Nauiack aponta primeira fusão de sindicato patronal

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Paulo Nauiack: caminho até “natural”

Paulo Nauiack, segundo vice-presidente da Fecomercio-PR, presidente do Core (Conselho Regional de Representantes Comerciais do Paraná), e do Sindicato dos Representantes Comerciais do PR, é voz atenta aos sinais dos duros tempos decorrentes de reformas geradas pela nova legislação trabalhista.

Ele acha que muitos sindicatos patronais, diante da escassez de recursos, e com a queda da contribuição sindical (não mais obrigatória), tendem à fusão ou associação, buscando diminuir gastos.

Nauiack acompanha o que está acontecendo com sindicatos patronais e de empregados.

É um atento observador desses novos tempos.

Cita como exemplo o que está ocorrendo com o Sindicato das Lojas de Prudentópolis, em vias de fusão com o SINDILOJAS de Ponta Grossa.

Admite Nauiack que organismos como a Fecomercio venham a colocar em sua pauta de discussão a fusão de sindicatos patronais. “Mas sempre levando em conta a natureza de cada um deles”, explica. Dessa forma, se novas fusões ocorrerem no Paraná, elas deverão levar em conta a área de atuação de cada sindicato, ou seja, de congregar por atividades fins.

Em São Paulo a fusão na área sindical de empregados já é fato. Por exemplo: a Força Sindical está vendendo sua sede de 12 andares, no centro da Capital paulista, e passou a abrigar-se na sede de um sindicato de bancários.


Ratinho Junior viaja sem comunicador oficial

Chamou a atenção o fato de o governador Ratinho Junior ter viajado para os Estados Unidos sem seu secretário de Comunicação Social, jornalista Hudson José, profissional de bom portfólio.

Governador Ratinho Junior

Isso é novidade mesmo, já que o comunicador oficial sempre foi visto, ao longo dos anos em que observo a vida do Palácio Iguaçu, como uma espécie de “alter ego” do Governador. Sempre foi imprescindível em viagens internacionais, não apenas como sinal de valorização do trabalho jornalístico. Até porque só especialistas no bem comunicar sabem dar seu recado em tais ocasiões.

USARAM E ABUSARAM

É verdade que alguns secretários de Comunicação usaram e abusaram da função, com ‘tiradas’ além do esperado. Foi o caso do ex-jornalista Deonilson Roldo, que, de tanto dizer-se e mostrar-se umbilicalmente ligado a Beto Richa, acabou por comprometê-lo nos lances das propinas por ele (Deonilson) pedidas a empreiteiros, segundo consta de acusação da Lava Jato. Segundo consta, fique claro.

DOS ÚLTIMOS ANOS

Jornalista Hudson José

Mas outros, ao contrário de Roldo, se saíram à perfeição.

Posso dizer que dos secretários de Comunicação dos últimos 50 anos, dos mais notáveis foi Antonio Brunetti, jornalista com larga cancha em Economia e Finanças. Foi dos notáveis do governo Paulo Pimentel. Antes servira a Ney Braga, no Departamento Estadual do Café.

Antonio Luiz de Freitas foi inseparável das viagens locais e internacionais de Jayme Canet, e também foi um dos responsáveis pela ótima imagem do Governo de JC.

Outro que deixou marcas positivas, em viagens internacionais acompanhando seu governador (Álvaro Dias) foi Fábio Campana; Jaime Lechinski, também jornalista, foi a “sombra” de Jaime Lerner, igualmente em viagens internacionais, bem como dentro do PR e do Brasil.

Fez com que o melhor noticiário expusesse a viagem do governador ao país todo.

SENSIBILIDADE

Esse mesmo papel teve David Campos, como secretário CS de Lerner: ágil, grande sensibilidade para o fato jornalístico, sempre valorizou os imperdíveis feitos gerados por seu chefe, especialmente em internacionais, uma área que sempre foi de amplo domínio de Lerner.

Voltando a Lechinski: todos sabem, ele foi igualmente o eficiente “ghost writer” de Lerner, que a ele delegou um constante comunicar-se com veículos da mídia escrita local, nacional e internacional.

Jaime Lechinski foi dono de lógica argumentativa sem par, além de dotado de rara acuidade para as coisas do Paraná e sua gente. Tem texto com feliz casamento entre o essencial e o até poético.

Assim foi sempre o de Lechinski.

REDES DA BALBURDIA

O que se espera é que Ratinho Junior não faça opções privilegiadas pela novidade, como as chamadas redes sociais, hoje uma balbúrdia sem credibilidade e sem o aval da responsabilidade que só mídias tradicionais (escrita, sobretudo) têm no país. (veja-se o caso Bebianno, deslindado e desmontado pelas mídias tradicionais).

IMPRESSOS CRESCEM

Observe-se: o papel com que crescem os jornais O Estadão, Folha de São Paulo, O Globo, a revistas como Época e, gora, a renascida Veja, em tempos de crise. Enquanto as redes até podem cabular votos, mas carecem de estabilidade e do aval que as mídias tradicionais conferem.

Ex-secretários Antonio Luiz de Freitas, David Campos, Jaime Lechinski, Deonilson Roldo…

Deputados aprovam pedido de informações de Martins sobre cargos e salários nos portos

Deputado Luiz Carlos Martins – Alep

Os deputados estaduais aprovaram em sessão plenária nesta segunda-feira (25), o requerimento do Deputado Luiz Carlos Martins (Progressistas) com pedidos de informações sobre os Portos de Paranaguá e Antonina, no litoral do Paraná.

Martins quer que o Diretor Presidente da APPA – Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Fernando Garcia da Silva, responda as seguintes questões:

– Qual o número de Diretorias na APPA?

– Qual o valor da remuneração de cada uma e quantos salários anuais?

– Quantos cargos em confiança tem na APPA?

– Qual a simbologia e o valor de cada cargo e quantos salários anuais?

“O pedido de informações é um direito não só de um parlamentar, mas de todos os paranaenses. O que falta saber, muitas vezes, é o que acontece na gestão pública. É o que queremos saber com este pedido de informações na APPA. O que acontece na gestão dos portos do Paraná?”, diz Martins.

O prazo para que as respostas sejam dadas pela direção da APPA ao deputado é de 30 dias, a contar desta segunda-feira, 25 de fevereiro.


Celso de Mello, no index dos intolerantes

Ministro Celso de Mello: longo voto de 6,3 horas; Simone de Beauvoir: respaldo ao voto

Se alguém tinha dúvidas sobre a qualidade do voto do decano do STF, ministro Celso de Mello, de condenação à homofobia e considerando-a crime – igual a racismo -, mudou de posição ao escutá-lo. O voto do ministro durou 3 sessões e tomou, no total, 6 horas e 30 minutos, em que, em aula magistral, em defesa das minorias – e das posições pró LGBT – citou de Simone de Beauvoir à ministra Damares Alves, esta com sua ridícula expressão – “meninos vestem azul, meninas, rosa”.

O ministro foi direto, ao dizer: “Sei que, em razão de meu voto e de minha conhecida posição em defesa dos direitos das minorias serei incluído no índex mantido pelos cultores da intolerância”.


Pessuti quer saber sobre fusão URBS/COMEC e Metrocard

Bruno Pessuti: entre o FUC e o Metrocard

O vereador Bruno Pessuti, um dos raros quadros de alta qualidade técnica na área urbana da Câmara Municipal, quer saber tudo sobre a nova tarifa do transporte urbano de Curitiba. E também como ficou, em detalhes, a fusão da URBS/COMEC.

O vereador indaga com vigor, para começo de conversa, à Prefeitura:

– O valor de R$ 50 milhões de subsídio, anunciado pelo prefeito Rafael Waldomiro Greca de Macedo, de que forma será investido?

 

REQUERIMENTO

É o seguinte o teor do requerimento de Pessuti:

“Solicita informações sobre a tarifa do transporte coletivo, o anúncio da fusão da COMEC com a URBS como será aplicado o subsídio. Requer à Mesa, na forma regimental, seja encaminhado expediente a Prefeitura de Curitiba, solicitando as seguintes informações:

1) O valor de R$ 50 milhões em subsídio anunciado pelo Prefeito Municipal será investido de que forma? Está previsto na LOA 2019?

R$ 40 MILHÕES DO GOVERNO

2) O valor de R$ 40 milhões em subsídio anunciado pelo Governador do Estado apenas para a cidade de Curitiba será investido de que forma?

3) Com o anúncio da bilhetagem unificada na Rede Integrada Metropolitana, quem ficará responsável pela bilhetagem?

METROCARD OU FUC?

A Metrocard (privado) ou o FUC Fundo de Urbanização de Curitiba (público)?

4) Com o anúncio da fusão da URBS com a COMEC em um Agência Metropolitana de Transporte, como será feita a remuneração da URBS, hoje definida por lei municipal (Art. 10 da Lei 4369/72) em 4% dos recursos destinados ao FUC – Fundo de Urbanização de Curitiba.

DESTINO DA URBS

5) A URBS continuará existindo como Sociedade de Economia Mista que regula outras coisas além do Transporte Coletivo ou será o fim da empresa?

6) Se ela continuar existindo, como será a remuneração dessa empresa? Através de um convênio com a Agência?

7) Qual será o prazo de validade dos créditos dentro do sistema unificado?

8) Após expirar o prazo de validade da Tarifa, para onde será transferido o valor?

9) Os impostos exclusivos das empresas continuam a servir de base na formação do preço da tarifa técnica?

10) Será criada o Bilhete Único Temporal em toda Rede Integrada (RIT) Metropolitana?”

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Carnaval católico de Curitiba chega ao seu trigésimo ano consecutivo

O cantor padre Roger Luís, e os Sertanejos Álvaro e Daniel

O Gabaon, maior evento de carnaval católico em Curitiba, completa neste ano de 2019 trinta anos de realização ininterrupta. A programação acontece toda na Expo Unimed durante quatro dias: inicia no sábado, dia 2 de março, e segue até o dia 5 de março, terça-feira de carnaval, sempre das 9h às 22h.

No palco acontecem atividades de louvor, pregação, oração, adoração, missas, shows, dança e teatro. O evento conta ainda com Gabaon kids – programações para as crianças – e praça de alimentação. Entre as presenças que animarão o público estão cantores, músicos e pregadores conhecidos do público católico como Thiago Brado, padre Roger Luís, o cantor Cosme, Ironi Spuldaro, Diego Fernandes, os sertanejos católicos Álvaro e Daniel, DJ Roony Moura, entre muitos outros.

Mais de 20 mil pessoas são aguardadas pelo movimento católico organizador do evento, a RCC Curitiba.

Mais informações em: https://www.facebook.com/gabaonctba/ e pelo telefone: (41) 3222-9332 – RCC Curitiba

Gabaon no ano passado

Bioética, matéria de Parron no Studium

Padre Parron: ensinando

Depois de ter passado cerca de um ano em Paranaguá, onde, como gestor, colocou em ordem a administração do Santuário de Nossa Senhora do Rocio, padre Joaquim Parron, um dos bons quadros da Igreja Católica, agora de volta a Curitiba. E passou a lecionar Bioética e Teologia Moral no Studium Theologicum, centro de formação de sacerdotes católicos no Paraná.

Padre Parron já ocupou posição de superior geral dos Missionários Redentoristas do Brasil, entre outras posições. Tem doutorado em Educação pela Universidade de Washington.

Studium Theologicum

Lerner, convidado de honra para “Amazônia 21”

Jaime Lerner; Natalie Unterstell

O arquiteto urbanista e político Jaime Lerner é o convidado de honra da 1º edição do Amazônia 21 em Curitiba. De iniciativa da Academia Amazônia Ensina, o evento visa debater de maneira atualizada e com demandas próprias do século XXI o tema da sustentabilidade global. O ex-governador do Paraná vai discutir o assunto com uma das jovens referências em meio ambiente no Brasil, Natalie Unterstell. “A intenção é trazer inspiração ouvindo dois ícones de diferentes gerações: ele, experiente e com um grande legado, como o guru do assunto; e ela, um jovem talento, que já tem uma trajetória brilhante, comentando as perspectivas para o futuro”, explica João Tezza, Diretor da AAE e moderador do painel “Sustentabilidade no Século XXI: O Papel do Brasil no Contexto do Debate Internacional”. “Queremos nos inspirar no que eles fazem e não só no que falam”, completa.

IMERSÃO NA FLORESTA

Além do painel composto por Lerner e Unterstell, o evento ouvirá relatos dos jovens que em janeiro de 2019 participaram da primeira Expedição Amazônia 21, uma imersão de uma semana na floresta. O objetivo é proporcionar conhecimento e vivência a universitários, para que possam conhecer a região. “Serve para atualizar questões de sustentabilidade no século XXI, com conteúdo acadêmico de ponta e uma experiência de contato com comunidades. É uma vivência sensorial da Amazônia”, comenta Tezza, que além de diretor do projeto é Economista e Doutor em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia. Por dialogar com o público jovem, a presença de Natalie Unterstell se torna ainda mais relevante.

“Ela causa inspiração pela atualidade da ação, uma pessoa com pouca idade e muita coisa feita”, declara.

DEGUSTAÇÃO

Os participantes também terão a oportunidade de degustar comidas e ingredientes típicos da região amazônica e assistir o espetáculo teatral “A Pequena Abelha e a Árvore Alta”, da companhia Ave Lola. Os ingressos estão à venda pelo site, onde os interessados encontram mais detalhes sobre a programação.

SERVIÇO

27 de fevereiro, das 14h às 21h20

Ave Lola Espaço de Criação: Rua Mal Deodoro, 1227 – Centro, Curitiba-PR.

Ingressos: R$ 120.

Mais informações:

https://www.academiaamazoniaensina.com/amazonia-21-curitiba

SOBRE NATALIE UNTERSTELL

Administradora graduada na Fundação Getúlio Vargas, mestre em políticas públicas pela Universidade de Harvard, empreendedora socioambiental e ativista. Dedica-se a desenhar, implementar e avaliar as políticas de desenvolvimento sustentável com atenção ao longo prazo. É uma das principais referências no assunto de mudanças climáticas no Brasil e na América Latina. É uma das embaixadoras globais e única brasileira do programa Homeward Bound, que promove a participação das mulheres na ciência e na política, tendo participado de expedição feminina para Antártida. Foi a primeira brasileira fellow do Center for Public Leadership da Universidade de Harvard.


“Boca Bendita” teve novo encontro

Sinval Dias dos Santos, presidente

O pai do governador, o apresentador e empresário Ratinho, esteve entre os curitibanos notáveis que passaram parte da manhã de domingo, 24, na ‘Boca Bendita’, a confraria que ele ajudou a montar, e que está virando caixa de ressonância da cidade. Sempre na Praça 29 de Março, pelo lado da Desembargador Motta.

O presidente da Boca Bendita é Sinval Dias dos Santos, chefe do IBGE no Paraná.

 

Praça 29 de Março

OPINIÃO DE VALOR

O renascer dos ‘Chicago boys’ pelas mãos do Brasil

“O Brasil tem 30 anos de expansão descontrolada de gastos públicos (…), este modelo corrompeu a política”

Agências de Notícias | Aleteia

Campanha de Jair Bolsonaro

Eles foram os arquitetos das políticas econômicas implementadas no Chile pela ditadura de Augusto Pinochet. Os “Chicago Boys” vivem um ressurgimento pelas mãos do novo governo do Brasil, que vê na doutrina neoliberal a salvação para sua economia asfixiada.

Dois anos após o golpe de Estado que derrubou o socialista Salvador Allende (1970-1973) após uma primeira tentativa de estabilizar a economia, finda a fracassada experiência marxista, economistas pós-graduados da Universidade de Chicago persuadiram Pinochet – um militar estatista – a aplicar suas “políticas de choque”.

Em resposta a uma queda do PIB que em 1975 atingiu 12,9%, os discípulos do ultraliberal Milton Friedman aplicaram um ‘programa de recuperação’, que privatizou 400 empresas, reduziu o sistema público e liberalizou quase totalmente a economia.

Em uma segunda etapa, as áreas da saúde, educação e previdência foram privatizadas.

FEROZ EXTERMÍNIO

Naqueles mesmos anos, a ditadura conduziu um feroz extermínio de opositores, que resultou em 3.200 mortes e desaparecimentos.

Sem sindicatos, parlamento ou imprensa de oposição, os “Chicago boys” conseguiram aplicar no Chile um modelo liberal que jamais havia sido implementado em outro país.

“São reformas inimagináveis em um contexto democrático pela profundidade que teve”, declarou à AFP o jornalista Manuel Delano, um dos autores do livro ‘A Herança dos Chicago Boys’, de 1989.

PAI DAS REFORMAS

“A probabilidade de realizarem no Chile, em 1973 e na democracia, reformas tão profundas quanto as feitas durante o regime militar, seria extremamente baixa. Mas hoje isso mudou”, diz o economista de Chicago Rolf Lüders, ex-ministro da Economia da ditadura (1982-1893) e um dos pais das reformas chilenas.

“A queda do Muro de Berlim e a experiência positiva de muitos países, especialmente na Ásia, mas também na Europa, África e América Latina, incluindo o Chile, tornaram perfeitamente possível a existência de episódios econômicos liberalizantes na democracia”, acrescenta este ‘Chicago boy’.

MILAGRE ECONÔMICO

Relegadas por décadas, essas políticas ressurgiram após a chegada ao poder de Jair Bolsonaro e a nomeação de Paulo Guedes como ministro da Economia, ele mesmo formado em Chicago e com uma passagem pelo Chile na década de 1980.

Guedes anunciou que vai impulsionar um grande plano de privatização, reduzirá o tamanho do Estado – para aliviar a dívida pública – e aumentará a abertura comercial da maior economia do continente para replicar o que ele considera o “milagre econômico chileno”.

Seu primeiro grande teste começou nesta quarta-feira, com a apresentação de uma reforma do sistema previdenciário.

DESCONTROLE DO BRASIL

“O Brasil tem 30 anos de expansão descontrolada de gastos públicos (…), este modelo corrompeu a política, fez subir os impostos, juros e fez a dívida crescer como uma bola de neve”, declarou Guedes após a vitória de Bolsonaro em outubro.

Mas as reformas da ditadura chilena e sua influência sobre a economia do país – que registra uma das mais altas rendas per capita, mas com enorme desigualdade – ainda estão em discussão.

“O mito do sucesso é baseado, em grande parte, em considerar as recuperações ignorando as quedas”, diz o economista Ricardo Ffrench-Davis, que estudou em Chicago na mesma época que os pais das reformas chilenas, mas que é um crítico delas.

MUITA IMPORTAÇÃO

“O dinamismo das exportações, alguma ordem fiscal e recuperação da atividade econômica foram acompanhadas por importações excessivas, desindustrialização, duas recessões graves (1975 e 1982), baixo investimento produtivo e alto investimento especulativo, deterioração da educação e do investimento público em saúde, desemprego e aumento da desigualdade”, explica.

Em média, a ditadura experimentou um crescimento anual de 2,9%, com drásticas quedas em 1975 (-12,9%) e 1,982 (-14,1%), e picos de expansão entre 1977 e 1981. Ao fim do regime, a pobreza chegava a 40% e a inflação a 18%, embora o PIB per capita em relação ao dos Estados Unidos tivesse se ampliado para 33% (de 17% em 1981).

UM GRAVE ERRO

Se considerarmos apenas o crescimento do PIB per capita chileno, os dados “não são particularmente notáveis”, aponta Lüders, que ressalta que “julgar assim os resultados das reformas socioeconômicas chilenas é um grave erro, uma vez que não considera o contexto interno nem o ambiente internacional”, nem tampouco que começaram após uma grave crise.

“Se você der a um paciente um remédio e o remédio tiver que agir em 15 dias e você medir em cinco, (o resultado inicial) será ruim, e depois bom”, exemplifica.

Na democracia, sustenta Delano, o crescimento mais que dobrou o da ditadura, a inflação reduziu e a pobreza caiu (de 40% para 8,6%). “O ‘milagre econômico’ no Chile, se houve, ocorreu em uma democracia, não em uma ditadura”, afirma.

O BRASIL PODE REPLICAR AS REFORMAS CHILENAS

“O Brasil não deve replicar o modelo socioeconômico e político chileno, mas aplicar à sua realidade os princípios que guiaram a institucionalização econômico-social chilena a partir de 1973. Esses princípios são universais, não as políticas públicas específicas, que dependem das características do país e da situação internacional”, diz Lüders.


AÇÕES DE GOVERNO

Leilão federal deverá incluir 3,5 mil km de rodovias do Paraná

Além dos 2,5 mil km dos seis lotes atuais do Anel de Integração, Governo do Estado propôs ao Ministério da Infraestrutura a inclusão de quatro corredores de rodovias estaduais, além de três contornos.

O governo federal pode licitar concessões de 3,5 mil quilômetros de rodovias do Paraná, em 2020, sugere o Governo do Paraná. (Foto: Ivan Bueno/Arquivo – SEIL)

O pacote de concessões que o governo federal planeja licitar em 2020 deve abranger 3,5 mil quilômetros de rodovias do Paraná. Além dos 2,5 mil km de extensão dos seis lotes atuais do Anel de Integração, cujos contratos expiram em 2021, o Governo do Paraná sugeriu ao Ministério da Infraestrutura que o leilão contemple mais 1 mil km de rodovias estaduais, além dos contornos de Cascavel, Londrina e Ponta Grossa.

Do Anel de Integração, cerca de 2,2 mil km são trechos federais delegados ao Estado em 1997 e que serão devolvidos em 2021. Em reunião realizada na semana passada, em Brasília, o governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, formalizaram ao secretário nacional de Transportes Terrestres, Jamil Megid Junior, a proposta de inclusão da PR-092 (Norte Pioneiro), PR-323 (Noroeste), PR-280 (Sudoeste), além da ligação entre os municípios de Campo Mourão e Guarapuava.

AGILIDADE

Na ocasião, Ratinho Junior destacou que estas rodovias não estão estruturadas para receber toda a demanda que já vêm recebendo nos últimos anos, enquanto a produção rural do Paraná praticamente dobra a cada dez anos. Na avaliação do governador, agregar os trechos estaduais no pacote da União agilizaria a execução das melhorias necessárias para adequar as rodovias às necessidades de escoamento da produção e garantir mais segurança à população.

NOVO MODELO

O governador e o secretário de Infraestrutura já se reuniram duas vezes com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, e sua equipe para tratar do novo modelo de concessões. A União concordou com as exigências feitas pelo Estado, que passam pela redução de pelo menos 50% no valor das tarifas pagas pelos usuários, execução de duplicações e implantação de contornos rodoviários, principalmente nas maiores cidades.

Na primeira quinzena de março, o conselho de ministros do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) deve avalizar os estudos técnicos para as novas licitações. O governo federal estuda a possibilidade de mudar a configuração dos atuais lotes do Anel de Integração. O leilão deve ocorrer em 2020, para permitir que as vencedoras assumam a gestão das rodovias assim que os atuais contratos terminarem.


Morre ambientalista Paulo Nogueira-Neto aos 96 anos

Irmão de fundador da EPTV, ele deixa três filhos. Atuação conservacionista durante a carreira foi reconhecida com prêmios e homenagens.

Por EPTV/G1

Paulo Nogueira Neto morreu aos 96 anos — Foto: Reprodução / EPTV

O ambientalista Paulo Nogueira-Neto, de 96 anos, morreu em São Paulo (SP) nesta segunda-feira (25). Ele é irmão de José Bonifácio Coutinho Nogueira, fundador da EPTV, afiliada da TV Globo.

O ambientalista é filho do ex-deputado federal Paulo Nogueira Filho e de Regina Coutinho Nogueira. Viúvo, ele teve falência múltipla de órgãos e deixa três filhos – Paulo Nogueira Júnior, Luiz Antonio Nogueira e Eduardo Manoel Nogueira – e seis netos.

TRAJETÓRIA

Secretário especial do Meio Ambiente do governo federal entre 1974 e 1986 – função hoje equivalente à de ministro – ele foi responsável pela criação de estações ecológicas com objetivo de valorizar a preservação da natureza, segundo publicação feita pelo Jornal da USP, em 2014.

Nesta universidade, Nogueira-Neto tornou-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito em 1945, e depois fez o curso de História Natural, na Faculdade de Filosofia e Letras, o qual ele concluiu em 1959. Além disso, foi professor emérito do Instituto de Biociências, onde também foi um dos fundadores do Departamento de Ecologia Geral.

Ele é integrante da Academia Paulista de Letras desde 1991. Trabalhou em pesquisas sobre o comportamento de abelhas indígenas sem ferrão e publicou livros com estudos na área, e também sobre a criação de animais nativos vertebrados e viagens.

RECONHECIMENTO

Ao longo da carreira, o ambientalista recebeu uma série de homenagens. Entre os destaques está o Prêmio Paul Getty, láurea mundial no Campo de Conservação da Natureza, recebido com Maria Thereza Jorge Pádua em 1981. Além disso, foi eleito duas vezes vice-presidente do programa “O homem e a biosfera (MAB)”, da Unesco, e exerceu a presidência dele na sessão de 1983.

A atuação conservacionista fez com que fosse distinguido com a Ordem de Rio Branco (do Brasil) e com a Comenda da Arca Dourada, dos Países Baixos. Já no ano de 1997, ele recebeu o Prêmio Duke of Edinburgh 1997, da WWF Internacional.

Nogueira-Neto foi ainda um dos fundadores da Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresa (ADCE), vice-presidente da WWF Brasil e atuou no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), no Conselho do Meio Ambiente (Cades) da Prefeitura de São Paulo, no Conselho de Administração da Companhia Ambiental do estado (Cetesb). O ambientalista também foi vice-presidente do International Bee Research Association e membro do Advisory Group do PP-G7.