Mídias tradicionais poderão ser ‘rifadas’ por Bolsonaro

544

Cláudio Loureiro: em defesa da mídia tradicional

O eleito vice-presidente general Mourão desancou a área de publicidade oficial. Disse que nela há desperdícios de recursos oficiais, e que tudo tem que mudar. De olho, quem sabe, na chamada mídia digital.

Nessa reclamação o vice foi acompanhado pelo deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MT), futuro ministro da Saúde, que acha que o investimento nas mídias tradicionais tem mesmo de ser checado. E que os contratos de agencias com o Governo, em princípio, todos estão errados… Citou casos do RS, SP e Brasília.

Futuro ministro Luiz Henrique Mandetta

O general e o futuro ministro têm de considerar que a chamada mídia tradicional, contemplando rádio e televisão, é ainda o forte da comunicação com a grande massa de brasileiros que vive em centros não participantes das redes sociais.

De certa forma, como inteligentemente me explicou semanas atrás o publicitário Cláudio Loureiro, da Heads Propaganda, de Curitiba, há que se recordar que foi a ampla exposição de Jair Bolsonaro com o ataque a facadas sofrido em Juiz de Fora que o hoje presidente ganhou ampla e irrestrita cobertura da TV e rádio do país.

As mídias tradicionais não têm como ser substituídas pelos twitter e assemelhados. Haja vista a leitura de avaliações e pesquisas de audiência da televisão e do rádio brasileiros feitas por institutos insuspeitos, como o IBOPE.

 


Cida fará amplo relato da boa herança que deixará

Palácio Iguaçu

Cida Borghetti, ao deixar o Governo, fará bem mais do que um discurso formal, de despedida e saudação ao seu substituto. Dizem assessores da governadora que até mesmo eles estão impressionados com o quanto a governadora fez – e se movimentou pelo Estado todo – em sete meses de administração.


“Tudo pelo IR”, ordem de Pedro de Paula Filho

Pedro de Paula Filho: discrição e trabalho; Sheila Meneghette: explica como ajudar

O empresário Pedro de Paula Filho, uma das expressivas personalidades da vida empresarial curitibana, discreto como só ele, coloca seu tempo e talento no grande projeto social que é a Associação de Amigos do Hospital de Clínicas da UFPR, que preside.

Quem tentar alongar conversar sobre outro tema com Pedro de Paula, nestes dias, pode se frustrar: ele só pensa na campanha que pede que pessoas físicas e jurídicas façam da Associação beneficiária do IR de 2018.

Dica: quem quiser apoiar a importantíssima instituição, fale com Sheila Meneghette, 41 – 988 08 44 26, que cuida de captações na Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas.

 

 


Requião Filho condena programa de parcerias

(Da assessoria de imprensa do deputado estadual Requião Filho)

Deputado Requião Filho: exame atento do Projeto de Lei

“Deputado Estadual Requião Filho assinou com deputados de oposição, na manhã desta terça-feira (18), um total de 24 emendas ao Projeto de Lei 586/2018, encaminhado na última semana em regime de urgência pelo Executivo Estadual, em nome do governador eleito Ratinho Jr.

NOVAS NORMAS

O projeto cria o Programa de Parcerias do Paraná – o PAR, que estabelece normas para desestatização e contratos de parceria com a iniciativa privada, com intervenção mínima do Estado. Também altera a Lei Estadual 17.046/2012 que dispõe sobre normas para licitações e contratos de parcerias público-privadas. Entretanto, normas importantes para assegurar o controle do poder público seriam deixadas de lado.

TRIBUNAL DE CONTAS

“Ao invés de proteger o poder público e a população, esse projeto beneficia a iniciativa privada e abre mão de qualquer controle de fiscalização por parte do Tribunal de Contas, das agências reguladoras e da Assembleia Legislativa. Abre a possibilidade de a iniciativa privada prestar todo e qualquer serviço público sem que haja controle da qualidade, ou dos valores cobrados, à população. Um projeto que chega a Casa às pressas, no apagar das luzes deste mandato, de uma maneira bastante equivocada e precipitada, sem tempo para o debate e a análise cuidadosa dos parlamentares”, critica Requião Filho.

FISCALIZAÇÃO

O Deputado alerta para o sigilo de dados e informações a respeito do andamento das obras realizadas pelas empresas, garantido nas entrelinhas do PL 586 sem qualquer transparência. “Não há controle de gastos”, previne Requião Filho, que chama atenção ainda para a possibilidade do Estado terceirizar a fiscalização.

“TOTAL INVERSÃO”

“É deixar o Estado em risco e nas mãos de terceiros, com uma obra com custo inicial determinado e, ao final, este ser multiplicado infinitamente sem qualquer controle ou conhecimento da sociedade. É uma total inversão da ordem jurídica administrativa, pois o projeto tem como norte a intervenção mínima do Estado nos negócios público-privados”.

PODER DE POLÍCIA

Um dos artigos a serem suprimidos também com as emendas da oposição é a autorização para parcerias público-privadas na Segurança Pública. Além da construção de novos presídios pela iniciativa privada, o projeto permite a administração e o poder de polícia por parte destas empresas, um serviço estatal considerado essencial e indelegável!


Investidor agora está buscando ensino fundamental e médio

Esther Cristina Pereira: resistência

De acordo com a presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR), Esther Cristina Pereira, a aquisição de instituições de ensino superior por grandes grupos econômicos cresceu nos últimos anos e, agora, eles focam nas instituições de ensino fundamental e médio. Este movimento já está acontecendo em diversos estados – inclusive no Paraná – e pode se intensificar nos próximos anos. “No Superior percebemos algumas mudanças com estas aquisições como o crescimento bem intenso dos cursos EAD. Vamos ver como ficará o cenário para o fundamental e médio”, diz.

ESCOLAS RESISTEM

Segundo Esther Cristina, os pais costumam pedir uma proximidade maior com a escola quando os filhos/alunos são mais novos. “A partir destas aquisições vamos acompanhar o mercado e se haverá mudanças na forma de educar”.

Ela comenta que no Paraná algumas instituições ainda estão resistindo a oferta desses grandes grupos, mesmo diante da procura.

(entrevista a André Nunes)


OPINIÃO DE VALOR

Cenário Brasil e Chile

René Berardi (*)

“Padrões modernos e de alto nível” é a avaliação do novo Acordo de Livre Comércio assinado entre Brasil e o Chile, o qual contempla o que já está estabelecido no contrato entre o Chile e o Mercosul e visa facilitar o comércio entre os dois países. “Este é o resultado de uma convergência natural que existe entre os nossos governos”, disse o presidente brasileiro Michel Temer, na assinatura do acordo em Santiago. O destaque foi a rapidez de obter o acordo, em menos de seis meses. Por outra parte, o presidente chileno Sebastián Piñera comentou que “este é um acordo que vai além do estritamente econômico”, pois busca trazer e integrar nossos países do ponto de vista da cultura, colaboração política, solução e enfrentamento de problemas”.

LIVRE COMÉRCIO

O Acordo de Livre Comércio aborda questões relacionadas a telecomunicações, comércio eletrônico, serviços, meio ambiente, emprego e gênero, defesa, bem como cooperação econômica. O tratado beneficiará empresas chilenas de pequeno e médio porte que possam participar de licitações públicas no Brasil em igualdade de condições com fornecedores locais. Além disso, será facilitada a operação de provedores de serviços e produtos digitais chilenos no comércio eletrônico bilateral no Brasil.

Nas telecomunicações, as tarifas de roaming serão eliminadas após dois anos do tratado.

CIBERSEGURANÇA

O acordo incorpora novos capítulos sobre o progresso da tecnologia, cibersegurança, cooperação, incluindo a ligação entre o Oceano Atlântico com o Oceano Pacífico, desde Puerto Murtinho no Mato Grosso do Sul, passando pelo Paraguai e Argentina, até os portos do norte do Chile. O Brasil é o principal parceiro comercial do Chile, com um comércio que supera US$ 11 bilhões e também o principal destino para investimentos chilenos no exterior, com mais de US$ 31 bilhões.

EM CRESCIMENTO

Entre janeiro e agosto de 2018, o intercâmbio comercial cresceu 21%, totalizando US$ 6.808 milhões. O acordo negociado será um grande apoio para as Pequenas e Médias Empresas, PME, chilenas, pela proximidade cultural e geográfica com o grande mercado do Brasil. No entanto, estas empresas também devem prestar atenção às novas políticas de abertura e maior competitividade econômica que serão promovidas pelo novo governo, o qual pode ser uma barreira para a entrada no mercado brasileiro para as PMEs chilenas.

PEQUENAS EMPRESAS

Outros capítulos do novo acordo considera a “facilitação do comércio”; “comércio eletrônico”; “política de concorrência”; “entrada temporária de pessoas”; “boas práticas de regulamentação”; “cooperação econômica comercial” e “micro, pequenas e médias empresas”. Na área de compras públicas, será possível que os fornecedores de PMEs chilenas participem de licitações no Brasil com a mesma proteção e tratamento que uma empresa brasileira.

FLUXO DE INFORMAÇÃO

Em relação ao e-commerce, poderão se beneficiar muito as PMEs, pois vai permitir regras que estabelecem o livre fluxo de informações e a proibição de exigir localização de servidores, bem como o reconhecimento de assinaturas eletrônicas emitidas pelos dois países, de acordo com suas leis nacionais, o que irá gerar uma redução significativa nos custos operacionais. Na área de produtos orgânicos, foi assinado um memorando de entendimento, conhecido como MOU, Memorando da Compreensão com o Brasil, no qual as semelhanças e analogias entre sistemas de certificação para orgânico em ambos os países, permitindo a livre comercialização dos produtos chilenos e brasileiros, ou seja, os produtos orgânicos que atendem os regulamentos chilenos podem entrar no Brasil, assim como os produtos brasileiros podem entrar no Chile com selo orgânico chileno.

FUTUROS TRATADOS

Como podemos observar, o Tratado de Livre Comércio assinado é muito amplo e permite a ampliação do comércio entre Brasil e Chile, assim como vai incrementar o investimento externo entre os dois países. Pode ser considerado como um exemplo de futuros tratados que o Brasil vai desenvolver com intensidade com múltiplos países, dentro da estratégia ‘’guarda-chuva’’ de uma economia de princípios liberais de novo governo.

Este processo poderá ser replicado com países fora do âmbito do Mercosul como Estados Unidos e Israel, no qual serão negociadas cláusulas de natureza econômica, segurança, comércio eletrônico, dentre outras.

EXPERIÊNCIA LIBERAL

Professor René Berardi

Não devemos esquecer que o acordo assinado entre o Chile e o Brasil pode ser analisado como o início de outras ações estratégicas visando a implantação de políticas econômicas liberais que foram sucesso no Chile e que poderiam ser readequados para o Brasil. Acredito ser importante começar a ficar ‘’por dentro’’ destas experiências econômicas chilenas, tanto nas políticas macroeconômicas como microeconômicas, como forma de desenhar futuros cenários para o Brasil. Da mesma forma, o conteúdo liberal do novo governo também será expressado na Política Externa, na qual a negociação de amplos acordos comerciais de livre comércio serão sinalizadores de novas formas do posicionamento geopolítico do Brasil no cenário global.

(*) René Berardi é doutor em Sociologia e professor do ISAE Escola de Negócios.

 

 

 


Igualdade de gênero no trabalho levará mais de 200 anos, diz estudo

Fórum Econômico Mundial alerta para declínio de participação feminina na política e acesso desigual à saúde e à educação. Brasil registra em 2018 retrocesso significativo.

Nenhum país eliminou a diferença salarial e no mundo impera uma média de quase 51% na discrepância dos ordenados

Redação Deutsche Welle

A igualdade de gênero em locais de trabalho em todo o mundo levará séculos para ser alcançada, segundo um relatório do Fórum Econômico Mundial (FEM) divulgado nesta terça-feira (18/12). O texto alerta também para o declínio da participação feminina na política, além do acesso desigual à saúde e à educação.

O relatório estima que a lacuna global entre os gêneros em várias áreas não se fechará por mais 108 anos e que serão necessários mais de 200 anos para eliminar as diferenças no local de trabalho.

Segundo o estudo, houve algumas melhorias na equiparação salarial em 2018 em comparação com 2017, mas este progresso foi compensado pelo declínio da representação das mulheres na política, acoplado com uma maior desigualdade no acesso aos serviços de saúde e educação.

ESTAGNAÇÃO

“O quadro geral é que a igualdade de gênero estagnou”, diz Saadia Zahidi, chefe de agendas sociais e econômicas do Fórum Econômico Mundial. “O futuro do nosso mercado de trabalho pode não ser tão igualitário quanto à trajetória em que pensávamos estar.”

Os países nórdicos lideram o ranking. A sociedade com mais igualdade de gênero do mundo é a da Islândia, seguida por Noruega, Suécia e Finlândia. Do outro lado, Síria, Iraque, Paquistão e o último colocado Iêmen mostraram as maiores discrepâncias gerais de gênero.

Entre as 20 principais economias do mundo, a França obteve o melhor resultado e ocupou a 12ª colocação geral, seguida por Alemanha (14ª), Reino Unido (15ª), Canadá (16ª) e África do Sul (19ª). Os EUA caíram para a 51ª posição geral, com o FEM dando destaque a uma recente queda na paridade de gênero em cargos de nível ministerial.

BRASIL

O Brasil ocupou a 95ª colocação, abaixo de Senegal e Camboja e acima de Libéria e Azerbaijão. Na América Latina, o Brasil ficou à frente somente de Paraguai, Guatemala e Belize. Segundo o relatório, o Brasil notou em 2018 uma reversão significativa no progresso em direção à igualdade de gênero – com a maior lacuna registrada desde 2011, em grande parte devido às subcategorias de participação econômica e de oportunidade. Por outro lado, o estudo não menciona desigualdades nas categorias de saúde e educação.

O FEM utilizou dados de instituições como a Organização Internacional do Trabalho, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e a Organização Mundial da Saúde. O relatório conclui que nenhum país ainda eliminou a diferença salarial: a média global é de 51% de diferença salarial.

MULHERES SOFREM RECUO

Após anos de avanços em educação, saúde e representação política, as mulheres sofreram recuos nas três áreas neste ano. O único setor de melhoria foi registrado no de oportunidade econômica. Além disso, o FEM destaca que o número de mulheres em cargos de liderança subiu 34% em todo o mundo.

Em 2018, menos mulheres trabalhavam do que homens, e a principal razão para a discrepância foi a falta de opções de cuidados infantis. Isso mantém as mulheres longe de empregos ou de avançar para funções de liderança, de acordo com o estudo.

FALTA ASSISTÊNCIA INFANTIL

“A maioria das economias ainda não avançou muito no fornecimento de melhor infraestrutura para a assistência infantil”, diz Zahidi. “Isso continua sendo uma grande razão por que as mulheres não entram no mercado de trabalho ou não conseguem progredir tanto quanto deveriam ou poderiam.”

O ano de 2017 registrou apenas 17 mulheres chefes de Estado ou de governo. Apenas 18% dos cargos ministeriais e 24% dos cargos parlamentares no mundo estavam ocupadas por mulheres.

Outro fator importante que tem mantido as mulheres fora do mercado de trabalho seria a automação, segundo o estudo. O FEM sugere que nos trabalhos tradicionalmente realizados por mulheres, como administração, atendimento ao cliente e telemarketing, a automação tem tido um impacto desproporcional.


Parceria entre Estado e BID gera R$ 906 milhões em investimentos

Apenas em 2018, foram contratados R$ 287 milhões em investimentos por meio do Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de Transportes do Paraná. O montante se refere a 31,7% do total previsto no convênio. Já são quatro obras contratadas e duas licitações programadas para o próximo ano.

O Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de Transportes do Paraná contratou R$ 287 milhões no BID para estradas no Paraná. (Foto: Jorge Woll/DER)

Agência Estadual de Notícias

A parceria entre o Governo do Estado e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) já resultou na contratação de R$ 287 milhões em investimentos, em 2018, por meio do Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de Transportes do Paraná. O montante se refere a 31,7% do total de R$ 906 milhões previstos no convênio. A assinatura do contrato com o banco, que possibilita pleitear os financiamentos, foi firmada há um ano.

Os valores, que serão liberados ao longo de cinco anos, estão direcionados para obras, projetos e estudos que já estão mudando a realidade das pessoas em várias regiões do Estado. “A população do Paraná pode ficar tranquila que todas as obras com a chancela do BID estão garantidas. É mais um compromisso do nosso governo que está sendo cumprido”, afirma a governadora Cida Borghetti.

ANO POSITIVO

Muitas melhorias aguardadas há décadas pela população estão saindo do papel. “Os recursos financeiros estão assegurados e muitas obras já estão acontecendo. A pavimentação da PR-364, que liga Irati a São Mateus do Sul, é uma delas. É um sonho da população que se concretiza após uma espera de mais 50 anos”, destaca o secretário de Infraestrutura e Logística, Abelardo Lupion.

Segundo o engenheiro do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) Glauco Lobo, coordenador do programa, o trabalho está apenas no início. “Este ano foi positivo, mas ainda temos muito a realizar, concluindo as obras em andamento e destinando mais de R$ 560 milhões em investimentos. Além da obra de implantação do contorno de Wenceslau Braz, estudos e projetos deverão ser licitados já no início de 2019”, comenta.

OBRAS

Mais de 85% dos recursos serão aplicados em um amplo programa de obras de infraestrutura, incluindo a pavimentação de estradas em municípios que ainda não têm ligação asfáltica com rodovias estaduais, como a PR-239, na região Central do Paraná, e a PR-912, no Sudoeste, que ligarão Coronel Domingos Soares e Mato Rico à malha rodoviária estadual pavimentada.

FUTUROS INVESTIMENTOS

Para o próximo ano estão previstas contratações de outras obras e projetos com financiamento do BID. Entre elas, a implantação do Contorno de Wenceslau Braz, além da contratação do projeto executivo para ampliação de capacidade e duplicação da PR-151, na ligação entre Ponta Grossa e Palmeira.