A 23ª edição do Minas Trend, que abre dia 28 deste mês, propõe um olhar visionário sobre o próprio evento ao eleger o tema Agora e para Sempre, com  o objetivo de apontar novos caminhos e discutir a moda como vetor econômico, histórico e cultural. Para Ronaldo Fraga, diretor criativo da semana de moda promovida pela Federação das Indústrias de Minas Gerais, esse “trem”, cada vez mais inclusivo, democrático e tolerante, segue sua viagem até 2030.

“O evento para sobreviver, aliás, a moda para sobreviver, tem que ir além da roupa e, por isso, pensamos no Minas Trend para a próxima década. Em 2030, ao falarmos da 23ª edição, veremos que fizemos história e trilhamos caminhos onde ninguém antes havia pisado”, antevê o estilista, lembrando que o setor, apesar de ainda bastante importante para o PIB, já foi o segundo empregador do país, posição da qual vem se distanciando a cada ano.

O tema Agora e para Sempre pretende estabelecer diálogo com a inclusão e a diversidade, para assim falar de criação. “Temos que abrir mão da imagem anglo-saxônica recorrente nos eventos até agora. Precisamos incluir, olhar para o Brasil, olhar para a gente”.

Esse pensamento se estabelece na linguagem visual da 23ª edição: as tatuagens corporais são a principal referência gráfica, ocupando os corpos como uma roupa imaginária. “A partir do traço que marca a pele, defendemos aquilo que fica para sempre e nos apresenta para o mundo através das marcas que podem ser tatuagens, rugas, curvas do corpo e, claro, as suas roupas”. E pondera: “Passados dez anos, você não vai lembrar quanto lucrou neste ano, mas se você deixou marcas, se você fez parte de um processo de transformação e então sentirá orgulho de ter feito parte dessa história”.

Flávio Roscoe, presidente da FIEMG, observa que a moda é um setor de fundamental importância para a sociedade e para a economia do Estado – ”mexe com a autoestima das pessoas, além de ter a capacidade de transformar e levar as pessoas ao sonho”.