eu dissesse o que?”.

 

No ataque

A candidata derrotada ao Planalto, Marina Silva (Rede), ao contrário que fez nas últimas eleições, não saiu de cena e continua na ativa e com várias críticas ao futuro governo de Bolsonaro. A última delas é sobre a formação do ministérios e extinção de outros. “Extinguir o Ministério do Trabalho pode enfraquecer ainda mais direitos e a fiscalização de infrações contra a legislação trabalhista. Querem menos direitos na área ambiental e, pelo visto, ampliar a lógica para o mundo do trabalho. Nem parece que temos 13 milhões de desempregados. Transferir a Funai do Ministério da Justiça para o Ministério da Agricultura, unificar o trabalho do Ibama e ICMBio, são exemplos de como a lógica de enxugamento da equipe de Bolsonaro não é de cargos, mas de direitos”.

 

Sem publicidade

Jair Bolsonaro está avisando que vai cortar gastos publicitários do governo em jornais, revistas, TVs e rádios. Quer manter apenas os patamares atuais para sites e será mantido ou ampliado o gasto com redes sociais. A pequena imprensa espalhada pelas cidades do interior do país irá à falência.

 

Caixa baixo

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climatícas, a COP-25, também não vai acontecer no Brasil por motivos financeiros. Para sediar o evento, o presidente eleito teria de se comprometer a bancar seus custos, estimados em R$ 400 milhões. O governo de Temer havia colocado apenas R$ 15 milhões no orçamento do evento. Para juntar os R$ 400 milhões, o governo teria de sacar dinheiro do Tesouro e do Fundo do Clima.

 

Fase discreta

O general Hamilton Mourão está numa fase de ser discreto, não falar muito, não opinar, exceto para cumprir missão do titular. Chegou a propor – o que lhe parecia muito lúcido – um “centro de governo”, mas, de cara, pegou pela frente os três filhos de Bolsonaro. Ficou parecendo tentativa de tutela do Capitão pelo general.

 

70 anos

Anjo de Pedra, peça de Tenessee Williams, de 1948 (está completando 70 anos) será remontada no ano que vem com Sophie Charlotte de protagonista e direção de Nelson Baskerville. Nos anos 60, foi montada em São Paulo, com grande sucesso e Natalia Timberg no papel principal.

 

Não entendeu

Flavio Bolsonaro não entendeu o tuíte de Carlos Bolsonaro, seu irmão falando sobre supostas ameaças de morte contra seu pai. “Não tem ameaça nenhuma que eu saiba. Todo mundo que está compondo o governo é de nossa total confiança. Eu confesso que não entendi muito bem qual foi a intenção e pra quem ele dirigiu esse tuíte”.

 

Proposta inovadora

Ainda Flavio Bolsonaro: ele disse que o futuro governo pretende votar a reforma da Previdência ainda no primeiro ano do comando. “Nossa vontade original é que fosse aprovada este ano, mas a avaliação política é de que seria arriscado. A ideia é que se aprove a reforma da Previdência em 2019”.

 

Em defesa o poder

O MDB acha que por eleger maior quantidade de senadores (7), tem direito de ficar no comando da Casa. Em redes sociais postou: “A sociedade, através do voto, credenciou o MDB como partido majoritário a indicar o presidente do Senado Federal. Em que pesem as opiniões divergentes e tantos capacitados pretendentes, este é um direito que foi dado pelos eleitores e este nome será escolhido pela bancada quando for o momento dessa discussão. Conveniente ressaltar ainda que essa discussão será feita também com os senadores eleitos que tomam posse em fevereiro de 2019”.

 

Outro nome

A tradicional Eletropaulo mudará de nome, passará a se chamar Enel Distribuição São Paulo. A que a estatal foi adquirida pelo grupo italiano há seis meses.  O grupo investirá entre 2019 e 2021 cerca 3,1 bilhões focando na melhoria da qualidade do serviço, instalação de equipamentos e sistemas de telecontrole que permitem o monitoramento e a gestão em tempo real das redes, aumentando a eficiência e a confiabilidade, de acordo com a companhia.

 

Ativista acidental

Panti Bliss, a mais famosa drag queen da Europa, é um dos símbolos da ONU para os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O irlandês Bory O’Neil – esse é seu nome verdadeiro – é divertido, fala palavrão e faz piada com os homens mais atraentes do público. Saiu de uma pequena cidade na Irlanda, Ballinrobe, para criar Panti Bliss e hoje, se considera um ativista acidental. Irlanda a propósito se tornou a primeira nação do planeta a aprovar – por plesbicito – o casamento gay. Detalhe: no passado, homossexualidade era crime por lá.

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