A falta de mão-de-obra no setor de mineração está levando empresas do mundo inteiro a cobiçar funcionários das rivais, que já enfrentam dificuldades para preencher os milhares de cargos

A falta de mão-de-obra no setor de mineração está levando empresas do mundo inteiro a cobiçar funcionários das rivais, que já enfrentam dificuldades para preencher os milhares de cargos espalhados pelas suas atividades globais.
No caso da Vale, maior produtora mundial de minério de ferro, não é diferente. Segundo o diretor Financeiro da empresa, Fábio Barbosa, o assédio pode vir por meio de anúncios em inglês na região de Carajás, no Pará, oferecendo oportunidades na Austrália -onde estão as rivais BHP e Rio Tinto – ou via "sedução" por um cargo mais alto em outra companhia.
"O chefe das nossas operações de níquel no Canadá, o Mark Cutifani, foi convidado para posição de mais relevo", deu como exemplo Barbosa, referindo-se ao novo presidente da sul-africana Anglo Gold, empossado no final do ano passado. Barbosa informou que apenas este ano a Vale vai contratar 7 mil empregados.