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Talvez só o Supremo Tribunal Federal tenha as condições necessárias para analisar, e bem, julgar, e bem, e promover um entendimento entre as partes digladiantes no país. O radicalismo tomou conta das partes e não é muito difícil prever um futuro (que pode ser hoje, amanhã, depois) para levarmos a todos na ruptura democrática. Pena, estávamos todos elogiando a serenidade, o vigor da democracia. Aplausos generalizados.

Pecamos, então, por quê? Porque descobriu-se o “petrolão”, como já tínhamos sentido o “mensalão”.

De um momento para outro ficamos sem lideranças fortes, valendo aí para os dias de hoje e os ex.

A presidente Dilma Rousseff, gostou de dizer que o seu possível impeachment poderá, ocorrendo, ser nada mais do que um golpe. O ex-presidente Lula pede ao ministro da Fazenda que mande maneirar no que seria assédio financeiro contra o Instituito o que leva o seu nome. O mesmo ex-presidente pede ao constrangido Jaques Wagner que peça a Dilma que fale com a ministra Rosa Weber que se posicione no Supremo de acordo com o seu pensamento. Ora, Lula, além dessas solicitações e, entre um palavrão e outro, encontrou outros pontos de abordagem que nada combinam com o estado democrático e moralismo.

Agora, entre marchas e contra-marchas presidente do PMDB e vice de Dilma, Michel Temer, quer ver os antigos aliados bem de longe. O presidente do Congresso, Renan Calheiros, pega uma carona e diz não participar da reunião nacional do seu partido e justifica assim sua ausência. Um encontro decisivo, que não cabe ficar no “muro”. O presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, pode estar à beira de assumir a presidência da República, ainda que processos contra ele tramitem nos canais competentes.

Não há, pois, quem medie os acontecimentos e evite o desenrolar de dias tumultuados que só fará ferir a todos, a partir de um rasgar da Constituição.

Há entretanto, o STF, nossa principal corte. Ainda que não fugindo de suas responsabilidades constitucionais, respeitando os termos precisos da Carta, os ministros com a serenidade costumeira poderão encontrar um meio para inspirar a paz em cada uma das partes.

Isso, no mínimo, deve ser o desejo nacional.

Já quanto ao PMDB, ou ele desembarca do Governo ou o eleitor dele desembarca. Ocorrendo isso, fica a mostra de que política não é para amadores.