Luiz Renato Ribas: doando uma preciosidade

A coluna publica o depoimento histórico de Rosy de Sá Cardoso, 91, raridade, sobre o papel da primeira jornalista profissional do Paraná. É resultado da doação feita a Wasyl Stuparyk, o raro memorialista paranaense.

Estou contente, o acervo fílmico e de ampla linha de audiovisuais – como depoimentos em DVD de personalidades paranaenses – que Luiz Renato Ribas foi montando ao longo de uma vida de memorialista paranaense está salvo.

O veterano jornalista simplesmente doou todo seu acervo à pessoa certa, ao radialista Wasyl Stuparyk, que vem expondo em seu site ‘O Rádio do Paraná ‘momentos raros, preciosos da história do Estado dos últimos 50 anos.

LARGO OLHAR

Wasyl, com sua simplicidade objetiva e largo olhar histórico, vem superando organismos oficiais que devem estar (deveriam!) zelando pela imagem e som e seu papel na vida paranaense. Mas cujos resultados pouco se conhece; deficiência “histórica”, gerada em vários governos.

CONSAGRAÇÃO

A doação foi um gesto consagrador da vida e obra de Luiz Renato Ribas, que não perseguiu o lucro com sua empreitada (Vídeo 1 e Instituto Memória, depois de ter sido pioneiro em retratar a televisão local, com a revista histórica TV Programas, anos 70).

Pragmático, Luiz Renato – igualmente com papel importantíssimo na vida do turfe paranaense, no qual foi muitas vezes Dom Quixote contra maracutaias do setor -, tem a noção da fragilidade da vida. Um setentão, o jornalista não encontrou na família sucessores para sua obra. Teve que – graças! – recorrer ao amigo Wasyl para garantir a continuidade e, espera-se, a perenidade de sua obra.

OUTRO QUIXOTE

Sobre Wasyl só tenho de dizer que o admiro. É outro Quixote, lutando para ganhar aposentadoria do INSS, e fazendo um papel supletivo ao do Estado.

Afinal, o mesmo poder público que nunca se importou com Luiz Renato e sua obra, como vai, a final, encarar essa utilidade pública que é o exercício diário de Wasyl Stuparyk?

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SOBRE ROSY DE SÁ CARDOSO

Por Wasyl Stuparyk

Rosy de Sá Cardoso: raro depoimento. Histórico

Era pretensão minha gravar um depoimento da jornalista Rosy de Sá Cardoso, 91, e para tanto, recorri a quem mais teria acesso a ela, Aroldo Murá Gomes Haygert e Hélio de Freitas Puglielli. A resposta de ambos foi a mesma: “Complicado, a Rosy não gosta muito, mas vamos tentar”.

Fiquei esperando quando – eis o chavão – de repente, não mais que de repente, outro jornalista me chama e me dá, de presente, todo seu acervo do Memória. É Luiz Renato Ribas. E entre todos os DVD’s, encontro o depoimento de Rosy de Sá Cardoso. Não contive minha alegria e curiosidade. Imediatamente coloquei para rodar a entrevista e durante o sábado, enquanto trabalhava nas páginas do site da Rosy – http://www.oradiodoparana.com.br/crbst_697.html – assistia entrevista, inteirinha, de 2 horas e 49 minutos.

EXPERIÊNCIA ÚNICA

Entrevista longa, sim, mas maravilhosa. O que tem esta mulher para contar de história de vida, de experiências jornalísticas é uma grandiosidade. Juro que vale a pena assistir a cada minuto. Sou radialista por profissão, mas fosse jornalista, ou estudante de comunicação, separaria o meu tempo para assistir Rosy de Sá Cardoso, pois certamente me faria melhor profissional.

ENTREVISTADORES

Mas, não bastasse o maravilhoso depoimento da Rosy, vejam quem conduz o depoimento: jornalistas João Dedeus Freitas Neto, Aroldo Murá Gomes Haygert, Hélio de Freitas Puglielli, Luiz Geraldo Mazza, ícones do jornalismo paranaense. Cinco personalidades das mais expressivas participando de um mesmo evento? Rara oportunidade. Aproveitem!

Os entrevistadores Freitas Neto, Mazza, Puglielli e Aroldo Murá

Sob pressão de vereadores, “mosqueteiros” de Greca deixarão cargo

Vereadores Cristiano Santos, Mauro Bobato, Beto Moraes, Thiago Ferro: dentre os prejudicados

Cresce a pressão dos vereadores municipais para que o prefeito Rafael Greca defina o destino de três administradores regionais: Fernando Wernek Bonfim, da Regional Bairro Novo, Gerson Gunha, da Regional Fazendinha/Portão, e Ricardo Alexandre Dias, da Regional Boqueirão. O trio pretende sair como candidatos a vereadores, disputando votos com parte da base de apoio de Rafael Waldomiro Greca de Macedo.

MUNDO À PARTE

Responsáveis por cuidarem de regiões onde vivem mais de 600 mil pessoas, Dias, Gunha e Bonfim – também conhecido como “Fernando Bombado” – já articulam apoios para seus projetos pessoais com lideranças comunitárias e empresariais nas três regionais.

SABINO SABIDO

Vereadores da base ouvidos pela coluna dizem que o problema é antigo e vinha sendo administrado pelo líder do governo, Pier Petruzziello, e pelo ex-presidente da Câmara, Serginho do Posto. Com a proximidade da eleição, o novo presidente da Casa, Sabino Picolo, que é mais pragmático, pôs o tema na mesa do prefeito para que seja tomada uma decisão até abril.

CONTAMINAÇÃO

A pressa de Sabino é para evitar que o mal-estar contamine a base aliada. No Bairro Novo, o trabalho de engajamento de “Fernando Bombado” atinge diretamente os vereadores como Mauro Bobato, Osias Moraes, Professor Silberto, Thiago Ferro e Colpani. No Boqueirão, Ricardo Dias prejudica Beto Moraes, Pier Petruzziello e Cristiano Santos. Já no Portão, Gerson Gunha é malvisto por vários aliados que fizeram votos nos 10 bairros da regional como o Parolin, onde há predomínio do Edson do Parolin.

NOVAS PRESSÕES

A pressão vai crescer, avisam os vereadores irritados, pois o alcaide Rafael Waldomiro Greca de Macedo precisa decidir rápido se opta pelos ‘três mosqueteiros’ ou se vai manter a base aliada para a eleição de 2020.


Novidade: Requião quer mandato de Arns

Roberto Requião: o Senado a qualquer preço; Flávio Arns: na mira de RR; Luiz Fernando De Lazari: fiel escudeiro de Requião

Está na coluna de Fábio Campana, no Jornal Indústria & Comércio, que o ex-senador Roberto Requião vai à justiça pedir o mandato do senador Flávio Arns que, alega, ‘está condenado pelo Tribunal de Contas do Estado por improbidade administrativa’.

FOI VÍTIMA

A informação foi dada pelo advogado Luiz Fernando De Lazari, um dos mais fiéis escudeiros do ex-governador e ex-senador.

Para o advogado, Requião teria sido vítima, na campanha, de sórdido trabalho de desconstrução de sua candidatura, por meio de “fake news” e a disseminação de 60 vídeos caluniosos.

“Jus sperneandi”.

FICHA LIMPA

A favor de Arns há toda uma biografia que o senador construiu de absoluta ficha limpa ao longo da vida. E mais: ele passou ileso, é bom lembrar, no grande festival de roubalheiras em que se transformaram obras da Secretaria de Estado da Educação no governo Beto Richa.


Muito além do necessário

Cibele Fernandes Dias

A nova chefe de gabinete da Prefeitura de Curitiba, advogada e professora de Direito da UFPR, tem um perfil profissional “muito além do pedido para o cargo”.

É verdade: o currículo Lattes de Cibele Fernandes Dias Knoerr impressiona. Tem doutorado pela PUC-SP e seus livros de Direito Constitucional estão nas relações dos mais bem vendidos no universo acadêmico.

Ela se formou pela UFRGS.

 

 

 

 

 


Veneri diz que MPF quer criar o maior partido político do país

Da assessoria de imprensa do deputado estadual Tadeu Veneri:

Tadeu Veneri: “não têm mandato popular”

“O deputado Tadeu Veneri (PT) condenou o acordo celebrado entre procuradores da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, Petrobras e o governo dos Estados Unidos para a criação de fundação privada destinada a administrar um fundo de R$2,5 bilhões.” É um dos maiores escândalos já vistos na história recente do país.

QUEM SÃO ELES?

O Ministério Público Federal e a Operação Lava Jato não são um poder, não são o governo brasileiro para firmar acordos deste tipo. Quem delegou esse poder a eles?”, questionou Veneri, durante pronunciamento na Assembleia Legislativa.

CORRUPÇÃO

Os recursos foram doados pelo governo americano e correspondem a multa cobrada da Petrobrás por lesão a investidores americanos. Entre as finalidades desta fundação estaria a promoção de projetos de conscientização sobre o combate à corrupção, entre outras, que revelam os propósitos políticos da entidade, apontou Veneri.

ABERRAÇÃO

“A criação dessa fundação é uma aberração porque vai se transformar no maior partido político do país”, afirmou. A entidade seria controlada pelos procuradores e juízes da 13ª Vara Federal de Curitiba, o núcleo da Lava Jato. Outro ponto destacado por Veneri foi o compromisso da Petrobrás em enviar, “periodicamente”, relatórios sobre questões internas da empresa e outros documentos que venham a ser solicitados pelo governo dos EUA. A Petrobrás fica obrigada a fornecer informações confidenciais, estratégicas e financeiras da companhia aos norte-americanos, frisou o deputado.

SEM MANDATOS

Veneri comentou ainda que os procuradores do Ministério Público Federal não são dotados de mandato popular ou autonomia para se apropriarem de recursos públicos para moldar uma entidade de direito privado e ainda compartilhar informações da Petrobras. Além disso, enfatizou o deputado, os recursos públicos são de propriedade do Tesouro Nacional e não de um grupo de procuradores.”


UTILIDADE PÚBLICA:

“Noite Italiana” pela ortopedia do Hospital de Clínicas

Pedro de Paula Filho (Foto Annelize Tozetto), Ney Leprevost, Maria Elia Ferraz Paciornik

A Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas, em parceria com o Grand Hotel Rayon, realiza no dia 21 de março, às 19h30, a quarta edição do Jantar Noite Italiana, evento beneficente em prol setor de ortopedia do Complexo Hospital de Clínicas da UFPR.

PRINCIPAIS

O cardápio do jantar terá como entrada um bufê de frios e antepastos. Os pratos principais são: escalope de mignon à parmegiana, medalhão de coxa assado, espaguete ao pesto com tomate seco, nhoque pomodoro, polenta frita, arroz branco, batatas rústicas com alecrim e sal grosso e lasanha ao sugo. Para a sobremesa, caçarola italiana, tiramisu clássico, salada de frutas, mousse de maracujá e compotas. Estão incluídos água (com e sem gás), refrigerantes e vinho italiano Asiotus.

CONVITES

Os convites custam R$ 100 e estão à venda pelo fone 0800 601 1010 e pelo endereço amigosdohc.org.br/project/jantar-noite-italiana/.

A Associação é liderada por empresários, notáveis da comunidade curitibana, e tem em sua presidência o empresário Pedro de Paula Filho, que será um dos personagens do volume 11 de meu livro “Vozes do Paraná – Retratos de Paranaenses”.

A Associação já foi presidida por Maria Elisa Ferraz Paciornik, Fernando Antonio Miranda, Euclides Scalco e Ney Leprevost.


OPINIÃO DE VALOR:

Quais as medidas concretas para o país?

Por Tomás Eon Barreiros (*)

Tomás Eon Barreiros

Numa democracia, a alternância de poder não é apenas desejável, é necessária. Não é saudável um mesmo grupo político ficar longo tempo no poder. A troca de um governo mais à esquerda por outro mais à direita (e vice-versa) faz com que algumas coisas que eram negligenciadas por um sejam valorizadas por outro, e assim, entre perdas e ganhos lá e cá, o país se equilibra.

TRAPALHADAS EVIDENTES

Apesar de todas as inúmeras e evidentes trapalhadas políticas do atual governo e de sua equipe cheia de pessoas com evidenciada incompetência (quando não com envolvimento em corrupção), estou esperando pacientemente as medidas concretas que possam efetivamente mudar algo na vida das pessoas.

Porque, ainda que o discurso dos atuais detentores do poder seja francamente antidireitos humanos e antiminorias, se a economia estiver bem, se o país conseguir um período de progresso que favoreça a todos, os mais necessitados podem se beneficiar (por exemplo, havendo maior oferta de empregos).

PSEUDOMORALISMO

Entretanto, até o momento, não vi acontecer nada além das trapalhadas e dos discursos pseudomoralistas ou subservientes aos países centrais, que só fazem piorar o clima.

E O CONCRETO?

As “medidas concretas” anunciadas nesta quinta (07) foram patéticas: acabar com as lombadas eletrônicas (para que todo mundo possa correr, matar e morrer à vontade nas estradas), gastar dinheiro para reimprimir inutilmente uma carteira de vacinação (quando o próprio presidente deu a solução: quem se sentir incomodado, basta rasgar uma ou duas folhas que não afetam o conteúdo principal do documento) e alterar o edital de um concurso para função média do Banco do Brasil que exigia preparação prévia do candidato em um curso contra o assédio.

‘DERRIÈRE’ ALHEIA

Fiscalizar a derrière alheia não melhora a situação de ninguém. Discurso moralista só serve para acalentar os “súcubos dos sentimentos mais escuros”, como disse Vinícius de Morais.

Ter um governo mais à direita num país com democracia estável não é problema. Problema é não ter governo nenhum. Onde estão as medidas que melhorarão as vidas dos brasileiros?

PS: Para piorar, foi esclarecido que não era uma carteira de vacinação, mas uma cartilha de educação sexual para adolescentes. Não querem que os adolescentes recebam educação sexual…

(*) Tomás Eon Barreiros, jornalista, professor universitário, doutor em Educação


CIÊNCIA:

Ciência é diferente de cientificismo

É possível oferecer à pergunta “Que é ciência?”

Vanderlei de Lima | Aleteia

Não é fácil encontrar uma definição tão precisa de ciência nos dicionários ou manuais que se dedicam a essa tarefa.

Contudo, é possível oferecer à pergunta “Que é ciência?” uma resposta que nos parece bastante objetiva e completa: “Ciência é o conhecimento a partir da causa”. Sim, a partir do que vejo, sinto, toco etc. (efeito) vou à causa. Isso para um bom médico, por exemplo, é muito claro: a febre (efeito) é sinal sensível de uma doença, mais ou menos grave, a ser descoberta na consulta, com ou sem o auxílio de exames. É preciso, portanto, chegar à causa. Agindo assim se faz ciência, pois se trabalha com a relação efeito (febre) → causa (uma infecção) e, depois, em contrário, trata-se a causa (infecção) para cessar o também o efeito (estado febril).

Diferente, no entanto, de ciência, é o cientificismo, pois acredita – sem provar – com fé cega, radical e até fanática, que a ciência experimental tudo explica. Daí, deixar de lado o que não possa ser medido e quantificado, como terá dito um renomado, mas anônimo cirurgião francês: “Só acreditarei na existência da alma humana [espiritual] no dia que conseguir pegá-la na ponta do meu bisturi”.

FERRAMENTA ERRADA

Temos aí não um cientista, mas um cientificista fanatizado, e que de tão fanático usa a ferramenta errada em sua tentativa de descoberta, pois quer com um elemento material (o bisturi) alcançar algo espiritual (a alma humana). É um absurdo tão grande como, por exemplo, desejar debelar a tuberculose com doses mínimas de um xarope qualquer. O que levaria a essa atitude insana seria o fanatismo, nunca a verdadeira ciência. Como alguém que julgasse poder curar sua filha a necessitar de urgente cirurgia só com orações e outros rituais, sem buscar a Medicina. Se o primeiro fanático é um cientificista (só a ciência!), o segundo é um fideísta (só a fé!), mas nenhum dos dois é cientista (aquele que pelo efeito deseja chegar à causa).

PRECONCEITO E DESCONHECIMENTO

Pergunta-se, então: mas, afinal, o que leva a tudo isso? – A nosso ver, muito brevemente, são dois pontos: o preconceito contra a Metafísica e o desconhecimento de que a ciência trabalha com hipóteses. Vejamos.

1) Preconceito contra a metafísica: o termo grego metafísica (ta metà ta physiká) significa “o que está além da física”. Ora, o famoso cirurgião anônimo é antimetafísico, pois nutre forte preconceito contra tudo o que não possa ser pego e medido em balança de precisão: o amor, a felicidade, a alma, Deus etc. Sua paupérrima realidade se limita àquilo que ele pode ver e tocar. Aliás, o Pe. Dr. Achylle Rubin nos conta que, em um Congresso de filósofos, um deles afirmou: “Eu só admito aquilo que posso ver”. A essa afirmação outro filósofo, educadamente, o desafiou: “Meu caro colega, se você só admite aquilo que pode ver, faça o favor de me mostrar, para eu ver com meus olhos, o sentido dessa sua afirmação” (Também você é filósofo. Santa Maria: Pallotti, 2008, p. 67). Óbvio que era impossível tomar o sentido emocional das palavras e pô-lo sobre a mesa, pois tal sensação não é física, mas metafísica.

2) O cientificismo, com sua fé inabalável na ciência experimental, faz-se assaz insustentável. Isso o afirma o Dr. Newton Freire-Maia, do Departamento de Genética da UFPR, ao escrever que “a ciência está repleta de hipóteses (provisórias) e, comumente, o próprio cientista não tem consciência da precariedade de suas proposições. Quando estudamos História da Ciência e ali encontramos hipóteses que foram alijadas para o porão e substituídas por outras, ficamos aturdidos com a possibilidade de que muitas das nossas hipóteses de hoje possam tomar o mesmo destino” (Curso sobre problemas de fé e moral. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 2007, p. 19).

Cabe, todavia, afirmar o seguinte: nem sempre a culpa é toda da pessoa que assim pensa. Ela pode ser fruto de uma formação deficiente na família e na escola que a ensinaram, de modo torto, a não refletir, mas apenas a tomar como certo só os dados cientificistas, antimetafísicos (= materialistas) e racionalistas que lhe foram passados. Essa pessoa chegará e passará, assim, pela faculdade para, finalmente, tornar-se uma profissional com visão manca do mundo. Só lhe é verdadeiro o que ela pega na ponta do bisturi… Triste demais!