Secretário Hudson José; Deputado Romanelli

O Ministério Público não descansa, cada vez é mais quarto poder (quando não interrompido por Gilmar Mendes e companhia).

Agora, por exemplo, fontes do MPE me garantem que os procuradores estão investigando o denominado “nepotismo cruzado” entre Assembleia Legislativa e Governo do Estado”.

Essa prática – que já foi identificada em outros governos e é mais ou menos comum no país -, “não tem o mínimo fundamento no Paraná”, é o que me assegura nesta segunda, 18, o secretário de Comunicação Social do Paraná, jornalista Hudson José.

Hudson diz que, em sua Secretaria, por exemplo, jamais recebeu pedido da ALEP para promover nomeações de parentes de deputados. “Esta possibilidade é zero no Governo também”, assegura Hudson.

O jornalista admite que o Governo não pode simplesmente vetar a designação de um bom quadro funcional por ter ele alguma ligação familiar com dirigentes de outros poderes.

Acha Hudson que “é muito natural que as pessoas tentem se localizar no mercado de trabalho”, o que pode incluir empregos no Governo do Estado.

Mas que “isso não é parte de negociações tipo nepotismo cruzado”.

O jornalista deu exemplo concreto: “Se a neta de um desembargador é aceita para trabalhar no Governo do Estado, e ela preenche todos os requisitos para a função, não seria justo impedi-la de trabalhar”.

NA PRIMEIRA SECRETARIA

Para uma fonte do MPE ora voltada ao exame da questão ‘nepotismo cruzado’ na Assembleia Legislativa, a Primeira Secretaria da ALEP, comandada pelo deputado Luiz Cláudio Romanelli, estaria “centralizando as negociações”.

Também naquela Secretaria estariam sendo acolhidos parentes de secretários de Estado.

Mais informações não foram acrescentadas pela fonte do MPE, para a qual “tudo está começando, vamos devagar para fazer um bom trabalho, no resguardo da lei”.

Assembleia Legislativa

Ratinho Jr. começa a examinar nova mídia de governo

Ratinho Junior: cuidando da mídia

Está em preparação nova campanha de publicidade do Governo Ratinho Junior, a ser iniciada em abril, tudo de acordo com definições orçamentárias para o trimestre. O assunto estava agendado na pauta do governador Ratinho Jr. e do secretário Hudson José para a tarde desta segunda, 18.

PLANEJAMENTO

O que há até agora é um planejamento geral em torno de números e dos meios a serem utilizados na campanha.

Não transpirou, ainda, o tema em torno do qual será dado o recado governamental.

Depois da campanha, acredita-se, o governo deverá se ocupar de sondagem sobre como os paranaenses vêm seu governador e a administração estadual.

A pesquisa poderá dar a temperatura exata da aceitação de Ratinho Jr na sua terra, essencial para a empreitada que planeja, a de presidenciável, com vistas ao país.

As agências que atendem ao governo são as mesmas que venceram licitação realizada em 2012, e cujos contratados vêm sendo prorrogados: Vivas, Tis, Master, Gpac e Lua.


“Gana” do soldado Fruet está centrada em Mansur Filho

David Baggio: assessoramento de superior qualidade; Soldado Fruet, deputado estadual; Felipe Mansur Filho, grande rival

A gana com que o soldado Fruet vem dando combate a certos aspectos da administração estadual – e da própria campanha que elegeu o atual governador – pode ter uma forte explicação: o deputado estadual, soldado da PEMP com larga aceitação em Foz do Iguaçu e Região, não “perdoa” a ampla e irrestrita aceitação com que seu arquirrival Felipe Mansur Filho teria sido acolhido no Governo.

Felipe é neto do ex-governador João Mansur, um dos ícones políticos dos anos 70/80. Foi candidato a prefeito em Foz na última eleição.

PERSEGUIÇÕES

O deputado soldado teria sofrido poucas e boas por parte de Felipe Mansur Filho, especialmente quando este foi candidato a prefeito.

Não se pode subestimar, por outro lado, o enorme potencial de assessores que trabalham com Fruet. O principal deles, o advogado David Baggio, alguém que conhece como poucos os meandros da máquina pública estadual.


Kassab pode explicar ausência do governador

Gilberto Kassab: é dando que se recebe; Paulo Guedes: como fica o futuro?

Muito se notou a ausência única do governador do Paraná da reunião de governadores convocada por Bolsonaro para tratar da aprovação da Reforma da Previdência. Até agora ouvi só uma explicação plausível.

Ela foi dada nesta segunda, 18, por Fábio Campana, em seu comentário da 7h30 na Rádio Cidade (670 AM):

Kassab – disse o jornalista – por estar descontente com o governo federal, de quem não recebeu as benesses que advoga, estaria por trás da ausência de Ratinho Junior. Teria pedido que ele faltasse à reunião.

Pergunta Fábio sobre como ficarão as relações do Paraná com o todo poderoso Paulo Guedes, o maior mentor da Reforma da Previdência, diante dessa ausência governamental.


Netflix tem aumento assustador

O serviço de streaming Netflix pode estar espantando parte de seus assinantes: o planos passa a custar mensalmente de R$ 21,90 (Básico) a R$ 45,90 (Premium), com direito quatro telas simultâneas e ultra HD.

Diz que o aumento é para garantir bom entretenimento aos assinantes.

Pois é, pode ser. Como pode não ser.


“Destempero” de procuradores no caso Beto Richa

Ministro Octavio de Noronha e Beto Richa

Os procuradores do MPF abriram nova frente de luta. Agora estão sendo acusados pelo Instituto de Garantias Penais – de Ticiano Figueiredo – eles revelaram “destempero e desamor à organização hierárquica do judiciário”, quando atacaram o presidente do STJ, Octavio de Noronha, por ter ele soltado da prisão o ex-governador Beto Richa.

 

 

 

 

 


Joice na cadeira de Onix Lorenzoni

Ônix Lorenzoni: ‘perdeu a cadeira’

Na planilha de cargos disponíveis nos Estados distribuída pelo governo a deputados na semana passada, não há indicações possíveis para Itaipu.

Da mesma Brasília de suas confabulações sem fim, comenta-se muito às claras em gabinetes palacianos que a deputada Joice Hasselmann sentou e despachou da mesa do chefe da Casa Civil, Ônix Lorenzoni, enquanto ele viajava para a Antarctica. Tudo muito “a lá vonté”.

 

 

 

 


E agora, Olavo dá ‘só seis meses a Bolsonaro’

Palácio do Planalto

Na semana, entre os mexericos e anátemas vindos dos Estados Unidos, proferidos por Olavo de Carvalho, o que mais fortemente deve ter atingido o Governo foi a “previsão” do dito filósofo de que o governo do capitão se esgotará nos próximos 6 meses.

Pois é, guru é mesmo para fazer previsões…


Após enxurrada de críticas, Greca recua em declaração sobre enfermeiros

Do Plural – 16/03

“Depois de uma enxurrada de críticas, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca de Macedo (PMN) foi obrigado a recuar e pedir desculpas para os enfermeiros do município. Nas redes sociais, ao rebater uma internauta que disse que a sobrecarga estava deixando os profissionais doentes, o prefeito havia dito que isso era impossível.

“Não há registro de maus tratos”, afirmou ele. “Mesmo porque uma enfermeira de unidade básica trabalha apenas 30 horas semanais. Uma enfermeira de UPA trabalha 12 horas e descansa 60 horas! Não há como ficar doente, a não ser de tédio de tanto descansar. A não ser que cometa excessos durante seu descanso.”

O comentário enfureceu a categoria, que bombardeou o prefeito no Facebook, e levou o Coren Paraná, que representa os enfermeiros do estado, a emitir uma nota de repúdio.

Rafael Waldomiro Greca de Macedo: arrependido falastrão

Na noite deste sábado, Greca apagou o comentário original e fez um post pedindo desculpas. No novo post, Greca diz que seu primeiro texto não representa o que ele pensa sobre o tema. Admitiu sobrecarga no trabalho devido às aposentadorias e prometeu atenção à categoria.”

ISRAEL E MÔNICA

Este blog pergunta: onde andavam os jornalistas Israel Reinstein e Mônica Santana, que até agora vinham se mostrando eficientes no prevenir asneiras do prefeito, que perde tudo, menos a oportunidade de exibir sua loquacidade barroca?

“Para evitar esses desastres pré-eleitorais, um dos dois – Israel e Mônica – tem de tirar plantão 24 horas ao lado do alcaide”, sugere um deputado estadual que bem conhece o “clima” da Prefeitura


A Bolsonaro, Hauly mostra sua receita tributária

Luiz Carlos Hauly: que é rei…

Luiz Carlos Hauly não se reelegeu deputado federal. Mas, como quem é rei não perde a majestade, ele continua na berlinda e trabalhando em torno de sua especialidade maior, a questão tributária.

Na semana passada, por exemplo, esteve, com Secretário Especial da Receita, com o presidente da República. Na conversa foi debatida a reforma tributária.

Hauly foi o relator de projeto aprovado em comissão especial da Câmara no final de 2018.

Pela proposta Hauly, os 15 impostos existentes seriam substituídos por dois novos, ao fim de uma transição de 15 anos.


“Tantas lisonjas que se sentiu nu”, livro de Feijó

Leila Pugnaloni: ilustrações

Tem poesia também. Mas o forte do livro que o veterano publicitário e crítico de cinema Almir Feijó Junior lançará ainda este semestre é basicamente de contos. Assim dizendo, amplio minha informação anterior.

Ilustrações de Leila Pugnaloni, capa de Solda, prefácio de Roberto Prado.

 

 

 

 


ATUALIDADE

Cooperativas: caminho para promover o bem-estar de todos

Mãos unidas para o bem estar de todos

“Estou ciente de que a cooperação cristã é o caminho certo, embora possa parecer economicamente lento, mais é o mais eficaz e seguro”

Vatican News | Aleteia

O Papa Francisco recebeu na manhã deste sábado (16/3), na Sala Paulo VI, no Vaticano, cerca de sete mil membros da Confederação das Cooperativas Italianas, por ocasião do seu centenário de instituição.

Em seu discurso, o Papa recordou o objetivo das Cooperativas Italianas, nestes cem anos de atividades, que não pode passar em silêncio:

“Eles representam um percurso, do qual somos gratos, de tudo o que conseguiram realizar, inspirados no grande apelo da encíclica “Rerum novarum” de Leão XIII. De maneira profética, este pontífice deu início à grande reflexão sobre a Doutrina Social da Igreja. A sua intuição nasceu da convicção de que o Evangelho não é apenas para uma parte de homens ou da sociedade, mas para toda a humanidade, para torná-la cada vez mais humana”.

A COOPERATIVA SATISFAZ AS NECESSIDADES SOCIAIS

A história das Cooperativas Italianas, disse o Papa, é preciosa porque levou a sério as palavras de Leão XIII, colocando em prática um compromisso sério e generoso que durou um século. A Doutrina Social da Igreja é um sinal de esperança porque não permaneceu uma palavra morta ou um discurso abstrato, mas se tornou vida, graças a homens e mulheres que a transformaram em gestos pessoais e sociais concretos, visíveis e úteis. E acrescentou:

“Seu modelo cooperativo, além de se inspirar na Doutrina Social da Igreja, corrige certas tendências típicas da sociedade e do estado, às vezes letais em relação às iniciativas privadas; detém a tentação do individualismo e do egoísmo típicos do liberalismo. Enquanto a empresa capitalista visa só o lucro, a cooperativa satisfaz as necessidades sociais”.

VENCER A SOLIDÃO

Por isso, o modelo de cooperativa social conjuga a lógica da empresa com a solidariedade, de modo a realizar a sua função profética e testemunho social à luz do Evangelho. Por outro lado, afirmou Francisco, a vantagem óbvia da cooperação é vencer a solidão, que transforma a vida do homem em inferno. Neste sentido, a cooperação torna concreta a esperança das pessoas, torna-se um modo de vida. E o Papa explicou:

“O milagre da cooperação é uma estratégia de equipe que abre uma brecha no muro de uma multidão indiferente, que exclui os mais fracos. As Cooperativas Italianas devem opor-se, como fizeram nestes cem anos de atividades, ao individualismo e promover o bem-estar de todos e não os interesses de poucos. Estou ciente de que a cooperação cristã é o caminho certo, embora possa parecer economicamente lento, mais é o mais eficaz e seguro.”

Enfim, em um mundo globalizado, Francisco pediu às Cooperativas Italianas a continuar em sintonia com o que a Doutrina Social da Igreja ensina sobre a centralidade da pessoa.

Concluindo seu pronunciamento, o Santo Padre recordou que “em um mundo global como o nosso, são, sobretudo, as mulheres que arcam com o peso da pobreza material, da exclusão social e cultural. O tema das mulheres, disse, deve voltar a ter um lugar prioritário nos projetos da esfera cooperativa”.

(Vatican News)


AÇÕES DE GOVERNO:

Estado e Itaipu devem atuar em parceria em projetos de infraestrutura

O governador recebeu nesta segunda-feira, no Palácio Iguaçu, o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, general Joaquim Silva e Luna. (Foto: Rodrigo Félix Leal / ANPr)

Assunto foi discutido entre o governador Carlos Massa Ratinho Junior e o diretor-geral brasileiro da usina, Joaquim Silva e Luna. Um destes projetos é o do corredor bioceânico ligando os portos de Paranaguá e Antofogasta, no Chile.

A Itaipu Binacional deve ser parceira do Governo do Estado na execução de projetos estruturantes para a infraestrutura do Paraná. O assunto foi discutido nesta segunda-feira (18), em encontro no Palácio Iguaçu entre o governador Carlos Massa Ratinho Junior e o diretor-geral brasileiro da usina, Joaquim Silva e Luna.

Um dos projetos que serão desenvolvidos pelo Estado e Itaipu já foi definido. É a segunda ponta entre Brasil e Paraguai, que será construída em Foz do Iguaçu com recursos da hidrelétrica e gestão do governo estadual. Outro assunto discutido foi o corredor bioceânico ligando os portos de Paranaguá e Antofagasta, no Chile. A ideia, de acordo com Ratinho Junior, é usar a influência da Itaipu para criar um ambiente político propício, junto com autoridades dos países vizinhos, para tirar do papel esse projeto.

No encontro também foram tratados de outros projetos estruturantes, como o novo traçado ferroviário até o Litoral e a modernização das rodovias estaduais. “Nossa produção agropecuária dobra a cada dez anos, mas tanto as rodovias quanto as ferrovias estão defasadas para escoar esses produtos”, afirmou o governador. “Queremos posicionar o Paraná como o maior produtor de alimentos do mundo. Para isso, precisamos vencer os desafios e modernizar os modais logísticos”, disse.

Ratinho Junior ressaltou que o governo está preparando um plano diretor da infraestrutura do Estado e vai destinar R$ 270 milhões para a elaboração de projetos executivos, necessários para a execução das obras. Além disso, também trabalha junto com o governo federal para ampliar a área de concessão rodoviária estadual, incluindo mais mil quilômetros de rodovias no Anel de Integração.