SYLVIA COLOMBO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – A 12 dias da eleição presidencial argentina, o presidente Mauricio Macri e sua maior rival política, Cristina Kirchner, trocaram farpas publicamente.
Em entrevista a uma rádio local, o candidato à reeleição, que está quase 20 pontos abaixo do kirchnerista Alberto Fernández nas pesquisas de intenções de voto, afirmou que o “populismo é como quando você passa a administração da casa a sua mulher e, em vez de pagar as contas, ela usa o cartão de crédito”.
“Usa, usa, até que um dia você tem de hipotecar sua casa.”
A frase sexista causou polêmica nas redes sociais e ressoou toda a tarde nos meios argentinos.
Em resposta, Cristina, candidata a vice pela chapa opositora, chamou Macri em uma mensagem no Twitter de “machistinha”. “Ele é um machistinha, viram só? Eu tinha avisado.”
Ao deixar o cargo, em 2015, Cristina se recusou a entregar a faixa presidencial a Macri, acusando-o de tê-la tratado mal em conversa por telefone para combinar a cerimônia.
“O presidente eleito precisa saber que o dia da posse não é a sua festa de aniversário”, disse ela, em meio à discussão.
Depois, acabou deixando o cargo 12 horas antes da posse, e a entrega da faixa teve de ser feita pelo presidente do Senado.
O primeiro turno da eleição argentina ocorre no próximo dia 27. O candidato kirchnerista, Alberto Fernández, ganhou as eleições primárias em agosto e é favorito, até mesmo para vencer em primeiro turno.
Macri vem realizando atos populares massivos em todo o país, na tentativa de recuperar os votos perdidos