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FOLHAPRESS

Rafael Nadal e Roger Federer reescrevem, a cada torneio, os limites do tênis. Neste domingo (8), foi a vez de o espanhol protagonizar um novo capítulo desta história ao levantar pela quarta vez na carreira o troféu do US Open.
Na final, ele venceu o russo Daniil Medvedev, 23, por 7/5, 6/3, 5/7, 4/6 e 6/4 em uma batalha de quase cinco horas.
Aos 33 anos, Nadal conquista o seu 19º título de Grand Slam, o que o deixa a apenas um troféu do recorde entre os homens de 20, estabelecido por Federer -Margaret Court é a maior vencedora de Grand Slams da história, com 24 conquistas.
Apelidado de “Rei do Saibro”, o espanhol mostra sua capacidade de adaptar-se às diferentes superfícies.
Com 12 títulos na terra batida de Roland Garros, esta é sua quinta vitória em quadras duras -são quatro Abertos dos EUA (2010, 2013, 2017 e 2019) e um Australian Open (2009). Ele ainda tem dois troféus na grama de Wimbledon.
Agora com 19 títulos de Grand Slams, Nadal persegue a marca de Federer. Aos 38 anos, o suíço venceu seu último Grand Slam em 2018, na Austrália. Neste ano, teve dois match points na final de Wimbledon para chegar ao 21º título, mas acabou derrotado por Novak Djokovic na decisão mais longa da história do torneio -o sérvio está logo atrás dos dois na lista de maiores vencedores de Slams, com 16 troféus.
Em um cenário no qual cresce cada vez mais a expectativa para que um jovem tenista vença um dos quatro maiores torneios do circuito, o trio segue inabalável na manutenção da atual hegemonia. Os últimos 12 Grand Slams disputados foram vencidos por um dos três. Desde 2004, foram disputados 64 torneios deste tipo. Apenas 10 não foram conquistados pelo trio.
O último tenista a vencer um dos três maiores tenistas da atualidade foi Stan Wawrinka, 34, no US Open de 2016. O sul-africano Kevin Anderson, 33, o argentino Juan Martín Del Potro, 30, o croata Marin Cilic, 30, e o austríaco Dominic Thiem, 26, conseguiram chegar a finais nesse período, mas não foram páreo para o trio de tenistas que domina o circuito nas últimas décadas.
Para Medvedev, a derrota na final apenas confirma o excelente momento que vive o russo. Antes do torneio em Nova York, ele conquistou um vice-campeonato e um título nos dois Masters que disputou. Com o vice, ele também alcança o quarto lugar no ranking mundial, sua melhor marca na carreira.
Na decisão, o russo chegou a esboçar que daria mais dificuldades a Nadal, quebrando o saque do espanhol no terceiro game do jogo, mas acabou quebrado de volta na sequência.
Medvedev sofreu especialmente com a capacidade do adversário de variar o jogo taticamente, alternando bolas mais curtas e mais longas, com mais ou menos velocidade ou altura. Foi assim que Nadal o dominou nas primeiras duas parciais.
O russo se recuperou após estar uma quebra abaixo no terceiro set e não ter nada a perder. Empatou o jogo em sets, mas sucumbiu em uma emocionante última parcial.
Este foi o segundo confronto entre os dois. O primeiro, a final do Masters de Montréal há cerca de um mês, teve vitória fácil de Nadal, por 6/3 e 6/0.
Ambos devem estar no ATP Finals, torneio disputado em novembro e que reúne os oito melhores tenistas da temporada. Atualmente, o ranking mundial é liderado por Djokovic, que ainda tem mais de 600 pontos de vantagem para o segundo colocado, Nadal.
Na sequência vem Federer e, logo depois, Medvedev.