Ayrton Baptista

Há dias eu avisara ao jornalista Diego Antonelli, que começa a pesquisar e quer escrever uma história completa da imprensa paranaense: “Você tem de ouvir o Ayrton Baptista. É urgente”.

Não deu tempo de o pesquisador colher o vital depoimento de Ayrton Luiz Baptista sobre grandes momentos da vida dos jornais curitibanos, aos quais ajudou, em parte, a moldar no século 20. Ele morreu no sábado, foi sepultado no domingo, mas eu só acabei sabendo da “visita do Anjo da Morte” ao meu velho amigo e companheiro de profissão na segunda-feira, 25.

CONHECENDO AYRTON

As novas gerações têm todo direito de perguntar sobre quem foi Ayrton Baptista, cuja morte foi fortemente sentida por comunicadores e mestres do Jornalismo da UFPR, como Hélio de Freitas Puglielli, e outros mais moços, como Luiz Julio Zaruch e Julio Cezar Rodrigues, que se mantinham próximos a AB.

Não só os ‘millenials’ merecem informações sobre o jornalista. Acho que a sociedade abrangente, e os curitibanos de forma particular, devem ficar sabendo que Baptista não passou de turista na vida, embora nos últimos anos estivesse um tanto recolhido da área jornalística.

HÁBIL NEGOCIADOR

É importante, até por isso, que se registrem três pontos dominantes de sua história de vida, segundo minha visão:

1) ele esteve na linha de frente do definitivo grupo renovador e modernizador da imprensa paranaense. Lá esteve desde os primeiros dias na Redação do Diário do Paraná, ao lado daquela equipe revolucionária, trazida de São Paulo, com nomes como Benjamin Steiner à frente;

2) foi um diferenciado negociador político em muitas frentes, qualidade que fez dele a voz mais acatada pelo “kaiser” Adherbal G.Stresser, o representante de Chateaubriand no Paraná. E isso não era pouca coisa naqueles dias em que os Associados, com o DP e a antiga TV Paraná, Canal 6 sendo as maiores caixas de ressonância paranaenses;

3) foi líder sindical equilibrado, embora tivesse a seu lado amigos que o queriam abraçando posições radicais “à droite”.

ESCOLA POLÍTICA

Como dirigente sindical eleito, presidiu o sindicato dos Jornalistas do Paraná com equilíbrio em tempos ditatoriais, sem jamais transigir na defesa do papel da imprensa. Ao mesmo tempo, habilidoso como só ele – criado que fora na escola da política universitária na Universidade Católica do Paraná, ao presidir o Centro Acadêmico Jackson Figueiredo, e no Centro Cultural Nestor Victor, dos integralistas, acabou depois eleito presidente da FENAJ, a Federação Nacional dos Jornalistas, com sede em Brasília.

PRIMEIRO NA FENAJ

Foi o único paranaense, até hoje, a ter tal posição na federação trabalhista de importância nacional.

Eram tempos ditatoriais esses de Ayrton? Eram. No entanto, o jornalista nunca se comportou como ‘emissário dos generais’, como alguns coleguinhas tentaram colocar essa pecha nele.

A pecha não colou.

E até é importante lembrar que outros notáveis paranaenses, como Jaime Lerner e Jayme Canet Jr, Parigot de Souza, Maurício Schulman, além de Belmiro Castor, projetaram-se nacionalmente também naqueles dias ditatoriais, sem que isso invalide a obra que realizaram. Ney Braga foi outro exemplo.

PROFISSÃO DE JORNALISTA

O que aconteceu, a história registrou: homem de diálogo, Ayrton, como dirigente da FENAJ, conseguiu, em contatos com o general Ernesto Geisel, a regulamentação da profissão do Jornalista Profissional (colocada por terra, há poucos anos, em plena democracia, por decisão judicial).

A lei foi um primeiro basta oficial à picaretagem de uma multidão que recorria ao registro profissional, muito facilitado, para conseguir benesses como jornalista.

A exigência do diploma universitário determinada pela lei criada por Ayrton e seus pares da FENAJ conseguiu a adesão de toda a categoria. A esquerda sempre apoiou a lei, embora crítica a Geisel e aos militares em geral.

A História está aí, não se pode desmenti-la: Jornalismo se tornou profissão regulamentada com esforços, idas e vindas ao Planalto e a gabinetes vários, por parte do curitibano Ayrton.

CONSELHEIRO DO “KAISER”

Tento me despir da qualidade de admirador de Ayrton, procuro ter um olhar claro sobre o profissional que conheci em 1960, quando ele ocupava a posição mais importante no jornal Diário do Paraná, a de secretário de Redação do jornal da cadeia Associada, de Assis Chateaubriand, tarefa que, em períodos diferentes, foi dividindo com Roberto Novaes e Emílio Zola Florenzano, este, depois, diretor dos antológicos Cadernos de Jornalismo que Alberto Dines criaria para o Jornal do Brasil.

Em resumo: cedo ganhei a convicção de que a opinião e toda a linha editorial do Diário do Paraná e da TV Paraná (criada em 1960), em última instância eram frutos finais da influência de Ayrton Baptista nas longas conversas com Adherbal Stresser, no gabinete dele, e depois esticadas no Ile de France, onde Ayrton, o “kaiser”, por vezes Florenzano, Roberto Novaes e quase sempre Ronald Stresser e Luiz Felipe Engler reinavam, senhores seguros de sua importância na sociedade paranaense. Afinal, o DP era “o jornal da família paranaense”.

Pelo restaurante de Emile De Cocq passava, obrigatoriamente, o creme da vida política e empresarial da cidade. E isso não é exagero de expressão.

“O PAI DA CRIANÇA”

Sou daqueles que insistem em conhecer o “locus” em que viveu e se desenvolveu o personagem para melhor abordá-lo. Se o estilo é o homem, como quer Buffon, o homem também não é obra do acaso, mas resultado de uma série de marcadores existenciais que acabam por moldá-lo de corpo e alma.

Ayrton nasceu em família de classe média. O pai era médio comerciante; a mãe, uma neta de italianos, da família Roda – o que até pode ajudar a entender o espírito “parlador” do nosso personagem, algo que seria parte de seu DNA psicológico.

O seu primeiro emprego foi com o então importantíssimo advogado, no começo dos anos 1950, Alarico Vieira de Alencar, irmão do médico João Vieira de Alencar, fundador do Hospital São Vicente, dois milionários solteirões.

PLÍNIO SALGADO

Integralista de sete costados, Alarico formaria um inexpugnável exército de defensores de Plínio Salgado e sua doutrina, grupo em que se alinhavam Edgard Távora, Tico Lopes, deputado Linhares de Lacerda, Ivan Luz, dentre outros habitués do escritório.

Naquele espaço, Ayrton, alma curiosa, inquieto observador do seu mundo imediato, não se limitou a exercer funções administrativos. Logo se fez figura confiável naquela banca, uma das mais importantes de Curitiba de então. E dalí para chegar ao PRP (Partido de Representação Popular), foi questão de dias.

No PRP, partido oficial dos Integralistas, cedo colocou-se sob a liderança de outro jovem, um pouco mais velho que ele, hoje com 93 anos, o mineiro Ruy Lacerda (ainda inteiro e muito lúcido).

Ruy sempre foi um diferenciado culturalmente, um tomista seguro, homem da lógica a serviço de suas crenças, o catolicismo incluído. E com essas qualidades ele liderava o Centro Nestor Victor, um “sodalício” de formação política exigente como só os integralistas sabiam ser. Nas horas de trabalho, era alfaiate, na Alfaiataria do Luizinho, seu pai, outro ponto de encontro dos homens do anuê.

Pelo Nestor Victor Ayrton foi convivendo com Luiz Gastão Alencar Carvalho, sobrinho e herdeiro dos irmãos Vieira de Alencar, Carlos Danilo Costa Côrtes, Luiz Arnaldo Rossi, Ivan Luz, Norton Macedo…

NESTOR VICTOR

Se o integralismo e o Nestor Victor foram essenciais para a formação da fisionomia cultural e profissional de Ayrton, não se pode esquecer o clima de política estudantil universitária que ele viveu, em tempos em que gente como José Richa e toda a constelação de jovens da JDC iam despontando.

Ayrton não caiu no musical da democracia cristã, pelo contrário, fortaleceu-se na política universitária, em empreitadas e debates locais e fora do Estado. Sabia, ao mesmo tempo, conviver bem com todas correntes. Norton Macedo era um dos seus interlocutores, assim como Véspero Mendes, Jucundino Furtado, José Cunico, Afonso Alves de Camargo Neto.

A esse universo de realidades Ayrton Luiz Baptista acrescentou o de ser um líder suave, extremamente cauteloso e meticuloso, pesando a consequência de cada passo que dava. Foi assim que se impôs, com suavidade e sem jamais alterar o tom de voz. Assim comandou outros nomes que se tornariam referenciais no jornalismo paranaense, com passagem pelo Diário do Paraná. E não era gente de pouco fôlego e capacidade menor de articulação naquela sociedade já exigente – embora ainda um tanto provinciana em muitos aspectos.

PRIMEIRO TIME

O quadro de homens especiais aos quais Ayrton exporia sua fraternal liderança, incluía, dentre outros, gente como José Richa, Léo de Almeida Neves, Luiz Geraldo Mazza, Carlos Danilo Côrtes, Silvio Bach, Adherbal Fortes de Sá Junior, Mário Camargo Maranhão, Dino Almeida, René Dotti, Eduardo Rocha Virmond, José Kalkbrenner (fotógrafo incomparável), Walmor Marcelino, Carlos Coelho, Vinicius Coelho, Antonio Brunetti.

Depois, novas gerações se sucederiam influenciadas por Ayrton, das quais sou obrigado a citar os nomes de Jorge Narozniak e Paulo Marins de Souza, além de Sergio Almeida.

Dessa geração da segunda leva do DP, cito ainda dois repórteres policiais de alta performance intelectual que viveram também nos dias de Ayrton no Diário do Paraná: o filósofo Oscar Milton Volpini e o enxadrista Taras Schner.

O querido amigo que se foi vale um livro.

Fiz minha parte, escrevia há anos um perfil dele em meu livro Vozes do Paraná.

Por último, mas também importante: acho que estas anotações, embora limitadas, podem ajudar Antonelli na composição de parte de sua pesquisa para a História da Imprensa do Paraná.

As anotações são parte de minha descoberta de um tempo “perdido”, em que fui ator e espectador de dias únicos, sedimentadores de uma rara história do Paraná.


Rememorando o Diário do Paraná

O jornal Diário do Paraná e a notícia da Geada em 1975.

No dia 28, quinta, os familiares e amigos de Ayrton Baptista estariam comemorando o aniversário dele. A data não vai passar em brancas nuvens: no dia 29, sexta, a velha guarda jornalística que – em parte – compôs a redação do antigo Diário do Paraná, estará reunida em jantar, em Santa Felicidade, para celebrar a data de fundação do jornal que modernizou a imprensa do Paraná.

O nome do Ayrton estará nas falas e nas lembranças da turma.

 

 

 

 

 


Alvoroço entre ‘mancebos e raposas’

Prefeitura de Curitiba

Fiquei sabendo que reina alvoroço na Prefeitura: titulares de cargos comissionados de primeiro nível, os mais próximos do alcaide, fazem blague: “Será que estou entre as raposas e/ou os mancebos?” – perguntam.

Tanto sarcástico humor vem por causa da nota publicada por este espaço, dias atrás, em que “raposas e jovens mancebos” são citados como partes da corte feérica de Rafael Waldomiro.

Só esclareço, para tirar dúvidas levantadas: ‘raposas políticas’, como citadas por mim, não é expressão pejorativa. Quer dizer que alguém tem muita cancha no pedaço político.

Ponto.

O alvoroço maior, na verdade, é a sindicância explícita que o alcaide anda fazendo, virando céus e terras, para descobrir as fontes desta coluna. Pura perda de tempo. Deveria, isso sim, tentar dar um basta às irregularidades apontadas em sua gestão.


DOS LEITORES (1)

Câmara abusa, fere Constituição

Sede histórica da Câmara de Curitiba.

Caro jornalista,

Recentemente a Câmara de Vereadores de Curitiba decidiu – à revelia da Constituição Federal – que seria competência deles legislar sobre se o curitibano pode ou não beber na rua após as 2:00 hrs.

Ora, não se pode mais fumar dentro dos bares, e ora, Curitiba tem um centro de tradição boêmia onde se reúnem músicos e poetas, artistas de todas as matizes, e um terceiro ora, a fiscalização seria impossível, e apenas legitimaria momentos de agressão policial específicos, que inclusive já acontecem e recrudesceram sob a administração de Rafael Waldomiro.

Se o senhor concorda comigo em relação à inconstitucionalidade, eu adoraria se o senhor causasse incômodo às arbitrariedades legislativas, já que em relação ao fraquíssimo prefeito – que eu considero de mentalidade realmente fascista, este sim pode ser classificado assim -, o senhor parece incomodar.

RAFAEL VALORE, CURITIBA


DOS LEITORES (2)

Ainda do “Lá No Pasquale”

Ângela de Mello, fotógrafa

De fato professor Aroldo: É muito triste a demolição do Pasquale destruindo um marco histórico e ponto de encontro de várias gerações de nossa cidade. Fiquei chocada. Na contramão em se fazer o que é urgente e necessário a exemplo de consertar nossas calçadas – sei bem o quanto é sofrível levar minha mãe passear perto de casa aqui na Alberto Foloni, vizinha ao MOM, em sua cadeira de rodas – a despeito de tudo ainda destroem nossa praia curitibana, muito bem dita em seu texto e bem nominada por Jayme Lerner… Lamentável… Mais lamentável ainda a nossa impotência perante a prepotência de um comando sem respeito as nossas memórias… triste mesmo…

ANGELA DE MELLO, fotógrafa, Curitiba

 

 


DOS LEITORES (3)

“Para Lucas Navarro, tudo pode”

Hospital Marcelino Champagnat

Caro jornalista: dentre as inúmeras contradições do prefeito Rafael Waldomiro Greca de Macedo saltam aos olho absurdos como este: enquanto ele anuncia que vai reduzir a máquina pública, para supostamente economizar grana do Município, sua coluna publica que o jovem mancebo Lucas Navarro, R$ 15 mil de salário, valet de chambre do prefeito, deprimido com os fatos que o colocam na berlinda, baixa hospital.

Exercendo cargo público, Lucas deve ter trazido atestado de sua moléstia.

Só estranho que o jovem assessor de Rafael Waldomiro tenha ido ao Hospital Champagnat de carro oficial, com motorista.

Pode? As câmeras atestam a chegada do moço no local.

ANTENOR NASCIMENTO NETO, Curitiba


OPINIÃO DE VALOR

Blog do Dotti: ganha a inteligência

Hoje tomei conhecimento do Blog do Dotti, um novo exercício da inteligência e destreza cultural privilegiadas de René Ariel Dotti.

O texto cativante é ampliado por uma diagramação de craque, alguém à altura do grande criminalista brasileiro. Leia o seminal exercício de memória, a seguir, matéria do blog (http://blogdodotti.com.br/o-magico-da-palavra/):

O mágico da palavra

POR RENÉ ARIEL DOTTI

A maior sedução de minha infância era o circo. Nos domingos, na Praça Carlos Gomes, com a trupe dos Irmãos Queirollo. Equilibristas, palhaços, acrobatas, malabaristas, trapezistas e cavalos carregando bailarinas. Todo mundo ria quando Queirollo puxava a corrente que prendia sua cachorrinha de pano, gritando bem alto:

“Pula Violeta!”

A grande atração eram as faces brancas da maquiagem, a vestimenta negra (o fraque), a destreza das mãos e a cartola do mágico. Elas dançavam em retas e curvas, para cima e para baixo, enquanto os dedos puxavam do grande chapéu de veludo preto a variedade colorida de lenços, flores, bonecas e até mesmo coelhinhos agarrados pelas orelhas. Eu me perguntava: “Como é isso? Tanta coisa não cabe no chapéu”.

Essas imagens me vêm agora lendo o 3º volume da Poesia Reunida, de João Manuel Simões. Na imaginária e fluída percepção da Divina Comédia, Simões antevê a existência de uma Santíssima Trindade Poética apresentando:

“Virgílio: foi esse o Pai.
E Dante o Filho.
Entretanto,
depois deles sobressai
Pessoa, O Espírito Santo.”

O poeta lembra a criança feliz com o soneto que abre o “inventário da infância”:

“Trouxe da infância rosas e manhãs
e tarde parecendo a vida inteira,
ribeiros, prados, pássaros, maçãs,
papagaios erguidos na ladeira,
a velha casa, e entre muitas vãs
aquarelas, a imagem verdadeira
do velho avô com suas puras cãs,
sentado, absorto, à sombra da figueira.
Trouxe da infância (de além-mar!) brinquedos,
trens, carrosséis, bonecos, instrumentos oníricos
Trouxe comigo caixas com segredos,
bolas, contos, piões, latins, inventos
de um tempo – que fui e sou – criança”.

A palavra está na cartola do poeta. Rebuscada pelos dedos da mão direita ele desenha no ar com a mão esquerda os versos de:

O menino que eu era
morreu há muito.

Assim, acabou-se a quimera:
eu sou órfão de mim.

“O mundo é uma escola, a vida é o circo”.

Marisa Monte (1967-). Cantora, uma das maiores artistas da música brasileira na atualidade.


ESTILO DE VIDA

O valor da honestidade

Evgeny Atamanenko – Shutterstock

A honestidade tornou-se um requisito desejado e desejável em todas as áreas vitais

Javier Fiz Pérez | Aleteia

À primeira vista, o conceito de honestidade parece bastante simples. Tudo o que você precisa fazer é dizer a verdade e agir com retidão em todas as situações. Então, por que pessoas sinceras justificam a distorção da verdade em certas situações?

Existem inúmeras situações que muito rapidamente testarão nossa determinação de ser completamente honestos.

Podemos nos recordar da nossa infância quando queríamos evitar ser punidos. O medo leva as crianças a mentir em um esforço para evitar consequências que sejam consideradas negativas. Desta forma, a mentira é apresentada como menos dolorosa do que a honestidade, pelo menos aparentemente.

“JUSTIFICATIVAS” DA FALTA DE HONESTIDADE

Além de evitar as consequências de nossas ações, existem mais razões pelas quais supostamente “valeria a pena” não ser inteiramente honesto:

  • Não prejudicar os sentimentos de alguém ou seu orgulho.
  • Evitar que outros pensem mal de nós.
  • Medo de que alguém possa roubar nosso reconhecimento.
  • Pensar que estamos protegendo alguém.
  • Proteger nosso ego ao evitar o constrangimento.
  • Evitar que nossa imagem ou reputação seja comprometida.
  • Quando não gostamos de alguém, mas não queremos que as pessoas saibam.

À primeira vista, você pode pensar que estes seriam motivos perfeitamente legítimos para desviar um pouco a verdade. Afinal, não é para o bem maior?

Pois bem, adotar este tipo de raciocínio distorcido é o mesmo que dizer que o fim sempre justifica os meios. Em outras palavras, é bom fazer algo ruim, desde que você obtenha os resultados desejados.

SER HONESTO EXIGE CORAGEM E TATO

Ser honesto exige coragem porque nos torna vulneráveis ​​e exige que sejamos responsáveis. Para evitar ferir os sentimentos dos outros com nossa honestidade, o tato também é necessário.

É claro que ser verdadeiramente honesto envolve mais do que dizer a verdade em cada situação, mas, para as pessoas com integridade, é a única opção aceitável.

A honestidade tornou-se um requisito desejado e desejável em todas as áreas vitais.

Permanecer honesto permite, acima de tudo, aumentar a autoconfiança.

Nessa linha fina que separa o que é certo e o que é errado, nossa honestidade pessoal pode nos mostrar o caminho do que realmente é certo.

Ser honesto nem sempre será o curso de ação mais simples ou mais conveniente, mas é o único caminho que lhe dará integridade. Pessoas com integridade sempre reconhecerão e apreciarão sua honestidade e coragem.


AÇÕES DE GOVERNO

Governador apresenta oportunidades de parcerias com o setor privado

Governador Carlos Massa Ratinho Júnior participa da 3ª edição do evento GRI PPPs e Concessões Brasil, em São Paulo. (Foto: Rodrigo Félix Leal/ANPr)

Ratinho Junior destacou em evento em São Paulo que o Paraná se prepara para concessões nas áreas de saúde, iluminação pública, presídios, parques e infraestrutura, o que congrega os modais ferroviário, rodoviário e aéreo.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior apresentou nesta quinta-feira (28) em palestra no GRI PPPs e Concessões 2019, em São Paulo, oportunidades de parcerias com a iniciativa privada que o Governo do Paraná está trabalhando. Ele reforçou que o Estado possui a legislação mais moderna do País na área de desestatização.

Segundo Ratinho Junior, o Estado está aberto para um novo ciclo de investimentos em infraestrutura. “Nosso governo está totalmente aberto a fazer parcerias. O Paraná conseguiu romper a barreira ideológica para fazer os investimentos necessários para a população”, afirmou em evento com os governadores Eduardo Leite (RS), Wellington Dias (PI), Flávio Dino (MA), Rui Costa (BA) e Romeu Zema (MG), empresários e especialistas em concessões públicas.

O governador pontuou que o Paraná tem vocação para parcerias público-privadas e que esse modelo espelha a gestão pública eficiente de países desenvolvidos. “O Estado tem a parceria na sua genética. Das dez maiores cooperativas da América do Sul, seis estão no Paraná. Aprendemos a crescer juntos”, declarou ele.

PARCERIAS

Ratinho Junior disse que o Paraná se prepara para concessões e parcerias nas áreas de saúde, iluminação pública, presídios, unidades de conservação, turismo e infraestrutura, o que congrega os modais ferroviário, rodoviário e aéreo. Ele destacou que já há um trabalho conjunto com a União para a inclusão de 1.000 quilômetros de rodovias estaduais no pacote de concessões que o governo federal está preparando, que deve incluir lotes do Anel de Integração, além de quatro aeroportos.

Outra iniciativa é do ramal ferroviário em direção ao Litoral, com um novo traçado para a descida da Serra do Mar. “Na questão das ferrovias estamos criando uma segunda descida para o Litoral do Paraná, que já conta com os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental”, declarou, ressaltando que o turismo terá grande atenção do governo. “O turismo é fundamental para geração de renda. O Paraná tem um grande potencial nesse aspecto”.

O governador também reforçou a capacidade do agronegócio paranaense de oferecer alimentos ao mundo, completando que para isso é preciso melhorar a infraestrutura e a logística de transporte. Ele defendeu o projeto do corredor ferroviário bioceânico, entre Paranaguá e o Porto de Antofagasta, no Chile, que pode levar a produção do Sul, Sudeste e Centro-Oeste com mais agilidade para o mercado asiático.

“É uma questão geográfica. Somos o umbigo do Brasil. Ficamos a alguns quilômetros de 70% do mercado consumidor da América do Sul. Nossa vocação é o agronegócio e a grande demanda do mundo é o alimento. Seremos o hub logístico da América Latina. Estamos trabalhando com a Itaipu para fazer o projeto executivo do corredor bioceânico”, finalizou.