Olho no BNB

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A disputa está ‘briga de faca’ para emplacar o presidente do Banco do Nordeste, o BNB, instituição mista bilionária de fomento da qual a União é controladora, com sede em Fortaleza. Os irmãos Cid e Ciro Gomes, do PSB, que mandam há anos no pedaço, querem emplacar Eduardo Diogo, ex-secretário de Administração do Governo Cid. Têm o apoio da Federação das Indústrias do Ceará. O senador Eunício Oliveira (MDB-CE), que perdeu a reeleição, tenta nomear o filho de seu sócio, Igor Lucena – ou o ex-presidente Marcos Holanda como plano B, seu antigo apadrinhado. Mas ganha força no Governo Bolsonaro a permanência de Romildo Carneiro, nomeado pelo então presidente Temer na presidência do BNB – que demitiu os egressos do Governo do PT.

 

Tucano no ninho

 

Nos bastidores, corre por fora o senador Tasso Jereissati (PSDB), que sonha presidir o Senado e, assim, ter cacife para nomear o gestor do BNB: Um nome empresarial.

 

Na cola

 

Egresso também da escola liberal de Chicago, Igor, filho de Gaudêncio Lucena, caso não leve o BNB, deve se tornar assessor especial do ministro Paulo Guedes.

 

Partidários

 

O PSL do Ceará está contrário, evidente, a qualquer nome ligado a gestões do PT, atuais ou anteriores.

 

AGU para PMs

 

O presidente Bolsonaro cumpriu para os policiais uma das promessas de campanha. Os policiais militares integrantes da Força Nacional de Segurança e os agentes do Departamento Penitenciário Nacional serão defendidos pela Advocacia Geral da União (AGU) se alvos de processos judiciais por atividades ligadas ao trabalho. Foi publicado no D.O. da União como alterações na “cooperação federativa no âmbito da segurança”.

 

Otimismo

 

O que é o otimismo popular diante da economia liberal que se espera do novo Governo. Já se viu na praça anúncios de “trago a pessoa amada em 3 dias”, “desfaço feitiço de ex” e outros do tipo. Ontem apareceu perto da Torre da Esplanada uma faixa com a frase: “Vendo seu imóvel em 60 dias”.

 

Tão perto..

 

Analista Legislativo de carreira do Senado, o ex-senador e ex-governador do DF Rodrigo Rollemberg (Mat. 24690) volta oficialmente ao cargo. Foi nomeado ontem.

 

..Tão longe

 

Rollemberg vai atuar na Liderança do PSB na Casa, agora subordinado, com a humildade que lhe cabe, a ex-colegas. Sua nomeação foi a primeira Portaria de 2019.

 

Corporativo$

 

Os gastos com cartões de pagamentos do Governo Federal acumularam cerca de R$ 1,3 bilhão nos últimos quatro anos. Além dos corporativos, usados por servidores do alto escalão, outros dois cartões (de Compras Centralizadas e de Defesa Civil) são disponibilizados pela União para aquisição de passagens aéreas e ações de socorro, assistência às vítimas e restabelecimento de serviços essenciais.

 

Freio na gastança

 

Em 2018, de acordo com o Portal da Transparência, os gastos com cartões corporativos fecharam em R$ 40 milhões – com gradativa queda no valor utilizado. Em 2017, R$ 49 milhões; 2016, R$ 52 mi ; 2015 foram R$ 56 mi e, em 2014, R$ 64 mi. O novo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), tem dito que não descarta a possibilidade de acabar com os cartões ou restringir seu uso.

 

Stamm turbinado

 

O perfil técnico de Marcos Stamm agrada ao Governo para continuar à frente da Usina Itaipu Binacional. O advogado, há apenas dois anos na empresa, passou pelo estratégio cargo de Diretor Financeiro – e agora, diretor-geral, elaborou plano de investimentos em vários setores (de estrutura ao social); e de zerar o débito com o Paraguai a médio prazo.

 

Corre-corre

 

Senadores alinhados com Renan Calheiros (MDB-AL), que pretende voltar ao comando do Senado, pressionam, nos bastidores, o atual presidente Eunício Oliveira para que apresente o “quanto antes” ao Supremo Tribunal Federal recurso à liminar que determina votação aberta para presidência da Casa.

 

No prazo

 

A decisão liminar foi do ministro Marco Aurélio Mello, que atendeu ao pedido do senador Lasier Martins (PSD). Eunício mantém a resposta aos colegas de que o Senado irá recorrer, mas não prevê data. Renan tem repetido que a decisão “é uma intromissão indevida no Legislativo”.

 

Em suma

 

Com votação secreta, o poderoso Renan tem cenário a favor para voltar à Presidência. Mas, com votação aberta, a onda bolsonarista e o povo no congote dos senadores muda tudo. E o aliado do Capitão, Major Olímpio (PSL-SP), pode surgir eleito.