Ônibus novo, catraca velha, tarifa que pode ser de r$ 4,79

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Novos Micro-ônibus (Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo)

O prefeito Rafael Waldomiro Greca de Macedo, há coisa de 20 dias, entregou um novo lote de micro-ônibus que operam em linhas urbanas com saídas do centro da cidade. Até aí, tudo bem, pois a frota anterior estava com mais de 10 anos de uso. Acontecem, porém, pequenos detalhes, imperceptíveis aos menos avisados:

Originalmente, a frota de ônibus convencionais, em Curitiba, é amarela.

A nova frota veio pintada de cor laranja – cor originalmente reservada aos coletivos que fazem linhas alimentadoras, que partem de terminais rumo aos bairros mais afastados.

Óbvio, o usuário que está no centro estranhou, mas vamos lá.

PRESSÃO DA CINTURA

Segundo: – e é aí que reside uma das questões centrais que motivam a queixa mais profunda: as roletas, que até aqui eram eletrônicas, modernas, com desenho apropriado permitindo a passagem pela catraca usando-se apenas a pressão da cintura voltaram a ser similares aos dos anos 1970 – metálicas, duras, agora na altura do peito, exigindo esforço maior.

É MECÂNICA E BARATA

Primitivas, diga-se, e que nos remetem ao passado distante. O motivo está no custo: essa catraca mecânica (mesmo se acionada pelo motorista com a chave no painel) custa apenas um terço de uma catraca moderna e eletrônica, até então em uso.

Os empresários conseguiram com prefeito essa “inovação”, mas torcem para que a tarifa suba ainda no fim do mês. Se depender do alcaide, (e da negociação com o governador, nem tão parceiro), essa passagem sobe em torno de 30 centavos.

Quem ganha com isso?

A tarifa, hoje, custa R$ 4,25; a tarifa técnica, definida pela URBS, é de R$ 4,79. Aguardam-se notícias da municipalidade.


Posse de Ney Leprevost, nesta terça

Ney Leprevost: posse

Prevê-se que venha a ser a posse de secretário de Estado mais concorrida, a de Ney Leprevost, na Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, marcada para est terça, 12, as 11 horas, no auditório Poty Lazzarotto do Museu Oscar Niemeyer (MON).

Com a presença do governador Ratinho Junior.

Ney apresentará a nova equipe de trabalho da supersecretaria, o pessoal da linha de frente que nela está trabalhando desde o começo de janeiro.


CFM avalia telemedicina; Zafalon apoia resolução

O Conselho Federal de Medicina (CFM) colocou no ar na sexta-feira (8) plataforma online para colher sugestões para o aperfeiçoamento da Resolução nº 2.227/2018, que disciplina no Brasil a telemedicina como forma de prestação de serviços médicos mediados por tecnologias. Poderão participar todos os médicos regularmente inscritos nos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) e entidades de representação da categoria.

Para o médico, o acesso à plataforma on-line desenvolvida pelo CFM está acessível no site Portal Médico (http://www.portal.cfm.org.br/). Ao acessar o ambiente, o profissional informará os seguintes dados: número do CRM, estado de sua inscrição e número de CPF.

Gerson Zafalon: apoia decisão do CFM

CONFIRMAÇÃO

Após, o interessado será direcionado a uma página de confirmação, onde será exibido um código único que será necessário para preencher o formulário. Com o acesso autorizado, o médico poderá inserir suas observações, após ler cada um dos 23 artigos da Resolução nº 2.227/2018.

“MEDIDA PROTEGE PACIENTE”

Uma das vozes acatadas na defesa do exercício da Medicina, em todo o Paraná, é o médico Gerson Zafalon, que já presidiu o Conselho Regional de Medicina (CRM). Hoje ele exerce papel valioso também: é o elo entre a direção do Hospital de Clínicas da UFPR e a Associação de Amigos do Hospital de Clínicas; e participa de diversas comissões do CFM, em Brasília.

Para Gerson – que ajudou na elaboração Resolução que estabelece a chamada Telemedicina, “a medida é correta e protege o paciente e o médico”.

Para Zafalon, a Resolução “disciplina o que de certa forma já acontece”, diz. Faz uma observação importante: “A Resolução é oportuna. Veja o caso de cidades da Região Metropolitana de Curitiba que, em geral, não têm especialistas. Isso sem falar no interior, que, não adianta insistir, continuará sem especialistas”.

Em tom de blague, ao mesmo tempo que promete ampliar sua opinião a esta coluna/blog, Zafalon disse:

– Por favor, não entendam errado. A Resolução 2.227/18 não autoriza, é claro, a criação de consultório pelo WhatsApp…


Brasil perde um dos maiores jornalistas: Ricardo Boechat

A morte do jornalista Ricardo Boechat, 66, provocou forte repercussão no Brasil e no exterior.

Ricardo Boechat: “voz respeitada”

Ele foi vítima da queda de um helicóptero sobre um caminhão em trecho do Rodoanel Com ele morreram o piloto e o copiloto da aeronave. O motorista do caminhão também se feriu.

Ricardo Boechat era filho do diplomata Ricardo Eugênio Boechat e nasceu no dia 13 de julho de 1952, em Buenos Aires. Na época, o pai estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores na Argentina. O jornalista teve passagem pelo O Globo, O Estado de S.Paulo, Jornal do Brasil e O Dia.

Na década de 1990 chegou a ter uma coluna diária no Bom Dia Brasil, jornal matutino da TV Globo.

Boechat é ganhador de três prêmios Esso de jornalismo. É também o maior ganhador do Prêmio Comunique-se.

REPERCUSSÃO

O mundo está chocado com a morte de Ricardo Boechat. Comentam sobre o acidente jornalistas, comentaristas, apresentadores, políticos:

JAIR BOLSONARO (presidente da República)

“É com pesar que recebo a triste notícia do falecimento do jornalista Ricardo Boechat, que estava no helicóptero que caiu hoje em SP. Minha solidariedade à família do profissional e colega que sempre tive muito respeito, bem como do piloto. Que Deus console a todos”.

JOÃO DÓRIA (governador de São Paulo)

“Com o falecimento de Ricardo Boechat, o Brasil perde um dos maiores jornalistas da sua história. Sua atuação diária demonstrava sensibilidade em defesa do interesse público e do jornalismo de qualidade. Toda a solidariedade a seus familiares, amigos e colegas da Rede Bandeirantes”.

HAMILTON MOURÃO (PRTB-RS), vice-presidente da República

“Manifesto meus sentimentos às famílias de Ricardo Boechat e do piloto do helicóptero, aos profissionais da Rede Bandeirantes, rádio e televisão, extensivos à classe jornalística, pela triste notícia do acidente que os vitimou. Deus no comando.”

DAVI ALCOLUMBRE (DEM-AP), presidente do Senado

“Foi em estado de consternação e tristeza que recebi a notícia da morte inesperada do jornalista Ricardo Boechat. Era um profissional reconhecido pelo trabalho e senso crítico aguçado revelado nos principais meios de comunicação do país. Envio meu sentimento de solidariedade e apoio fraterno aos seus colegas de trabalho e a toda sua família. Tenho certeza que os brasileiros lamentam a morte desse argentino que escolheu o Brasil como lar. Fica a saudade e o respeito pelo homem e jornalista que sempre demonstrou ser. Meu apoio fraterno também aos parentes e amigos dos demais ocupantes do helicóptero que fatalmente caiu em São Paulo.”

RODRIGO MAIA (DEM-RJ), presidente da Câmara

“Recebo com tristeza a informação sobre a trágica morte do jornalista Ricardo Boechat e outras duas pessoas. Boechat foi um dos grandes comunicadores do nosso país e uma referência de bom jornalismo e independência. Presto minha solidariedade a seus familiares e amigos.”

RATINHO JUNIOR (PSD), governador do Paraná

“O jornalismo perde uma das suas vozes mais plurais. A morte do jornalista Ricardo Boechat nos diminui um pouco. Todos. Perdemos uma voz plural e inteligente. Que Deus dê forças à sua família pra suportar tão grande perda.”

WILSON WITZEL (PSC-RJ), governador do Rio de Janeiro

“Lamento profundamente a morte do jornalista Ricardo Boechat. Referência no jornalismo brasileiro, respeitado pela coragem e veemência na denúncia da má gestão pública e privada, Boechat com certeza deixará saudade em tantos ouvintes, telespectadores, leitores e admiradores.”

DIAS TOFFOLI, presidente do STF

“Lamento a morte do jornalista Ricardo Boechat ocorrida nesta segunda-feira (11), em São Paulo. A imprensa e a sociedade brasileira estão em luto pela perda desse excelente profissional que com dinamismo e versatilidade levava a notícia aos públicos mais diversos, seja para quem o lia na coluna da revista ‘Istoé’, seja para quem o ouvia na rádio ou o assistia nos telejornais da Band. Presto minhas sinceras condolências à família, aos amigos e às empresas para as quais trabalhou ao longo de quase meio século de jornalismo.”

JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, presidente do STJ

“Ao longo de quase 50 anos de carreira, o jornalista Ricardo Boechat construiu uma história marcada pelo profissionalismo, pela imparcialidade e pelo cultivo dos valores mais caros ao jornalismo, como a ética e o combate à corrupção. Jornalista multifacetado e premiado, Boechat consolidou seu nome entre os profissionais de imprensa mais respeitados do país. Com profunda tristeza, manifesto condolências aos familiares, amigos e todos os colaboradores do Grupo Bandeirantes.”

DATENA, apresentador da TV Band

Se emocionou ao entrar ao vivo para confirmar o falecimento daquele que, segundo ele, era, “indubitavelmente, o maior jornalista do país”.

LUCIANO HUCK, apresentador

Chocado e triste com o falecimento do jornalista Ricardo Boechat. Em um momento tão delicado, o país perde uma potente voz na defesa da ética. Deixo todo meu carinho a família e aos colegas da Bandeirantes.

MIRIAM LEITÃO, comentarista da Globo

Meu querido amigo Ricardo Boechat. Não posso acreditar. Eu lhe devo tantos favores, tantas palavras generosas em momentos difíceis. Você foi pessoa linda, jornalista maravilhoso. Ai Boechat, tão cedo, tão cedo amigo.

MILTON NEVES, comentarista esportivo da Band

Morre o MAIOR jornalista do Brasil em qualquer mídia. Ele me batizou de “Pitonisa” e já fez até pegadinha comigo, quando mudo meus placares. Grande Boechat! Grande amigo!

CID MOREIRA, jornalista:

Uma perda lamentável para o bom jornalismo! Adeus Boechat, trabalhador incansável! Brasileiro sempre indignado com as mazelas. Vai fazer muita falta….

AMÉRICA-MG

Boechat era torcedor do América-MG, que prestou homenagem ao jornalista nas redes sociais. “Expressamos nossos sentimentos à família e aos amigos do jornalista e das demais vítimas desse triste acidente.”

Fontes: Blog do Fábio Campana, Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, G1 e Rádio Banda B


DOS LEITORES (1)

Álvaro, Oriovisto e Arns foram vitais

Caríssimo amigo Aroldo Murá,

Mário Petrelli: comemorando vitórias

Você, com a sua experiência e correção, tem contribuído muito na recuperação da moral, ética e a derrubada do cinismo e oportunismo do quase jagunço de Murici/AL, que de maneira ardilosa, mais uma vez, pretende infernar o Congresso, fazendo a pauta dentro dos interesses que lhe são peculiares. Tal como fez, ao ofender Dora Kramer.

(Renan) Teve a ousadia de dizer que era marido fiel, esquecendo da filha sustentada por empreiteiros e outros, e também do desatino cometido com a grande Senadora, líder no impeachment da Dilma no Senado, mulher séria e competente, procurando desmoralizar um homem do bem, que conheci, Ramez Tebet; E esse senhor (Renan) quer ser ainda o pautador na CCJ, a mais importante Comissão, pois tudo começa lá. Tudo quer para continuar conturbando a Nação.

Um ex-Governador de Alagoas, Geraldo Bulhões, apanhava da mulher com toalhas de banho molhadas. Quem sabe, não é uma solução para o Brasil, pois não é arma, não mata e seria, no caso, um castigo moral no veterano homem de Murici. Como declarou a ex-mulher do Collor, quando confessou que “o maior erro dela foi tê-lo lançado na vida.”

ALVARO DIAS

A grande mudança do Brasil e do Senado foi praticada por este caro amigo paranaense Álvaro Dias, que já foi de Vereador a Senador, Deputado Federal mais votado na história do Paraná, a época com 175 mil votos, se não me engano, quando o MDB com 15 candidatos em 30 vagas elegeu 15; até o dono de pequena banca de jornais, na Praça Tiradentes, Expedito Zanotti ,com pouco mais de 1700 votos.

LÍDER ORIOVISTO

Sem dúvida alguma, o brilho, a inteligência e a nova liderança do Oriovisto, Senador do PODEMOS, uma estrela que surge no Senado influenciou esta decisão unânime do Paraná; decisão em que o líder católico, ex-Senador do PT, ex-Vice-Governador, Presidente das APAEs, Flávio Arns, filho do meu antigo professor de Grego, Osvaldo Arns, honrou a história da família, do Cardeal, Dona Zilda, seu pai e sua própria história.

O Paraná conduzido por Álvaro, após o discurso da Simone Tebet, é que indiscutivelmente, com sua retirada de candidatura, fez a verdadeira mudança.

Parabéns pelos seus valores e ética, que em tudo procura divulgar e difundir a boa notícia, sempre dentro dos padrões do professor, homem e jornalista que é Aroldo Murá.

MÁRIO JOSÉ GONZAGA PETRELLI, empresário, presidente emérito da RIC Comunicação. Florianópolis

Álvaro Dias, Oriovisto Guimarães e Flávio Arns: decisivos

DOS LEITORES (2)

Um alerta sobre o “Guairinha”

Pequeno Auditório do Guaíra

O leitor Wasyl Stuparyk manda à coluna correspondência que dirigiu ao governador do Paraná, alertando sobre descumprimento de normas de segurança em órgão como o Teatro Guaíra:

Excelentíssimo Senhor Governador Ratinho Junior, Diante de tantos tristes acontecimentos que vem assolando o país – o fogo na boate de Santa Maria, o rompimento da barreira de Mariana e Brumadinho e agora o incêndio do Flamengo, com a morte de 10 garotos – volto a insistir em denúncia que venho, teimosamente, falando desde 1968. Claro que o senhor não tem conhecimento, assumiu ontem, mas vou alertá-lo para que não aconteça a tragédia “anunciada”, já iniciada uma vez e que felizmente, na ocasião foi contida. Assisti inúmeras vezes o Corpo de Bombeiros inspecionando o pequeno auditório do Teatro Guaíra e recomendando à direção que teriam que providenciar, urgentemente, uma saída de incêndio para o Auditório Salvador de Ferrante, o Guairinha.

FOGE DO PADRÃO

Também vi, muito de perto, pois lá trabalhava, os superintendentes tentarem “construir” a tal saída de emergência, mas ao que nos consta, sempre barrada pela construtora, alegando que a estética fugiria do projeto original. Até pode ser verdadeira a alegação, mas injustificável diante do risco de vidas humanas num sinistro. Vejamos, friamente a situação. Se pegar fogo na “maquinaria do Teatro “, a plateia e o público não correm riscos pois a “cortina corta fogo” fechará e todos poderão sair com tranquilidade. Mas, se o fogo iniciar no saguão do Teatro, a “cortina corta fogo” isolará a plateia do palco, protegendo o palco, mas deixando 504 cidadãos sem opção de saída. Nem mesmo pela pequena porta que abriram no fundo que dá vazão a no máximo duas pessoas a cada vez. Uma ratoeira. E mais, especialmente aos espectadores que estiverem no “BALCÃO” do auditório, para onde irão? As escadas saem no saguão, que terá fogo. Não conseguirão sair. A única opção será pular pela amurada para a plateia. Quantos conseguirão? E claro, nem se cogita que seja uma opção.

NÃO CONVENCE

A desculpa de que a porta de emergência alteraria a estética da estrutura do projeto original, não é convincente pois, como Vossa Excelência deve saber, por ser filho de homem de Televisão, afeito a cenários, que o Teatro Guaíra tem uma equipe de “maquinistas”

competentes, que utilizando-se de materiais dos mais simples, constroem realidades que impressionam. Assim foi, por exemplo na peça Shweik na Segunda Guerra, dirigida por Claudio Correa e Castro, quando construíram um tanque de guerra Alemão, que entrava em cena com grande presença.

Estes senhores não construiriam uma saída de incêndio tão bem-feita que sequer seria notada, por fora e com indicação correta e segura em poucos segundos salvaria todos espectadores do Teatro? Algum tipo de escada “escamoteável” do BALCÃO para a saída na plateia? Inúmeras possibilidades devem ser analisadas para minorar qualquer risco.

COMEÇO DE FOGO

Há algum tempo houve um princípio de fogo, conta o ator Hélio Barbosa, e que foi um grande susto e sufoco, e era apenas o ensaio da companhia, sem público. Imaginem com 500 pessoas se acotovelando e pisoteando uma as outras. Tem que ser observado, Senhor Governador. Alguém tem que ter coragem e resolver a questão. E coragem, se puxou ao pai, sei que não lhe falta!

Obrigado,

WASYL STUPARYK, memorialista digital, produtor artístico, Curitiba


“Archive” seleciona anúncios que OpusMúltipla fez para Frimesa

A Archive, uma das publicações internacionais mais respeitadas do mercado da propaganda, selecionou para a sua próxima edição três anúncios da Frimesa, um dos maiores players nacionais do segmento da alimentação (produtos lácteos e carne suína).

Criados pela OpusMúltipla (empresa do Grupo OM Marketing e Comunicação), as peças abordam o fato de os iogurtes da Frimesa serem feitos com leite de verdade, ao contrário do que acontece com muitos dos produtos concorrentes.

PARECEM MENTIRA

“Usamos algumas curiosidades que parecem mentira, mas que são mais verdadeiras do que muito iogurte vendido por aí. Ilustramos essas curiosidades de forma a torná-las ainda mais absurdas, e chegamos a essas peças que poderiam até virar quadros, de tão lindas”, afirma Alexandre Catarino, Diretor de Criação da OpusMúltipla.

Bimestral, a edição da Archive com os anúncios da Frimesa será publicada em fevereiro.

FICHA TÉCNICA

Cliente: Frimesa

Agência: OpusMúltipla (Curitiba-PR)

Campanha: Iogurte de verdade

VP de Criação: Renato Cavalher

Diretor de Criação: Alexandre Catarino

Redator: Alexandre Catarino

Diretor de Arte: Luis Bacellar

Ilustrador: Luis Bacellar

Atendimento: Maria Victória Almeida e Dino Camargo

Mídia: Priscila Leopoldino

Aprovação: Elis D’Alessandro


ATUALIDADES:

Novos mosteiros entram no ramo da cerveja

Em Little Rock, Estados Unidos, uma abadia faz sucesso ao resgatar a tradição trapista de fazer cerveja artesanal

J-P Mauro / Aleteia

Nosso tempo viu um boom no negócio da fabricação de cerveja artesanal, o que levou ao surgimento de centenas de micro cervejarias que se tornaram populares o suficiente a ponto de abastecerem as prateleiras dos supermercados. Agora, um monastério de Arkansas está capitalizando essa tendência, fortalecendo nos Estados Unidos a honrada tradição honrada dos velhos monges cervejeiros do velho continente.

A cervejaria Country Monk Brewing pertence e é operada pelos monges da Abadia de Subiaco, localizada a cerca de 160 km a noroeste de Little Rock. Fundada em 1878, a comunidade religiosa é composta por mais de 40 monges e tem servido à cidade de Subiaco com o turismo e com uma escola secundária que oferece educação para cerca de 160 crianças e adolescentes. Agora, eles também servem cerveja.

ARTESANAL, NO COMEÇO

“Começou com o mosteiro decidindo que queria entrar no ramo da cerveja com a produção artesanal”, disse o irmão Basil, chefe cervejeiro da abadia. Ele acrescentou: “É parte do nosso estilo de vida também”, observando que os monges vêm produzindo cerveja desde o século V.

Naquela época, a cerveja era uma bebida mais saudável do que a água.

“Há mil anos, não havia sistema de tratamento de água. Então, sua água era realmente purificada quando você fazia cerveja por causa de todo o processo, e isso ajudou as pessoas a não contraírem doenças através de água não tratada”, disse o irmão Basil à THV11.

O religioso explica que a Country Monk Brewing é a quarta filial de cerveja artesanal nos Estados Unidos, com outras cervejarias em Oregon, Indiana e Massachusetts. Sua cerveja é de tipo trapista, a mais famosa cerveja monástica belga.

COMO E ONDE COMPRAR

A Abadia de Subiaco só obteve licença para vender suas cervejas alguns meses atrás, mas antes disso eles podiam distribuí-la de graça, o que de fato os monges faziam em vários festivais de cerveja artesanal.

Hoje, o único modo de comprar a Country Monk é visitando o mosteiro em uma tarde de sábado.

“Todas as três cervejas que temos, a pale ale, a ambar e a stout, foram muito bem avaliadas”, diz o irmão Basil. O padre Walz espera que a operação de fabricação de cerveja se torne lucrativa o suficiente para ajudar a apoiar a Abadia. Eles produziram 500 litros de cerveja nos dois meses desde que receberam sua licença.

PARA AUTOSUSTENTAR-SE

Mas a cerveja não é a única coisa pela qual a Abadia de Subiaco é conhecida. Nos últimos 15 anos, o padre Richard Walz desenvolveu a fabricação de um molho picante muito apreciado. Agora, com a cervejaria, os monges esperam poder sustentar a abadia e promover seu crescimento.

O irmão Basil diz que a comunidade local tem apoiado muito o trabalho dos monges e acredita que isso acontece porque as cervejas monásticas tradicionais são difíceis de encontrar nos EUA e, quando podem ser encontradas, costumam ser caras, já que são importadas.

Os monges estão planejando construir uma loja, que os ajudará a distribuir seus produtos e divulgar a Country Monk Brewing. Eles planejam iniciar o projeto ainda este ano.


AÇÕES DE GOVERNO

Paraná e Itália querem reforçar ações em cultura e educação

Carlos Massa Junior, recebe o Consul da Itália em Curitiba, Raffaele Festa. (Foto: Maurilio Cheli/ANPr)

Projeto para o ensino da língua italiana nos colégios estaduais, no contraturno escolar, além do apoio em ações culturais promovidas pela comunidade italiana do Estado foram temas da reunião do governador Ratinho Junior com o cônsul-geral da Itália

O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu nesta segunda-feira (11), no Palácio Iguaçu, o cônsul-geral da Itália em Curitiba, Raffaele Festa, e discutiu projetos conjuntos entre o Paraná e o país europeu. Entre os interesses do Governo do Estado está um projeto para o ensino da língua italiana nos colégios estaduais, no contraturno escolar, além do apoio em ações culturais promovidas pela comunidade italiana do Estado.

Ratinho Junior destacou a relação do Paraná com a Itália e o papel dos imigrantes no desenvolvimento do Estado. “Tivemos uma colonização italiana muito forte e além do processo cultural e da questão do trabalho, tem também a relação econômica. São muitas empresas italianas com sede no Paraná”, afirmou.

A ideia, segundo o governador Ratinho Junior, é fortalecer ainda mais os laços com o País. “Vamos estudar alguns projetos para fortalecer o ensino do idioma italiano no Estado”, disse. “Também temos interesse em fomentar as festas italianas, que atraem um grande público e tem reflexo no turismo festivo, que ajuda a movimentar a nossa economia.”

COMUNIDADE

De acordo com o cônsul, Paraná e Santa Catarina concentram hoje a quarta maior comunidade italiana do mundo. Eventos promovidos pelo consulado, como o Mia Cara Curitiba e festivais de artes e de cinema contribuem para ampliar os laços e conhecer a cultura do País. “Continuamos neste caminho de parceria com o Paraná. A ideia central é a parceria cultural, para o resgate da identidade italiana dos muitos descendentes que moram no Estado”, disse.

O vice-governador, Darci Piana, e o secretário de Estado da Comunicação e Cultura, Hudson José, também acompanharam o encontro.