da esq. para dir. – Des. Antonio Loyola, Ademar Traiano, Luiz Carlos Martins, Avelino Hass

Oportunas lições de História do Paraná desfilaram nos discursos que o médico José Candido Muricy e o deputado Luiz Carlos Martins fizeram durante a solenidade de entrega do título de Cidadão Benemérito do Paraná àquele profissional da Medicina, em solenidade na Assembleia Legislativa, neste mês.

A proposta da homenagem foi de Luiz Carlos Martins.

Na fala de Muricy, pontuada por uma impressionante retrospectiva de momentos da vida do homenageado, acabamos por compreender também alguns capítulos da história atual do Paraná. A maioria deles, vividos no século 20, boa parte no século 19, com as ações de seu bisavô, o Dr. Muricy.

MUNDO DO ESPORTE

Os discursos expuseram sobretudo capítulos dos quais Muricy foi também ator.

Assim, em alguns deles, o médico está presente, por exemplo, como campeão de basquetebol em diversas etapas paranaenses e suas seleções.

E mais que isso: ele se expôs igualmente como o criador e incentivador dos campeonatos de seniores de bola ao cesto, proposta que já levou o Paraná a disputas mundiais da categoria.

FORMAÇÃO DE PRIMEIRA

Quem associa o Muricy dos dias atuais – um disputado especialista em cirurgias de restauração capilar -, está certo. Nisso ele é um campeão.

Mas para chegar ao referencial nacional que é hoje, o curitibano passou por longo e consistente aprendizado em amplas áreas médicas. A começar pelo atendimento, por 21 anos, no antigo INAMPS, em que sobretudo desenvolveu cirurgias plásticas restauradoras, devolvendo qualidade de vida a um sem número de pacientes.

MESTRE GIOCONDO

O então considerado “bisturi de ouro do Brasil”, o médico Giocondo Villanova Artigas foi quem mais formou o cirurgião Muricy: primeiro quando o colocou- sob sua orientação; essa rara oportunidade dada ao jovem então doutorando, ainda acadêmico, estendeu-se depois por mais quatro anos, com Muricy fazendo residência no Hospital NS da Graças, sob a direção de Giocondo.

EMPREENDEDOR

Na verdade, a solidez profissional levou-o depois a trabalhar com medicina geral na Prefeitura, no antigo Samdu e em clínicas e hospitais particulares.

Mas a vocação para cirurgia prevaleceu. Por isso, fez anos de especialização em cirurgia na Espanha e No México.

Um dos grandes momentos de Muricy foi a criação da Clinihauer, uma das primeiras empresas de planos de saúde.

CLINIHAUER

A Clinihauer foi empreendimento que se marcou pelos cuidados de uma medicina de primeira linha, depois ampliada com a criação do Hospital Milton Muricy (nome do pai).

SÓ POR COERÊNCIA

A venda, nos anos 2000, da Clinihauer a um grupo médico internacional, significou nova expressão de coerência e fidelidade ética de José Candido Muricy: ele preferiu desfazer-se do empreendimento vitorioso, com muitos milhares de associados, do que deixar de oferecer medicina de qualidade.

BISAVÔ

No deambular de sua história de vida, com direito a olhar instituições de Curitiba, como o Colégio Santa Maria, onde estudou, e foi a parte substantiva de suas raízes.

Lembrou especialmente a vida e obra de seu bisavô paterno, Dr. Muricy, que dá nome a rua central de Curitiba, o médico que o Imperador mandou de Salvador para Curitiba para atender às necessidades da Capital.

UM ÍCONE DA CIDADE

“Meu avô virou uma personagem indissociável da vida da cidade”, recordou José Candido, ao enumerar grandes momentos do clínico: ele foi um dos fundadores da Santa Casa de Curitiba e também foi parte do grupo que fundou o Museu Paranaense. Mas foi – assegurou o homenageado – especialmente um devotado ao atendimento médico, levando multidões, literalmente, ao seu consultório na área central. Um trabalho em que a remuneração material pouco importava, disse.

José Candido fez momentos de reverência ao pai e à mãe, que, com sacrifícios, o levaram a formar-se médico e, assim, realizar-se como ser humano que nunca pensou em outra realidade senão e de preparar para o sacerdócio médico.

O atual Hospital Dr. Muricy, em Curitiba, especializado em procedimentos de cirurgias de média complexidade, é onde o agora benemérito paranaense atua, diariamente. E de onde irradia ações que o projetam Brasil a fora.

Prof. Avelino Hass – Presidente da Academia Paranaense de Medicina
José Candido Muricy e esposa Vera Lucia
Com os amigos médicos Joelson Samsonowski (esquerda) e Carlos Mercer (direita)

Secretaria da Cultura: A esperar

Cassiana Lacerda e Marcelo Almeida

Nesta segunda, 17, esperava-se a indicação de, pelo menos, o novo(a) titular da Secretaria de Cultura; mas parece que ainda há que esperar “algumas horas”, segundo disse-me uma fonte ligada ao novo governador eleito.

Dentre os nomes que estariam no páreo, o do empresário Marcelo Almeida tem sido citado como um dos “prováveis” para a posição.

Eu sou dos que acham que, se a escolhida fosse a historiadora e paranista Cassiana Lacerda, o Governo estaria acertando muito.

 

 


DO BLOG DE FÁBIO CAMPANA:

Horror revisitado

Fábio Campana: ‘sentiu na carne’

“Jair Bolsonaro gosta de repetir que pretende fazer o Brasil semelhante ao de 50 anos atrás. Ou seja, o do final de 1968. Em 13 de dezembro, há 50 anos, o país vivia um momento histórico decisivo. A ditadura militar que se instalara em 1964 deu novo golpe, editando o Ato Institucional número 5 e acabando de vez com a vigência de qualquer legislação que pudesse proteger brasileiros e brasileiras da violência, do arbítrio, da ignomínia em série cometida pela ditadura.

FANÁTICOS NEGAM

Entramos em 1969 sob uma ditadura militar, que os fanáticos da direita burra negam com a mesma convicção dos que contestam o Holocausto, o aquecimento global, a esfericidade da Terra, a morte de Elvis Presley e a inexistência de Papai Noel.

NOSTALGIA DE QUÊ?

Mais estranho ainda é perceber que muita gente sente nostalgia por um tempo que não viveu. Conheço algumas pessoas que considero acima da linha da bestialidade, que lamentam não terem vivido nos anos de chumbo.

Não é o caso de Bolsonaro, que já era vivo em 1969. Mas tinha apenas 14 anos quando tudo aquilo aconteceu, sem ele se dar conta. Enfrentávamos o tacão do AI-5 e testemunháramos a invasão do Teatro Ruth Escobar pelo Comando de Caça aos Comunistas, que depredou o cenário e espancou o elenco do musical Roda Viva, de Chico Buarque.

TEATRO OPINIÃO

Ora, pois, vejam como eram as coisas. Em vez de punir os celerados do CCC, a ditadura proibiu o espetáculo, “degradante e subversivo”, na tacanha avaliação do censor Mário F. Russomano. Outra deplorável lembrança: há 50 anos o Teatro Opinião, no Rio, sofreu um atentado à bomba, executado pelos mesmos boçais do CCC.

Emílio Médici: o pior dos ditadores

ASSIM FOI PIORANDO

Pois bem, a partir daí tudo piorou. Depois de uma Junta Militar nos enfiaram goela abaixo outro general – o pior de todos: Emílio Garrastazu Médici. Horror. Vi de perto a violência. Senti na carne a tortura, a prisão, a censura, o medo permanente de uma prisão ou de um sumiço. Por tudo isso, a hipótese de voltar 50 anos no tempo é muito sinistra.

Podre. Execrável.

A RESISTÊNCIA

Daquele tempo tenho saudades da juventude, da resistência, das utopias, da camaradagem, dos amores, da arte e da sensação messiânica de que estava no mundo para ajudar a salvá-lo. E sou tomado pelo pânico quando alguém diz que gostaria de voltar ao regime fardado.

NA PRÉ-HISTÓRIA

Eu que acreditava que a esta altura já não existiriam brutos dessa catadura, percebo com amargura que ainda estamos na pré-história da espécie e que os liberticidas são absolutamente majoritários neste Brasil brasileiro. E que a besta pode ressurgir a qualquer momento diante de nós.

Fabio Campana”


Morreu Dalio Zippin Filho

Dalio Zippin Filho

Aos 76 anos, morreu nesta segunda, 17, em hospital de Curitiba, o criminalista Dalio Zippin Filho.

Ele estudou no Colégio Estadual do Paraná, onde fez o antigo Ginásio e Clássico, anos 1950. Depois, formou-se advogado pela UFPR, tornando-se criminalista conhecido e respeitado, especialmente em causas que envolveram a defesa dos direitos humanos Era irmão da escritora Anita Zippin, presidente da Academia de Letras José de Alencar.

Dalio foi recentemente homenageado pela OAB-PR por seus 50 anos de exercício profissional.

 

 

 

 


RELIGIÃO

Como os cristãos chegaram à data de 25 de dezembro para celebrar o Natal?

É verdade que a data foi escolhida pela Igreja para combater uma festa pagã? Há registros históricos que atestem que Jesus nasceu nessa data?

Viagem de Maria e José a Belém

Redação da Aleteia | Dez 13, 2018

Os primeiros cristãos, provavelmente, não comemoravam os aniversários de nascimento neste mundo (cf. Orígenes, PG XII, 495), mas celebravam religiosamente o aniversário de nascimento para a vida eterna – e o chamavam, justamente, de “dies natalis“, ou seja, “o dia natal“, (cf. Martírio de Policarpo 18,3), porque viam nesse instante da existência humana o início da vida plena, graças à salvação realizada por Jesus.

De fato, as primeiras comunidades da Igreja recordavam com clareza o dia da Glorificação de Jesus, 14/15 do mês de Nisan, mas não há registros sobre a Sua data de Nascimento nem sequer nos relatos evangélicos.

PRIMEIROS TESTEMUNHOS

A falta de informações sobre a data da Natividade de Jesus permanece até pelo menos o século III, quando surgem os primeiros testemunhos de Padres e escritores eclesiásticos a esse respeito:

  • em 221, Júlio Africano dá um testemunho indireto de que a Natividade ocorreu em 25 de dezembro;
  • em 354, surge a primeira referência direta desta celebração no calendário litúrgico filocaliano (MGH, IX, I, 13-196): “VIII kal. Ian. natus Christus in Betleem Iudeae”, frase que, traduzida e adaptada do velho calendário romano para o nosso, quer dizer que “no dia 25 de dezembro nasceu Cristo em Belém da Judeia”;
  • no século IV, já é comum, no Ocidente, considerar 25 de dezembro como a data do Nascimento de Cristo, embora na tradição oriental prevaleça a data de 6 de janeiro.
Maria e o Bebê Jesus (Plum leaves/CC)

A ACUSAÇÃO DO “SOL INVICTUS”

Difundiu-se bastante, nas últimas décadas, a acusação de que os cristãos teriam “forjado” a data do Natal para impor as suas crenças sobre as tradições pagãs, substituindo assim o antigo “dies natalis Solis invicti“, ou “dia do nascimento do Sol invicto“, que os romanos celebravam em 25 de dezembro para festejar o retorno da luz do dia depois da noite mais longa do ano (no início do inverno do hemisfério norte).

A figura do sol, de fato, estava presente na liturgia de Natal, mediante os paralelos entre o Nascimento de Jesus e expressões bíblicas como “Sol de justiça” (Ml 4, 2) e “Luz do mundo” (Jo 1, 4ss), mas não há provas históricas de que os cristãos adaptassem forçosamente as festas pagãs ao seu calendário litúrgico – em especial quando se leva em conta que eles acabavam de sofrer períodos espantosos de brutal perseguição.

Muito mais plausível é que, passando-se o tempo, as festas cristãs acabassem naturalmente por absorver as antigas festas pagãs, até por causa da progressiva redução das crenças pagãs à medida que as pessoas aderiam à fé em Cristo.

O CÁLCULO ESTIMADO COM BASE NA PAIXÃO

Há também a tese de que a data do Nascimento de Jesus tenha sido estimada a partir da Sua Encarnação, e que esta, por sua vez, fosse calculada com base no dia de Sua Morte, dado que, tradicionalmente, considerava-se para estes dois eventos salvíficos a mesma data: 25 de março. Por conseguinte, o Nascimento se daria 9 meses depois, em 25 de dezembro.

Já na tradição oriental, tanto a Paixão quanto a Encarnação do Senhor são celebradas em 6 de abril, de modo que, aplicados os mesmos 9 meses entre a Encarnação e o Nascimento, celebra-se o Natal em 6 de janeiro.

UNIVERSO HARMÔNICO

Essa relação entre a Paixão e a Encarnação brota de uma cultura que admirava um universo harmônico, no qual as grandes intervenções de Deus se vinculavam umas às outras – também no judaísmo, aliás, a criação e a salvação se ligam ao mês de Nisan.

Essa vinculação é percebida também nas obras de arte cristã que retratam a Anunciação do Anjo Gabriel à Virgem Maria mostrando o Menino Jesus que desce do Céu com uma Cruz, reforçando junto aos cristãos a reflexão sobre a unidade da história da salvação. Não em vão, Joseph Ratzinger, o futuro Papa Emérito Bento XVI, observaria em sua obra “O espírito da liturgia”, número 131:

“O mais decisivo foi a relação existente entre a criação e a cruz, entre a criação e a concepção de Cristo”.

Com adaptações, a partir de artigo de Juan Chapa.

Luzes de Natal e a igreja

OPINIÃO DE VALOR

Dirceu memorialista

Por Antenor Demeterco Junior (*)

José Dirceu

José Dirceu no fundo do xilindró transformou-se em escritor, e fez-se crítico, de entre diversos assuntos, de programações de televisão: para ele, ouvir a voz do Faustão e assistir o Fantástico constituía uma “tortura” dominical.

Nos telejornais os apresentadores, segundo ele, “opinam”, repetem e passam a opinião de seus patrões, “dos donos do poder de informar e formar no Brasil”.

Tudo seria um “embuste” e uma “farsa” (cf. p. 17).

IMPRENSA

Pobre liberdade de imprensa pelas suas concepções.

Dirceu despreza outra instituição da vida democrática, a magistratura brasileira, em especial quando seus membros lutam para não serem focados como meros funcionários comuns (nada contra estes): refere-se a ela como “a casta”, “a corporação legislando em causa própria”.

AS ADVERSIDADES

Juízes, para quem não sabe, enfrentam adversidades não comuns para outros agentes públicos no desempenho de suas funções: nas fronteiras convivem com corpos estraçalhados por traficantes rivais, nas cidades com administrações corruptas a serem punidas, nas varas de família vivem sofridos dramas alheios, choradeiras que maculam psicologicamente os operadores do Direito, e assim por diante.

Muitas vezes são vítimas de ameaças anônimas, e mesmo de represálias infames (há casos de assassinatos), pelo simples fato de cumprirem seus deveres.

CONTRA O MP

Dirceu desanca também contra o Ministério Público que assumiu “a dupla e ilegal função de investigar e acusar em nome do Estado e do povo, só faltando julgar” (cf. p. 224).

Foram concedidos poderes, em “uma das mais graves decisões do STF”, uma “aberração”, para uma categoria plena de “regalias e privilégios”, inclusive salariais.

Advoga Dirceu pela passividade do órgão.

SÓ INVESTIGANDO

Sem investigação em profundidade não se chega ao âmago sombrio do crime organizado e seus poderes no interior das penitenciárias.

Dirceu faz questão de não se conscientizar que promotores e juízes tem funções diferenciadas, constituem verdadeiras elites funcionais, cujas vidas de estudo e enfrentamentos não podem ser desprezadas.

Quando ataca os ganhos destas duas instituições esquece-se de suas recheadas contas bancárias sob zeloso exame das mesmas.

CUBA LIVRE?

Nosso memorialista surpreendentemente considera Cuba “o primeiro território livre da América” (cf. p. 97), afirmação esta que em qualquer ambiente sério motivaria uma gargalhada universal.

A infeliz ilha é hoje um território sombrio governado por um grupo decadente, com uma economia voltada à exportação: décadas e décadas de socialismo ditatorial (melhor, fascismo de esquerda) impuseram apenas a exportação de charutos e de cana-de-açúcar.

Antes a exportação era de revolucionários zerófilos, e hoje de médicos sub-remunerados e de competência duvidosa.

O grande êxito do regime cubano foi exportar uma progressista comunidade radicada em Miami desde a deflagração de sua revolução publicitária.

CORRUPÇÃO GERAL

A corrupção generalizada, pela qual Dirceu foi condenado como partícipe, é poderoso instrumento de subversão, pois implica no enfraquecimento da lei de modo generalizado, cujo o respeito é um dos pilares da Democracia universal.

Revolucionários latino-americanos já não se embrenham em focos nos matões, preferem refinados salões e contas bancárias recheadas, com absoluta insensibilidade pela deplorável situação econômica de milhões de proletários.

Detestam o cheiro de pólvora.

(*) ANTENOR DEMETERCO JUNIOR, advogado, desembargador aposentado e estudioso do Século 20.


Comando do DER fica com coronel do Exército Zampieri

Redação Bem Paraná com assessoria

Coronel João Alfredo Zampieri

O coronel João Alfredo Zampieri, atual secretário do comando da 5ª. Divisão do Exército de Curitiba, será o novo Diretor Geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR). A indicação de Zampieri foi confirmada na semana passada pelo governador eleito Ratinho Junior (PSD).

Formado Oficial da Arma de Comunicações pela AMAN, em 1988, em primeiro lugar do curso de Comunicações e maior média entre todos os sete cursos, Zampieri é graduado em engenharia de telecomunicação pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e tem pós-graduação em Gestão de Assuntos Públicos, na PUC-PR. Fez curso de Direção para Engenheiros Militares, na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), e mestrado em Ciências Militares (Indústria de Material de Defesa).

Zampieri já está participando das reuniões técnicas da equipe de transição na área de infraestrutura e disse que pretende desenvolver um trabalho de valorização da área de infraestrutura, um dos pilares do programa de governo de Ratinho Junior. “A minha ideia, é potencializar a vocação do DER que é promover a infraestrutura de transporte em todas as regiões e no desenvolvimento econômico e social do estado.”


Plano Estadual da Mulher norteia políticas e reforça ações do Estado

Documento aprovado pelo Conselho Estadual dos Direitos da Mulher foi apresentado pela governadora, em evento com a presença de prefeitos do Paraná. Também foi anunciada a implantação de cofinanciamento para o acolhimento de mulheres em situação de violência.

A governadora Cida Borghetti confirmou nesta segunda-feira (17) uma série de medidas na área de garantia de direitos da mulher, em 99 municípios paranaenses. (Foto Jonas Oliveira)

Agência Estadual de Notícias

O Paraná conta com o Plano Estadual da Mulher, documento que norteia as políticas públicas de promoção dos direitos da população feminina, para os próximos quatro anos (2018-2021). O plano já foi lançado e aprovado pelo Conselho Estadual dos Direitos da Mulher. Nesta segunda-feira (17), em evento com cerca de 100 prefeitos paranaenses, a governadora apresentou a versão impressa do documento.

Cida também anunciou a implantação, em oito municípios, do cofinanciamento para o acolhimento de mulheres em situação de violência. Na mesma solenidade, foi confirmada uma série de medidas voltadas à primeira infância, às crianças e adolescentes e aos idosos.

A governadora reforçou que o plano estadual e o cofinanciamento reforçam o compromisso do governo com o planejamento e a atuação integrada para garantir os direitos das mulheres. “São ações necessárias que asseguram o fortalecimento das políticas públicas e o atendimento com qualidade às mulheres”, disse ela. “Precisamos olhar por todas as pessoas que precisam de apoio do Estado, independente se vivem nas pequenas ou grandes cidades”, reforçou a governadora.

BASE DE DADOS

A versão online do Plano Estadual da Mulher está disponível no site Secretaria da Família e Desenvolvimento Social. O documento foi elaborado pela Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social, em conjunto com as demais secretarias, Ministério Público, Tribunal de Justiça e com a sociedade civil e ficou disponível para consulta pública. “Foi fruto de um trabalho em conjunto feito por vários atores”, disse a secretária da Família e Desenvolvimento Social, Nádia Moura.