Nova polêmica

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Polêmica instalada em torno de carta do procurador do Legislativo paranaense, Marco Antonio Marconcin, contestando a campanha encabeçada pela OAB que pegou carona nas denúncias de poderosa rede de comunicação…

Polêmica instalada em torno de carta do procurador do Legislativo paranaense, Marco Antonio Marconcin, contestando a campanha encabeçada pela OAB que pegou carona nas denúncias de poderosa rede de comunicação, teve início com contestação feita pela Ordem. Como em todas as discussões, razões há de ambos os lados. Até por que alguns itens das defesa feita por Marconcin, como em relação a diários oficiais avulsos, são de difícil aceitação. O argumento principal dele, tratar-se de uma campanha contra uma instituição da democracia, tem validade. Até pelo fato de, embora seja o espírito da campanha altamente válido, um vigoroso manifesto contra a impunidade e a corrupção, a generalização que se faz é perigosa. Dia desses nesta coluna, a outro pretexto lembrou-se que, a exemplo do que afirmava Nelson Rodrigues ser "toda unanimidade burra", igualmente generalizações não fazem justiça à inteligência de quem as faz. A coluna tem sempre insistido na necessidade de se passar, não apenas o Legislativo mas, todas as instituições brasileiras a limpo. Espera-se pois que as entidades que hoje se perfilam nesse movimento saneador dêem continuidade. Não se trate apenas de um espasmo de cidadania! Precisamos que o Brasil seja realmente passado a limpo para que possamos nos orgulhar dele. O nível em que se encontra, em vários setores, é inaceitável. Veja-se por exemplo os custos das obras públicas, quase sempre alcançadas por denúncias de superfaturamento! Um novo momento vem aí e merece receber atenção e vigilância. As obras para a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016, já ameaçam sofrer atraso para justificar depois a liberação sem licitação. Se não apenas agora em relação à Assembleia mas em todos os momentos a sociedade estivesse atenta, o país seria outro.

 

Dinheiro farto

A justificar a preocupação acima, vale um registro. Para os Jogos Pan-americanos, com custo previsto para R$ 390 milhões, num único local, o investimento real chegou a R$ 3,5 bilhões, imagine-se o que acontecerá se não houver uma fiscalização rigorosa. A começar pela tentativa de liberação das reformas dos aeroportos agora, com rito simplificado de licitação como pretende o Ministro dos Esportes.

 

Mais conflitos

Se já não bastassem as dificuldades vividas para a montagem de uma coligação entre PDT e PT, tentando criar no Paraná um palanque para Dilma Rousseff que certamente não sabe quantos municípios tem este Estado, uma nova frente de discussão é aberta com a troca de farpas entre Stephanes Jr., deputado do PMDB (filho de ex-ministro do governo Lula) e a presidente do PT curitibano, Roseli Isidoro.

 

Pacote de bondades

A propósito: o presidente Lula, como era de se esperar irritou-se com o "abacaxi" colocado em suas mãos com a colaboração inestimável de sua base de apoio no Congresso. Se o aumento de 7.72% nas aposentadorias dos que recebem acima do salário mínimo vai ser sancionado (afinal seu governo em 7 meses deixará o déficit da Previdência para outro), o veto à queda do fator previdenciário não estava no pacote de bondades que virá no fim de governo.

 

Pragmatismo presidencial

Para a equipe econômica também o aumento de 7,72%, superior aos 6,14% propostos pelo governo deveria sofrer sanção. A aprovação pode ser explorada como irresponsabilidade fiscal ponderam os ministros da área econômica. Vai prevalecer o pragmatismo do presidente Lula em favor da

candidatura de Dilma, para quem o povo é mal informado.

 

Em choque

O presidente Lula tem razão: o que é um aumentozinho no déficit público interno que já alcança o R$ 1 trilhão e meio, número que só os leitores do tio Patinhas conheciam! O déficit externo está confortável, a ponto do Brasil emprestar dinheiro para o FMI. A conta "impagável" (não sinônimo de riso) como diria o ministro Magri, será debitada ao próximo governante. Criando saudade do atual!