A imprensa mundial pergunta porque o presidente Hugo Chavez, da Venezuela, sempre tão falante e firme na defesa de suas posições politicas e dos interesses da Venezuela


O coronel e o general 

RIO – No dia 20 de novembro de 1975, há exatos 32 anos, morreu o general Franco, ditador, "caudilho da Espanha pela graça de Deus". Dois dias depois, 22 de novembro, Juan Carlos I, filho de D. Juan de Borbon (herdeiro do trono da Espanha e há 40 anos exilado em Cascais, em Lisboa, Portugal), foi proclamado Rei da Espanha e mandou sua primeira mensagem às Forças Armadas, assumindo seu comando como general-chefe.

Em 17 de novembro de 1978, nas vesperas do referendo da Nova Constituição, que acabava de ser aprovada e seria realizado em  6 de dezembro,  descobre-se em Madri a "Operação Galaxia", um golpe militar para sequestrar o exemplar primeiro-ministro Adolfo Suarez e todo o governo, e proclamar um "Governo de Salvação Nacional".

Os principais lideres eram o general Atarés Peña, chefe da III Zona da Guarda Civil, o coronel Tejero e o capitão Saenz de Ynesztrillas. O rei Juan Carlos I vestiu sua farda de general chefe das Forças Armadas, foi sozinho ao quartel do comando militar, prendeu os lideres do levante e liquidou o golpe.

 

Segundo golpe              

Em 23 de fevereiro de 1981, quando estava reunido investindo  Calvo Sotelo, lider da (UCD), União  Centro Democratico,  na chefia do Governo, substituindo Adolfo Suarez, o Congresso espanhol foi invadido pelo coronel Tejero, à frente de um batalhão, e começou a se alastrar um golpe de Estado.

O rei Juan Carlos vestiu sua farda de general chefe das Forças Armadas, foi sozinho ao quartel do comando militar, prendeu os lideres do levante, liquidou o golpe e voltou para seu palacio de Zarzuela.

 

Terceiro golpe           

Em 2 de outubro de 1982, descobre-se nova tentativa de um golpe militar, marcado para o dia 27 de outubro, vespera das eleições gereias de 28 de outubro, em que o Partido Socialista de Felipe Gonzalez iria vencer a Aliança Popular (hoje PP, Partido Popular) com 10 milhões de votos de frente.

O rei Juan Carlos I vestiu sua farda de general chefe das Forças Armadas, foi sozinho ao quartel do comando militar, prendeu os lideres do levante, liquidou o golpe e voltou para seu palacio  de Zarzuela.

Há 25 anos nunca mais ninguem tentou dar golpe militar na Espanha.  

 

No quartel

A imprensa mundial pergunta porque o presidente Hugo Chavez, da Venezuela, sempre tão falante e firme na defesa de suas posições politicas e dos interesses da Venezuela (e quase sempre com razão), ficou calado quando o rei Juan Carlos I, da Espanha, mandou que ele se calasse. É porque era um presidente plebeu diante de um rei? Nada disso. É que era um coronel diante de um general. E os coroneis costumam calar-se quando os generais falam.

 

Conspiração

No Globo, o brilhante recruta Ancelmo Gois conta estranha historia:

– "No fim de semana, no Condominio Terravista, em Trancoso, estavam, alem do ministro Nelson Jobim, hospede de Francisco Gros, ex-presidente da Petrobrás, Constantino Junior, dono da Gol, que tem casa ali, e Marco Antonio Bolonha, presidente da TAM, a convite de um amigo empresario. O blog do DEM (partido presidido por Rodrigo Maia, a quem Jobim chamou de "guri de merda"), acusa Jobim de ter marcado inspeção nos aeroportos de Ilheus e Porto Seguro na vespera do feriado, exatamente para ir descansar em Trancoso a bordo de um avião da FAB". 

Jobim, Gros, Bolonha da TAM e Constantino da GOL, quatro veteranos capitães de longo curso,  juntos e bem escondidinhos lá em Trancoso (Ilheus, na Bahia), em um longo fim de semana, e nenhum deles do Exercito da Salvação, só pode ter sido alguma conspiração. E contra a Patria.

Chamem o general Juan Carlos, urgente! 

 

Ombudsman

O Nemercio Nogueira, da Alcoa, manda-me um e-mail queixando-se da "Veja" e contestando uma informação da revista que comentei aqui dias atrás :

1. – "A renovação do contrato entre a Eletronorte e a Alcoa, para fornecimento de energia eletrica para a fabrica do consorcio Alumar, em São Luis do Maranhão, foi fruto de leilão publico de energia, processo que assegura a indispensavel transparencia. Essa renovação prevê termos semelhantes aos  contidos em contrato firmado entre a Companhia Vale do Rio Doce  e a Eletronorte, para fornecimento de energia à Albrás, no Pará, o qual tambem resultou de leilão publico de energia. O contrato entre a Eletronorte e a Alcoa prevê preços mais altos do que este ultimo".

 

Ombudsman (2)

2. – "O aumento de tarifa estabelecido nesse contrato, entre a Eletronorte e a Alcoa, considerado um "montante pequeno", por fonte citada mas não nomeada na materia da "Veja", na verdade prevê hoje um preço 120% superior aos niveis de 2004, quando comparado a uma tarifa dolarizada e muito superior à media dos preços pagos por energia, por usinas de redução de aluminio, em ambito global".

3. – "A Alcoa nunca fez nem faz doação de campanha a qualquer integrante da familia Sarney ou a qualquer outro politico brasileiro".