“O nome de Deus na garganta e nas mãos espada de dois gumes”

754

Novo presidente da República, novos tempos.

Jair Bolsonaro: tentação teocrática

Para alguns, ‘tempos estranhos’; para outros, “apenas tempo de renovação”, especialmente depois dos “annus terribilis” do segundo governo Lula e os de Dilma, que conseguiram queimar o incontável capital político que a Nação neles depositara ao entregarem o país à gestão e sanha pecuniária lulo-petista.

E o resultado inconteste do caos, que Temer até tentou manter, ao manter ao seu lado homens como Geddel Vieira Lima, por exemplo, está aí mesmo, notável nos US$ bilhões devolvidos aos cofres públicos por ladrões confessos que se haviam entronizado no comando do país.

MUITAS BANDEIRAS

Faça-se justiça: os que institucionalizaram a ladroagem do erário não foram apenas petistas. PMDB, PP, PR, PSDB, PDT e outras legendas tangidas pela mesma sanha, fizeram a festa com a miséria da Nação. É a Procuradoria Geral da República e a justiça que o dizem em mil e um despachos e decisões.

Fico, no entanto, entre os que torcem para que o novo presidente consiga ‘endireitar’ o país, hoje vivendo sob grandes ameaças. A maior delas, o crescimento do crime organizado que, não tão lentamente, vai solapando o tecido do Estado e assumindo, em certas localidades, o papel que caberia ao poder público no atendimento à cidadania. Isto não é figura de linguagem…

VENCER TENTAÇÕES

Há, na verdade, outros tantos desafios que Jairo Bolsonaro terá de enfrentar. Um deles, o de repelir a tentação do autoritarismo, já notável a partir de definições e de falas “ex-cathedra” do próprio neo-presidente mas, sobretudo, de muitos de seus auxiliares.

A tentação autoritária é um dos sete pecados capitais da Democracia, praticados com a mesma desenvoltura à Direita ou a à Esquerda.

Mas justiça seja feita: Sergio Moro, ministro da Justiça, e Paulo Guedes, o poderoso ministro da Economia, até agora não foram contaminados pela mosca “tsé-tsé” que, como primeira doença, sobrepõe-se aos desígnios da Constituição. Espero que estejam vacinados contra essa doença infantil e sabidamente contagiosa em sistemas políticos imaturos.

ESTADO TEOCRÁTICO

Olavo de Carvalho: influência escancarada; Silas Malafaia: cobrança de apoio

No entanto, meu olhar treinado sobre certas realidades histórico-antropológicas me coloca em estado de alerta com o crescimento da influência de grupos religiosos no entorno do novo presidente.

O pastor Silas Malafaia, que ainda permanece sob a investigação da Polícia Federal, lidera, mesmo sem mandato para tanto, uma nada sutil engrenagem de pastores e igrejas de todas as tonalidades, teologias e enormes ambições materiais e poder.

O grupo não brinca em serviço, respaldado na pendular bancada evangélica. Assim, a imprensa nacional registrava no último dia do ano, 31, advertência de Malafaia ao presidente, lembrando que terá de cumprir certos compromissos de campanha. E por uma simples justificativa: teria sido eleito presidente pelo povo evangélico para cumprir muitas promessas que assumiu. Agora, ajoelhado, teria de rezar pela cartilha de um universo de grandes, médias, pequenas e micro igrejas espalhadas pelo país.

Não é bom negócio para o país a entronização de um estado Teocrático.

No Ocidente desenvolvido, essa é ideia é só lembrança do Medievo.

Jamais nos dias de hoje.

GOVERNO DE AYATOLÁS

Misturar Deus e Governos, estabelecendo Teocracias, é mau negócio. O claro exemplo dessa incompatibilidade vem de estados islâmicos do Oriente, como Arábia Saudita, e o mais expressivo deles, o Irã, com a democracia dos Ayatolás.

Getúlio foi tentado a ampliar o viés religioso do Estado brasileiro que, com a República implantada pelos Positivistas, parecia afastado definitivamente. Só parecia, pois políticos com dois mil anos de existência, como o cardeal Leme, fizeram de tudo – e com bons resultados – para que o “retrato do velho” andasse ao lado da cruz de Cristo.

OLAVO DE CARVALHO

Afinal, o sistema do padroado (a Igreja mantida pelo Estado) teria de sobreviver…

Lula e Dilma não escaparam da mesma tentação, ligando-se à liderança de capitães de poderosas igrejas, como Edir Macedo, da Universal, uma comunidade de grande capilaridade nacional, de administração absolutamente centralizadora (não congregacional, mas de linha episcopal).

Parece que o filósofo católico romano Olavo de Carvalho, de seu habitat nos Estados Unidos, representa a outra face dessa influência religiosa no Governo que se instala. Embora sem ter ligação e reconhecimento oficial das autoridades católicas (muito pelo contrário, é o que se diz) ele tem enorme acústica no Governo Bolsonaro. Conseguiu emplacar, sem esforços e sem esconder o “feito”, os ministros do Exterior e o da Educação. O que não é pouco.

PAIS PEREGRINOS

Nada discreto, Olavo de Carvalho, como Malafaia, não é sutil. Só tem consistente brilho intelectual, ao contrário do dono da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que me parece primitivo do ponto de vista intelectual.

Quando observo a influência desse filósofo Carvalho, recolho o próprio exemplo dos chamados Pais Peregrinos, os fundadores dos Estados Unidos.

Eles, que fugiram da Inglaterra para viver liberdade de culto, sem ingerência do estado inglês, estabeleceram um “dogma” definitivo (nem todos dogmas são imutáveis): na Democracia fundada pelos fundadores do May Flower, jamais seria aceito um governo Teocrático.

Diante do exemplo americano, fico a matutar sobre o porquê de o novo Governo não adotar esse vértice dos pais fundadores dos States? Mas, pelo contrário, vai dando mostras que quer proclamar um Governo de Yaweh, tendo “o nome de Deus na garganta, e nas mãos espada de dois gumes”. Como recomenda o salmista.


Sirlene e Roseli, guardiães do Condor

Nem sei se o poderoso Sr. Joanir Zonta, dono dos supermercados Condor, as conhece pessoalmente. Até por isso, registro o que me pede assíduo leitor deste espaço: duas moças encarregadas da Segurança do Condor Água Verde – Sirlene e Roseli -, deram provas de quanto funcionários bem treinados e dedicados às suas missões, podem fazer pela imagem de uma organização.

A história, rápida e objetiva, é a seguinte: as duas tiveram de, na noite de domingo, 30, às 20h30min resolver caso de emergência médica de que foi vítima um cliente impossibilitado de caminhar, repentinamente.

Homem da terceira idade, pesado, foi suavemente “carregado” até um taxi, pelas duas, que lhe deram atendimento médico básico. E o cumularam de atenções e cuidados. Tudo sob a admiração e aplausos de um grupo de clientes que tentara auxiliar o idoso.

Um senão: o atendimento foi quase inviabilizado pelo péssimo estado de uma das duas cadeiras de roda disponíveis no local, velha e caindo aos pedaços.

Viva a Segurança do Condor. Viva para as moças.


Até logo, Cida. Bem-vindo, governador

Cida Borghetti e Ratinho Junior

Ao longo de minha vida profissional vi muitas posses de governadores no Palácio Iguaçu. E também fui testemunha de uma despedida histórica, quando Haroldo Leon Perez se despediu do governo depois de, alegadamente, ter sido gravado pedindo propina a um empreiteiro, CR Almeida.

Neste ano, apesar do convite histórico que me enviou governadora que sai, não poderei testemunhar a posse de um jovem político que se elegeu contra todos os prognósticos, como o de que “o Paraná nunca elegerá governador alguém que se chama Ratinho”.

Cida deixa um legado de competência administrativa e correção na condução da coisa pública.

Ratinho chega com equipe de boa qualidade. Títulos acadêmicos e currículos não faltam ao novo staff governamental.

Nem recursos faltarão a Ratinho para iniciar caminhada, pois, a administração que sai garante de que pelo menos 5 bi estarão nos cofres da nova administração.

Confirmem-se as expectativas, pois.


Carlos Marun no conselho de Itaipu

Carlos Marun no conselho de Itaipu

A assessoria de Imprensa de Itaipu informa:

“O Diário Oficial da União desta segunda-feira, 31, traz o decreto de nomeação de Carlos Marun para o Conselho da Itaipu Binacional.

Ele substitui Frederico Matos de Oliveira, que renunciou.

Carlos Marun deixa o cargo de ministro-chefe da Secretaria do Governo para ficar na binacional até 16 de maio de 2020. A nomeação é assinada pelo presidente Michel Temer.

A mesma edição do Diário Oficial traz o decreto de exoneração de Frederico Matos de Oliveira e também de outro conselheiro de Itaipu, o diplomata Marcos Bezerra Abbott Galvão, que representava o Ministério das Relações Exteriores. Ele será substituído por um novo representante do Ministério.

Carlos Marun, que é sul-mato-grossense, foi um dos principais articuladores para a construção da ponte entre Presidente Murtinho a Carmelo Peralta, no Paraguai. E também pela nova ligação entre Foz do Iguaçu e o município paraguaio de Presidente Franco.

O novo titular da pasta antes comandada por Marun será o general Carlos Alberto dos Santos Cruz.

Itaipu tem sete membros no Conselho de Administração no lado brasileiro e outros sete no Paraguai. O Conselho de Administração é responsável pela análise e aprovação ou rejeição de todos os atos da Diretoria Executiva.

Veja os links para os decretos de nomeação e exoneração: http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/57507485 e http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/57507176.


Ressarcimento

Nelson Meurer

Se o ano de 2018 não foi suave para o deputado Nelson Meurer (PP-PR), ele não pode se queixar da Câmara: teve R$ 322,2 mil ressarcidos por despesas médicas.

Condenado pelo STF, Meurer não foi cassado pela Câmara.

 

 

 

 

 


Em 2020, leilão do Aeroporto de Curitiba

Aeroporto de Curitiba

Rumo às privatizações encaminhadas pelo governo Temer, o aeroporto de Curitiba – da Infraero – entrará na sexta rodada de leilões, prevista para o terceiro trimestre de 2020.

O bloco de aeroportos a serem privatizados via leilão inclui também o Aeroporto do Bacacheri, Foz do Iguaçu, Navegantes, Londrina, Joinville, Pelotas, Uruguaiana e Bagé.


Multas pelas figurinhas

Jardins de infância do Paraná estão ao lado de outros, e escolas fundamentais, do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, que tiveram neles álbuns da Copa distribuídos ilegalmente pela Editora Panini. É o que alega ação do MPE de São Paulo, que pede que a editora pague R$ 12 milhões por danos morais coletivos.

 

 

 

 

 


Vai sobrar para a Bienal de Curitiba

Em meio denúncias de ‘exageros com o dinheiro público’ por meio de renúncia fiscal – assunto de que até o presidente eleito se ocupou -, Furnas está no olho do furacão. A lista milionária de Furnas inclui até liberação pela Lei Rouanet de verba para a Bienal de Curitiba (que comemora 23 anos).


ESTILO DE VIDA

A cada 8 minutos, uma criança medicada de modo errado: veja os cuidados

Pequenas mudanças de comportamento podem fazer toda a diferença – e evitar tragédias

Redação da Aleteia | Dez 20, 2018

Está chamando as atenções nas redes sociais a notícia de que uma bebê de 4 meses passou mal após ingerir uma loção contra piolhos em vez de medicação para inflamação bucal, por erro da unidade de saúde que forneceu o medicamento à mãe da criança em Vila Velha, no Estado do Espírito Santo.

Felizmente, a bebê passa bem, mas o caso volta a trazer à tona um dado preocupante: a alta frequência com que crianças são medicadas erroneamente no mundo.

Um estudo publicado em 2014 pelo respeitado jornal científico Pediatrics, dos Estados Unidos, apontou que a cada 8 minutos uma criança é medicada de modo errado. Passados quatro anos desde essa publicação, é verdade que o quadro pode ter mudado, mas, provavelmente, não de modo drástico. A pesquisa analisou os dados registrados ao longo de dez anos, entre 2002 e 2012, pelo National Poison Database System, um banco de dados nacional sobre casos de envenenamento e intoxicação.

Alguns aspectos relevantes a serem considerados:

MEDICAMENTOS LÍQUIDOS

82% dos erros registrados se referem a medicamentos líquidos, contra 14,9% ligados a cápsulas e comprimidos.

A dosagem errada apareceu como um dos problemas mais frequentes no caso dos remédios líquidos. Ela se deve, por exemplo, ao uso de medidas caseiras como colheres de sopa ou chá, que não contam com um tamanho padrão estabelecido pela indústria. A imprecisão pode representar grande diferença na posologia conforme a concentração de cada remédio.

Uma solução para reduzir o risco de dosagem errada é utilizar seringas e copinhos dosadores, normalmente vendidos junto com os medicamentos, para medir os exatos mililitros prescritos.

RELAÇÃO ENTRE AS DOSES E A IDADE E PESO DA CRIANÇA

Outro problema comum é ignorar que a dose do remédio varia conforme a idade e o peso da criança: a dose que ela tomou no ano anterior, por exemplo, pode não ser mais adequada para o momento atual. Uma dose menor pode ser ineficaz, enquanto uma excessiva pode ter efeitos colaterais perigosos, capazes de afetar, por exemplo, a pressão arterial, a temperatura corporal ou mesmo levar a uma intoxicação.

AUTOMEDICAÇÃO

Quem resolve receitar remédios por conta própria a si mesmo ou aos seus filhos pode causar mais danos do que benefícios. Entre os casos mais comuns de automedicação estão o consumo de remédios incompatíveis com a situação clínica, o uso de substâncias que apenas camuflam os sintomas sem de fato tratarem a doença, a mistura de medicamentos, alterando os seus efeitos, além da obtenção de resultados contraproducentes, como no caso dos antibióticos que, tomados indiscriminadamente, tornam as bactérias mais resistentes em vez de combatê-las.

HORÁRIOS E INTERVALOS

Cerca de um quarto dos erros de medicação infantil estão relacionados com os intervalos mal gerenciados entre as doses, sendo principalmente casos em que a criança recebe o remédio mais cedo do que deveria.

MISTURAS PARA “SUAVIZAR” SABOR

Como muitas crianças rejeitam certos remédios por causa do gosto desagradável, há pais que diluem a medicação em sucos, refrigerantes e achocolatados, o que altera as características próprias de cada remédio. Por exemplo, o ferro pode ser tomado com sucos cítricos como laranja ou limão, mas não com leite, que prejudica a sua eficácia. Caso o médico permita diluir o remédio em suco, por exemplo, devem-se usar quantidades pequenas de suco.

A criança deve ir aprendendo que o remédio está sendo tomado porque é importante para combater uma doença. É preciso que o adulto responsável pela medicação seja firme e ao mesmo tempo carinhoso, sem forçar, ameaçar ou usar recursos violentos como bater ou tapar a respiração da criança para que ela engula o remédio.

COMPRIMIDOS E CÁPSULAS

Comprimidos podem, em muitos casos, ser cortados em até quatro partes, mas as cápsulas devem ser ingeridas inteiras, sem serem abertas.

ARMAZENAMENTO

Local e condições fazem muita diferença: umidade e temperatura, por exemplo, afetam as propriedades dos remédios. É recomendável preservá-los na embalagem original e guardá-los em local seco e arejado, evitando a cozinha e o banheiro, além, é claro, de mantê-los fora do alcance das crianças.

BULA E EMBALAGEM

É um cuidado elementar ler a bula e a embalagem com atenção para certificar-se de que se trata do remédio correto, verificar as indicações e prevenir-se de eventuais efeitos indesejados.


Cida deixa marca do diálogo e legado positivo ao Estado, diz Campagnolo

(Do blog do Fábio Campana – 31 de dezembro de 2018)

Edson Campagnolo e Cida Borghetti

O presidente da Fiep, Edson Campagnolo, disse nesta segunda-feira, 31, que a governadora Cida Borghetti termina seu governo marcado pelo diálogo permanente com o setor produtivo e que o resultado do seu legado se traduzirá na reabertura de postos de trabalho. “Neste período em que esteve à frente do Palácio Iguaçu, o diálogo permanente que manteve com o setor produtivo foi uma de suas principais características. Isso foi fundamental para a adoção de medidas que deram fôlego às empresas em um momento em que ainda lutam para superar os efeitos da crise dos últimos anos”.

“Com toda a certeza, Cida deixa um legado que trará resultados positivos ao Paraná, na forma de novos investimentos e reabertura de postos de trabalho. Desejo a ela sucesso em suas novas caminhadas e espero que siga contribuindo com o futuro de nosso Estado”, completou Campagnolo.