Oriovisto: o mais rico entre os novos

Colaborador assíduo deste blog/coluna, Ericoh Morbis envia levantamento feito pelo site Congresso em Foco, sobre os parlamentares mais ricos do Congresso Nacional, com Base na declaração patrimonial dos 513 deputados e 81 senadores no exercício do mandato. O trabalho indica que os 20 mais ricos acumulam mais da metade de todos os bens informados à Justiça eleitoral por todos os parlamentares. Legislativo Juntos, os nove senadores e 11 deputados mais ricos somam mais de R$ 1,18 bilhão, o equivalente a 56% dos R$ 2,09 bilhões acumulados pelos 594 congressistas.

Dentre os eleitos em outubro, o primeiro mais rico é o é o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), que informou possuir mais de R$ 239 milhões. Vestibulando na vida política, o empresário e professor é fundador do grupo Positivo, um dos maiores do ramo da educação no Paraná e de expressão nacional. Do grupo faz parte a Positivo Tecnologia, que atua no Brasil, Argentina e países da África na fabricação e comercialização de celulares e computadores.

APENAS UMA MULHER

Entre os 20 congressistas mais ricos, há apenas uma mulher – a deputada Magda Mofatto (PR-GO) – e representantes de 13 partidos e 13 estados. Há quatro parlamentares de Minas Gerais, três do Ceará, dois de São Paulo e Goiás. Paraná, Mato Grosso, Amazonas, Piauí, Rio Grande do Sul, Alagoas, Pernambuco, Roraima e Maranhão têm um nome cada. Ao todo, sete partidos têm dois nomes entre os mais endinheirados (Podemos, MDB, DEM, Novo, PR, PP e PSD) e outros seis, um (PSDB, PDT, PDT, Pros, SD e PSL) cada.

PODE SER MUITO MAIS

Deputada Magda Mofatto (PR-GO): única milionária; Tasso Jereissati: campeão da riqueza (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Fique-se atento: a declaração de patrimônio envolve números chamados históricos. Não estão atualizados.

Assim, com R$ 389 milhões em bens e patrimônio declarados, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) é dono da maior fortuna informada à Justiça eleitoral. Eleito em 2014, Tasso tem mandato até 31 de janeiro de 2023.

Empresário e administrador de empresas, foi um dos fundadores do Grupo Jereissati, responsável por uma das maiores redes de shopping centers do país, o Iguatemi.

EX-PROMOTOR DE JUSTIÇA

O terceiro maior montante declarado em todo o Congresso é o de outro estreante na política, o deputado Luiz Flávio Gomes (PSB-SP), que também vem da área de educação. Ex-promotor de Justiça e ex-juiz, Luiz Flávio Gomes fundou em 2003 o grupo LFG, a primeira rede de ensino tele presencial da América Latina, vendido por ele em 2008. Luiz Flávio informou à Justiça eleitoral que possui R$ 120 milhões em bens.

VALORES SUBESTIMADOS

O montante admitido pelos parlamentares costuma ser subestimado. A legislação eleitoral permite que os candidatos informem o valor de compra por imóveis, por exemplo. Também não há fiscalização nem punição para aqueles que, por ventura, não declararam o que, de fato, possuem.

Na Câmara, 23 deputados afirmaram não possuir qualquer bem. Entre eles, alguns que se declaram empresários, como Alexandre Frota (PSL-SP), que fez carreira como ator.


‘Múltiplo Leminski’ tem mil objetos pessoais do poeta

Paulo Leminski em seu estúdio (Foto: Julio Covello)

Após passar por Curitiba, Foz do Iguaçu, Goiânia, Recife, Fortaleza, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Maringá, a exposição Múltiplo Leminski chega a Londrina. A partir do dia 15 de março, a mostra – resultado de anos de pesquisa e catalogação da produção do escritor e poeta paranaense Paulo Leminski – entra em cartaz no Museu Histórico de Londrina. Composta por mais de mil objetos pessoais que vão de poesias rascunhadas em guardanapos, quadros, a coleção de dicionários, a exposição é dividida em diversos espaços cênicos e instalações que pretendem revelar a multiplicidade do artista, que acumulava diversas funções como músico, compositor, romancista, tradutor, ensaísta, judoca e publicitário. A Múltiplo Leminski tem a curadoria de Alice Ruiz, Estrela Ruiz Leminski e Aurea Leminski.

Múltiplo Leminski Londrina

Data: a partir de 15/03/2019

Local: Museu Histórico de Londrina – Rua Benjamin Constant, 900 – Centro

http://multiploleminski.com.br/

Múltiplo Leminski no Museu Oscar Niemeyer (Foto: José Vieira)

Coworking para área de saúde já funciona em Curitiba

Plunes Centro Médico em Curitiba

Ótima opção para médicos que desejam atender pacientes fora do SUS, mas que por diversos motivos não possuem uma clínica particular, o coworking especializado na área de saúde é uma alternativa que vem atraindo os profissionais do setor. O modelo de negócio que já faz sucesso em São Paulo chega a Curitiba com o Plunes Centro Médico.

MANUTENÇÃO

Um dos principais motivos que afasta os profissionais da saúde da criação de sua própria clínica é o alto valor para a manutenção. Com gastos que incluem estrutura, pessoal, equipamentos, custos operacionais, aluguel/condomínio, materiais médicos, entre outros, o orçamento anual pode chegar a R$270 mil, segundo estudo divulgado pelo Sebrae. Outro obstáculo é falta de know-how administrativo e de marketing por parte dos profissionais.

BEM EQUIPADOS

Em Curitiba, o Plunes oferece consultórios equipados, estacionamento próprio, sistema de agendamento e prontuário eletrônico, recepção e serviço de secretárias, além da limpeza do local. (Ieme Comunicação)


Para Joice, criminalização do caixa 2 vence no Congresso

Joice Hasselmann (PSL-SP) e Capitão Augusto (PR-SP)

Goste-se ou não da deputada Joice Hasselmann, PSL/SP – jornalista pontagrossense que começou na profissão em Curitiba, onde colecionou encrencas e admiradores – ela está botando a boca no trombone, em defesa da proposta de Moro de criminalização do chamado Caixa Dois.

Ela admite que quem fez caixa dois em eleições, “continuará fazendo caixa 3, caixa quatro…”. Como também admite que o grande número de novos parlamentares, que significaram a renovação de metade do Congresso, “vai fazer o que é certo”. Quer dizer: a criminalização do caixa dois será aprovada.

Opinião partilhada por alguns outros deputados, como capitão Augusto (PR-S), da bancada da bala.


Não fale da “República de Pato Branco” com Ratinho Junior…

Guto Silva: o mais notável da “República”

Um ser ameno, nascido com a política na alma, o governador Ratinho Junior – até por ser muito polido – dificilmente mostra-se contrafeito diante de situações que eventualmente o contrariem.

No entanto, abre vigorosa exceção: jamais esconde sua contrariedade quando amigos e não amigos referem-se à chamada “República de Pato Branco”. No sentido de que dita “República” teria o controle da máquina governamental, do dia a dia da administração estadual. E seria composta por hábeis políticos oriundos daquela cidade do Sudoeste paranaense.

O nome mais paradigmático dessa “República” formada por gaúchos e filhos de gaúchos que “apearam” no Governo é o do chefe da Casa Civil, Guto Silva, sobre o qual a língua ferina de Roberto Requião assesta armas, no momento.


DESTAQUE

Campana, audição obrigatória na Cidade

Banner anunciando o programa

Depois de um longo período de repouso – foram 8 meses seguidos em que ele ficou mais ou menos distante de tudo, estudando e cuidando da saúde – o jornalista Fábio Campana estreou nesta terça, 19, na Rádio Cidade AM, que renasce com toda carga.

Fábio Campana: não há como perdê-lo (Foto: Marcelo Elias); Joel Malucelli: escolha pessoal

A convite do próprio dono do prefixo, Joel Malucelli, Campana passou a entregar, com todas as embalagens de uma lógica que só profissionais de seu porte têm, a melhor opinião sobre a política do Paraná. A primeira participação foi às 7 da manhã. Mais três comentários ao longo do dia.

Imperdíveis.

NAS ENTRELINHAS

Cada comentário durará cerca de quatro minutos, tempo suficiente para Campana contar o que se passa na política do Estado. Mais do que as observações lineares, muitas vezes tocando em feridas de toda ordem, é importante que o ouvinte capte as entrelinhas desse “maitre a penser” que o rádio de novo valoriza, e no qual vive um romancista e poeta de primeira classe. Mas que é, antes de tudo, jornalista por direito de conquista.


“Guerrinha” e Arruda, nossos milionários deputados

Ricardo Arruda: missionário com Porsche; Deputado Luiz Fernando Guerra: da “República”

Nesta terça, no embalo do levantamento do site Congresso em Foco, que apontou os parlamentares mais ricos do Congresso Nacional, fiz um rápido levantamento, ouvindo fontes políticas do Palácio Iguaçu e da Assembleia, com um alvo: identificar nossos deputados milionários.

Ainda no começo, o levantamento preliminar – opinião de 9 entre cada dez informantes – indica os deputados Ricardo Arruda (PSL) e Deputado Guerrinha (PSL) entre os “big shots” da Assembleia.

NÃO ESCONDE

– O Arruda exibe seu poder, sua fortuna material: vem todos os dias de Porsche para as sessões, diz um membro da Mesa da AL.

Arruda, paulista que para o Paraná veio a “chamado” do poderoso pastor/apóstolo Waldomiro, da Igreja Mundial do Poder de Deus, é um denominado missionário daquela grei religiosa.

Antes, ao que consta, na área bancária, cuidando de contas da denominação de Waldomiro, Arruda fez-se muito próximo do pastor que arrebata multidões e promete milagres de toda ordem.

QUANTIFICAÇÃO

As fontes ouvidas não souberam estimar em quantos anda a fortuna do missionário.

Já o Deputado Guerrinha (Luiz Fernando Guerra), outro membro da “República de Pato Branco”, sobrinho do ex-ministro Alceni Guerra (com quem não se dá, são desafetos) é empresário consolidado. Tem múltiplos negócios e muitas terras, Brasil afora, assim como fazendas. Um dos seus fortes é o de transporte aéreo.

Os Guerra, em Pato Branco, formam uma família de origem gaúcha, hoje separada por conflitos pessoais.


EM FOCO

Um décimo do mundo vive em extrema pobreza

Extrema pobreza está caindo? (Savvapanf Photo – Shutterstock)

Por incrível que pareça, é a menor taxa já registrada

Paul De Maeyer / Aleteia

Em um nível global, uma em cada dez pessoas vive em extrema pobreza. O dado emerge do novo relatório do Banco Mundial sobre a pobreza mundial, publicado em 17 de outubro (http://www.worldbank.org/en/publication/poverty-and-shared-prosperity).

Os dados coletados pelo órgão de Washington D.C. revelam que, em 2015 (o último ano para o qual dados confiáveis estão disponíveis), 10% da população mundial vivia abaixo do limiar da pobreza extrema. Isso significa que eles foram forçados a viver com menos de US$ 1,90 por dia.

Jim Yong Kim, presidente do instituto, apontou em um comunicado de imprensa que esta é a menor taxa já registrada na história.

Em outras palavras, de 1990 a 2015, a pobreza extrema caiu de 36% para 10% globalmente – uma taxa média de um ponto percentual em uma base anual, mesmo se uma desaceleração foi registrada no período de dois anos – 2013-2015.

RITMO LENTO

De fato, de 2013 a 2015 a queda foi de apenas 0,6% em uma base anual e de acordo com as previsões do Banco Mundial, a pobreza extrema cairá no período 2015-2018 em um ritmo ainda mais lento, com uma taxa de menos de 0,5% ao ano até atingir 8,6%.

Em números concretos, o declínio implica que 735,9 milhões de pessoas em 2015 viviam em extrema pobreza, em comparação com 804,2 milhões em 2013 (ou 11,2% da população mundial). Isso também significa que, no período de dois anos de 2013-2015, cerca de 68 milhões de habitantes do planeta conseguiram se erguer da condição de extrema pobreza, mais ou menos igual à população de países como a Tailândia ou o Reino Unido.

DIFERENÇAS REGIONAIS


Em quase todas as regiões do mundo, a pobreza extrema diminuiu, embora de forma não homogênea.

O maior declínio ocorreu no sul da Ásia, que inclui dois gigantes demográficos: a Índia (mais de 1,3 bilhão de habitantes) e Bangladesh (164,7 milhões). Na macrorregião, o número de pessoas vivendo com menos de US$ 1,90 por dia caiu no período de 2013-2015 em 58,1 milhões, de 274,5 milhões (16,2%) para 216,4 (12,4%).

No mesmo período, 25,9 milhões de pessoas recuperaram-se da extrema pobreza na macrorregião do Leste Asiático e Pacífico, passando de 73,1 milhões (3,6%) para 47,2 milhões (2,3%).

A diminuição na América Latina e no Caribe foi mais modesta, onde 2,1 milhões de habitantes conseguiram escapar da pobreza extrema, que ainda afetou 25,9 milhões de pessoas em 2015 (comparado a 28 milhões em 2013).

Paradoxal é a situação na África ao sul do Saara, onde a taxa de pobreza extrema registrou uma queda de 1,4% de 2013 para 2015, de 42,5% para 41,1%. Mas, apesar disso, o número de pessoas que vivem em condições extremas aumentou na região em 8,3 milhões no período 2013-2015, ou de 405,1 milhões para 413,3 milhões, de acordo com o relatório.

ÁFRICA: MAIORES TAXAS

Dos 27 países do mundo com as maiores taxas de extrema pobreza, 26 são subsaarianos. Uma das explicações para isso é o rápido crescimento demográfico no continente.

A situação na Nigéria é emblemática. Hoje tem cerca de 191 milhões de habitantes e é o país mais populoso de todo o continente e o sétimo do mundo.

De acordo com uma estimativa fornecida pelas Nações Unidas, em 2050 a população nigeriana ultrapassará a dos Estados Unidos e se tornará o terceiro país mais populoso do planeta, depois da China e da Índia.

A Nigéria está prestes a se tornar (alguns dizem que já é) o país do mundo com o maior número de habitantes em extrema pobreza; isso é sugerido pelas projeções do Banco Mundial.

Pelo menos até 2015, foi a Índia que liderou este ranking nada invejável: o enorme país abrigava mais de 170 milhões de pessoas abaixo do limite de US$ 1,90 por dia – ou seja, quase um quarto do número total de pessoas extremamente pobres em todo o mundo.

O IMPACTO DA GUERRA E INSTABILIDADE POLÍTICA

O relatório do Banco Mundial também esclarece o impacto de guerras e situações de instabilidade política. Isso é mostrado, em particular, pela situação no Oriente Médio e na região do norte da África. Na macrorregião, a taxa de pobreza extrema subiu de 2,6% em 2013 para 5% em 2015, um aumento de 2,4% – quase o dobro.

Em números concretos, isso significa que o número de pessoas que precisam sobreviver com menos de US$ 1,90 por dia saltou na região de 9,5 milhões para 18,6 milhões de pessoas, um aumento de 8,1 milhões.

A situação no Oriente Médio e na região do norte da África nos lembra – adverte o Banco Mundial – que os progressos alcançados no passado “não podem ser tomados como garantidos”. Estes enormes aumentos, em nítido contraste com outras regiões, são causados pelo conflito na Síria e pela guerra civil no Iêmen.

PIOR CRISE

Neste último país, localizado na península arábica, a violência levou à pior crise humanitária criada pelo homem no mundo hoje, que afeta milhões de pessoas – escreve o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). Por outro lado, a crise síria causou cerca de 6,7 milhões de deslocados internos e mais de 5 milhões de refugiados.

Isto também é verdade para a África Subsaariana, que em 2015 abrigava mais da metade das pessoas que vivem em extrema pobreza: 413 milhões de um total de 736 milhões. Além disso, mais da metade (54%) das pessoas nos chamados “ambientes frágeis e com áreas de conflito” viviam na África no sul do Saara em 2015.

Enquanto em 2015 a taxa de pobreza em 35 países reconhecidos como frágeis e com áreas de conflito era de 35,9%, ou seja, um aumento de 1,5% em relação a 2011 (34,4%), no mesmo ano quase um quarto (23%) de todos os pobres vivia nessa categoria de nações. Segundo o Banco Mundial, a pobreza extrema está cada vez mais associada à fragilidade institucional e aos conflitos.

RURAL

A pobreza extrema também é um fenômeno “desproporcionalmente rural”, no sentido de que mais de três quartos dos pobres do planeta vivem em áreas rurais, sugere o relatório.

É também um fenômeno feminino: globalmente 104 mulheres por 100 homens vivem em agregados familiares pobres, uma proporção que aumenta para 109 mulheres por 100 homens no sul da Ásia, observa o texto, que acrescenta que as crianças correm duas vezes mais risco de viver em famílias pobres. O relatório do Banco Mundial também relata que, em 2015, mais de 85% dos pobres viviam em duas regiões do mundo: a África Subsaariana e o sul da Ásia.

Os outros 15%, cerca de 106 milhões de pessoas pobres, viviam nas outras quatro regiões examinadas pelo relatório. Enquanto em 84 dos 164 países monitorados, a taxa de pobreza caiu abaixo de 3% hoje, é provável que na África Subsaariana ela permaneça na casa dos dois dígitos até 2030, ano em que a comunidade internacional deve alcançar as metas de desenvolvimento sustentável estabelecidas pelas Nações Unidas, incluindo a “pobreza zero”.

MENOS DE US$ 5,50 POR DIA

Deve ser lembrado que na África ao sul do Saara, 84,5% da população vive com menos de US$ 5,50 por dia, o que é mais ou menos o preço pago em Nova York por um café com leite no Starbucks, como Kate Gibson observa na CBS News.

Abaixo desse limiar, considerando o limiar da pobreza em países de renda média-alta, vive quase a metade (cerca de 46%) da população mundial, ou 3,4 bilhões, como declarado em um comunicado de imprensa do Banco Mundial.

Pouco mais de um quarto (26,2%), ou 1,9 bilhão de pessoas, vive com menos de US$ 3,20 por dia – a linha da pobreza em países de renda média-baixa, lembra o texto. O caminho para alcançar as metas estabelecidas pela ONU, portanto, apresenta-se como ainda muito difícil.


AÇÕES DE GOVERNO

Paraná está aberto a investimentos que geram empregos, diz governador

Governador participa da solenidade de comemoração de 20 anos da Volkswagen no Paraná. (Foto: José Fernando Ogura/ANPr)

Ratinho Junior fez essa afirmação no evento em que a Volkswagen lançou um novo modelo da marca e comemorou os 20 anos de presença no Paraná. A montadora investiu R$ 1,4 bilhão na fábrica, criando cerca de 500 postos de trabalho.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior afirmou nesta terça-feira (20) que o Paraná está aberto a investimentos produtivos nacionais e de outros países e que o Governo do Estado colabora e apoia pequenos, médios e grandes empresários para que gerem mais empregos e movimentem a economia do Estado.

Ele fez essa afirmação na fábrica da Volkswagen, em São José dos Pinhais, no evento de lançamento do novo modelo da marca (T-Cross) e comemoração pelos 20 anos da empresa no Paraná. “Estamos com quem produz e com os trabalhadores do nosso Estado, que tem mão de obra entre as mais capacitadas do País”, afirmou.

SEGUNDO MAIOR POLO

Com apoio do Estado, por meio de incentivo fiscal, a Volkswagen investiu R$ 1,4 bilhão na modernização e ampliação de sua planta no Paraná, além de mais R$ 600 milhões para o desenvolvimento do novo veículo. A fabricação do novo modelo vai retomar a produção em dois turnos na fábrica paranaense, gerando cerca de 500 empregos diretos.

Junto ao presidente e CEO da Volkswagen América Latina, Pablo Di Si, Ratinho Junior deu o start para a produção do novo veículo. Ele destacou a importância do investimento, que consolida o Paraná como o segundo maior polo automotivo do País. “Essa nova linha demonstra que a indústria paranaense cresce muito e mostra a credibilidade do governo perante as grandes empresas que investem no Paraná”, disse.

COMPETITIVIDADE

Pablo Di Si destacou o apoio do Governo do Paraná para que o veículo ganhasse competitividade. O modelo será exportado para toda a América Latina e mais outros 20 países. “A parceria da empresa com o governo, sindicato e fornecedores é importante para que tenhamos uma indústria competitiva e sustentável”, ressaltou.

NO PARANÁ

A fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais emprega, atualmente, 2.549 pessoas diretamente. Em 20 anos, a unidade produziu cerca de 2,6 milhões de veículos, que atendem tanto o mercado interno como a exportação. Além do T-Cross, também são fabricados no local os modelos Fox e Golf.

Com o investimento de R$ 1,4 bilhão, a planta paranaense ganhou uma nova área com 5,5 mil metros quadrados e equipamentos de última geração que permitem maior flexibilidade na fabricação do novo modelo, que é o primeiro SUV a ser fabricado pela Volkswagen do Brasil e chegará ao mercado nacional em abril.