Metry: O cientista que o Paraná perdeu

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Metry Bacila: homem de ciência nos primórdios do IBPT

Metry Bacila, como um dos mais importantes cientistas paranaenses ,é nome internacional na área de biologia, principalmente pelas pesquisas que redundaram no “interferon”, substância com várias aplicações terapêuticas.

Com seu prestígio muito fez pela Universidade Federal do Paraná, atuando como “ponte” entre a instituição onde lecionou por décadas e instituições de pesquisa do Exterior.

Assim, vários convênios importantes chegaram a ser estabelecidos graças à sua intercessão.

Mas nunca deixou de ser homem humilde, com ar interiorano, roupas folgadas e jeito pacato.

CINEMA, LITERATURA

Fora da área científica, era homem de cultura geral invejável, sempre interessado em cinema, teatro e literatura. Fascinado pelo mar, foi um dos propulsores da estação de pesquisa da UFPR em Pontal do Sul.  Integrante da comissão brasileira do projeto Antártica, esteve varias vezes no Polo Sul, participando de expedições científicas e orientando  pesquisas na área da biologia. A Estação Antártica Comandante Ferraz, na Ilha do Rei Jorge, lamentavelmente destruída por recente incêndio, era sua velha conhecida. Relatou no livro “Cartas da Antártica” (edição da UFPR) suas primeiras experiências no Programa Antártico Brasileiro – PROANTAR.

MEMÓRIA BAMERINDUS

Em importante depoimento gravado, nos 1990,  para o projeto Memória Histórica do Paraná (patrocinado pelo extinto Bamerindus, graças à lucidez de Belmiro Castor) deixou depoimento sobre sua vida e carreira de cientista, desde os anos 30. Médico da turma de 1946 da Universidade Federal do Paraná, Metry Bacila, paranaense de Palmeiras, fez sua tese de doutoramento sobre o fator RH em Curitiba, em trabalho pioneiro.

FUNDAÇÃO DO IBPT

Estagiando em Rosário e Buenos Aires, foi depois um dos jovens cientistas que participou de  equipe liderada pelo professor Marcos Enrietti no IBPT,  Instituto de Biologia e Pesquisas Tecnológicas (hoje TECPAR), que, apoiada pelo então interventor Manoel Ribas, foi o núcleo em que se desenvolveram grandes trabalhos na área científica e tecnológica.

NO INÍCIO DA SBPC

Participante da primeira reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Campinas, 1948, Bacila foi um dos responsáveis pela realização do segundo encontro em Curitiba, no ano seguinte “o que foi um prestigiamento ao trabalho científico que estávamos aqui desenvolvendo”. Assim como o interventor Manoel Ribas deu condições à implantação do IBPT – no início, voltado basicamente para a área zoo-técnica – o governador Moisés Lupion também entendeu a importância do fortalecimento daquele organismo, numa época em que as pesquisas científicas no Brasil ainda se desenvolviamem poucos Estados.

NÃO PAROU DE ENSINAR

Professor catedrático tanto na Universidade do Paraná como na USP – onde trabalhou por mais de 17 anos, autor de 10 livros e cerca de 400 trabalhos científicos, o professor Bacila nunca se “aposentou”. Continuou durante anos a prestar consultoria ao Centro de Biologia Marítima (hoje de Estudos do Mar), atuando também na pós-graduação em ciências veterinárias, até que a saúde o impossibilitou de continuar nessa trajetória. Um grande cientista e um grande homem, sem dúvida.

A triste notícia me foi comunicada ontem cedo pela professora emérita da UFPR, também da área de Veterinária, Clotilde Branco Germiniani. Metry e Clotilde também partilhavam da Academia Paranaense de Letras, como acadêmicos.



AMPLIANDO A VOZ

O Portal Aqui Brasil é a minha recomendação ao leitor. Tanto pela qualidade do material jornalístico que está apresentando, quanto por levar  a links importantes. Esta  coluna está no Portal Aqui Brasil. Grato.

http://portalaquibrasil-host.com/noticias/vernoticia/1158

18,5 MILHÕES DE GATOS

Segundo dados da Anfalpet (Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos para Animais de Estimação), há cada vez mais felinos no Brasil. A população de gatos em 2010 era de 18,5 milhões, ante17 miem 2009.

CARTAS


PRÊMIO DINO ALMEIDA

Da jornalista Dinah Pinheiro, velha amiga:

Dinah Pinheiro: livro da Ifigênia

“ Aroldo, Encaminho convite para entrega do prêmio “Colunista Dino Almeida” que a Câmara de vereadores concede todos os anos a profissionais da nossa área.
A Julieta Reis, é a minha “madrinha” neste evento. Me senti prestigiada, afinal a vereadora é uma pessoa que entende da cultura local e fomos colegas nas décadas de 70 – 80 na Fundação Cultural de Curitiba.

Ademais ela é uma das pessoas que apóia vigorosamente o trabalho da Efigênia Rolim, a nossa querida rainha do papel de bala, minha biografada, reconhecida nacionalmente. (Ifigênia recebeu a medalha do mérito cultural do Ministério da Cultura, em 2008, entregue no teatro Municipal do Rio de janeiro).

A propósito o lançamento do livro será, em dezembro no MON. Estou mergulhada na escrita do livro e quase não tenho arredado o pé de casa, mas não faltarei ao lançamento do teu livro, no dia 15, no Solar do Rosário. Ah! outra informação, a Eunice e o Pierluigi voltaram a morarem Curitiba. Grandeabraço, Dinah”, Curitiba

“LÍRIO DO BREJO”

Do assíduo leitor/colaborador Henrique Paulo Schmidlin:

“Caro Haygert: fantástica reportagem sobre a questão dos incentivos para cultura vía municipal.No caso Ghignone, tenho uma dúvida quando o neto que reside no norte, ao se referir a abundância do “rami”. A mim me parece  que, na realidade, deveria ser o ‘lirio do brejo’? Abs.Vita”, Curitiba.

CUMPRIMENTOS

“Olá Aroldo, em primeiro lugar quero parabenizá-lo não só por ter muitos leitores, mas especialmente porque seus leitores também sentem admiração por você.

Isso é um grande conquista para qualquer pessoa dedicada às letras.

Aroldo, terça-feira, 08 de maio, lançarei um livro e seria uma honra receber atenção de sua coluna. Muito obrigada, Isabel Furini”, Curitiba

Bento Garcia Junior: leitor valioso

AGRADECENDO

Do cirurgião dentista Bento Garcia Junior, alguém que conhece  bem Curitiba e sua gente, registro:

“Querido Prof. Aroldo, Muitíssimo obrigado pelas mensagens/colunas que me  envia.

Grande abraço, Bento”.

PADRÃO INTERNACIONAL NO MON

Alguém tem dúvidas que com Teca Sandrini o Museu Oscar Niemeyer ganhou nova dimensão? E que hoje ele pode ser comparado a museus de importância internacional, tanto pelo acervo permanente quanto pelas mostras que apresenta? E que dizer dos serviços que oferece, como visitas monitoradas por gente que é do metier?

A VARIEDADE

De recente noticiário do MON, pincei o seguinte:“Além das oito mostras em cartaz, o Museu Oscar Niemeyer leva ao público oficinas de construção de pipas e apresentações de dança e música.Oficinas no Setor de Ação Educativa, danças performativas, apresentação musical, visitação guiada e oito exposições em cartaz são as atrações do Museu Oscar Niemeyer neste domingo, 6 de maio, ocasião em que o ingresso é gratuito. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria até às 17h30.

GUIADA

Ainda no domingo:  Entre às 14h e 16h30, serão realizadas quatro apresentações de danças, todas com curadoria de Rosemeri Rocha. Às 14 horas, haverá performances em diálogo com a projeção de vídeos na Sala 7, no primeiro andar. A partir das 15 horas, ocorrem também ações performativas em frente à Sala 7. Já às 16 horas, as atividades são no estacionamento do MON, a céu aberto. E às 16h30 é a vez de improvisos de dança no chão de vidro, no vão livre.

POTY DE TODOS

A arte-educadora Telma Richter vai conduzir duas visitas mediadas, às 11 horas e às 15h30, à exposição “Poty, de todos nós”. O Grupo Chorudito apresenta o seu repertório instrumental no primeiro andar, a partir das 14h15. Há a opção de conferir mostras em cartaz, entre as quais “1911-2011 Arte brasileira e depois, na Coleção Itaú”, “A arquitetura de Lelé: fábrica e invenção”, “Sérgio Camargo: Percurso escultórico”, “Jorge Zalszupin: Arquitetura, design e reedição”, “Antanas Sutkus: um olhar livre”, “Os Caprichos”, de Goya e “Mulheres no Acervo MON”.

CORVOS DE VAN GOGH

Teca Sandrini: um museu vivo

Dia 8, terça-feira,, 19 horas, no SESC Água Verde, Av. República Argentina, 944, no evento “Van Gogh, olhares infinititos” será lançado o livro de poemas “Os Corvos de Van Gogh” da escritora e poeta premiada Isabel Furini e a exposição de artes plásticas dos artistas Ana Lucia Procopiak, Ângelo Hasse, Carlos Zemek, Cláudia de Lara, J. Bonatto, JD.Chardulo, Mari Inês PIekas, Sandra Hiromoto, e esculturas de Zardo. Curadoria: Márcia Széliga. A entrada é franca.

O objetivo é fazer uma releitura da obra de Van Gogh com diferentes olhares artísticos: Poesia, Escultura e Artes plásticas. A proposta é reunir pessoas com olhares diferentes, mas todos apaixonados pela obra do grande mestre Van Gogh. Cada artista teve a liberdade de expressar a sua visão. O resultado são telas muito diferentes, e muito criativos.

CAMPAGNOLO VÊ GARGALOS NA LAPA

Edson  Campagnolo, presidente da FIEP,  costuma dizer  que conhecer o dia a dia das indústrias paranaenses é fundamental para pautar o trabalho da Federação.

Ele afirma que, a cada visita que faz,  ficam mais claras as dificuldades encontradas pelo setor industrial brasileiro, que precisa superar inúmeras deficiências para manter a produção. “Com essas visitas, percebemos na prática os efeitos do processo de desindustrialização que o país vem atravessando”, disse.

Edson Campagnolo: desindustrtialização, de fato

COM FURIATI

É dentro desse espírito que Campagnolo visitou na quarta-feira (2) o município da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba.

Campagnolo conheceu as instalações de três indústrias da cidade e se reuniu também com o prefeito Paulo Furiati.

Os compromissos fazem parte de uma programação de visitas institucionais que o presidente da Fiep vem fazendo em todas as regiões do Estado desde o início deste ano.

FALTAM TRABALHADORES

Na Lapa, a primeira visita a indústrias foi à unidade de Seara. Instalada no município há 36 anos pela empresa Da Granja, a fábrica foi adquirida pela Seara há 3 anos.

Atualmente, conta com 2.350 funcionários, abate 175 mil frangos por dia e produz 900 toneladas de congelados por mês. Do total da produção, 35% são voltados para o mercado interno, 35% exportados para a Europa e 30% destinados a outros países.

Durante a visita, representantes da empresa falaram sobre as dificuldades para a contratação de mão de obra qualificada, apontando a necessidade de investimentos em automação.

DIAGNÓSTICO

O Sistema Fiep, por meio das unidades do Senai instaladas na região, fará um diagnóstico da situação da empresa a fim de propor soluções para o problema. Além disso, a empresa mostrou interesse em implantar o Cartão Sesi, pelo qual os funcionários têm acesso a atendimento odontológico, e também realizar um diagnóstico de saúde e segurança dos trabalhadores.

A BOSCH

Em seguida, Edson Campagnolo visitou a unidade de metalurgia industrial da Bosch, também instalada na Lapa. A empresa fabrica entre 400 e 500 toneladas por mês de equipamentos de grande porte para caldeiraria. A maior parte da produção – cerca de 90% – é destinada ao mercado interno, atendendo indústrias de setores como papel e celulose, alimentos, química e petroquímica e saneamento. Os 10% restantes são exportados, principalmente para países do Mercosul.Encerrando a programação, o presidente da Fiep visitou as instalações da Potencial Biodiesel, empresa que deve começar a operar no município em até três meses.