Que o Brasil não é para amadores já tínhamos sido avisados pelo Belmiro Valverde Jobim Castor. Mas nem ele, em toda a sua inteligência, imaginaria que chegaríamos a tanto nesta quadra de crise que expõe ao mundo todas as nossas dificuldades. A tarefa da política é difícil. O presidente Jair Bolsonaro pena para conseguir votos necessários para a reforma na Câmara e no Senado. Ora, pois, em tudo há uma intensa deterioração ética, talvez provocada pela passagem dos séculos, entre a definição do filósofo grego e a prática do filósofo tupiniquim.

O certo é que na próxima sexta-feira, dia 24, os brasileiros terão pago o total de R$ 1 trilhão em impostos, de acordo com levantamento inédito do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo. O montante será arrecadado 11 dias antes do que em 2018 e corresponde ao total de 63 impostos, taxas, multas e contribuições pagas pelos brasileiros desde o início do ano nos três níveis de governo: municipal, estadual e federal.

É a primeira vez em nove anos que a marca de R$ 1 trilhão é atingida em maio. Em 2010, o valor foi alcançado apenas em outubro. Já em 24 de maio do ano passado, o Impostômetro registrava R$ 944,6 bilhões. Houve um crescimento de 5,86% em relação a 2018, explicado pela inflação do período e uma ligeira alta do PIB. Está difícil. Para todos.

 

STF restringir remédio

O plenário do STF formou maioria para impor restrições ao fornecimento de medicamentos de alto custo que não tenham registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os ministros ainda precisam chegar a um consenso sobre as condições para autorizar a distribuição desse tipo de remédio, já que há divergências entre os integrantes sobre os pré-requisitos necessários para obter a medicação.

Golpe das moedas virtuais

A ostentação em redes sociais com relógios caros, carros importados e de luxo e a sinalização de dinheiro sendo esbanjado era alimentada por um esquema milionário que deixou mais de 500 vítimas em toda a região oeste do Paraná. Durou apenas sete meses – de abril a novembro do ano passado -, mas tempo suficiente para devastar a vida financeira dessas pessoas e que agora está em investigação. Seus operadores diziam atuar como uma suposta trade na compra e na administração de criptomoedas – moedas virtuais, mas tudo não teria passado de um golpe cujo prejuízo já é estimado em cerca de R$ 5 milhões a partir de relatos das vítimas que resolveram denunciar o grupo. O rombo pode ser ainda maior.

PMs afastados

Policiais seriam interrogados ontem no Inquérito Policial Militar que foi instaurado para apurar o caso. Mas foram dispensados. A PM informa que ‘houve uma inversão nos atos processuais devido a um policial militar estar doente’. Os advogados dos três policiais militares envolvidos na perseguição que acabou com a morte do jornalista Andrei Francisquini na Praça da Espanha, em Curitiba, disseram que os clientes estão afastados dos serviços para tratamentos médico e psicológico.

Rombo da Previdência

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ontem que 60% do Brasil é a favor da reforma da Previdência, e salientou que uma das dificuldades para implementar as mudanças é o tamanho do serviço público. Maia disse que, em parte, quem aumentou a estrutura administrativa foram os governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, os dois do PT, que governaram o país durante 13 anos. Rodrigo Maia participou do seminário Previdência, por que a reforma é crucial para o futuro do país?, promovido pelo Correio e pelo Estado de Minas.

Brasileiros não caçam

Uma pesquisa do Ibope divulgada nesta quarta-feira 22 indica que 93% da população brasileira é contra a liberação da caça . Os dados foram apresentados durante o lançamento da campanha “Todos contra a caça e as armas “, da Frente Parlamentar Ambientalista , na Câmara dos Deputados.

Dissimulando

O ministro Sérgio Moro (Justiça) afirmou esta manhã que é muito cedo para tratar de sua eventual indicação para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), com dois anos de antecedência. “Eu nem sei se quero ser ministro do Supremo”, disse ele em entrevista.

Descompasso

Travado pela incerteza, o Brasil deve crescer apenas 1,4% neste ano e perder mais espaço na economia global, segundo as novas projeções da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O desempenho poderá ser melhor em 2020, com expansão de 2,3%, se empresários, investidores e consumidores estiverem mais confiantes. Mas isso dependerá de avanço na pauta de ajustes e reformas, com destaque para a mudança da Previdência.

Agenda reformista

Ao acentuar a importância da agenda reformista, os técnicos da OCDE repetem e reforçam a análise dominante no País. O crescimento agora estimado para a economia brasileira em 2019 é 0,5 ponto menor que o calculado em março. A distância em relação à maior parte do mundo é ampla e crescente. O produto mundial deve aumentar 3,2% em 2019 e 3,4% no próximo ano. Na estimativa anterior, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil se expandiria 2,4% em 2020.

Mais 31 agrotóxicos

O Ministério da Agricultura formalizou nesta terça-feira (21) o registro de mais 31 agrotóxicos. No ano todo, já são 169 produtos autorizados. O número de defensivos aprovados no Brasil vem crescendo significativamente nos últimos três anos, fato que preocupa ambientalistas e profissionais da saúde. Em 2015, foram 139. Em 2018, 450. O registro de um agrotóxico é feito pelo Ministério da Agricultura (Mapa), que verifica a eficiência no combate a pragas e doenças no campo. Mas o registro só é concedido quando o produto também é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que avalia os riscos à saúde, e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), que analisa os perigos ambientais. Sem o aval dos três órgãos, ele não é liberado.

Novo Decreto de Armas

Depois de sofrer críticas, o presidente Jair Bolsonaro publicou nesta quarta-feira, 22, retificações no chamado Decreto de Armas, que foi editado no início deste mês para facilitar o porte de armas no país. As correções constam de dois novos decretos.  Em nota, o Palácio do Planalto explicou que um dos atos foi editado “com o objetivo de sanar erros meramente formais identificados na publicação original, como numeração duplicada de dispositivos, erros de pontuação, entre outros”.

Toffoli e Bolsonaro

Dias Toffoli disse a interlocutores que sua conversa de agora à noite com Jair Bolsonaro foi “tranquila”, para sinalizar a harmonia entre os Poderes.  Solicitado pelo presidente da República, o encontro durou cerca de 20 minutos e foi incluído de última hora nas agendas dos dois. Em nota, Bolsonaro agradeceu ao presidente do STF por ter atendido ao seu convite e afirmou que “a harmonia reina entre nós” na busca de soluções para os problemas do país, incluindo a Previdência.

ai e volta

Quando disse que o problema do Brasil “é a nossa classe política”, Jair Bolsonaro – e não poderia ser diferente – se inclui no bloco, onde vive há 28 anos. E inclui também seus problemáticos filhos: o senador Flávio que vê a Receita investigar seus ganhos; Eduardo, que quer que o Brasil produza “bomba nuclear”; e Carlos que recua da safra de tuites contra o general Santos Cruz,  agora prestigiado pelo Planalto para funções de importância. Recuo maior, contudo, foi do próprio Bolsonaro que, no mesmo dia, só faltou mandar flores ao Parlamento.

 

Guerra interna

Grupo de tucanos, apoiado pelo senador Tasso Jereissati (CE), é contra a mudança de nome do PSDB, pretendida pelo governador de São Paulo, João Doria. E todos defendem a expulsão dos envolvidos em corrupção: Aécio Neves, Beto Richa e Bruno Araújo, que o mesmo Doria quer colocar na presidência nacional da sigla. Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas, cumpre pena de 20 anos e um mês e já se desfiliou do partido.

 

Retrato

O deputado federal capitão Augusto Rosa (PR-SP), líder da “bancada de bala”, está comparando a situação de Bolsonaro com a de Dilma Rousseff no segundo mandato: “De cada dez deputados, oito reclamam e dois ficam quietinhos. Ninguém defende o governo”.

 

Mudança

O PR quer mudar de nome e passar a chamar PL. É um sonho do ex-deputado Valdemar Costa Neto, quase dono do partido e sobrevivente de condenações no “mensalão” e no “petrolão”.

 

Olho na gasolina

Nos primeiros quatro meses do ano, com a economia no chão, a Petrobras decretou 21 aumentos no preço da gasolina, fora outros combustíveis, totalizando alta de 35,5% num país que tem 5% de inflação. Dos reajustes deste ano, apenas cinco foram para redução irrisória no preço. Desde julho de 2017, quando foi implantada a política de aumentos de acordo com o mercado internacional, a Petrobras já brindou os brasileiros até 2018 com 207 reajustes. Do ano passado para cá, a gasolina aumentou 56,12%.

 

De referência

O governo de São Paulo, sem nenhuma conquista para anunciar, acaba de colocar no ar uma campanha de louvor ao Icesp – Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, enfatizando seu atendimento pelos SUS e seu reconhecimento internacional. O grande responsável é o oncologista Paulo Hoff, que dirige o Icesp há anos (e divide seu tempo com a Rede D’Or). A campanha também quer mostrar que não é apenas o A.C. Camargo Câncer Center que atua com o que há de mais avançado na oncologia.

 

Ninguém aguenta

Até mesmo os petistas não aguentam mais as repetidas entrevistas do ex-presidente Lula. Acham que “é hora de silenciar”. Ele participou de grande rodada de entrevistas nas últimas semanas e repetiu ataques ao Judiciário e ao governo Bolsonaro.

 

Currículo

Os petistas também não estão gostando da exposição do romance entre Lula e a socióloga Rosangela da Silva, a “Janja”. Acham que atrapalha as manifestações políticas do ex-presidente. À propósito: Rosangela fez pós-graduação em História e MBA sobre gestão social e desenvolvimento sustentável. Hoje, mora em Curitiba e é funcionária da Itaipu Binacional.

 

Muito tempo

Ainda a namorada Rosangela da Silva com a qual Lula quer se casar: eles se relacionam desde a “caravana da cidadania” quando o ex-presidente percorreu vários estados, antes de seu primeiro mandato. Depois se separaram, ela namorou um colega de Itaipu e Lula não gosta de falar desses tempos.

 

Outro prefeito

Se o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, não queria ver o presidente Bolsonaro ser homenageado na sua cidade, o prefeito de Dallas, Mike Rawlings, não deu as caras (foi convidado) no evento do Person of the Year, realizado num clube de lá, para homenagear o Chefe do Governo brasileiro. Bolsonaro não gostou.

 

FMI chegando

Uma missão do Fundo Monetário Internacional, composta de seis técnicos, percorrerá países da América do Sul nas próximas semanas. Começa por Argentina e Paraguai e a missão já solicitou uma audiência ao governo brasileiro.

 

Malhação

O baixo clero não está muito preocupado com crises: o deputado Gil Cutrim (PDT-MA) apresentou projeto de lei que garante o livre acesso do personal trainer nas academias. A justificativa é acabar com a cobrança de um valor adicional quando os alunos levam seu próprio preparador. Os mais irônicos dizem que é uma vontade da “bancada da malhação”, pouco conhecida e agora em ascensão.

 

Complicado

O novo secretário de comunicação do Supremo, nomeado pelo ministro Dias Toffoli, é o jornalista Márcio Aith que, durante muito tempo – e com direito de sair e voltar – foi o responsável pela comunicação do então governador Geraldo Alckmin e de seu naufrágio como candidato à Presidência. Alckmin, no governo e na campanha, foi acusado de insistir num tom de comunicação (e com Aith) recheado de incompetência.

 

Agora, milkshake

Nada de ovo: agora, a nova mania dos britânicos em cima de políticos que não suportam é jogar milkshake sobre eles em eventos públicos. Esta semana, Nigel Farage, líder do Partido do Brexit, foi devidamente brindado. Alguns ativistas tupiniquins acham que, se houver manifestação pró-Bolsonaro no próximo domingo, poderão fazer um teste em diversas figuras.

 

Não vai dar

José Dirceu, de volta à prisão, em Curitiba, não poderá participar do 5º Salão do Livro Político (foi convidado e aceitou), que acontecerá no próximo dia 30 na PUC. O petista falaria para uma plateia eminentemente de estudantes e professores, poucos dias depois das manifestações contra cortes no orçamento da Educação.

 

Olho vivo

No Rio, a chamada “nova geração do MDB” – especialmente Leonardo Picciani e Marco Antonio Cabral – tem feito sucessivas aproximações do discutido governador Wilson Witzel. Só que ainda não foram convidados para um voo de helicóptero com Witzel sobre favelas, com direito a tiros de metralhadoras vindo lá de cima.

 

Só de longe

Os empresários do movimento Brasil 200, que apoiam Bolsonaro, são contra a marcha bolsonarista de domingo. Seus mais conhecidos líderes são Flávio Rocha (Riachuelo) e João Appolinário (Polishop), que não pensam em “fechar” o Congresso e menos ainda o Supremo Tribunal Federal.

 

Chacrinha 2

O analista político Merval Pereira, membro da Academia Brasileira de Letras, chegou à conclusão que Jair Bolsonaro “é um novo Chacrinha”. E justifica: “Ele não veio para explicar, ele veio para confundir”.

 

Nada de armas

Levantamento do Paraná Pesquisas revela que 60,9% dos brasileiros não querem ter arma em casa, enquanto 36,7% dos entrevistados responderam afirmativamente. A rejeição à posse de armas é maior entre os brasileiros entre 16 e 24 anos; 66,9% disseram “não”.

 

Milhões de tweets

A última temporada da série Game of Thrones recebeu 100 milhões de tweets. Entre os episódios o terceiro The Long Night, exibido dia 28 de abril, foi o mais comentado, o episódio final, The Iron Throne, foi o segundo, seguido pelo episódio 5 (The Bells), episódio 1 (Winterfell), episódio 4 (The Last of the Starks) e pelo episódio 2 (A Knight of the Seven Kingdoms). O Brasil só perdeu para os Estados Unidos no número de tweets sobre a série.

 

Sem sentido

Luciano Bivar, presidente do PSL, partido do presidente Bolsonaro, acha que a manifestação organizada por bolsonaristas contra o Congresso e STF, não tem sentindo. “Nós fomos eleitos democraticamente, institucionalmente, não há crise ética, não há crise moral, estão se resolvendo os problemas das reformas, então eu vejo sem sentido essa manifestação.  Mas toda manifestação é válida, é um soluço do povo para expressar o que ele está achando”. E completou dizendo que as pessoas não precisam ir para às ruas para defender Bolsonaro. “Para que tirar o povo para uma coisa que já está dentro de casa? Já ganhamos as eleições, já passou isso aí”.

 

Clima de brincadeira

Toda terça-feira o presidente Jair Bolsonaro faz questão de participar do hasteamento da bandeira e sempre com convidados. Ontem quem participou foi um grupo de crianças de uma escola pública municipal do Novo Gama. Depois da cerimônia, ele conversou com as crianças e falou “Quando vocês estiverem trabalhando, vocês vão garantir a nossa aposentadoria, desse pessoal que está aqui atrás. Então, nós precisamos formar bem vocês”. E completou, brincando com ministro da economia que estava presente: “Nós estamos tentando aqui, não vou explicar a outra forma de aposentadoria também, mas que não vai ser de uma hora para outra. O Paulo Guedes vai depender do INSS com toda certeza. Já está quase se aposentando”.

 

De fora

Parte dos apoiadores de Bolsonaro defenderão domingo próximo o pacote anticrime de Sérgio Moro e protestarão conta a possibilidade do Coaf ir para o Ministério da Economia. E mesmo assim, o ministro da Justiça já avisou que não vai aderir às manifestações que misturam “fechamento do Congresso e do Supremo”. Moro estará em São Paulo no próximo dia 26.

 

Choque de cores

Os coordenadores das manifestações de domingo próximo pró-Bolsonaro e contra o Supremo e o Congresso querem que possíveis participantes saiam de verde e amarelo. Já os que são contra Bolsonaro e suas ideias ameaçam sair de preto, como aconteceu no passado, às vésperas do impeachment de Fernando Collor.

 

Com colete

Jair Bolsonaro está considerando participar, domingo próximo, de atos em apoio a seu mandato. Só que só sairá de casa depois de ver quantas pessoas irão aderir à marcha pela televisão. Aí, sairá e com colete à prova de balas, mais muitos seguranças a sua volta. Sua mulher Michelle é contra: teme outro atentado.

 

Aliança

Sinais de que o romance é sério: Lula está usando uma aliança na mão direita, própria do noivado. Na internet, os mais irônicos acham que, em regime semiaberto, ele deverá usar uma tornozeleira na perna esquerda.

 

Não gostou

O ex-deputado Eduardo Cunha (MDB) ficou muito feliz ao saber que ganharia um parceiro de cela. Só que a empolgação foi embora assim que companheiro de cela chegou. Era o ex-ministro José Dirceu.

 

Testamento

A rainha do soul Aretha Franklin que morreu no ano passado deixou um patrimônio de US$ 80 milhões que deveria ser dividido entre os quatro filhos, Clarence, Edward, Teddy e Kecalf. Segundo o advogado da cantora, ela havia deixado três testamentos manuscritos e datados de 2010 que foram encontrados no armário de sua casa no subúrbio de Detroit. Só que um novo testamento escrito a mão, provavelmente pela própria Aretha, foi encontrado agora escondido entre as almofadas no sofá dentro de um caderno com data de 2014. Ainda não se sabe o conteúdo e nem se tem validade.

Era do botão

Aos 89 anos Fernanda Montenegro, diz que a profissão de atriz é árdua, e se coloca em outro patamar: “Não é humildade profissional, mas não me vejo assim como dizem. Não sou nada disso. Apenas me vejo trabalhando e buscando o meu melhor em cena”.  Interpretando Dulce Ramirez em A Dona do Pedaço, fala também sobre a era digital: “A internet é uma ciência e tecnologia inarredável. Terminamos uma era e temos que aprender a conviver com o novo. Quem ainda não se entregou ao processo, as pessoas da minha geração por exemplo, precisam entender que a mudança faz parte da evolução. Entramos na era do botão e isso não me assusta porque certamente daqui a 100 ou 300 anos será tudo mais moderno e bem diferente do que vivemos hoje”.

Frases

“Nem sei se quero ser ministro do Supremo.”

Sérgio Moro

 

 “É surreal que alguém que vive na política há 28 anos, que botou a família inteira na política, diga agora que a política não presta.”

Marcelo Ramos, deputado, sobre Jair Bolsonaro