O PRÊMIO

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Será hoje a sessão de entrega do Prêmio Imprensa por um Paraná Melhor – a ser conferido a profissionais, personalidades e entidades que tenham contribuído para a evolução cultural e social do nosso Estado. A premiação, que marca os 84 anos de fundação da Associação Paranaense de Imprensa, tem o apoio institucional da Itaipu Binacional e será realizada no auditório do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.

O evento será iniciado às 9:00 horas desta sexta-feira, dia 9, com a prestação de homenagens aos agraciados:

AREA DE IMPRENSA

Prêmio “in memoriam” 

JORN. BACILLA NETO

Profissional em atuação

AYRTON LUIZ BAPTISTA

Empresa de comunicação

JORNAL ‘FOLHA DE LONDRINA’

Personalidade

SARGENTO LUDENILSON

Entidades

CENTRO SOCIO-EDUCACIONAL ESPERANÇA

FUNDAÇÃO ECUMÊNICA DE PROTEÇÃO AO EXCEPCIONAL

 

LIBERALIZAÇÃO

O Governo Bolsonaro, em fase de preparação, foi escolhido com uma forte agenda de liberalização. Esse programa ficará a cargo do economista Paulo Guedes – formado na linha liberal da Universidade de Chicago e admirador das reformas implantadas no Chile. Entre as propostas, privatização de empresas estatais para redução da dívida e consequente amenização da taxa de juros, desregulação para impulsionar a capacidade empreendedora, revisão do cipoal tributário e burocrático que emperra o país.

ANÁLISE

Estimamos que o novo governo persista, eleito que foi para responder à demanda de melhoria das classes médias –  “espremidas” pela política social dos últimos anos segundo pesquisadores franceses da escola social-democrata. Haverá obstáculos: resistência de parcela do Congresso oriunda de regiões arcaicas, do corporativismo entranhado na burocracia de Brasília, da relativa inexperiência dos novos governantes. Mas o prêmio é tentador: o sucesso projetará reeleição com folga, ao fim deste primeiro mandato.

DADOS BONS

O novo governo vai herdar um cenário melhor do que o recebido da era petista para o mandato interino em curso. Apesar das dificuldades inerentes ao quadro conjuntural com que começou, o governo Temer entrega resultados positivos ao sucessor. Entre as boas notícias: inflação sob controle, câmbio estabilizado, redução do desemprego, elevação do país no ranking do Banco Mundial.

ANÁLISE

A propósito o MDB – partido do atual presidente – preparou documento em que confirma: Temer só não fez mais por ter sido contido por dificuldades políticas conjunturais e também por “certas intervenções judiciais – alusão às denúncias do então procurador Janot. Mesmo assim, “evitamos o abismo e iniciamos a reversão da trajetória da economia” – declara o MDB – o que é fato.

ANÁLISE (II)

Embora ainda em posição modesta, o Brasil subiu 16 degraus na mediação mundial sobre ambiente de negócios. Essa melhoria ocorreu graças a mudanças implantadas na gestão Temer, como facilitação no registro de empresas (no Paraná, um sistema eletrônico integrado), ampliação do acesso ao crédito, certificação eletrônica de importação, entre outros. A próxima adoção da duplicata comercial eletrônica e do cadastro positivo reforçará a tendência.

HOMEM CERTO

O general Augusto Heleno, inicialmente cogitado para a Pasta da Defesa, mudará de cargo no governo Bolsonaro. Irá chefiar o Gabinete de Segurança Institucional, antigamente o Gabinete Militar da Presidência. Posição que o futuro presidente avalia como mais apropriada para o perfil daquele oficial-general: ficará próximo ao chefe de Estado e poderá servir melhor como o conselheiro que é, reconhecido pelo próprio Bolsonaro; supervisionando as questões de segurança institucional mas sobretudo, apoiando uma visão estruturada sobre a governança em geral.

ANÁLISE

Nascido no Paraná, mas criado no Rio e com carreira que o levou a diversos pontos do país e do exterior (foi comandante da força internacional de estabilização do Haiti), o general Heleno é respeitado como articulador no segmento militar, espécie de “General Golbery” de nosso tempo, tão capacitado como o estudioso de geopolítica que influenciou o governo Geisel (década de 1970). No GSI ele poderá servirá melhor, beneficiando o país.

 

MORO MINISTRO

Sergio Moro- o juiz paranaense que se notabilizou na sanção dos crimes de colarinho branco e que vinha conduzindo a “operação lava Jato” para desmontar a corrupção sistêmica que afetou a Petrobrás -, acaba de ser convidado para ocupar o Ministério da Justiça. No governo Bolsonaro a pasta tem atribuições ampliadas: abrange a área de Segurança Pública e o combate à corrupção.

ANÁLISE

A escolha foi bem recebida pela opinião pública, ainda mais que na entrevista concedida após a designação, Moro respondeu com domínio do assunto as perguntas dos jornalistas. Demonstra que será um quadro qualificado do novo Governo, enfrentando – ao lado da corrupção (que afeta principalmente o Estado) – a violência, questão crítica para o cidadão e que precisa ser contida nas suas vertentes principais: o crime organizado e a relativa impunidade dos autores de homicídios e outros delitos. Tolerância zero, a devolver a sensação de segurança – hoje infelizmente ausente no Brasil.

 

ENEM TRAVADO


Estamos em temporada do ENEM, o exame do ensino médio que, além de avaliar o rendimento escolar da juventude ainda serve de porta de ingresso para muitas universidades, substituindo o tradicional teste vestibular. No último domingo foram apresentadas questões de linguagens (nacional e línguas contemporâneas)  e ciências humanas; no próximo será avaliado o rendimento em matemática e ciências da natureza.

ANÁLISE

Expostos a uma avaliação exaustiva os estudantes estão sob pressão, mas quem sai reprovado nesse conjunto é o sistema educacional em si. Os “educatecas” do ministério persistem em propor um volume descomunal de questões que impede o “espaço para aprofundamento dos saberes ensinados” e “pouco tempo para se ensinar a pensar” – adverte a professora Claudia Costin.

Ainda, essa metodologia não ajuda a melhorar o desempenho do país, expresso pelo Banco Mundial no Índice de Capital Humano (Brasil, 81ª posição, junto com países pobres da orla ásio-africana).