Morreu Maria Isaura, ignorada pela mídia e por governos

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Maria Isaura Pereira de Queiroz: sem chamar atenção

Se tivesse sido desportista, política ou artista do showbusiness, ou até mesmo uma “influenciadora” da Internet ou artista de TV, Maria Isaura Pereira de Queiroz, paulistana nascida em 1918, teria tido sua morte mancheteada país a fora. Nada disso aconteceu, nem a mídia tão pródiga ao mostrar os passamentos de artistas, nem governos tomaram conhecimento da morte da mestra.

Ela morreu no penúltimo dia do ano, na Capital paulista, pouco depois de completar 100 anos, sem sequer os dois jornalões de São Paulo registrassem sua morte.

Aliás, um deles simplesmente a colocou, sem qualquer referência à personagem invulgar da cultura brasileira, na coluna dos necrológios.

Passou por um defunto sem maior importância na vida do país.

COM BASTIDE

Dizer que Maria Isaura foi aluna e orientanda de Roger Bastide, por exemplo, só amplia as referências sobre essa socióloga brasileira, detentora de Prêmio Jabuti, que foi professor da USP, da Sorbonne, da Laval (Canadá) e outras tantas. Sua obra ampla volta-se muito aos estudos da sociologia do meio rural. Foi notável sua contribuição ao analisar fenômenos do messianismo brasileiro.

Um dos estudos mais importantes de Maria Isaura, tem tudo a ver com a realidade do Sul brasileiro: “A Guerra Santa no Brasil, Movimento Messiânico no Contestado”.

Foi pela leitura desse livro sobre o Contestado que me aproximei, nos anos 1980, da obra de Maria Isaura.

EM TRÊS CAMPOS

Conforme registra a biografia de Maria Isaura – descendente de paulistanos quatrocentões – a obra da socióloga abrange 3 campos principais:

Análises sobre a reforma e a revolução por meio dos movimentos religiosos, messiânicos e do mandonismo na política; os estudos rurais, com análise do campesinato brasileiro a partir da definição de grupos rústicos; e os estudos sobre a cultura brasileira, com destaque para as histórias de vida, relações de gênero e o carnaval.

PARA CONHECER

Suas maiores obras são: A Guerra Santa no Brasil: o movimento messiânico no Contestado (1957), O messianismo no Brasil e no Mundo (1965), Réforme et Révolution dans les société traditionnelles (1968), Os Cangaceiros: les bandits d’honneur brésiliens (1968), Images messianiques du Brésil (1972), O campesinato brasileiro (1973), O mandonismo local na vida política brasileira (1969; … e outros ensaios, 1976), Cultura, sociedade rural e sociedade urbana no Brasil (1978), Carnaval brasileiro: o vivido e o mito (1992), além de várias outras traduções para o Francês, Italiano e Espanhol.

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PRIMEIRA DEPUTADA

Nascida em São Paulo, filha de Maria Moraes Barros Pereira de Queiroz e Manoel Elpídio Pereira de Queiroz, teve seis irmãos. Foi sobrinha da primeira deputada federal da história do Brasil, eleita em 1934, Carlota Pereira de Queiroz. Incentivada desde pequena a estudar, seu pai e sua mãe a incentivaram a seguir carreira docente.

Cursou a escola primária e secundária no Instituto de Educação Caetano de Campos. Ingressou no curso de Ciências Sociais da Faculdade Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, em março de 1946, terminando a licenciatura em 1949. Ingressou no mestrado em Sociologia, Antropologia e Política pela Universidade de São Paulo, em 1951 e no doutorado em Sociologia pela École Pratique Des Hautes Études, VI Section, em 1959, com bolsa do governo francês.

NA ACADEMIA

Foi indicada como auxiliar de ensino da Cadeira de Sociologia I, na qual trabalhou no período de 1950 a 1955. Obteve equivalência do diploma francês em 1960, passando a Professora-Doutora na Faculdade Filosofia, Ciências e Letras. Foi elevada a professora adjunta em 1978, lecionando até 1982, quando se aposentou. Na França, lecionou na École des Hautes Études, nos anos de 1963 e 1964, no Institut des Hautes Études d`Amérique Latine, Universidade de Paris, de 1961 a 1970. Lecionou ainda na Université Laval, Québec, no Canadá, no 2° semestre de 1964; como Professeur Invité, em março de 1979, na Université des Mutants, de Dakar, no Senegal.


Premier de Israel e seus grandes dias brasileiros

Premier de Israel, Benjamin Netanyahu cumprimenta Bolsonaro (G1)

Goste-se ou não do premier de Israel, Benjamin Netanyahu, o fato é que ele foi astro de primeira grandeza nos cinco dias que esteve no Brasil.

Deu entrevistas sem maiores dificuldades, ao chegar para a festa no Itamaraty, foi à praia, no Rio, subiu ao Pão de Açúcar com a mulher, andou pela outrora cidade maravilhosa com desenvoltura, e fez reunião descontraída com lideranças cristãs. Com a presença, diga-se, do cardeal arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, que, teoricamente, é um dos “papáveis” na eventual sucessão do atual papa.

DISTINÇÃO

Na posse de Bolsonaro, não poderia ter contemplado com maior distinção: o presidente, no discurso no Congresso, foi taxativo, dizendo que o Brasil, agora, escolhe ser fiel à sua herança judaico-cristã. E recebeu abraço efusivo do novo presidente que, monoglota, sempre esteve, na hora de receber cumprimentos no Planalto, “coberto” por discretos intérpretes.

Um campeão mundial de grandes lances políticos, amado e odiado mundo afora, o premier repete: o Brasil vai montar embaixada em Jerusalém. “É questão só de quando”, diz.


Moro quer marco legal para a delação

(Jornal O GLOBO)

Sergio Moro

Ao assumir o comando do ministério da Justiça nesta quarta, o ex-juiz Sergio Moro, que foi o responsável pela Lava-Jato em Curitiba, anunciou que apresentará um projeto de lei ao Congresso Nacional para enfrentar pontos da legislação que dificultam o combate à corrupção e ao crime organizado. Entre as medidas que ele pretende aprovar com o apoio dos parlamentares estão a permissão para que policiais possam realizar operações disfarçados e o “plea bargain”, que possibilita que o Ministério Público negocie acordos de delação firmando benefícios relacionados à pena. Hoje a lei prevê o instituto da delação premiada, mas não há um marco legal claro de como os benefícios devem ser tratados.

— O brasileiro tem o direito de viver sem a sensação que está sendo roubado e enganado pelos seus representantes nas mais diferentes esferas de poder.

RESTRIÇÕES

Moro também reiterou medidas que pretende aprovar junto ao Congresso que já foram anunciadas por ele na transição de governo. Entre elas estão a restrição da progressão de pena para integrantes de organizações criminosas e a prisão após condenação em segunda instância. Quando falou sobre o tema destacou que “processo sem fim é justiça nenhuma”. O ministro não fixou uma meta, mas deixou claro que todos os esforços do ministério serão direcionados para reduzir as taxas de homicídios no Brasil.

— Não se combate à corrupção somente com investigação e condenações criminais eficazes. Elas não são suficientes. São necessárias políticas mais eficazes.

CASO BATTISTI

Sem mencionar diretamente Cesare Battisti, que está foragido desde que o ex-presidente Michel Temer determinou sua extradição, disse que pretende aprofundar os trabalhos do departamento de cooperação de ativos da Justiça com órgãos internacionais “para que o refúgio de criminosos no exterior seja cada vez mais arriscado”.

— O Brasil não será porte seguro para criminoso — destacou sem citar Battisti.


DOS LEITORES

Muito além do “Boas Festas”

Rogério Bonilha: sociólogo

Aroldo,

Eu já havia comprado envelopes, selos e folhas de papel de carta colorido. Verde com vermelho.

Achei que a caneta de tinta verde iria combinar bem, pois escrever em vermelho é exclusividade do Papai Noel.

Perto da livraria, uma agência dos Correios, memorizei, iria precisar.

Mensagem pronta, palavras de amor e carinho, e a caligrafia ensaiada, diria desde o Primeiro Grau.

A ÁRVORE

Do lado da agenda de endereços, uma revista veio a calhar, onde achei assim de primeira um desenho de árvore de Natal, bem facinho de copiar.

Ainda não havia decidido se o colocaria no final da mensagem ou no canto superior direito, quando lembrei que alguns endereços ainda estavam no computador.

No computador? Hummm. Por que não converter tudo para e-mail? Acho que dá no mesmo, pois não saberei mesmo se receberão ou não minha mensagem natalina.

Nunca respondem, não é mesmo?

No tempo do cartão, a gente enviava um e recebia outro de troco. Lembra?

Mandava um simples frente-e-verso e, saia justa, recebia um desdobrável, dourado, com presépio completo, musiquinha de Natal e tal.

No caso, tentava compensar mandando um complementar de Ano Novo, mais bonito. Competição. Agora, o cartão que vale mais é o de crédito = presentes.

OS CARTÕES

Sob o pinheirinho, natural, os cartões. Confesso que acrescentava alguns de outros anos, mas de tão bonitos ajudavam a compor a base.

Uma vez uma vela caiu e… perda total.

Tela à vista, sem vencer a tentação, procurei um fundo para o e-mail.

Agora a coisa ficou mais prática, sim, com motivos apropriados à data prontinhos para usar. Dei um olhar de despedida para a selarada e papelada.

Quanto à grafia, letras corridas existem, comparadas com os meus rabiscos verdes, muito mais bonitas e … verdes também.

Mas como é mesmo? O que faço para mandar e-mails em série? Todos ao mesmo tempo com o risco de esparramar spam?

Ou num moroso esforço de um por um? Mensagem massiva é crime? Viu nas eleições? Vou pra cadeia?

UM PING PONG

A decisão foi interrompida pelo ping do Whatsapp anunciando a primeira mensagem de Boas Festas. Era de um “amigo” oferecendo descontos de até 30%. Nossa, como o mundo evoluiu…

Vou evoluir junto. Simplificar. Entrar na onda de marcar, copiar, colar, pedir perdão pela pirataria, apor meu nome (Rogerio Bonilha), marcar com xis os amigos e…

vamos lá!

Feliz Natal para todos!!!

Pra você também, Aroldo. Veja o pinheirinho em… http://institutobonilha.blogspot.com/2018/12/carta-cartao-mensagem-ou-presente-de.html

NB: diretoria@bonilha.com.br <diretoria@bonilha.com.br>


V3COM assume comunicação da PUCPR

PUCPR-Portal de entrada Campus Curitiba

Agência curitibana, com expertise em construir histórias de valor na mídia espontânea, agrega sua linguagem contemporânea e força de engajamento digital à trajetória da instituição A V3COM assume neste mês os trabalhos de Assessoria de Imprensa da PUCPR. Mais do que reforçar o protagonismo da instituição em nível estadual e nacional, a proposta da agência é construir novas pontes para novos tempos, materializando conteúdos que realmente transmitam a essência do negócio da universidade. A agência atua com linguagem e estratégias contemporâneas de comunicação, a partir de uma equipe multidisciplinar formada por especialistas nas áreas de educação, conteúdo e processos de comunicação.

ENTRE AS MELHORES

De acordo com o ranking internacional Times Higher Education, a universidade está entre as melhores do Paraná e do Brasil. Nesse contexto, o plano de comunicação para 2019 será construído de forma colaborativa, com foco em construir resultados de valor em ‘earned’ media e marketing de influência baseado em relacionamentos digitais.

UM NOVO TOM

“O objetivo é dar um novo tom na comunicação da PUCPR, ampliando a reputação e visibilidade das iniciativas da marca “, afirma Ricardo Voigt, head de planejamento da V3Com. “Vamos contribuir com a equipe de comunicação da universidade para dar passos longos em tempo curto, unindo nossa visão e inteligência de mercado, para gerar ‘awareness’ a uma marca já consolidada”.

SOBRE A PUCPR

A PUCPR faz parte do Grupo Marista, que atua nas áreas da educação – da escola à universidade – saúde, comunicação e solidariedade. Fundada em 1959, é uma universidade católica privada sem fins lucrativos. Presente em quatro cidades no Estado do Paraná, possui 120 cursos de graduação, 150 cursos de Educação Continuada e 16 programas de Stricto Sensu que compreendem diversas áreas do conhecimento distribuídos em oito escolas.

SOBRE V3COM

A V3COM atua como uma consultoria de comunicação estratégica de marcas.

“Nosso propósito consiste em entender as necessidades de cada cliente, para executar ações de comunicação que conectem a marca com os públicos formadores de opinião, fortalecendo a reputação e gerando negócios”, afirma Ricardo Voigt, head de planejamento.


A CONFERIR: Pagamento de palestras globais

Está circulando nas redes sociais um rol de supostos documentos que atestariam absurdos pagamentos, pelo SENAC-RJ, de cachês a jornalistas globais (com atuação sobretudo na Globo News). A justificativa seriam suspeitas conferenciais – sem mencionar dias e locais, a pedido do Senac.

O grave: um dos jornalistas teria recebido em 2016 R$ 323.000,00 por palestras. Não ficaria em valor muito menor o cachê com que teria sido contemplada veterana analista política da TV.

Busco confirmação do anunciado e quero saber sobretudo quem fez o levantamento no SENAC-RJ.


Banho de mar para pessoas especiais

Cadeiras anfíbias projetadas especialmente para atender cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida estão disponíveis em praias de Matinhos, Guaratuba e Pontal do Paraná. Confira os endereços.

Projeto de Banho de Mar para cadeirantes (Foto: Divulgação/Sanepar)

(Por Agência de Notícias do Paraná – AEN)

Cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção podem tomar banho de mar no litoral paranaense, graças ao Projeto Praia Acessível, desenvolvido em parceria pela Sanepar e a Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social. Nas praias de Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná, estão disponíveis nove cadeiras anfíbias que possibilitam que pessoas com mobilidade reduzida entrem com segurança na água do mar.

Diego Chueire, de 36 anos, tem paralisia cerebral e gostou muito de entrar no mar com a cadeira anfíbia. Ele disse que a princípio teve medo, mas aos poucos foi se acostumando com a água batendo no corpo. “Pensei que estivesse fria, mas a água está boa. É muito bom”, disse.

Para a mãe dele, Valéria Chueire, o serviço é maravilhoso. “Não dá para entrar na água com a cadeira de rodas normal. Moramos em Curitiba. Vimos o serviço na televisão e meu marido viu a localização das cadeiras num jornal. É um serviço lindo que pode ajudar muita gente. É uma bênção”, afirma.

A funcionária pública Franciele Fontoura Ruth, que mora em Castro, deu nota 10 para o projeto. Ela é mãe de Pedro Augusto, de 12 anos, que já havia experimentado a cadeira anfíbia no verão do ano passado. “É muito bom. Só quem tem alguém na família com mobilidade reduzida sabe da importância”, afirma. Pedro nasceu com má-formação. “Quando ele era bebê, ele entrava no mar no meu colo, mas conforme vai crescendo, fica muito pesado. E ele tem o desejo de entrar no mar como qualquer outra criança”, diz.

NA PRÁTICA

As cadeiras anfíbias têm rodas especiais que permitem o deslocamento na areia e no mar. Elas possuem cinto de segurança regulável, encosto, assento, apoio cervical para a cabeça e apoio para os pés em tecido emborrachado, removível e lavável. Com capacidade para suportar até 120 quilos, são flutuantes e confeccionadas em material leve, resistente e inoxidável. Por serem mais altas, permitem que o usuário entre no mar em uma profundidade segura. Nas praias, uma equipe capacitada auxilia as pessoas em seu uso.

Recém-formado em Serviço Social no campus do Litoral da Universidade Federal do Paraná, Raul Campos de Lima Júnior é um dos atendentes do projeto durante a Operação Verão, que termina em 10 de março. Para ele, é muito gratificante atender pessoas com dificuldade de locomoção. “Embora seja serviço temporário, é uma oportunidade para conciliar o atendimento com a minha formação profissional. Estou ouvindo relatos incríveis de pessoas que ficam muito agradecidas por poder entrar no mar. Algumas entram pela primeira vez, outras estão há muitos anos sem ir ao mar.”


Governador nomeia novos secretários de Estado do Paraná

Ratinho Junior destacou que, com esta equipe, a missão é modernizar a máquina pública de modo que as decisões para melhorar a vida das pessoas possam ser tomadas de maneira mais ágil em todas as áreas, em especial naquelas relacionadas às necessidades básicas, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.

O governador com seu secretariado (Foto: Rodrigo Félix Leal)

(Por Agência de Notícias do Paraná – AEN)

O governador Carlos Massa Ratinho Júnior nomeou nesta terça-feira (1º) os novos secretários de Estado. Os termos de posse foram assinados no Palácio Iguaçu, em Curitiba, na solenidade de transmissão de cargo do Governo do Estado. Na cerimônia, Ratinho Júnior reforçou que a primeira decisão foi diminuir o número de pastas de 28 para 15. “Queremos mostrar na prática que é possível governar com menos secretarias, com maior eficiência e redução de custos”, afirmou.

Foram nomeados o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara; o chefe do Gabinete Militar da Governadoria, major Welby Pereira Sales; a procuradora-geral do Estado, Letícia Ferreira da Silva; o controlador-geral do Estado, Raul Siqueira; o secretário de Estado de Gestão Pública, Reinhold Stephanes; o secretário de Estado de Comunicação Social e Cultura, Hudson José; o secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, João Carlos Ortega; o secretário de Estado da Educação e Esporte, Renato Feder; o secretário de Estado de Segurança Pública, general Luiz Felipe Kraemer Carbonell; o secretário de Estado do Desenvolvimento Ambiental e Turismo, Márcio Nunes; o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex; o secretário de Estado da Saúde, Carlos Alberto Gebrin Preto (Beto Preto); o secretário de Estado da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost; e o secretário de Estado do Planejamento e Projetos Estruturantes, Valdemar Bernardo Jorge.

MISSÃO: MODERNIZAR

Ratinho Júnior também disse que, por meio desse time, a missão é modernizar a máquina pública de modo que as decisões para melhorar a vida das pessoas possam ser tomadas de maneira mais ágil. “O nosso compromisso é fazer com que o Paraná tenha velocidade na prestação de serviços em todas as áreas, em especial naquelas relacionadas às necessidades básicas e essenciais para fazer as pessoas felizes, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura”, relatou.

O chefe da Casa Civil, Guto Silva, afirmou que a população pode esperar muito trabalho, determinação e transparência da nova equipe. “Esse é o fio condutor do governo para que o Paraná seja de todos, sem exceções, privilégios, castas e hierarquias. Dessa forma, cada um pode se desenvolver com dignidade”, afirmou.


Sistema “S”: Sem furor messiânico

Escola do SESI e SESC em São José dos Pinhais

Não se pode simplesmente engolir o alarido com que novos donos do poder, muitas vezes citando o nome do novo presidente, vão anunciando o fim de certas realidades da vida brasileira.

O “decretado” fim do Sistema S – SESI, SENAI, SENAC, SESC, SEBRAE…- é um dos mais frequentemente proclamados.

Ninguém se dá ao trabalho, no entanto, de analisar a importância que hoje assumiram na educação de qualidade dos brasileiros as escolas bancadas pelo chamado Sistema S. Isso entre tantos valores que definem essas instituições, já bastariam para que se olhasse o assunto sem o furor messiânico notado nesses dias pós posse de Bolsonaro.


Governador exonera todos os cargos comissionados do Estado

Medida já havia sido anunciada antes mesmo da posse e visa adequar as contratações ao novo modelo administrativo adotado pelo Governo, que reduziu de 28 para 15 o número de secretarias estaduais.

Uma das primeiras medidas do novo governador foi a exoneração de comissionados (Foto: Jaelson Lucas/ANPr)

(Por Agência de Notícias do Paraná – AEN)

O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta quarta-feira (02) decreto que exonera todos os ocupantes de cargos comissionados do Poder Executivo. A decisão que já havia sido anunciada antes mesmo da posse é a primeira medida administrativa tomada pelo novo governo.

A ação visa atender o novo desenho da máquina pública, que conta agora com 15 secretarias ao invés das 28 que funcionavam anteriormente. Todas as contratações e reconduções serão adequadas ao modelo de gestão e definidas pelos novos secretários e dirigentes de órgãos públicos, de acordo com a orientação do governador de reduzir a máquina e privilegiar a eficiência.

FUNÇÕES GRATIFICADAS

Além dos comissionados, o decreto também exonera servidores públicos das funções gratificadas que ocupam e determina a dispensa dos ocupantes de cargos em comissão da Coordenação da Receita do Estado, membros das Diretorias Executivas da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Agência Paraná de Desenvolvimento, Paranacidade, Paranaeducação, Paranaprevidência, Paranaprojetos, Palcoparaná, Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná (Funeas), Fundação Araucária, E-Paraná Comunicação e Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). Permanecerão nos cargos apenas os atuais diretores das faculdades e universidades estaduais.

O texto determina, ainda, que todos os cargos em comissão e as funções gratificadas transferidas retornem aos órgãos de origem.

Atualmente, o Estado conta com 176.583 funcionários ativos. Deste total, 3.334 são comissionados.

O decreto já está em vigor.

NOMEAÇÕES

Para que cargos em comissão que foram liberados possam ser ocupados na sequência, o governo também editou decreto elencando os documentos que deverão ser apresentados pelos próximos nomeados. A lista inclui os documentos básicos de identificação e mais certidões fornecidas pela Justiça do Trabalho, Instituto de Identificação, Justiça Eleitoral, Justiça Federal, Polícia Federal e Secretaria da Fazenda, que podem ser emitidas pela internet.