Ney Leprevost: probidade administrativa e saúde

O período entre o recesso como deputado estadual e a posse como deputado federal foi bastante profícuo para Ney Leprevost, futuro secretário da Justiça, Família e Trabalho do Paraná. Mal assumiu o cargo na Câmara, em Brasília, em apenas dois dias de trabalhos legislativos apresentou nada menos do que 10 propostas que foram pensadas e elaboradas mesmo antes da reabertura do Congresso.

DE OLHO NA SAÚDE

Conforme compromisso assumido em campanha, Ney apresentou requerimentos e projetos que abrangem principalmente as áreas da saúde pública e da probidade administrativa nos órgãos públicos – neste aspecto, com devida ênfase no combate à corrupção e no corte de gastos do governo, com o fim de benesses e regalias históricas. Entre as propostas nessa seara estão a aposentadoria de políticos que não contribuíram para a previdência, o fim do foro privilegiado, fim do voto secreto na Câmara e o fim do auxílio-mudança para parlamentares.

POSSE DIA 12

Ney agora se licencia do cargo para o qual foi eleito para se dedicar a outra importante missão, para a qual foi convocado pelo governador Ratinho Junior: comandar a Secretaria da Justiça, Família e Trabalho do Estado do Paraná. A posse oficial no cargo está marcada para as 11h do dia 12/02, no auditório Poty Lazzarotto, no Museu Oscar Niemeyer (MON).


“Cura Gay” e suas coincidências

Garrard Conley, de “Boy Erased – Uma Verdade Anulada” (Photo: Focus Features)

É muita coincidência: o filme americano que trata da chamada “cura gay” – “Uma Verdade Anulada” – não chegará aos cinemas brasileiros. Isso acontece depois do estardalhaço de campanha eleitoral, quando o PSL, o presidente eleito, familiares e seus devotos combateram muito o mundo LGBT.

No entanto, no twitter, segunda, apesar de sob severa vigilância médica, o presidente Bolsonaro garantiu que ele nada teve a ver com o assunto, rebatendo assim um disse-me-disse de redes sociais.

A Universal dona do filme, alega que agiu assim, cortando o filme dos cinemas, por mera medida preventiva. Chegou à conclusão que sua exibição não compensaria financeiramente.

É a versão. O presidente e a Universal alegam que não houve censura ao filme, posição contestada pelo ator central, Garrard Conley que alega:

“Tudo não passou de tesourada oficial”.


Guarda-costas contra Renan

Tasso Jereissati: defesa necessária

O senador Tasso Jereissati (PSDB), que foi chamado “ao braço” por Renan Calheiros, está contratando segurança pessoal, coisa que nunca teve em sua vida empresarial e de político.

A jornalista Dora Kraemer, por seu turno, preferiu ignorar as ofensas recebidas do alagoano truculento e agora derrotado, finalmente.

 

 

 

 


Bíblia no centro do primeiro projeto

Deputado pastor Isidoro: apressadinho

O deputado sargento pastor Isidório, PM (Avante da Bahia) é mesmo um sujeito que até pode fazer história na Câmara dos Deputados.

Na segunda feira ele conseguiu ser o primeiro parlamentar a protocolar, bem cedo, um projeto na Casa. E não deixou por menos: quer que a Bíblia seja considerada patrimônio nacional, cultural imaterial.

Tudo desnecessário, pois qualquer pessoa bem escolarizada tem a dimensão exata do papel das escrituras judaico-cristãs na história mundial. E do Brasil, claro.

ADENDO:

O pastor deputado se ufana de ter sido beneficiado pela chamada “cura gay”, pela fé, e com a Bíblia.

É pode ser que ele tenha desistido da sua sexualidade básica. Isto sim. Mas homossexualidade não é doença, caro pastor evangélico.


Livraria Cultura amplia seus maus lençóis

Livraria Cultura

Em Curitiba a Livraria Cultura continua atendendo (e bem) e ótimos dois andares do Shopping Curitiba. No plano nacional, está em liquidação extrajudicial.

A coisa esquentou na semana: uma juíza do trabalho, em São Paulo, decretou o arresto os bens de um dos familiares dos comandantes da Cultura, empresário Sergio Herz. O alvo foi apartamento de 44º metros na zona Oeste.

Além de atendimento profissional, a Cultura de Curitiba mantém inda confortáveis poltronas para a leitura de seus clientes.

A dívida total da Cultura é de R$ 285 milhões, sendo R$ 96 milhões com fornecedores.


Homenagem a Airton com nova data

Airton Cordeiro

O jantar que a Confraria Real da Bola havia marcado para dia 4, segunda-feira passada, cancelado devido a morte de um de seus diretores, foi transferido para dia 11, segunda, no mesmo Restaurante Madalosso. Às 19h30.

Homenagem especial será tributada ao jornalista Airton Cordeiro, que foi constituinte de 1988 e teve papel relevante no jornalismo esportivo do Paraná.

 

 

 

 


CASE e JMalucelli no Show Rural Coopavel 2019

O Grupo JMalucelli, único dealer CASE do Brasil que possui as linhas Agrícola e de Construção, é o anfitrião do estande da CASE IH e CASE Construction Equipment no Show Rural Coopavel, Edição 31, que está sendo realizado em Cascavel na BR 277, km 577, saída para Curitiba (de 4 a 8 de fevereiro).

Como concessionária Case IH (Agriculture) para a região Oeste do Paraná, com três filiais nas cidades de Cascavel, Medianeira e Vitorino, estabelecida mais próxima do homem que trabalha na terra com agricultura e pecuária, se faz presente na feira a JMalucelli Agromáquinas; igualmente, a JMalucelli Equipamentos se faz presente como centralizadora dos negócios da Case Construction Equipment nos três estados da região Sul do país.

LOCAL ESTRATÉGICO

Na atual edição do Show Rural Coopavel 2019, o estande CASE IH e Case Construction Equipment, localizado num local estratégico, abrange um terreno de 2.800 m², com estrutura especial para as respectivas equipes JMalucelli atenderem seus clientes, amigos e visitantes em geral, com o maior conforto e experiência de quem conhece todos os passos das necessidades do trabalho do homem no campo, ou da gama diversificada de clientes que incluem empresas de construção de estradas, empresas de agronegócio, madeireiras, produtoras de cal, olarias, empresas de saneamento, reflorestadoras, empresas do setor da construção civil, entre outros.

ATÉ DIA 8

Desta forma, no estande da CASE IH e Case Construction Equipment, à disposição em todos os dias da feira até 8 de fevereiro em Cascavel, o visitante poderá usufruir das equipes qualificadas da JMalucelli conhecendo de perto os mais recentes lançamentos, além de aprofundar os conhecimentos através das novas tecnologias das linhas agrícola e de construção, construindo novos negócios com a parceria de quem representa a CASE há mais de duas décadas.

OUTRAS FRENTES

Diante do novo desafio, o diretor comercial Rafael Malucelli observa: “O trabalho desenvolvido com a Case Construction Equipment através da JMalucelli foi referência para a parceria iniciada no Show Rural Coopavel 2018 entre a JMalucelli Agromáquinas e a CASE IH e, neste ano, estamos com maior expectativa de novos negócios, pois poderemos atender as duas frentes, uma completando a outra.

Case Construction Equipment – comercializa e dá suporte a uma linha completa de equipamentos de construção ao redor do mundo, incluindo a primeira retroescavadeira fabricada, escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, pás carregadeiras, tratores de esteira e mini carregadeiras. Por meio dos revendedores CASE, os clientes têm acesso a um verdadeiro parceiro profissional com equipamentos de classe mundial e suporte de pós-venda, garantias líderes de mercado e financiamento flexível.

Unidade da JMalucelli Agro em Cascavel

DOS LEITORES

“Não, ele não foi dominicano”

Senhor jornalista,

Hoje li sua coluna sobre o escândalo que está para estourar dentro dos próximos dias. Li com certa apreensão pela dimensão que tal assunto irá tomar.

Mas uma informação dada pela sua coluna me deixou intrigado. Lá dizia que este padre havia sido frade dominicano.

Sou curitibano e frade desta ordem, consultei alguns superiores e eles disseram desconhecer da existência de algum ex-frade famoso (…)

(…) De toda forma, tenho a agradecer e lhe dar os cumprimentos pelo trabalho.

JACKSOM BARBOSA, frade dominicano, Curitiba

RESPOSTA: Erro nosso. O famoso não foi Dominicano, mas pertenceu e foi formador de seminaristas em outra Ordem, sempre no Norte do Paraná.

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“Como se conhece um católico, afinal?”

Senhor jornalista,

Nunca foi tão atual a discussão de pertencimento de alguém à Igreja Católica Romana. Digo isso diante das campanhas que bispos e membros da Cúria Romana movem contra o papa Francisco.

Papa Francisco: restaurando a igreja (Foto: Portal Correio de Carajás)

Esses “religiosos” não são apenas conservadores. No fundo, colocam-se contra a limpeza que Francisco está promovendo, como faz – apenas dois exemplos – nas igrejas do Chile e Estados Unidos, nas quais bispos são punidos (com aposentadoria) porque, no mínimo acobertaram casos de abusos sexuais praticados por sacerdotes contra, especialmente, crianças e adolescentes.

Não me surpreende que os maiores opositores de Francisco sejam bispos e fieis americanos.

PAPA FRANCISCO

Tenho plena convicção de que quem adere a Francisco é que está dentro da Igreja. Outros, até por interesses financeiros, diante de dinheiro que chega a suas dioceses via padres predadores (e suas associações e fundações, e é muito dinheiro…) preferem acobertar crimes e pecados.

Afinal, para essa gente, quanto mais ignorância e endeusamento de padres na Igreja, tanto melhor…

SOU PADRE

Resta-me a certeza, por ter atuado aí, como padre religioso (pertenci a uma Ordem centenária, no Brasil) que, nos dias de hoje, nada passa escondido do embaixador do papa no Brasil.

Eu, na verdade, sou padre para a eternidade, deixo claro ainda.

E mais me conforta: uma hora ou outra a Nunciatura terá de se pronunciar contra barbaridades como os mais recentes casos de abusos e roubos (em Limeira, onde o bispo responde a processo civil por apropriação de dinheiro da Diocese e o padre Leonardo, da Catedral de Americana, foi suspenso de ordens por ser predador de coroinhas).

“CURITIBA CONTIDA!”

Passei por Curitiba, sei que aí as coisas – nesse terreno – estão “mais contidas” no clero diocesano, mas não é exemplar na sua vida sacerdotal. O bispo local deve saber disso, afinal ele se diz tão bem formado universitariamente, cheio de títulos e mestre de argumentações…

No correr das mídias digitais acho mesmo que as vias necessárias do Vaticano sabem, na hora, de pecados e crimes cometidos na Igreja no Brasil. Isso é um consolo para os que acreditam na cruzada de Francisco.

J.B. KOWALSKI SANTOS, “padre para a eternidade”, São Paulo, SP

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“Como se conhece um católico, afinal” (II)

Senhor jornalista,

Faço reparos à forma, não ao conteúdo, com que sua coluna adiantou a matéria jornalística nacional que, disse, exporá a vida dupla de um padre cantor brasileiro.

Na verdade, ele deve ter nome e sobrenome expostos…

Essa sua primeira falha (ou tática bem pensada para blindar-se de processos judiciais?) é seguida de outras. Como a questão, por exemplo, dos CPFs ou CNPJs usados pela fundação dita católica e suas empresas e pessoas associadas, que estariam sob a lupa (ou investigação) da Receita Federal. Manobra que estaria permitindo irregularidades fiscais enormes.

Não foi possível adiantar nada do “modus operandi” dessa gente?

RECEITA FEDERAL

Essa assertiva dos CNPJs e CPFs é gravíssima, embora saiba, claro, que tanto o jornalista quanto o jornal que vai publicar a matéria estão cobertos pelo direito constitucional do sigilo da fonte.

Até por isso a coluna poderia ter ampliado o assunto que está dentro da linha de interesse do atual papa: combater a corrupção na Igreja Romana (finalmente, realidade que Lutero clamou ao mundo no século XVI).

TENHO OS NOMES

Posso até adivinhar os nomes das personagens dessa matéria jornalística instigante. Afinal, vivi também de informações em minha atividade profissional, como policial civil.

Padre Zezinho: exemplo de correção e fé

Espero que essas falhas apontadas – até para não atingir padres cantores como padre Zezinho e outros tantos de qualidade moral acima de suspeitas – sejam superadas. Para o bem de todos e felicidade geral dos cristãos.

MARCOS ZAMPROGNA BERGONZIN, policial civil aposentado,

Campo Grande, Mato Grosso do Sul

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“Como se conhece um católico, afinal” (III)

Caro jornalista,

Não fecho totalmente com a abordagem de sua coluna sobre ‘fé e luxuria’ que um padre cantor mistura, objeto de matéria jornalística em preparo por um jornal impresso (conforme o senhor diz).

Mas tenho de reconhecer que o tema é oportuníssimo, em tempo em que uma religiosidade tacanha se implanta no país por meio de tele evangelistas e líderes do Governo, como a ministra Damares Alves, vai tomando conta da Nação.

O que eu esperava é que Igreja Católica deste século 21 percebesse, no Brasil, que não há outro caminho senão seguir os passos de Francisco. Ele dá o bom combate ao clericalismo doentio de padres e certo episcopado tipo daquele que “é bispo de aeroporto”.

Vou adiante: cantores-padres atendem bem o modelo de uma religião desligada da realidade do dia a dia sofrido de um povo que troca suas dores por aplausos a saracoteios de sacerdotes mercenários manipuladores da fé do povo.

Ao dizer isso, não fico contra a oração. Mas advogo uma religião encarnada na vida do povo, montada numa fé que remove montanhas e que dispensa alimentar “ídolos cantores” e seus requebros.

MARTHA DALLAGNNOL BRAGANÇA, moradora em Rondônia e Cascavel

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Esqueceu do ‘Spotlights’

Caro jornalista,

Sua matéria sobre “fé e luxuria” deixou de registrar advertências importantes a esses que defendem de olhos fechados o mercantilismo da fé e aos predadores sexuais.

Cidade de Los Angeles

Poderia bem ter lembrado o caso da Arquidiocese de Boston, que quase quebrou (ou quebrou) tendo de pagar centenas de milhões de dólares de indenizações pelo acobertamento de padres predadores e negociantes da fé. Acho mesmo que chegou a US$ 1 bilhão…

O mesmo – ou pior ainda – aconteceu com a Arquidiocese de Los Angeles.

O pecado/crime de seus padres fez com que tivesse de vender até templos para arranjar fundos para as indenizações que ainda estão pipocando.

Filme “Spotlights”

Afinal, foram dezenas de anos de silêncio dos bispos sobre os crimes contra menores.

O jornalista bem que poderia ter aprofundado mais seu texto. Esqueceu – ou não quis lembrar? – o filme “Spolights”, que deu Oscar em 2018 à grande denúncia jornalística sobre padres pedófilos em Boston?

KARLA DA SILVA FERREIRA, Curitiba, estudante


Ministro da Educação atribui a Cazuza frase que ele nunca disse

Mãe de Cazuza pede a ministro respeito pela memória do filho

POR ANCELMO GOIS (O GLOBO)

Cazuza

A querida Lucinha Araújo, mãe de Cazuza (1958-1990), fez uma carta aberta a Ricardo Vélez Rodríguez, ministro da Educação, que, na entrevista à “Veja”, afirmou que Cazuza “pregava que liberdade é passar a mão no guarda”. Só que Cazuza nunca disse isso. A gozação — que na versão original incluía a palavra “bunda” — foi feita pela turma do humorístico “Casseta & Planeta” nos anos 1980.

“Se meu filho estivesse vivo, tenho certeza de que ele me pediria piedade”, escreveu ela. “Mas como não sou ele e minha idade suprimiu os panos quentes, considero inadmissível uma pessoa, ocupando o cargo que ocupa, não ter a preocupação de, sem compromisso com a verdade, citar uma pessoa pública”.

Segue…

Lucinha — que, desde morte do filho, há 28 anos, dedica-se ao trabalho voluntário de amparar crianças, jovens e adultos soropositivos — lembra que Cazuza foi a primeira pessoa pública no Brasil a assumir sua condição de HIV positivo, “o que possibilitou a luta pelo acesso universal ao tratamento, o que fez do Brasil um país reconhecido mundialmente pelo programa de Aids”.

No fim, ela escreveu que gostaria de deixar aberta a possibilidade de o ministro se retratar publicamente, “para que não seja necessário ter de tomar providencias jurídicas”.


REALIZAÇÃO

A vida não precisa ser só trabalhar, pagar contas e morrer

No trabalho (Helloquence /Unsplash | CC0)

Corra atrás do que faz seu coração vibrar

Resiliência Mag | Aleteia | Fev 04, 2019

Somos muito cobrados o tempo todo. O TEMPO TODO.

Tem que ir bem na prova, tem que passar de ano, tem que entrar numa faculdade boa, tem que fazer um curso renomado, arranjar um bom emprego, ter um bom currículo, ganhar mais que os seus amigos.

Eu, pessoalmente, nunca entendi essa pressão toda em arranjar um bom emprego aos 20 e tantos anos de idade. É ensinado que sucesso na vida é ter um cargo alto, numa empresa reconhecida, com vários subordinados. Crescemos acreditando fielmente nisso.

E daí, se você vai se tornar uma pessoa depressiva, mega competitiva e materialista? Se você tá ganhando dinheiro é isso que importa, né? Não!

A vida não deveria ser só estudar, trabalhar, ganhar dinheiro e morrer.

Não nascemos neste mundo maravilhoso, cheio de lugar diferente, pessoas singulares, comidas exóticas, para viver num escritório, todos os dias das 9h às 18h.

REALIZAÇÃO

Eu, por exemplo, me considero uma pessoa muito bem-sucedida. Nunca trabalhei em multinacional, pedi demissão de todas as empresas em que entrei e nunca ganhei nenhum salário de dar inveja. Mas me considero muito melhor sucedida do que todos os meus amigos de terno e gravata que recebem mais de 5 salários mínimos por mês.

Já pulei de paraquedas, dei aula de inglês para monges no interior da Índia, fui para países que a maioria das pessoas nunca nem ouviu falar, faço trabalho voluntário, mochilei completamente sozinha sem direção, morei em vários países, fui roubada e fiquei sem dinheiro nenhum em outro continente sem ninguém pra me ajudar. Isso não conta como experiência? Isso não deveria ser perguntado em entrevistas de emprego?

VOCÊS NÃO SÃO…

Vocês não são os currículos de vocês. Vocês não são as empresas multinacionais que trabalham. Vocês não são o salário que ganham. Vocês são o que vivem. As pessoas que vocês conhecem. Os livros que vocês leem. Os lugares que vocês vão. As experiências que vocês têm.

Gente, vá trabalhar como garçonete, juntar dinheiro e viajar o mundo. Vá fazer trabalho voluntário. Escrever um livro, mesmo que não seja publicado. Lute por uma causa em que você acredite, mesmo com o mundo inteiro te achando louca por isso (nessa eu sou profissional). Plante uma árvore, sei lá…

Louco é quem, aos 20 e tantos anos, está preso no trânsito indo trabalhar. Vendo as mesmas pessoas. De frente para o mesmo computador.

Essa busca toda por sucesso profissional é para quê? Você realmente precisa de todo esse dinheiro que você está ganhando?

O que vai te acrescentar na vida uns zeros a mais na conta do banco?

VOCÊ SE ACHA?

Você se acha uma pessoa superior por ter estudado na GV, ou na Insper? Por trabalhar no Itaú?

E, a não ser que vocês tenham que ajudar financeiramente em casa, não digam que o problema é dinheiro. Como eu já falei em um outro texto, passei dois meses mochilando pela Ásia com o salário que eu ganhei em um ano de estágio. E ainda sobrou. Não precisamos de todos esses excessos que “achamos” que precisamos.

Chegamos aos 60 anos. Ricos. Morando no Jardins. Com um apartamento de 300m². Com faxineira todos os dias para lavar nossa louça e estender nossas camas. Com o carro do ano. Com filhos nas aulas de inglês, alemão e espanhol. Achando que todo o nosso propósito na vida foi alcançado. Mas chegamos infelizes. Depressivos.

A VIDA QUE SE LEVA

Realização para mim não é dinheiro. Realização são histórias para contar. Realização é sentar num bar com amigos e beber uma breja gelada, sem me preocupar no trabalho que eu deixei de fazer hoje porque eu estava sobrecarregado e não sobrou tempo.

Corra atrás do que faz o coração vibrar. Somos muito novos para nos preocuparmos com aposentadoria e hipoteca. Caixão não tem gaveta, o que ganharem em vida não será levado depois que morrerem.

O que se leva dessa vida é a vida que se leva.


Programa de Parcerias avança na melhoria de ambiente de negócios

O governador sanciona durante o evento Paraná Day, a lei do Programa de Parcerias do Paraná. (Foto: Rodrigo Félix Leal)

Lei cria mecanismos que dão segurança aos investimentos privados através da incorporação e aperfeiçoamento de regras presentes na legislação federal.

QUAIS AS VANTAGENS DA NOVA LEI?

A nova Lei que criou o Programa de Parcerias do Paraná, sancionada pelo governador Ratinho Junior nesta terça-feira (5), avança na melhoria do ambiente de negócios ao criar mecanismos que procuram dar segurança aos investimentos privados através da incorporação e aperfeiçoamento de regras presentes na legislação federal recente e que ainda não tinham sido trazidos para a legislação estadual.

Pode-se citar como exemplo o reforço nos mecanismos não judiciais de solução de controvérsias, indo além da arbitragem e mediação e trazendo a possibilidade de solução de questões técnicas mediante dispute board.

PREOCUPAÇÃO

A preocupação com o respeito ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato, que é uma condição essencial para a atração do investimento privado, pode ser vista nos dispositivos que regulamentam a obrigação de reequilíbrio imediato sempre que acontecer um fato ensejador de desequilíbrio, bem como pela definição de um prazo máximo de 60 dias para sua análise em qualquer contrato de PPP.

Ainda, o projeto reforça a participação dos órgãos de controle, em especial o Tribunal de Contas, que poderá interagir com o Poder Executivo e apontar correções a serem feitas desde a audiência pública, ou seja, do início do projeto de PPP e assim evitar que sejam gastos recursos materiais e humanos em projetos que possuam fragilidades significativas.

QUAIS AS PRINCIPAIS MUDANÇAS DO TETO QUE VEIO DA ALEP?

As mudanças realizadas pela Assembleia Legislativa na proposta do Executivo, foram exclusivamente no sentido do aperfeiçoamento do texto e não produziram alteração na estrutura do projeto de lei. Pode-se destacar o ajuste para indicar que a atuação do Tribunal de Contas nas fases iniciais do projeto será feita por meio de procedimento definido no seu próprio regimento.

Esta análise inicial não impede ou vincula o Tribunal em nova análise na fase final do projeto ou mesmo na sua execução. Deste modo, tem-se o incentivo a que o Tribunal participe da construção do projeto mas sem abrir mão de qualquer das suas prerrogativas como órgão de controle externo.

QUAIS OS OBJETIVOS DO FUNDO CRIADO PELA LEI?

O Fundo criado pela nova Lei de PPP atuará sem que o Fundo Garantidor já existente seja liquidado e com uma finalidade um pouco diversa deste. O novo Fundo servirá pra financiar os estudos necessários a construção de projetos de PPP. Isto pode ocorrer pelo financiamento do parceiro público, em especial os municípios, para a contratação de entidades para prestação de assessoramento técnico, resultando em melhores projetos e melhores escolhas para a sociedade.

Ainda, financiando a própria empresa que executará estes estudos via Processo de Manifestação de Interesse – PMI. Isso permite maiores investimentos nos estudos e também maior concorrência entre as empresas que tenham interesse em realizar as PMIs, devendo resultar igualmente em melhores projetos e, portanto, a prestação de serviços públicos com maior qualidade para a sociedade.