O Brasil tem hoje 13,5 milhões de pessoas vivendo em extrema pobreza. Este é o resultado de quatro anos seguidos de crise econômica no Brasil. Um recorde de pessoas em situação de miserabilidade e de índices de desigualdade. É o que mostra o estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Há 12,3 milhões de brasileiros que saem todos os dias a procurar trabalho e não acham. São estes os que entram na estatística como desempregados. É preciso somar a eles outros 11 milhões que desistiram do emprego formal e que para sobreviver vivem do bico, do trabalho eventual, de vender pirulito nas esquinas ou fazer malabarismos. Uma parcela destes desalentados, como o IBGE os classifica, aderiu ao crime, especialmente ao tráfico de drogas. Por que não? É o que perguntam jovens marginalizados que observam com inveja o sucesso dos gângsteres de colarinho branco bem-sucedidos que saíram impunes do maior golpe já aplicado em um país no Ocidente.

Neste país em que mais de 30 milhões de cidadãos ignorantes de sua cidadania vivem na miséria, 12 milhões não têm emprego e, entre os empregados, mais de 70% ganham de dois salários mínimos para baixo, a realidade é a da fome e da indigência. A fome e a criminalidade aumentam na mesma proporção. Os presídios estão lotados. A superpopulação presidiária desata guerras internas de facções e oferece espetáculos de barbáries, com dezenas de mortos, muitos decapitados.

Espanto

A temporada de espantos não tem fim. Empresários estacionam diante dos números da crise como se vivessem a fatalidade. Os prognósticos mais otimistas indicam lenta recuperação que levará, no mínimo, mais de uma década para voltarmos a índices de dez anos atrás.

Efeitos colaterais

Na esteira da crise, os serviços públicos deterioram, os remédios amargos se impõem, como a reforma da previdência, os ajustes fiscais, o congelamento de salários, a majoração dos tributos. E a grita aumenta. Não há no mundo país mais “governista” do que o Brasil, nem povo mais convencido do que o nosso das insubstituíveis virtudes cívicas e até domésticas da intervenção governamental em todos os planos e em todos os assuntos. Na crise, o berro pelo socorro do Estado cresce, a começar pelos Estados, que gastaram o que não podiam e querem que o governo da União cubra seus déficits.

Desmatamento

Muito se falou no desmatamento da Amazônia do governo Bolsonaro, mas a administração com maior destruição foi de Fernando Henrique Cardoso. Segundo o Prodes, sistema do INPE que monitora a taxa de desmatamento da área aponta que 1995, o primeiro ano de FHC a área desmatada foi de 29,1 mil quilômetros quadrados. Em segundo lugar vem o governo Lula que entre 2003 e 2004 teve 27,8 mil quilômetros quadrados. Ainda segundo o Prodes este desmatamento é três vezes maior do que a área desmatada atualmente, e na época ninguém falou nada.

O menor

Ainda sobre o desmatamento: o governo Dilma em 2012 teve o melhor resultado registrado com 4,6 mil quilômetros quadrados. Hoje a área desmatada cresceu 2,3 mil quilômetros desde o ano passado, mesmo assim, fica 30% menor do que a média histórica de 13,9 Km². Desde 1988 já foram desmatados 446,2 mil quilômetros quadrados.

Desafio

O biólogo João Paulo Capobianco, ex-secretário da Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, acredita que o aumento do desmatamento pode piorar se nada for feito. “O Governo tem um desafio enorme pela frente. Só de agosto a outubro deste ano, o Deter já registra 3.706 km2 de terras arrasadas que não aparecem nos dados anunciados ontem. Se não parar o desmatamento nos próximos 9 meses, teremos outro recorde tenebroso”.

Novo partido

A criação do novo partido “Aliança pelo Brasil” continua a todo vapor. A convenção inaugural acontecerá amanhã (21). A família Bolsonaro juntamente com os advogados Admar Gonzaga e Karina Kufa, pediram aos deputados que indicassem pessoas de confiança para a convenção. O primeiro a indicar foi Bibo Nunes, que recomendou sua mulher e filha. “Elas atendem ao critério de serem pessoas de minha extrema confiança e comprometidos com o projeto do presidente Jair Bolsonaro.”

 

À frente

Apesar de estarem confiantes na criação do novo partido, muitas dúvidas ainda rondam sua formação. Uma delas é quem assumiria a presidência da sigla. O presidente Jair Bolsonaro estaria disposto ao comando, só que muitos acreditam que ficará difícil para o Chefe do Governo acumular funções de presidente da República e do partido. Flávio e Eduardo Bolsonaro, filhos do capitão, também gostariam de assumir o cargo e Bolsonaro pai, quer evitar brigas familiares.

 

Força

A deputada Joice Hasselmann, que agora consegue caminhar com mais liberdade no PSL, depois da saída de Bolsonaro, começa a planejar seu futuro político. E garante que já pensa em sua candidatura à prefeitura de São Paulo, no ano que vem, e já esboça algumas alianças. Na segunda-feira (18) foi visitar o atual prefeito Bruno Covas que continua internado no Hospital Sírio Libanês para tratar um câncer na região do estômago. Na visita entregou uma pulseira dourada com a palavra “força”.

 

Nova chapa?

A visita de Joice Hasselmann a Bruno Covas fez renascer a ideia de uma chapa entre PSDB e PSL. O governador de São Paulo voltou a negar qualquer negociação. “O PSDB não tem plano B. Tem o plano Bruno. É só Bruno em 2020. Ele terá saúde, disposição e voto para se reeleger”. Sobre Joice falou: “É uma pessoa de grande valor. Quanto mais perto ela estiver do Bruno mais feliz eu serei’.

 

“Tarja preta”

A deputada Joice Hasselmann  que garante que é candidatíssima à prefeitura paulistana revelou que o trânsito no partido ficará mais fácil. Um de seus colegas, Junior Bozzella, garante que agora “separou o joio do trigo. E brincou: “Agora teremos um partido com deputados racionais. Os ‘tarja preta’ saíram fora”.

 

Nova proposta

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RS) conversou com o deputado Felipe Francischini (PSL-PR), presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados sobre um novo acordo que permitiria a retomada da prisão em segunda instância. A solução seria a aprovação de proposta que altera os artigos 102 e 105 da Constituição que estabelece a segunda instância como trânsito em julgado.

 

Banidos

Em resposta a CPI da Fake News, o WhatsApp garantiu que baniu 400 mil contas no Brasil durante as eleições de 2018 por disparos de mensagens em massa e atividades automatizadas. Há quem duvide desse número.

 

Bem avaliado

Apesar de poucos dias, a impressão deixada por Jair Bolsonaro na 11ª Cúpula do Brics (13 e 14 de novembro) foi muito boa. Um diplomata garantiu que a desenvoltura, inteligência e simpatia do Chefe do Governo brasileiro deixou todos surpresos.

 

Sem treino

Ciro Gomes (PDT) candidato derrotado na disputa presidencial de 2018, afirmou a jornalista Leda Nagle, que Jair Bolsonaro não tem treino político. “Não tem o treinamento do antagonismo político. É claramente uma pessoa que se protegeu no parlamento por 28 anos como deputado federal, ligado à escória da vida pública brasileira, que é a turma que está toda presa no Rio de Janeiro”.

 

Não chegará ao final

Ainda Ciro Gomes: ele acredita que Jair Bolsonaro não chegará ao final do seu mandato, por causa das crises que vem acontecendo. “Acho muito difícil que Bolsonaro termine o mandato. É um mero palpite. Na nossa história moderna, só três presidentes da República terminaram o mandato: Juscelino Kubitschek, Fernando Henrique e Lula. A história do Brasil mostra que a instabilidade é a regra. E Bolsonaro agrava esse itinerário histórico porque é um camarada que nunca treinou na vida pública, nunca teve aquele treinamento da contradição, do consenso, de resistir às pressões”.

 

Só no ano que vem

O vereador Carlos Bolsonaro terá seu depoimento tomado pela CPI da Fake News, somente no ano que vem. Segundo a revista Época “A ideia é que, durante o recesso, as equipes de investigação da CPMI possam avançar sobre o material que vem sendo entregue por depoentes e enviado pelas plataformas digitais para que os depoimentos estratégicos fiquem para reta final”.

 

Novo tucano

O ex-ministro Gustavo Bebianno, agora inimigo político de Jair Bolsonaro, resolveu se filiar ao PSDB e deverá ser o candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, no ano que vem. A filiação acontecerá dia 1º de dezembro e governador de São Paulo, João Doria, que trabalhou pela filiação é esperado na admissão do novo tucano.

 

Pedidos de impeachment

Um recorde é batido no Senado: pedidos de afastamentos dos integrantes do STF. Desde janeiro já são 14 representações pedindo a perda dos cargos do Supremo. O recorde antes era de 13 em 2016 quando também aumentou o número de processos políticos.

Frases

“A mediocridade, quando investida de algum poder, não perdoa a inteligência.”

Joice Hasselmann, mandando indireta aos bolsonaristas.