Magno Malta passou de braço direito, de homem das orações, de amigo de fé e irmão camarada a uma possível pedra no sapato de Jair Bolsonaro. Antes que a gritaria contra seu nome começasse, foi descartado.

O fato de ter emplacado sua assessora, Damares Alves, como ministra Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos não lhe serve de consolo, mas a ele ainda está prometida “outra função”, segundo as palavras do seu capitão.

Malta tentou bancar o espertalhão, mas foi ‘desmascarado’, se transformou em enganador. Bolsonaro não gostou de saber que o amigo fez viagens no jatinho do empresário Eraí Maggi para aproxima-lo da campanha do PSL e que abriu sua fazenda para encontros com ruralistas. Magno Malta se antecipou ao negociar o Ministério da Agricultura e se equivocou ao achar que seu poder não seria contestado. Cometeu um erro primário: acreditou no que lhe foi prometido por um político em campanha.

E ele tem no currículo aquele episódio horrível que sempre volta à tona quando aparece: o do cobrador Luiz Alves de Lima, de Vitória, que foi preso e sofreu todo tipo de barbaridades na prisão depois de ser acusado de pedofilia por Malta em 2010. Não era verdade, a Justiça demorou uns anos e absolveu Alves. Isso não pegaria nada bem para a imagem do governo.

Todos contra

E como se não fosse suficiente, a família e os militares, que formam o poderoso duo de aconselhamento de Bolsonaro não o querem por perto. Magno Malta ficou a ver navios porque ele é Magno Malta.

Bate boca

Filho de Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, protagonizou um bate-boca acalorado no grupo de WhatsApp que reúne a bancada do PSL. O principal alvo de Eduardo foi Joice Hasselmann, que disputa a liderança do partido na Câmara e participa das articulações da formação do novo governo. “Salta aos olhos a intenção da Joice de ser líder [do partido] e assim como já demonstrou na época da campanha ela atropela qualquer um que esteja à frente de seus objetivos (…) Vamos começar o ano já rachados com olhar de desconfiança e cheios de dúvidas”, escreveu Eduardo no grupo. Favor não confundir humildade com subordinação. Liderança é algo automático, não imposto”, disse, em uma segunda mensagem.

Joice retrucou

“Eduardo, não admito nem te dou liberdade para falar assim comigo, ou escrever algo nesse tom. Não te dei liberdade pessoal nenhuma, portanto, ponha-se no seu lugar. Minhas discussões aqui são políticas e não pessoais. Se formos discutir a questão ‘fama’, a coisa vai longe. Então não envergonhe o que seu pai criou.”

Dia de eleições

Congonhinhas, Japira (ambas no Norte Pioneiro) e Rancho Alegre (Região Metropolitana de Londrina) tiveram problemas com os prefeitos e vices. Depois de eleitos em 2016 ou enfrentarem impedimentos na Justiça eleitoral ou são alvos de infração político-administrativa. Com isso, o TRE determinou que as três cidades escolham novo nome no domingo, dia 9, serão feitas eleições suplementares.

Prefeito investigado

O Ministério Público Estadual ajuizou ação civil pública contra o prefeito de Toledo, Lúcio de Marchi. A investigação é por conta da inauguração de uma obra inacabada durante o período eleitoral. O ato, segundo o MP, configura autopromoção. O promotor Sandres Sponholz argumenta que o prefeito cometeu abuso ao inaugurar a Central de Especialidades Médicas e Saúde do Trabalhador Radialista Osvaldo Luiz Ricci, no dia 1º de outubro, duas semanas antes da previsão de conclusão.

Nova direção

Evandro Viana, o ex-diretor superintendente da Ecocarataras é aquele que foi preso na Operação Integração II da Lava Jato, que investiga corrupção nas concessões de rodovias federais no estado do Paraná que fazem parte do chamado Anel da Integração. A Ecocarataras destituiu Viana e elegeu novo diretor superintendente: Ronald Dennis Marangon, que também comanda a Ecovia.

Bens bloqueados

O Ministério Público pediu e a 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba determinou o bloqueio de bens de Beto Richa. O lance da vez é um processo que apura a suspeita de propaganda irregular nos anos de 2007 e 2008, período em que Richa era prefeito de Curitiba. Os materiais citados tinham a inserção do símbolo capacete branco, em referência à Richa, que é engenheiro civil, e dos slogans “Curitiba, cidade da gente” e “Curitiba melhor pra Você”.

Interpretação

O juiz do caso diz que a semelhança entre “Curitiba, cidade da gente” e a expressão usada na campanha, “Prefeito da gente”, configura a tentativa de identificação pessoal. O valor de ressarcimento aos cofres públicos que a ação pede é de R$ 19.895.333,61. Os advogados de Richa afirmam que “a questão já foi resolvida na Justiça Eleitoral, inclusive mediante o pagamento de multa”.

PT engrossa o caldo

Os deputados petistas Paulo Pimenta e Paulo Teixeira propuseram nesta quinta (6) à PGR (Procuradoria-Geral da República) uma representação criminal contra o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho de Jair Bolsonaro que foi eleito senador, e Michelle Bolsonaro, mulher do presidente eleito e futura primeira-dama do país.

Eles pedem que a procuradora-geral Raquel Dodge aprofunde investigações “acerca da origem e destinação” de R$ 1,2 milhão que foram movimentados por um ex-assessor e motorista de Flávio Bolsonaro, o PM Fabrício José Carlos de Queiroz.

As atividades financeiras do ex-funcionário foram relatadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que as considerou atípicas e incompatíveis com os rendimentos oficiais e as atividades profissionais do policial. Uma das transações de Queiroz citadas pelo Coaf é um cheque de R$ 24 mil destinado a Michelle Bolsonaro. O motorista do filho de Bolsonaro fez ainda saques em dinheiro que chegaram a R$ 320 mil no período de um ano. Do total, R$ 159 mil foram sacados de uma agência bancária que fica no prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Ney se informa

Ney Leprevost está circulando em Brasília, seu novo endereço a partir do ano que vem. Ontem esteve com a equipe de transição de Bolsonaro. Na pauta, amenidades, conversas bem sérias e planos para o futuro.

Julgamento adiado

O julgamento da apelação da sentença do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho foi adiado novamente – pela segunda semana seguida. A primeira data marcada era 29 de novembro, mas os advogados do ex-deputado pediram para fazer a sustentação oral, adiando a análise do caso para 6 de dezembro. Agora é a assistência de acusação que alega que terá de adiar a votação, por causa do julgamento de outro caso marcado previamente no Distrito Federal. Assim, ficou para o dia 13 de dezembro o que deve ser a apreciação do caso no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). As informações são da Tribuna do Paraná.

Parceria da Itaipu

O governador eleito do Paraná, Ratinho Júnior, levou ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, em reunião nesta terça-feira (4), a proposta de retomada de um projeto de integração dos oceanos Atlântico e Pacífico. A ligação ferroviária e rodoviária entre os portos de Paranaguá (Paraná) e Antofagasta (norte do Chile) seria feita com recursos da Itaipu Binacional.

Boa ideia

“O presidente eleito gostou muito da ideia e determinou para, já em janeiro, elaborarmos um grupo de trabalho sobre isso. Contaremos com a parceria da Itaipu, bancando o projeto executivo e apoiando este sonho antigo dos paranaenses”, disse Ratinho Júnior, nesta quinta-feira (6), antes da abertura do Encontro Paranaense de Gestores Municipais, no Hotel Recanto

PM é morto a tiros

Um soldado da Polícia MIlitar foi morto no início da madrugada desta sexta-feira (7), quando seguia para uma ocorrência na Estrada Velha do Barigui, na Vila Corbélia, Cidade Industrial de Curitiba. A informação que entrou através do 190, dava conta que alguns moradores estavam incomodados com som alto em uma residência ao lado. Quando a equipe policial chegava próximo do local da ocorrência, eles perceberam uma moto suspeita estacionado na via. Enquanto um dos policiais consultava a placa, o soldado Erick Norio do 23° Batalhão desceu da viatura para estabelecer o perímetro e verificar se o local estava seguro. Foi neste momento que ele foi atingido por dois disparos.

 

Nosso fardo

Os números de Brasília só não são surpreendentes porque todo mundo espera qualquer coisa da bananeira. Veja só, o PSL de Bolsonaro e o PT do Lula poderão, por exemplo, contratar 108 assessores cada um para dar uma força para as lideranças dos partidos na Casa. O PP poderá contratar 95 pessoas; o DEM e o PR, 83 cada. A considerar todos os partidos, o custo mensal de assessores para nas lideranças partidárias passa de R$ 15 milhões.

 ‘Pitbull’ elogiado

Na primeira postagem do dia, Jair Bolsonaro tratou do aniversário do filho Carlos: “O primeiro a aceitar o desafio de encarar os ventos das adversidades que enfrentamos até chegar aqui.[…] Muito mais acertos que erros, Carlos sempre foi e é decisivo em nossas conversas […] Não sou muito bom com emoções expostas, mas faço questão de ser desta vez. Meu PitBull, obrigado sempre por estar por perto, jamais querendo aparecer ou ter ganhos pessoais”.

Lula dá entrevista

A emissora de televisão britânica BBC publicou trechos de uma entrevista feita por carta com Lula. Nas respostas, Lula acusa o Sergio Moro de ter agido politicamente durante o seu processo, para prendê-lo e, assim, tirá-lo da disputa presidencial. “Bolsonaro só ganhou porque não concorreu contra mim”, disse o ex-presidente.

“Então, Moro fez política e não justiça, e agora se beneficia disso”, continua se referindo, obviamente, ao fato de o ex-juiz ter aceitado o cargo de ministro da Justiça de Bolsonaro. Proibido de dar entrevistas presenciais ou por telefone, Lula respondeu a perguntas feitas por carta pelo jornalista brasileiro Kennedy Alencar, para um documentário da BBC, informou a emissora.

Bolsonaro em repouso

Pelo Twitter, Jair Bolsonaro avisou que precisa de descanso: “Em razão da extensa rotina e agenda nos últimos dias e poucas horas de sono, em conversa com a equipe médica que me acompanha, recebi recomendação expressa de, no dia de hoje, repousar. Por este motivo, cancelamos a ida à Academia da Força Aérea e seguimos para o Rio de Janeiro”.

A primeira providência

A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, sugeriu ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, trocar o nome da pasta para Ministério do Alimento e do Desenvolvimento Rural. A ideia tem resistência do setor. E além disso, a ideia da quase ministra custa um caminhão de grana, melhor seria tratar do que é importante.

Recursos garantidos

A governadora Cida Borghetti afirmou nesta quinta-feira (06), durante o Encontro Paranaense de Gestores Municipais, em Foz do Iguaçu, que entregará o comando do Estado com as contas em dia e R$ 5 bilhões em caixa. “Todos os compromissos que assumi têm recursos garantidos, sem usar nenhum centavo do orçamento de 2019”, destacou.

 

Ao abrir o evento que reúne prefeitos, vice-prefeitos, secretários municipais e vereadores, a governadora ressaltou a austeridade com as contas públicas. “Deixo um governo pautado na responsabilidade fiscal, com zelo pelo dinheiro sagrado da população. O futuro governador poderá investir já no início da gestão”, disse a governadora no encontro que é organizado pela Associação dos Municípios do Paraná (AMP), em parceria com o Governo do Estado. O governador eleito, Ratinho Júnior, também participou da solenidade.

 

Pautas bomba

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também participou do barraco protagonizado por integrantes do PSL no grupo de WhatsApp batizado de “Bancada PSL 2019” , iniciado na madrugada desta quinta-feira. Um novo conjunto de mensagens obtido pelo GLOBO mostra que, no início da tarde, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) entrou na discussão e acabou revelando plano do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para influenciar na disputa pela presidência da Câmara.

Voto de silêncio

Já aconteceu uma vez e agora ganhou novo round. Bolsonaro sinalizou, através de terceiros, para o vice, general Hamilton Mourão, que ele deve falar menos, fazer até um “voto de silêncio” por um tempo indefinido. Mourão avisou já que não ser “um vice decorativo”. Por conta dessa situação, o presidente eleito agora anda tirando poder de Mourão (como já tirou e muito de Onyx Lorenzoni). O PPI fica com Gustavo Bebbiano (secretaria geral) e gerência de ações de governo com o general Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria do Governo, que quase foi extinta).

Equilibrado

A nova ação de Bolsonaro contra Mourão acontece exatamente quando o prestígio do general-vice cresce, através de entrevistas ponderadas (até para jornais do Exterior, falando um inglês impecável).  Numa delas, falou sobre os filhos de Bolsonaro, da mudança da embaixada para Jerusalém (“decisão que não pode ser tomada de afogadilho”), China e outros pontos delicados.

Recado

Um dos filhos de Bolsonaro, Carlos, vereador do Rio, escreveu no Twitter: “A morte de Bolsonaro não interessa somente aos inimigos declarados, mas também aos que estão muito perto. Principalmente após sua posse”. O irmão Eduardo disse que não entendeu nada e muitos ligaram o “aviso” ao general Hamilton Mourão, que ficou mais do que irritado com essa possibilidade.

Conselheiro

Guilherme Afif Domingos (PSD-SP), ex-Sebrae, poderá ser um conselheiro especial de Paulo Guedes que, em 1989, cuido de seu programa de governo quando se candidatou ao Planalto.

 

Lá fora

Zume é uma pizzaria da Califórnia, controlada totalmente por robôs (fazem massa, montam e assam as pizzas), que virou um mega-sucesso. Um banco investiu US$ 375 milhões na ideia e a empresa já vale hoje no mercado US$ 2 bilhões.

Nova treta

Depois de ter se desentendido com Gustavo Bebianno, futuro secretário-geral da Presidência; de falar do interesse ‘dos que estão perto’ na morte do pai; Carlos Bolsonaro arrumou nova confusão no partido. A treta agora foi com Júlio Lemos, outro quadro próximo ao futuro presidente e congressista eleito em 2018. Carlos afirmou que seu desafeto deveria parar de “aparecer atrás de Bolsonaro por algum motivo como faz sempre”.

Bateu, voltou

A resposta de Lemos: “Fui forjado acompanhando, por quatro anos, a vida política de Bolsonaro, vendo seu exemplo e ouvindo seus conselhos. Sou soldado de primeira hora. Respeito a família, mas só sigo as orientações do presidente. Ele me lidera e só aceito o seu comando”.

 

É o Brasil!

Pouca gente sabe – e os que sabem tratam de não espalhar – quando um presidente viaja é substituído, inicialmente, pelo presidente da Câmara e no seu impedimento, pelo presidente do Senado (se esse não pode assumir, entra em cena o presidente do Supremo). Só que até mesmo apenas um dia no exercício do cargo o substituto da presidência, teria direito a aposentadoria integral de um Chefe de Governo – e demais mordomias até a morte.

 

Pano de fundo

Agora, em algumas entrevistas coletivas de Jair Bolsonaro, sempre tem um pano de fundo, como acontece em outras áreas quando se evidencia nesse cenário marcas de produtos dos patrocinadores. No caso do presidente eleito, o pano de fundo é do Exército “apoiando a comunicação”. E grande repetição do slogan da corporação: “Braço forte – Mão amiga”.

 

Cantor gospel

Já convencido de que não terá nem mesmo uma cadeira no governo Bolsonaro, o ainda senador Magno Malta avisa que vai retornar às suas palestras de auto-ajuda e à sua carreira de cantor gospel. Aos 41 anos, Malta, já gravou 28 CDs. “Sempre vivi da minha música”.

 

Papel de Eduardo

Mesmo não fazendo parte “diretamente” do futuro governo de Bolsonaro, o deputado eleito Eduardo Bolsonaro deve auxiliar na área internacional em paralelo ao ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Eduardo é um dos que mais torce pela transferência da embaixada brasileira para Jerusalém. Mais: acredita que a relação com dos Estados Unidos deve ser reforçada. “É uma equipe que se forma nunca antes vista. E todos no sentido também de dar uma guinada na área comercial internacional”.

 

Sexo com meia

A stripper, atriz e diretora pornô Stormy Daniels, que teve um embate sexual com Donald Trump, já vendeu mais de um milhão de cópias de seu livro Full Disclosure (Revelação Total) onde dá detalhes de sua relação como mais poderoso homem do planeta. Se, no livro, ela descreve o instrumento sexual de Trump de maneira surpreendente (“parece um cogumelo”), em suas aparições nas livrarias dos Estados Unidos ela já revelou que ele nunca usou camisinha e “transava de meias”.

 

Olho nos imóveis

Outro desafio do governo é a venda de imóveis de patrimônio da União. O valor global desse patrimônio público federal é estimado, hoje, em R$ 947 bilhões. O potencial de arrecadação é muito grande, mas falta estrutura na Secretarias do Patrimônio da União para tocar o problema porque o governo não sabe gerir conjunto de bens dessa natureza. Paga aluguéis a terceiro no valor de R$ 1,6 bilhão e recebe perto de R$ 400 milhões como arrecadação decorrente de seus bens.

Profecia

O futuro ministro Paulo Guedes quer urgência na reforma da Previdência e avisa a equipe de transição sobre risco de seu adiamento. Ele chega a fazer comparação com duas aeronaves em pleno voo. No primeiro cenário, com aprovação da reforma da Previdência, o avião faz o percurso em voo de cruzeiro. No segundo cenário, sem a aprovação da reforma, o avião não consegue manter o voo e faz uma curva descendente. E não quer fazer por etapas, tampouco “fatiada”.

“Caça às bruxas”

O futuro ministro Sérgio Moro quer que os bancos colaborem na luta contra a lavagem de dinheiro, para enfraquecer a capacidade de financiamento do crime organizado. Moro avisa que não haverá “uma caça às bruxas”, mas diálogo com principais bancos privados, muitos já flagrados nos últimos anos como coadjuvantes de lavagem de dinheiro e sempre posando de inocentes.

 

Conselheiros

Enquanto o novo ministério vai sendo reformado, Onyx Lorenzoni, futuro chefe da Casa Civil, vai tentando encontrar cadeiras vagas em conselhos de várias estatais para os novos titulares de Pastas. É para reforçar o salário de ministro de Estado. Nos conselhos, cada integrante recebe até mais de R$ 10 mil para dar o ar da graça – e não fazer nada – nas reuniões.

Sublocado

A grande dificuldade de Jair Bolsonaro encontrar um nome para ocupar a pasta do Meio Ambiente, pode deixa o ministério sublocado na Agricultura mesmo, sob o comando de Tereza Cristina. Os mais irônicos estão sugerindo o nome da candidata derrotada Marina Silva. Um nome que circulou, mas foi descartado logo de cara foi, de Soninha Francine.

Que tiro é esse?

Primeiro, foi a história das bancadas temáticas, apresentada na campanha e impossível de acontecer. Agora, caiu a primeira ficha em Bolsonaro e ele está realizando reuniões com bancadas de parlamentares, regadas a água e cafezinho “e muito amor”. Nada de promessas, embora o PR de Valdemar Costa Neto (sempre ele) já esteja conseguindo cargos de segundo e terceiro escalão. Em janeiro, a loja abre e em fevereiro, instala-se a nova legislatura. Deputados dizem que apoiam projetos de Bolsonaro desde que “integrem o programa de cada partido”.

Tudo misturado

A mistura de determinados segmentos que nada tem a ver entre si em novos ministérios inspiram cartoons e muito humor corrosivo na internet. Sobre o novo ministério que funde Cultura, Esporte e Desenvolvimento Social, os internautas estão achando, inspirados em Bernardo Mello Franco, que um só ministro, o deputado Osmar Terra, cuidará da distribuição do Bolsa Família, da construção de quadras de tênis e do financiamento de orquestras e “tocando berimbau” que, aliás, ele não toca, não.

Virou tirano

Quem diria: o governador Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão, acaba de baixar decreto proibindo o cumprimento imediato de decisões judiciais. Explica-se: no Maranhão, doravante, cumprir ordem de juiz só com autorização do governo estadual. O PCdoB, para quem não sabe, glorifica hoje os métodos tiranos de Joseph Stalin. Detalhe: o próprio Judiciário vai acabar com esse decreto.

Candidatíssimo

Esta semana, o senador Tasso Jereissati reuniu-se com Roberto Campos Neto, futuro presidente do Banco Central e com Mansueto Almeida, que permanecerá na Secretaria do Tesouro. Tasso falou de sua empreitada rumo à presidência do Senado, ano que vem, para derrubar a tentativa do senador Renan Calheiros.

Conselho

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, apesar de não apoiar o governo Bolsonaro, e todos sabem que ele preferia que Fernando Haddad tivesse vencido, deu sua opinião sobre o relacionamento do Brasil com outros países, principalmente na disputa comercial que está sendo travado entre China e Estados Unidos. Ele aconselha Bolsonaro não tomar partido. “O Brasil tem a vantagem de poder jogar com todos. É um erro tomar partido nesse momento. Temos que ter uma coisa que eles têm, Estados Unidos e China: estratégia. Se não tivermos, quem tiver, vai ganhar de nós”.

Outro nome

Há quem garanta que Jair Bolsonaro já está pensando em outro nome para poder assumir o ministério da Casa Civil, caso o escolhido Onyx Lorenzoni, sob chuva de acusações, não possa. É uma situação que não deixa o futuro Chefe do Governo confortável. Existem rumores de que se isso de fato acontecer, Gustavo Bebbiano está prontíssimo para assumir o cargo e a Secretaria da Geral da Presidência seria extinta, como era a ideia inicial de Bolsonaro.