A oficina de trens da Estação Ferroviária de Curitiba vai sediar, nesta quarta-feira 24, o desfile da coleção Roma, assinada pela estilista Carolina Nogara. As peças, inspiradas no espírito nômade dos ciganos, resultam do conceito artesanal do movimento slow fashion, que prioriza a sustentabilidade na moda, nesse caso, reaproveitando tecidos.

O desfile coincide com a semana Fashion Revolution, que acontece mundialmente de 22 a 28 de abril. Desde 2014, o movimento atua na busca por “responsabilidade, ética e transparência nos processos de moda.  A discussão se amplia junto aos produtores e consumidores de moda e aumenta a conscientização sobre o custo das roupas, busca soluções sustentáveis para o futuro da moda, cria conexões, além de exigir a transparência da indústria”.

Com desejo de uma estética libertária em relação ao vestir que tem na mescla e na experimentação seu fundamento, a estilista curitibana, que comanda o ateliê Nogara Fashion Design há oito anos, defende uma moda sem restrições de gênero e trabalha com reaproveitamento máximo de insumos, fibras naturais e produção local.

Ela conceitua assim sua nova coleção:  “Roma dá corpo à minha percepção de como as pessoas se descobrem e se expressam na atualidade”. E esse tempo, repara, “é uma época de livre experimentação, guiada pela busca de um estilo ao mesmo tempo único e aberto ao mundo. Um movimento que naturaliza o exótico e dialoga com todos os tempos, numa atitude desbravadora, provocadora e sincrética que gosto de associar ao povo cigano”.

Carolina Nogara, que na adolescência aprendeu a costurar nos ateliês de sua mãe, em Curitiba e Ponta Grossa, profissionalizou-se aos 22 anos na Itália, estudando na Polimoda, em Florença. E soube alinhavar essas duas pontas de conhecimento, modelando e confeccionando peças únicas, incluindo customização de roupas e acessórios.

Boa viagem!

(Fotos de  Allan Kanashiro)