O trabalho realizado pelas 70 cooperativas do ramo agropecuário registradas no Sistema Ocepar será apresentado pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, na 1ª Cúpula Internacional para o Impulso do Cooperativismo Moderno, que será realizada nos dias 23 e 24 de julho, na Universidade das Forças Armadas, em Quito, capital do Equador. Ele vai discorrer sobre o tema “Integração econômica e social nas cooperativas agrícolas do Paraná”, no primeiro dia do evento, que vai reunir outros representantes do cooperativismo brasileiro e, também, de diversas partes do mundo, como Bélgica, Espanha, Costa Rica e Franca.

A abertura será realizada pelo ministro da Agricultura e Pecuária do Equador, Xavier Lazo. Participam ainda o vice-presidente da República do Equador, Otto Sonnenholzner, e o representante adjunto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Nuno Queiros. A palestra inaugural será ministrada pelo vice-presidente das Cooperativas Agrícolas Europeias (Cogeca), da Bélgica, Ramón Armengol, que vai falar sobre “A cooperativa agroalimentar na União Europeia”.

Segundo os organizadores da Cúpula, a agricultura é base da economia equatoriana. No entanto, a produção é muito fragmentada e em pequena escala. Dessa forma, o evento tem como meta mostrar as vantagens do cooperativismo e como esse modelo de negócio pode contribuir para modificar essa realidade, proporcionando melhorias aos produtores rurais e beneficiando todas as cadeias produtivas. “Este desenvolvimento integral também permite que os atores estejam mais preparados para as ameaças que um mundo mais globalizado pode trazer, bem como para aumentar as oportunidades de um produto ou área voltada para o mercado mundial”, afirmam.

No Paraná, as cooperativas agropecuárias possuem 173 mil produtores associados. Elas têm grande participação no recebimento da produção agropecuária do Estado: 70% da soja, 64% do milho, 64% do trigo, 63% do café, 34% do leite industrializado e 53% dos suínos para corte, por exemplo. O ramo responde por aproximadamente 80% do faturamento global do cooperativismo paranaense, sendo que em 2018, faturou R$ 70,5 bilhões. Somam ainda 60 plantas industriais instaladas, entre unidades de processamento de soja, trigo, milho, malte, frango, suínos e leite.