A sabedoria popular diz que a melhor defesa é o ataque. Devia valer para o tosco debate entre os cortes nas verbas na pasta da Educação e na pasta da Defesa. Parece claro que a preservação Educação, que forma a evolução do cidadão, que leva o verdadeiro progresso aos indivíduos, às famílias e ao país, deve prevalecer na hora de escolher onde cortar mais ou menos.

Os cortes na Defesa teriam atingido 43/44% do orçamento previsto para este ano, enquanto os propalados cortes de 30% nas verbas para Educação, que provocaram uma revolta nos meios acadêmicos e nas pessoas com visão de futuro. O atual ministro da Educação (o 2º do governo Bolsonaro), Abraham Weintraub disse que não era bem assim. Os 30% se aplicariam apenas “às reservas não obrigatórias das universidades” [funcionários e custeio operacional], afetando, na prática, 3,5% do Orçamento. Mas o próprio ministério desmentiu o ministro…

Entre os militares, houve chiadeira contra interrupção de planos de investimentos. A compra de 36 caças F-447 e de 50 helicópteros foi adiada. A verdade é que com o PIB murchando (as projeções de crescimento entre 2% e 2,5¨% este ano caíram por terra, e agora estão entre 1,1%, pelo Bradesco, e 1,3%, Itaú) e o governo, que vai rever as metas esta semana, sabe que a arrecadação vai minguar. Traduzindo: os cortes podem até aumentar.

Beto quer Justiça Eleitoral

O ex-governador Beto Richa – réu na Operação Rádio Patrulha – apelou ao juiz Fernando Bardelli Fischer para que seu caso seja transferido para o Tribunal Regional Eleitoral. Richa protocolou o pedido na quinta. Argumentou que as investigações e os delações apontam que propinas pagas por empresários que participaram do programa Patrulhas do Campo foram para abastecer o caixa 2 de campanha eleitoral – um delito de competência da justiça eleitoral. Seu irmão, Pepe Richa, fez o mesmo pedido na quarta.

Dólar acima de R$ 4

O dólar começou esta sexta-feira, 17, em alta, sendo cotado, às 9h38, a R$ 4,0648, com valorização de 0,70%. O conturbado cenário político no Brasil deve continuar afetando o mercado esta sexta-feira, 17, em meio à cautela no exterior. Na quinta-feira, 16, o dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 4,0357, no maior valor desde setembro de 2018, e Bolsa caiu 1,75%, chegando aos 90.024 pontos

OAB contra aposentadorias

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) indicou que vai insistir no Supremo Tribunal Federal (STF) para cessar as oito aposentadorias de ex-governadores do Paraná que ainda estão sendo pagas. Embora na quarta-feira (15) a Assembleia Legislativa tenha aprovado em primeiro turno de votação o fim do benefício previsto para os futuros ex-chefes do Palácio Iguaçu, uma outra proposta, a que deixava clara a interrupção do pagamento também para os atuais beneficiários, acabou derrotada no plenário na Casa. Informações da Gazeta do Povo.

Manutenção da ADI

Em um primeiro momento, a ideia da OAB é pedir ao STF a manutenção do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4545, proposta no início de 2011 pela entidade, e que até hoje não foi analisada pela Corte. Na ADI, a OAB pede que o STF declare inconstitucional o parágrafo quinto do artigo 85 da Constituição do Paraná, que prevê a tal verba de representação – a conhecida “aposentadoria” – para ex-chefes do Executivo.

No recesso branco

O governo federal terá de correr contra o relógio para aprovar a reforma da Previdência antes que a conjuntura política e econômica possa se tornar ainda mais desfavorável ao presidente, a ponto de contaminar as articulações em curso. Pelos cálculos mais otimistas no cronograma atual, Planalto e Economia terão 20 dias para virar votos entre a aprovação do texto na Comissão Especial e a apreciação do projeto no plenário. Há mais um complicador: esse período curto deve coincidir com os festejos juninos, o recesso branco do Congresso.

Na contagem

Onyx Lorenzoni, capitão da articulação política, tem contado o número de parlamentares que recebe para rebater as críticas de que não dialoga. Já foram 386 desde o início do governo – ou 2,8 por dia.

Itaipu enxuga despesas

Por determinação do diretor-geral brasileiro de Itaipu, Joaquim Silva e Luna, a Itaipu Binacional manterá em Curitiba apenas um escritório de representação, a exemplo do que já ocorre em Brasília (DF). O plano de migração dos cerca de 150 empregados das unidades organizacionais da capital para o centro de comando brasileiro da usina, em Foz do Iguaçu, ocorrerá entre julho deste ano e 31 de janeiro de 2020. A medida tem como foco a otimização de recursos, em consonância com as diretrizes do governo federal, um compromisso assumido pelo diretor-geral brasileiro já em sua posse, em 26 de fevereiro deste ano.

Silva e Luna adotou uma política de austeridade para cumprir a missão ampliada da usina, focada nos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, respeitando o dinheiro que o consumidor brasileiro paga pela energia elétrica de Itaipu. Para isso, foi necessário, segundo o diretor, construir uma engenharia financeira interna.

 

Efeito perverso

Conseguir um emprego tem sido um desafio para muitos brasileiros. Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que 5,2 milhões de pessoas procuram trabalho há um ano ou mais. Esse grupo representa 38,9% dos 13,4 milhões de desempregados no país. Informações do UOL. A maioria das pessoas que buscam trabalho estão desempregadas há menos de um ano. Essa parcela da população soma 8,2 milhões de trabalhadores, o que representa 61,1% do total.

TRF4 decreta prisão

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmou a condenação de José Carlos Bumlai por corrupção e gestão fraudulenta e determinou cumprimento da pena de 9 anos e 10 meses de prisão. Na ação, foi acusado de repassar ao PT R$ 12 milhões emprestados do Banco Schahin, em 2004. Em troca, a Schahin Engenharia obteve a operação de um navio-sonda da Petrobras. No mesmo processo, foram condenados o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que já está preso; e Fernando Baiano, que fez acordo de delação premiada. As informações são d’O Antagonista.

Prisão de Dirceu

A Quarta Seção do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou hoje (16) um recurso do ex-ministro José Dirceu, que buscava a reversão de sua segunda condenação na Operação Lava Jato, e determinou que ele comece de imediato a cumprir a pena de 8 anos e 10 meses pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ao final do julgamento, foi determinada a notificação à 13ª Vara Federal de Curitiba para que providencie a prisão de Dirceu, tendo como base o entendimento atual do Supremo que permite o cumprimento de pena após o fim da tramitação do processo na segunda instância. As informações são da Agência Brasil.

Polícia atira

Imagens de câmeras de segurança de comércios na Avenida Vicente Machado, em Curitiba, mostram que a Polícia Militar (PM) atirou no jornalista antes da perseguição, que terminou na Praça da Espanha. Andrei Gustavo Orsini Francisquini foi morto a tiros nessa situação, em que policiais afirmam terem sido confrontados pelo jornalista. Na versão da polícia, uma pistola foi encontrada dentro do carro dele. O advogado Paulo Cristo, representante de defesa da família do jornalista e publicitário, já tinha afirmado que gravações de câmeras de segurança da Avenida Vicente Machado comprovavam que dois policiais militares tinham disparado cinco vezes contra o carro do jovem, sem que ele revidasse à ação.

Engenheiro químico

A nomeação de Lopes e a exoneração de Vicenzi ainda não foram publicadas no Diário Oficial da União, o que deve acontecer na próxima segunda-feira (20), segundo o MEC. Lopes ocupava atualmente a função de diretor legislativo na secretaria-executiva da Casa Civil. Ele já havia trabalhado no Weintraub no governo Bolsonaro que, antes de se tornar ministro era o número dois da pasta comandada por Onyx Lorenzoni (Casa Civil). De acordo com o currículo de Lopes, ele é formado em engenharia química pela UFRJ e em Direito pela UnB. É servidor público de carreira como analista de Comércio Exterior desde 1999.

Defunto eleitoral

Ciro Gomes, entrevistado por Marcelo Tas, em novo programa da TV Cultura de São Paulo líquida o ex-presidente Lula. “Ele é um encantador de serpentes, um enganador profissional. Não tem um companheiro com ele não tenha sido desleal ao longo da vida inteira”. E mais: “No PT, todo mundo sabe que, do ponto de vista eleitoral, Lula é carta fora do baralho. É um defunto eleitoral, inelegível até fazer 90 anos”.

 

Ajuda

Ainda a TV Cultura de São Paulo: o Ministério da Cidadania está dando uma mãozinha publicitária à emissora, que será dirigida por José Roberto Maluf, amigo de João Doria. São pequenos anúncios sobre programas e séries da grade, todos já exibidos na TV por assinatura há tempos.

 

 

 

 

Estamos em recessão e faz tempo

Economistas são bons em definições e péssimos em soluções. Existe uma definição econômica bastante boa para a situação de chove-não-molha da economia brasileira em 2019. É a recessão do crescimento. As expectativas, antes do início da gestão Bolsonaro, eram muito positivas. O Brasil tinha tudo para surpreender e chegar a uma variação do PIB, este ano, de 3% ou mais. Os cerca de 2,5% de crescimento esperados pelo mercado estavam, no entanto, em linha com outro número mágico da profissão, o chamado “PIB potencial”, aquele nível de crescimento estimado em modelos matemáticos que, sem pressionar a inflação, seria compatível com a queda do desemprego, o aumento dos investimentos e uma expansão firme do consumo e da arrecadação fiscal. Em suma, 2019 seria uma navegação em mar de almirante para o capitão do Brasil.

 

Não mais. E estamos cada vez mais nos afastando do tal PIB potencial. A última estimativa do levantamento Focus, feito pelo BC, dá conta de uma variação de apenas 1,7% e caindo. Daí o conceito de recessão, não com um número negativo – que seria a recessão clássica – mas uma recessão “do crescimento”, quando este fica abaixo de um potencial perfeitamente atingível, no caso, algo como 2 a 2,5%. De fato, este é o quadro atual: a indústria de transformação roda na faixa de 74% de utilização de sua capacidade, segundo recente pesquisa da FGV. O ideal seria operar mais próxima aos 85 a 90% de uso do parque fabril. O desemprego não caiu: até aumentou ligeiramente, dentro da faixa ruim em que se encontra. A perspectiva de investimento privado em nada melhorou. O Brasil, por azar, acaba de cair fora de uma lista internacional de 25 melhores destinos para investidores. O próprio presidente cometeu “sincericídio” involuntário, não medindo suas palavras, ao afirmar ser o investimento no Brasil um “esporte de altíssimo risco”.

Novo presidente do Inep

O Ministério da Educação anunciou na manhã desta sexta-feira (17) Alexandre Ribeiro Pereira Lopes como novo presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais), órgão responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).Este é o terceiro nome a ocupar o cargo desde janeiro no governo de Jair Bolsonaro. Ele substituirá o delegado Elmer Vicenzi, demitido nesta quinta (16) em meio a desentendimentos com o titular da pasta, Abraham Weintraub.

De férias

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, não teve de engolir decisão unânime da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça que libertou Michel Temer e o Coronel Lima. Estava de férias (há quem diga que foram programadas já estimando o resultado do STJ) e quem cuidou da ordem de soltura foi a juíza-substituta Caroline Figueiredo.

 

Candidata

O PDT já bateu o martelo: a jovem deputada Tábata Amaral será a candidata do partido à prefeitura de São Paulo no ano que vem. Dependendo da campanha, com grandes chances.

 

Sem saída

O presidente Jair Bolsonaro está mais do que preocupado com o andamento das investigações do Ministério Público do Rio sobre seu filho, o senador Flávio Bolsonaro e o ex-funcionário Fabrício Queiroz. Uma infinidade de familiares poderiam estar envolvidos em rachadinhas e agora, o MP vê indícios de lavagem de dinheiro de Flávio em imóveis (teria comprado 19 por R$ 9 milhões entre 2010 e 2017). E Bolsonaro acha que tudo faz parte de uma “conspiração” contra ele.

 

Não valeu

Bolsonaro estava reunido com deputados que reclamavam dos cortes na área da Educação e, de repente, pegou o telefone e mandou o ministro Abraham Weintraub suspender esses mesmos cortes. Onyx Lorenzoni bufava de raiva e coube a ele avisar Bolsonaro que não dava para suspender os cortes e que era mesmo contingenciamento.

 

Quem governa

Enquanto João Doria faz cena, viaja e até pilota evento da Lide em Nova York, o governo de São Paulo é tocado, até com competência, pelo vice-governador Rodrigo Garcia (DEM). Se Gilberto Kassab estivesse na Secretaria do Governo, fariam uma dupla e tanto. São quase amigos de infância.

 

Novo alvo

O general Santos Cruz, da Secretaria do Governo, tenta provar que trecho de WhatsApp onde chama Bolsonaro de “imbecil” é falso e quem viaja com o presidente aos Estados Unidos é o homem da Secom, Fábio Wajnharten. O porta-voz Otávio do Rêgo Barros, também general, não foi incluído na caravana. É o novo alvo dos olavistas, incluindo Carlos Bolsonaro.

 

Preventivo

O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, está com medo de ser incriminado pela CPI do BNDES e já tratou de apresentar no Supremo um pedido de habeas corpus preventivo. Mantega, literalmente, evaporou e seu maior medo é uma prisão temporária.

 

Fura-greve

O governador Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, furou a greve dos estudantes da Universidade Federal Fluminense contra cortes feitos pelo governo Bolsonaro (a manifestação de lá foi considerada uma das três maiores do país). É que Witzel faz, atualmente, doutorado em Ciências Política naquela universidade pública. Para ser considerado doutor, tem de passar por duas bancas até agosto.

 

Explicação

O Supremo Tribunal Federal, através de ação da ministra Rosa Weber, deu cinco dias para que o Ministro da Justiça explique o decreto de arma, que acredita estar lotado de trechos inconstitucionais. Nesses dias, o ministério estampou na papelada do decreto que não teve tempo hábil para estudá-lo e Sérgio Moro, quando consultado, disse que “era uma consequência de promessa feita pelo presidente na campanha”. Para STF, a explicação deverá ser por aí.

 

Cada um na sua

Se Abraham Weintraub, ministro da Educação, para explicar o contingenciamento em sua pasta, recorreu a chocolatinhos (um logo comido por Bolsonaro), Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, resolveu usar alternativa familiar: “É que nem o pai que sabe que tem de comprar o vestido de 15 anos para filha. Ele contingencia. É o que o governo está fazendo”.

 

Sem aviso

O ex-presidente George W. Bush não estava avisado da visita de Jair Bolsonaro: o encontro aconteceu em cima da hora e porque Bush mantém as portas abertas para chefes de governos. Quem serviu de interprete da conversa (incluindo pequeno tempo a dois) foi o assessor Filipe Martins, hoje mais procurado por Bolsonaro do que o chanceler Ernesto Araújo. Martins é ligadíssimo a Carlos Bolsonaro.

 

Descoberta

Alguns bolsonaristas descobriram que a imagem de um revólver feito por Bolsonaro e seguidores com os dedos indicador e polegar combinados, já foi muito usado (agora, menos) por defensores do movimento “Lula Livre”, quando a mesma posição dos dedos da mão forma um “L”.

 

“Idiotas” e “imbecis”

A ofensiva de Bolsonaro contra as manifestações dos estudantes em 200 cidades de 26 estados e Distrito Federal contra bloqueio de verbas para a educação, classificando os participantes de “idiotas úteis” e “imbecis”, ganhou má repercussão nas redes sociais e manifestações de entidades de alunos e professores de todo país. Mesmo com participação (pequena) da CUT, MST, pessoal do “Lula Livre” e contra a reforma da Previdência e até presença de Fernando Haddad, os organizadores entenderam como provocação. E marcaram nova greve para o próximo dia 30.

 

Cópia

Para quem não tem ideia: em 16 anos de governo petistas, o Ministério da Educação passou por 11 titulares. À propósito: o “plano” para o setor lido pelo ministro Abraham Weintraub na Câmara (com timbre do governo Bolsonaro) era mesmo um estudo feito no governo de Michel Temer. Detalhe: durante a fala do ministro, o pessoal da oposição comia chocolatinhos.

 

Caciques e índios

Com a Abril nas mãos de Fábio Carvalho, começam demissões nas revistas que sobraram no grupo editorial da família Civita. De cara Veja: sai André Petry da direção (salário muito alto) e entra Maurício Lima, um dos redatores-chefes e titular da coluna Radar. Agora, novos cortes estão planejados para a redação e área administrativa onde, para o novo dono “existem muitos caciques para poucos índios”. Detalhe: o pessoal de Veja está com salário atrasado.

 

Sem divisão

Rodrigo Maia, presidente da Câmara, que também não engoliu a ofensiva de Bolsonaro sobre integrantes das manifestações contra o bloqueio de verbas na Educação, tem projeto de reforma tributária praticamente pronto e está negociando o apoio do Centrão para sua aprovação. E não quer incluir nenhum trecho sugerido pelo secretario da Receita, Marcos Cintra.

 

Coincidência

O clube de tiro .38, de Florianópolis, que sempre recebe a visita de Carlos e Eduardo, filhos do presidente Bolsonaro, também recebia em outubro do ano passado, para exercícios com armas, Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada no então candidato à Presidência e hoje considerado portador de problemas mentais.

 

Cachê milionário

Os integrantes do primeiro time do elenco da série Game of Thrones eram bem pagos: Lena Headey, a vilã Cersei, entre 432 cenas da única temporada, aparecia em 25 e chegou a ganhar US$ 48 mil por minuto ou ainda US$ 1,2 milhão por episódio.

 

Mais poder

Decreto publicado no Diário Oficial dá ao ministro Santos Cruz, da Secretaria do Governo, o poder de avaliar indicações e nomeações do Executivo.  Trecho do decreto diz que “compete à Secretaria de Governo da Presidência da República: avaliar as indicações “de dirigente máximo de instituição federal de ensino superior” e indicações para nomeação ou designação para desempenho ou exercício de cargo, função ou atividade no exterior”. Ou seja, a partir do dia 25 de junho, Santos Cruz terá de dar aval a todas as nomeações ou indicações de cargos, como reitores de universidade federais, embaixadores, secretários-executivos e cargos DAS (de confiança) em níveis 3,4,5 e 6.

 

Não gostou

O ex-astrólogo Olavo de Carvalho não gostou do poder dado ao ministro Santos Cruz, da Secretaria do Governo, que ele vinha atacando ultimamente e disse que irá se ausentar. “O que eu estou fazendo, estou decidindo hoje, é me ausentar temporariamente do debate político nacional, do dia a dia, das miudezas da política, porque se tornou uma coisa absolutamente insustentável. Tamparam minha boca. Não tem problema. Vocês se virem aí, fiquem com o Santos”. Depois do anúncio, já começaram as apostas para saber quanto tempo o guru dos Bolsonaro conseguirá ficar sem atacar ninguém.

 

Contra Caetano

Caetano Veloso é chamado de “canalha”, “delinquente”, “travestido de colunista” e dono de “possível esquizofrenia” no processo que está lhe movendo o ex-astrólogo Olavo de Carvalho, guru dos Bolsonaro, por conta de um artigo escrito pelo cantor e compositor em outubro do ano passado. Nele, Caetano dizia que Olavo era representante de uma “autoritarismo matador” e “seria sub-Heidegger de um sub-Hitler”, possível referência a Bolsonaro.

 

Novos tempos

Também em busca de maior faturamento, a Globo, depois de muitos anos de resistência, já aceita comerciais de 10 e de 15 segundos.

 

Contra estudantes

Marcelo de Carvalho, sócio minoritário da Rede TV!, que tem aspirações políticas, está atirando contra estudantes na internet. Diz que eles querem mais é “maconha livre e grátis”, “abolição das listas de presenças”, “fim das proas e exames”, “passe livre para passeatas” e “ninguém nunca se formaria nem precisaria trabalhar”.

 

Fechando agências

O Itaú Unibanco quer fechar 200 agências até o fim do ano para tentar se adaptar à digitalização dos serviços bancários. Esse número é 4% da base total das agências do banco, que era de 4.934 em março. Do total, 3.527 eram agências físicas; outras 195 eram digitais e o restante, postos de atendimento no país e agências em mercados da América Latina.

 

Endurecimento

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, voltou a usar seu Twitter para reforçar que é necessário um endurecimento contra os crimes. “Não se pode ser leniente com crimes violentos, crime organizado ou com corrupção. Esse é o espírito do projeto de lei anticrime”. E completa: “A solução para o crime não pode ser abrir as portas da prisão em um sistema já leniente. O raciocínio não fecha. Criminosos habituais, reincidentes e condenados por crimes graves como corrupção ou roubo com arma de fogo começarão a cumprir pena em regime fechado”.

 

Mudança

O Walmart Brasil, agora comandado pela Advent International anunciou o encerramento de suas vendas pelo site, pelo menos por enquanto. A grupo que possui 130 hipermercados no Brasil passará por mudanças. Além da suspensão das vendas eletrônicas 50 lojas serão remodeladas e converterá outros 20 hipermercados no país em lojas de atacarejo.

Frases

“Eu não sou vidente, mas, pelo semblante, eu entendi que ele tem preocupação não só com a Venezuela, bem como a questão da Argentina”

Jair Bolsonaro, sobre Donald Trump