Dois senadores do Paraná estão na linha de frente para a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição que permita a prisão após a condenação em segunda instância. Oriovisto Guimarães e Alvaro Dias, ambos do Podemos, sempre foram defensores dessa tese, mas intensificaram as articulações depois da decisão do Supremo Tribunal Federal de permitir a prisão apenas após esgotadas todas as instâncias de recurso. Flavio Arns (Rede), o terceiro senador do Paraná, é favorável ao texto, mas não tem feito disso bandeira de seu mandato.

A oposição a Lula e ao PT ficaram frustrados. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados, não conseguiu votar a proposta de emenda à Constituição que retoma a prisão após condenação em segunda instância, revertendo o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). A comissão discutiu o assunto por mais de 12 horas nessa terça-feira (12), mas encerrou a sessão tarde da noite, adiando novamente a votação sobre o assunto, porque o debate continuava acirrado entre os deputados. Com isso, a discussão só será retomada na próxima semana, quando o assunto também será pautado na CCJ do Senado Federal, já que o Congresso Nacional está fechado no restante desta semana em virtude da Cúpula dos Brics.

Brasil negocia com a China

O Brasil busca negociar um acordo de livre-comércio com a China, revelou o ministro Paulo Guedes, quando o presidente Jair Bolsonaro recebia o líder chinês Xi Jinping no Palácio do Itamaraty, em Brasília. “Estamos conversando com a China sobre a possibilidade de considerarmos uma ‘free trade area’ [área de livre comércio.

Queria o princípe

Ora, pois, J air Bolsonaro não economiza oportunidade para provocar situações no mínimo desagradáveis. A última bola fora do presidente: Bolsonaro disse, em reunião do PSL, ao príncipe herdeiro Luiz Philippe de Orleans e Bragança, deputado federal, que gostaria de tê-lo como vice no lugar do general Mourão. “Você deveria ter sido meu vice, e não esse Mourão aí. Eu casei, casei errado. E agora não tem mais como voltar atrás.”

Várias cidades em uma

O Brasil é o país mais desigual do mundo e sua maior cidade é o retrato mais bem acabado dos perversos contrastes dessa desigualdade. Isso fica claro no recém-divulgado Mapa da Desigualdade 2019, relatório elaborado pela ONG Rede Nossa São Paulo desde 2012. O Mapa apresenta a avaliação dos 96 distritos da capital paulista de acordo com 50 indicadores sociais, econômicos e culturais.

Caixa corta juros

A Caixa Econômica Federal anunciou a redução da taxa de juros do cheque especial a partir de 1º de dezembro, em um momento que o governo vem cobrando os bancos para repassarem ao consumidor a redução da Selic, a taxa básica de juros da economia – que está no seu menor patamar da história. Para os clientes com pacote de relacionamento Caixa Sim, composto por conta-corrente, cesta de serviços e cartão de crédito, a taxa caiu de 8,99% para 5,94% ao mês. Já para aqueles que, além dos serviços acima, também recebem salário pelo banco, os juros no cheque especial serão de 4,99% ao mês, segundo informou a Caixa. Apesar da redução, a taxa ainda está bem acima do 0,63% ao mês da Selic em outubro.

O plano de Joice

Joice Hasselmann contava a deputados de outros partidos curiosos sobre o futuro do PSL qual seria o passo seguinte da turma de Luciano Bivar após a oficialização, por Bolsonaro, da criação de outro partido, o Aliança Pelo Brasil.  “É só pedir a conferência das assinaturas. Ainda que se aceite impressões digitais, levaria anos para a conferência”, disse a deputada.

Saques em dinheiro

Ainda em depoimento incluído em seu acordo de delação, o ex-ministro Antônio Palocci revelou que, em seus tempos de poder, tinha liberdade de ir pessoalmente à sede do Banco Safra, em São Paulo, fazer saques em dinheiro sem que as operações fossem registradas no Coaf – Conselho de Controle de Atividades Financeiras, de acordo com a lei. Garantiu que fez retiradas de R$ 20 mil a R$ 100 mil em cinco ocasiões. Nem Palocci e tampouco o banco explicam a origem do dinheiro que, segundo o ex-ministro, era entregue diretamente a Lula.

Favorito

Quando foi convidado para assumir o Ministério da Educação, Abraham Weintraub ficou mais do que surpreso. Era o segundo homem da Casa Civil quando Onix Lorenzoni sugeriu seu nome para Bolsonaro. Na época, Weintraub pretendia ir morar no Exterior. Agora – quem diria – é um dos favoritos do Chefe do Governo que gosta muito de seu estilo. Tanto que pensa em deslocá-lo para a Casa Civil e Lorenzoni voltaria à Câmara para ser líder.

Nada disso

A deputada Tabata Amaral, que briga na justiça para permanecer no PDT, não quer ser candidata a nada: quer terminar seu mandato e, possivelmente, se candidatar à reeleição. Não quer ser vice de Bruno Covas, tampouco se bandear para o PSDB e nem conversou sobre isso com o governador João Doria.

Salários reduzidos

A Globo continua sua operação de corte de funcionários, como parte da implantação de novo sistema operacional que reúne empresas e setores do mesmo segmento: agora está reduzindo quase pela metade grandes salários de diretores. Entre os primeiros atingidos estão Dennis Carvalho (ganhava R$ 400 mil), Denise Saraceni e Rogério Gomes, o Papinha (cada um ganhava R$ 250 mil), ele colecionador de romances famosos, de Deborah Secco a Paolla Oliveira.

 

Quer conversar

Estava tudo planejado: a bordo de jatinho de Luciano Huck, o ex-presidente Lula seria chamado pelo piloto para atender um telefonema do apresentador. Na rápida conversa, Huck disse ao ex-presidiário: “Precisamos conversar”. Lula ironizou: “Então, você pode me convidar para ir ao Caldeirão e conversamos lá”. Huck ainda não desistiu do encontro.

Reclamações

As centrais sindicais – hoje, como poder sensivelmente reduzido – querem se reunir para protestar contra novas investidas do governo na área de trabalho: primeiro, cobrar 7,5% de taxa sobre seguro-desemprego; depois de fora do programa de incentivo a emprego quem tiver mais de 55 anos. São duas ideias – o que não causa surpresa – do ministro Paulo Guedes, da Economia.

Dose de humor

Nas redes sociais, os humoristas ironizam o fato de Lula ter usado um jatinho de Luciano Huck para se deslocar entre Curitiba e São Paulo. Dizem que “Lula usar jatinho dele é mole”. E esticam: “Duro mesmo será ir ao Caldeirão e participar do Soletrando ou de Quem quer ser um milionário?”.

Um e outro

Num de seus discursos, Lula acusou Bolsonaro de “quando jovem, arrumou um jeito de não trabalhar e foi fazer o serviço militar”. Os bolsonaristas, nas redes sociais, contra-atacam argumentando que o ex-chefe do Governo “nunca trabalhou na vida”, nem quando era menino e vendia o que a mãe mandava nas praias do Guarujá, em São Paulo.

No ataque

Ciro Gomes, primeiro pré-presidenciável de olho em 2022, acusa Lula de estar repetindo “a mesma farsa de 2018”. Ele diz que o ex-presidente sobe nos palanques como se fosse candidato (não pode ser) e depois passa para algum correligionário como aconteceu com Fernando Haddad (ele quer disputar o Planalto de novo). Ciro argumenta que os petistas acham que “o povo é idiota, que cabe manipular, mentir e enganar”.

Apaixonada

A socióloga Rosângela da Silva, a Janja, está postando foto apaixonada ao lado do ex-presidente Lula. Na legenda, garante: “De volta pro seu aconchego! O amor venceu!”. A relação entre eles é de longo prazo e só mais recentemente Lula resolveu assumir publicamente. A foto é de Ricardo Stuckert que, desde 2011, registra os momentos mais exclusivos da vida de Lula (já lançou até um livro).

Bandeira

Nem bem estão respirando ares de liberdade e o trabalho de Lula e José Dirceu, sempre chamado de comandante pelo pessoal do PT, está dividido: o ex-presidente viaja e fala com o povo e o ex-chefe da Casa Civil fala com a militância do partido. Nas viagens, Lula levará Fernando Haddad e Dirceu que atuará ao lado de Gleisi Hoffmann que não é nenhuma Brastemp no que se refere a estratégias. Dirceu quer levantar a autoestima dos petistas e eles já escolheram a primeira bandeira: a defesa do salário mínimo, pisoteado por Paulo Guedes.

 

Outros cortes

A Rede TV!, de Amilcare Dallevo e Marcelo Carvalho, que está chegando aos 20 anos (não tem muito a comemorar) igualmente iniciou uma operação-degola que não tem prazo para terminar. Os próprios donos reconhecem que numa enfrentaram crise igual, embora não dispensem helicóptero e viagens internacionais na primeira classe. De cara, cortes no jornalismo, incluindo âncoras e correspondentes; na sequência, novo plano de saúde, que obrigará o beneficiário a pagar 20% de consultas, exames e até pronto-socorro.

Quem tem a força

Malgrado faça contínuo acenos e colecione louvores ao governo Bolsonaro, a Rede TV! ainda não foi aquinhoada por nenhum grande volume de campanhas publicitárias que faça a alegria de Almicare Dallevo e Marcelo Carvalho. Detalhe: quem poderia conversar diretamente com Bolsonaro sobre essa situação seria Luciana Gimenez, ameaçada de ficar com um programa só e gravado. Ela chama o presidente, seu velho amigo dos tempos de deputado, de “Jair”. Só que ela se recusa a fazer esse papel.

Chute

Eduardo Bolsonaro, em depoimento na CCJ da Câmara, ameaçou “ser eleito governador em 2022”. Os mais lúcidos denunciaram o “chute”: parentes do presidente até segundo grau são inelegíveis, salvo se já titular de mantado eletivo e candidato à reeleição.

“Ficha suja”

Anthony Garotinho, solto por Gilmar Mendes, virou “ficha suja” – e portanto, inelegível. Foi condenado em segunda instância pela 5ª Câmara Tribunal do Rio em processo de injúria movido pelo ex-capitão do Bope, Rodrigo Pimentel.

Frases

“Em 2018, ninguém me queria como vice, hoje muitos me querem. Daqui a pouco vou dizer para todos que me querem como vice que me apoiem e eu sou o candidato.”

Rodrigo Maia, presidente da Câmara.