Lavaram as mãos

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Sergio Moro participou ontem de seminário promovido pelo Instituto Não Aceito Corrupção, em Brasília. Em seu discurso falou da omissão do Congresso e do Executivo ao combate da corrupção, das pompas do judiciário e do seu projeto para o ano que vem.

“Faltou ação institucional do Executivo e do Congresso. Quando alguma reforma geral veio, ela veio das próprias Cortes de Justiça, especificamente do STF, que, ao rever precedentes, fortaleceu o sistema anticorrupção, no caso da possibilidade da execução da condenação a partir de julgamento em 2ª Instância”.

“Nós temos belos prédios de tribunais, carreiras jurídicas muito bem estabelecidas, uma produção acadêmica jurídica de qualidade em comparação com o resto do mundo, mas nós temos que convir que todo esse aparato pouco serviu para funcionar efetivamente em relação a esses crimes de corrupção”.

Requião comenta

“Em um pé de goiaba Damares falou com Jesus, diz ela. Se subisse em abacateiro teria batido um papo com a santíssima trindade? Louca de amarrar?”

Evangélico leiloado

Desde o resultado do leilão do Hospital Evangélico e Faculdade Evangélica do Paraná, vencido pelo grupo Mackenzie, o segundo colocado do pregão, a Universidade Brasil, contesta na Justiça o resultado, chegando inclusive ao Tribunal Superior do Trabalho na tentativa de suspender todos os atos referentes ao leilão. Apesar de todo o movimento, o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná decidiu que o resultado é válido e, portanto, as instituições continuam sob administração do consórcio vencedor.

Por que Daniel?

Tem muita gente no Centro Cívico torcendo o nariz para o nome de Daniel Pimentel Slaviero anunciado por Ratinho Jr como o próximo presidente da Copel. Quem é contra começou a campanha; quem é da puxada de tapete iniciou as tramas; quem joga de tudo quanto é lado, parabenizou mas já colocou em marcha a conspiração com os colegas de Assembleia. Daniel Pimentel, neto do ex-governador Paulo Pimentel e irmão do vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, é diretor do SBT em São Paulo.

Explicação

Ratinho Junior explicou a escolha assim: “Estou escolhendo para fazer parte do meu governo, nomes que sejam mais técnicos e que tenham experiência no setor onde irão trabalhar. A Copel é uma das empresas estatais mais importantes do Estado e tive o cuidado de indicar nomes de profissionais qualificados para os desafios que a empresa terá no futuro”.

PDT do Paraná muda

Osmar Dias saiu de cena, com isso o PDT precisa se reorganizar para se preparar para as próximas eleições. André Menegotto, membro da comissão provisória do partido, explicou: “Faremos uma reformulação geral dos diretórios municipais, iniciando pelos municípios com mais de 50 mil eleitores, o que representa hoje 56% dos eleitores paranaenses. Para isso, dividiremos o estado em 10 coordenações regionais que serão responsáveis por esse trabalho de organização, formação política e estruturação dos diretórios e movimentos de base”.

Apesar

Apesar da desistência de Osmar na corrida pelo governo do estado, o PDT parece satisfeito com o resultado das urnas. Desde 2006 não elegia um deputado federal, Gustavo Fruet quebrou o jejum. No Paraná, Goura passou de vereador a deputado estadual e Nelson Lerem foi reeleito.

A chapa de Arruda

João Arruda formou chapa única para as eleições do diretório e executiva estadual do MDB marcadas para sábado. Para compor sua chapa, Arruda reuniu nomes novos e mais tradicionais do partido para trabalhar no que chama de reestruturação e reorganização do MDB com vistas as eleições municipais de 2020. “O trabalho começa agora e o partido sai na frente porque já é organizado em setores como a juventude, trabalhista, mulheres, entre outros núcleos formados na base da sociedade”.

Pé na cadeia

Fora do Palácio do Planalto desde que Fernando Henrique Cardoso saiu de lá em janeiro de 2003 depois de ter governado o país durante oito anos, o PSDB imaginou que poderia voltar quando disputou com Aécio Neves a eleição presidencial de 2014. Por pouco isso não aconteceu. Se Aécio tivesse vencido Dilma Rousseff (PT), e a ser verdade tudo o que se descobriu a respeito dele até aqui, o país ainda estaria sendo governado pelo “líder de uma organização criminosa” às voltas com a Justiça.

Líder do crime

É dessa forma que a Polícia Federal trata Aécio, que por medo de não se reeleger senador disputou e ganhou em outubro último uma cadeira de deputado federal. Ele foi o principal alvo, ontem, de mais uma investida policial contra a corrupção. Aécio é acusado de comprar com R$ 110 milhões do grupo empresarial J&F o apoio político de outros partidos quando tentou se eleger presidente há quatro anos. Se restar provado que o fez, seu destino, mais dia, menos dia, será o mesmo de Lula.

               Reapareceu

Foram dez minutos de tumulto e gritaria. Assim que desembarcou em um Ford Ka branco, João de Deus foi cercado por seus funcionários, fez uma visita de menos de 10 minutos à sala de atendimento e retornou. Jornalistas acompanharam o trajeto, mas foram impedidos de se aproximar do médium, que fez a primeira visita ao centro Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), depois de ser acusado de abuso sexual por mulheres que buscaram a casa em busca de tratamento espiritual.

“Sou inocente”

No trajeto, funcionários gritavam: “Respeitem! Ele vai falar.” A promessa, no entanto, não se concretizou. Apesar do amplo espaço, não foi providenciado um local para a entrevista. O médium saiu sem dar entrevista, mas disse, entre um grito e outro de seus funcionários, que cumpria uma missão dada há 60 anos. E afirmou: “Eu sou inocente”.

A coisa ficou preta

Ao longo de 2016, a maior parte dos depósitos em dinheiro na conta do então motorista do deputado Flávio Bolsonaro foi feita logo depois de a Assembleia Legislativa do Rio efetuar o pagamento de seus funcionários. Em maio, por exemplo, os salários foram pagos pela Alerj no dia 11, data em que houve três depósitos em favor de Fabrício de Queiroz, o assessor que movimentou 1,2 milhão durante um ano. Dos cinco créditos em espécie registrados na conta do motorista em junho, quatro ocorreram nos dias 14 (quando a Alerj quitou os salários) e 15.

Engordaram contas

Sete funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro ajudaram a engordar as contas do velho amigo do deputado e de seu pai. As coincidências entre datas de pagamento e de depósitos reforçam a suspeita de que uma parcela dos salários de funcionários do gabinete do parlamentar ia parar na conta de Queiroz. A revelação que se espera agora é saber para onde ia a grana depois que Queiroz a sacava.

Lava Jato comenta

Nos bastidores, delegados que atuam na Lava Jato dizem que Jair Bolsonaro pode ter cometido o mesmo erro de investigados na operação. Várias tentativas de explicar suspeitas acabaram não se confirmando e causaram dor de cabeça aos investigados. Nesses casos, a recomendação é ficar quieto. Bolsonaro justificou que era para ele o dinheiro depositado na conta de sua mulher, Michelle, por um ex-assessor do filho Flávio. O ex-assessor fez movimentações atípicas, diz o Coaf.

Primeiro os mais velhos

“O líder do PSL ordenou que nenhum deputado eleito articule na Câmara. Só os veteranos podem articular no momento”. Alexandre Frota, futuro deputado federal pelo PSL.

Baixa no governo

Estampa o Diário Oficial da União de hoje a exoneração do embaixador Paulo Uchôa. Ele era membro da equipe de transição e da Secretaria-Geral da Presidência. Foi acusado de curtir no Twitter post de um jornalista que criticou o governo Bolsonaro. Apesar de ter negado e se dizer ser vítima de armação, não conseguiu convencer ninguém.

 

 

 

 

O futuro de Eduardo

Discreto e simpático, Eduardo Pimentel vai traçando seu caminho como vice-prefeito. Nas outras esferas prepara o futuro com a mesma cautela, sem alardear os planos. Ontem, renunciou à presidência municipal do PSDB de Curitiba. Em breve, novidades.

Meirelles com Doria

Henrique Meirelles (MDB) será o secretário de Fazenda e Planejamento no governo de João Doria (PSDB) no estado de São Paulo. O anúncio foi feito nesta terça-feira (11), no escritório político de Doria, na região dos Jardins. O tucano também publicou um vídeo em seus perfis no Twitter e no Facebook ao lado do ex-ministro. “São Paulo fez aquilo que o Brasil desejaria fazer, chamou Meirelles e ele aceitou”.

Fechou o time

Com essa indicação, para a vigésima pasta, Doria fecha seu primeiro escalão. “Hoje estamos fazendo aqui, o último dos anúncios dos nossos secretários. Um grupo robusto, de pessoas capacitadas”.

O perigo

Na cerimônia de sua diplomação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como presidente eleito, Jair Bolsonaro anunciou “um novo tempo”, em que “o poder popular não precisa mais de intermediação”. Referiu-se de modo específico às “novas tecnologias” – presumivelmente a internet e suas redes sociais – que “permitiram uma relação direta entre o eleitor e seus representantes”.

Coerente

É um discurso coerente com a suposição de que a articulação dos simpatizantes de Bolsonaro nas redes sociais teria sido o fator determinante do sucesso eleitoral do deputado. É irrelevante discutir aqui se essa conclusão é procedente ou não; o que interessa é que Bolsonaro parece realmente acreditar que esse poder de mobilização virtual é expressão fiel da democracia no que ele chama de “novo tempo”.

Joice na vice-liderança

Depois de fazer as pazes com Eduardo Bolsonaro (SP) e os colegas na bancada do PSL, a deputada eleita Joice Hasselmann (SP) trabalha para ser indicada vice-líder da sigla na Câmara. As informações são da coluna Painel na Folha de S. Paulo desta quarta-feira, 12.

Por que não dissolve?

A diplomação do presidente eleito, encerrando o ciclo eleitoral de 2018, deveria marcar também a dissolução do órgão público que organizou a disputa, como acontece em todo o mundo que respeita o sacrifício do pagador de impostos. Não é o caso do Brasil, onde o órgão criado para organizar eleição ganhou caráter permanente e o nome de “Justiça Eleitoral”. Essa invenção jabuticaba custa R$5,5 bilhões anuais e sustenta 35.371 servidores até em ano sem eleição.

Era provisório, mas…

O caráter provisório do TSE fica claro: são 3 ministros do STF, 2 do STJ e 2 da advocacia. Mas acabou perpetuado pelos fabulosos cargos. Na Brasília carente de hospitais, a sede do TSE custou quase meio bilhão de reais, onde 7 ministros trabalham às terças e quintas. À noite. No ano sem eleição de 2019, os salários da Justiça Eleitoral custarão ao cidadão brasileiro mais de R$5 bilhões, 89,8% dos gastos totais.

Novidade

Só para aumentar a desconfiança, o Ministério da Justiça disse que não existe contrato em vigor para os serviços que serão licitados.

Fim de ano é a época

Após denúncias do site Diário do Poder em novembro, duas licitações milionárias (Caixa e outra do Banco do Brasil) foram suspensas.

Coisa muito estranha

Uma fábrica de cimento de Sergipe com suas jazidas, avaliadas em R$1 bilhão e 95 milhões, foi colocada pela 9ª Vara do Trabalho de Aracaju, para leilão, na segunda (17),  por apenas R$200 milhões. O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) vai presidir a Frente Agropecuária em 2019. É a maior e mais influente do Congresso, com mais de 200 deputados e senadores. Também

Não é o que parece

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG), de oposição a Bolsonaro, conhece Carlos Alberto dos Santos Cruz, futuro ministro de Governo, desde quando o general serviu em Juiz de Fora. “É hábil negociador”, diz. Prefere lidar com a ele a outros políticos citados para o cargo.

Quadrilha pragmática

O ex-ministro Antonio Palocci contou à Justiça Eleitoral que no governo Lula havia os “programáticos” (ele próprio, Genoino, Luiz Gushiken). E também os “pragmáticos”: José Dirceu, Top-Top Garcia, Dilma e, claro, Lula, que se revelaria o chefe da quadrilha mais pragmática da História.

Sem problemas

O advogado eleitoralista Nelson Buganza diz que o governador eleito e interventor de Roraima, Antonio Denarium, poderá disputar a reeleição sem problemas. Ele não assumirá o governo com plenos poderes. A Câmara aprovou o projeto que cria a figura da Empresa Simples de Credito que pode facilitar as operações de empréstimo e financiamento para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. Foi unânime e agora vai ao Senado.

Boa notícia

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) revisou a projeção do PIB de 2019 de 2,5% para 2,8%. Há também previsão de queda da inflação: de 4,2% para 4,0%.

Seminário Camp

O Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político (Camp) promove dia 12, No Kubitschek Plaza Brasília, seminário para discutir diversos aspectos da eleição, novas mídias, fake news e outros temas.

Época ideal

Fim de governo virou a época ideal para licitações apressadas para fechar contratos que não parecem nada republicanos.

Fachin x Alckmin

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o compartilhamento de mensagens telefônicas para auxiliar o Ministério Público de São Paulo em ação de improbidade administrativa contra o ex-governador Geraldo Alckmin. Os dados estão anexados em inquérito que investiga o presidente Michel Temer no STF.

Mensagens

As mensagens, segundo a Polícia Federal, identificam “local e portador para o recebimento de, pelo menos, dois dos supostos pagamentos de verbas não declaradas à Justiça Eleitoral” pela Odebrecht, destinadas à campanha de 2014 de Alckmin, então governador de São Paulo. Segundo Fachin, a pertinência do compartilhamento “está bem evidenciada”. O inquérito contra Alckmin, que concorreu à Presidência da República neste ano e saiu derrotado no primeiro turno, tramita na 9.ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social do Estado de São Paulo, e investiga suposto ato de improbidade administrativa praticado durante as campanhas de 2010 e 2014.

Delação

Ao STF, o MP estadual afirmou que Edgard Augusto Venâncio, gerente de operações da Transnacional Transporte de Valores, relatou em depoimento “várias retiradas de valores em endereços situadas na capital paulistana”. Os dados sobre os encontros, no entanto, teriam sido apagados, sendo importante, por isso, o compartilhamento de mensagens via Skype fornecidas por Venâncio, na parte que trata de “possíveis pagamentos a pessoas ligadas a Geraldo Alckmin”.

Vai dificultar

Em meio à fase decisiva nas negociações entre Mercosul, e União Europeia, em Montevidéu, a chanceler alemã, Ângela Merkel, cobra pressa para fechar o acordo e alerta que o tempo está se esgotando para um acordo comercial entre os dois blocos. A líder alemã afirmou a parlamentares que o novo governo brasileiro do presidente eleito Jair Bolsonaro tornará o tratado mais difícil de ser alcançado. Os dois blocos não conseguiram chegar a um entendimento há duas semanas, quando negociadores do Mercosul passaram mais de dez dias em Bruxelas na esperança de superar alguns dos principais impasses.

Última chance

Desde a última segunda-feira, os diplomatas voltaram a se reunir, desta vez no Uruguai, para o que seria a “última chance” de um acordo ainda em 2018. Tanto do lado do Mercosul como da UE, existe a percepção de que o pacote negociado até hoje poderia ser desfeito, uma vez que Bolsonaro tenha assumido o governo.

Pelos EUA

Sua equipe já indicou que poderia dar preferências a uma relação mais estreita com os EUA e, em parte, ignorar o Mercosul. Os temores da UE se confirmaram com a escolha de Ernesto Araújo como o futuro chanceler. Entre os diversos textos escritos pelo diplomata, ele chega a citar a Europa como um continente “vazio culturalmente” e dando claras indicações de que Washington será sua referência.  Para os europeus, a ausência de um acordo pode significar a perda de espaço no médio prazo para eventuais concessões que o Brasil faça para empresas americanas.  Mas o Mercosul alerta que os europeus não tem se mostrado flexíveis e evitam fazer concessões, principalmente no setor agrícola.

Detalhes finais

Caso haja um avanço, a Argentina então convocará uma reunião ministerial entre Mercosul e UE para tentar fechar os últimos detalhes de um acordo que já se negocia por 19 anos. Será nessa etapa “política” que algumas das últimas concessões poderão ser feitas, como a ampliação das cotas para o etanol ou carnes brasileiras.  O recado de Merkel, portanto, foi interpretado por diplomatas como um sinal claro de que a Alemanha quer um acordo ainda em 2018 e que está disposta a fazer concessões.

Maior obstáculo

O principal obstáculo, porém, está na França, onde o governo está sob forte pressão e não está disposto a fazer concessões. Durante o G-20, no início do mês, o presidente Emmanuel Macron alertou que apenas fecharia um acordo com o Mercosul se Bolsonaro mantivesse os compromissos do país no Acordo Climático de Paris.  Em Bruxelas, a condição levantada por Macron foi vista como um sinal de que Paris está sob pressão para não fechar um entendimento e protelar qualquer abertura, principalmente no setor agrícola.

Emepnhado?

Segundo o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, o Brasil está empenhado para que o acordo seja concluído, mas é preciso que os dois lados estejam interessados. “Nós atribuímos enorme importância (ao acordo UE-Mercosul). O ministro (das Relações Exteriores) Aloysio (Nunes) está pessoalmente empenhado na negociação. Tenho acompanhado todos os temas de maneira muito próxima e estamos dando todos os sinais que Brasil tem vontade e disposição de fechar o acordo, mas os dois lados têm que querer”, afirmou Guardia a jornalistas.

Na agricultura

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que o Mercosul está pronto para fechar um acordo comercial com a União Europeia, que só não foi acertado ainda porque os europeus não querem concordar. “O Mercosul e a União Europeia só não têm um acordo, não é porque o Mercosul não quis, é porque a União Europeia não quis”, disse o ministro. Os comentários do ministro foram feitos em resposta às afirmações da chanceler alemã. O ministro Maggi rebateu o posicionamento de Merkel. “O Brasil flexibilizou o que podia flexibilizar… Flexibilizamos até em detrimento do uns setores aqui internamente”, disse a jornalistas.

Não muda

Bolsonaro já disse ser mais favorável a negociações bilaterais do que a engajamento em grupos multilaterais, como no caso do Mercosul. Segundo o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, o Brasil está empenhado para que o acordo seja concluído, mas é preciso que os dois lados estejam interessados. “Nós atribuímos enorme importância (ao acordo UE-Mercosul). O ministro (das Relações Exteriores) Aloysio (Nunes) está pessoalmente empenhado na negociação. Tenho acompanhado todos os temas de maneira muito próxima e estamos dando todos os sinais que Brasil tem vontade e disposição de fechar o acordo, mas os dois lados têm que querer”, afirmou Guardia a jornalistas.