O número 11 do meu livro de Vozes do Paraná, Retratos de Paranaenses, entra na fase pré-final de redação. Ainda não se tem data, semestre.

Personagens: Xisto Pereira, Iso Fischer, Samuel Ferrari Lago

A seleção este ano é valiosa, surpreendente pelos perfis biográficos que mostra. Um deles, por exemplo, o médico – muito low profile, embora com rigorosa formação na USP – Iso Fischer, que tem papel importante na MPB. Composições suas, poucos de nós nos apercebemos, foram gravadas pelo primeiro time da música popular brasileira, como Naná Caymmi e Ivan Lins.

HOMEOPATA

Naná Caymmi e Ivan Lins

Outra característica de Fischer é sua defesa incondicional da medicina homeopática – especialidade médica reconhecida pelo CFM -, e de cuja sociedade paranaense ele é o presidente.

SAMUEL FERRARI LAGO

Ainda no âmbito do musical, o volume 11 terá um bom espaço para a luta que o empresário Samuel Ferrari Lago (conselheiro do Grupo Positivo) desenvolve para a expansão e ampliação do trabalho da Orquestra Sinfônica do Paraná. Uma obra de utilidade pública.

O desembargador Xisto Pereira, presidente do TJ-PR, e Fernando Xavier Ferreira, aparecem como exponenciais em seus universos.

Xisto, um homem de especial habilidade política e dotado de forte base jurídica em sua formação, será um dos perfilados também.

Fernando Xavier Ferreira, engenheiro de telecomunicações, foi professor, presidente de grandes empresas nacionais, como a Telefônica (hoje, Vivo), Telebrás, Telepar e diretor geral da Binacional Itaipu. É um diferenciado no mundo empresarial brasileiro, com lugar certo na história das telecomunicações do país.

Amanhã, continuo com o “aperitivo” do volume 11.


‘Banco de Talentos’ tem defesa de deputados paranaenses

Deputado Filipe Barros: todo a favor do currículum

Nem todos os parlamentares de Brasília estão contentes com a proposta do Governo e criar uma espécie de “bancos de talentos”, mapeando currículo de cada candidato a cargo no segundo escalão da administração federal.

A ideia tem muitas aprovações, e, na mesma proporção, ou mais, a grita dos que querem o modelo antigo: simples indicação das bases políticas, consolidando a velha troca de favores.

FILIPE BARROS

Um deputado tido como muito próximo do presidente Bolsonaro, o paranaense Filipe Barros (PSL/PR), não esconde a defesa forte que faz da proposta. Para o paranaense, não se trata da velha fórmula do “dá lá, toma cá”. Mas uma maneira de os parlamentares serem responsáveis pelas indicações. E assim serem bem cobrados sobre a eficiência de cada contratado.


DOS LEITORES (1)

Municípios paranaenses receberão R$ 7,5 bilhões de participação no ICMS em 2019

Professor, pra reflexão!

Como sou da velha guarda, esses números me diziam a classificação um tanto geral dos municípios.

E sempre atento as coisas extraordinárias (Araucária x Petrobras! Paranaguá x Porto!).

20 cidades ficam com 45%! Num certo tempo fabricamos muitos municípios.

Cartórios?

Ponta Grossa passou Maringá?

Londrina pouco?

S. José quase metade Curitiba? Que bela nova cidade!

ERICO MÓRBIS, Curitiba; leitor atento a tudo que se refere ao Paraná.

-o-o-o-o-

(Matéria que gerou o comentário)

Fernando Augusto Mello Guimarães

Os 399 municípios do Paraná receberão R$ 7,5 bilhões referentes à arrecadação do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transportes Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) em 2019. As quotas do índice de participação de cada município foram homologadas pelo Pleno do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) em 30 de janeiro.

O artigo 158 da Constituição Federal determina que 25% do ICMS arrecadado pelo Estado seja repassado aos municípios. A quota individual a ser recebida foi calculada a partir da proporção média da circulação de mercadorias, área total, percentuais relativos às áreas de preservação ambiental, produção agropecuária, população rural e número de propriedades rurais. A receita prevista para distribuição em 2019 representa um aumento de 13,9% em relação a 2018, que foi de R$ R$ 6,6 bilhões.

MAIORES BENEFICIADOS

Os cinco municípios com maior volume de recursos previstos para este ano são Curitiba (R$ 775.600.365), Araucária (R$ 504.551.415), São José dos Pinhais (R$ 355.929.870), Londrina (R$ 195.203.311) e Ponta Grossa (R$ 182.540.995). Os municípios com os 20 maiores índices concentram 44,95% do total do ICMS, enquanto os outros 379 ficam com 55,05% do total.

A homologação do TCE-PR para a distribuição do ICMS está disposta no Acórdão nº 66/2019 – Tribunal Pleno, de relatoria do conselheiro Fernando Guimarães. A decisão foi publicada em 11 de fevereiro, na edição nº 1.997 do Diário Eletrônico do TCE-PR (DETC). O periódico está disponível do portal: http://www1.tce.pr.gov.br/.


DOS LEITORES (2)

“Ser rico não é defeito”

Mário Petrelli, Oriovisto Guimarães e Flávio Arns

A propósito de recente matéria da coluna, gerada a partir de levantamento do site Congresso em Foco, e na qual o senador Oriovisto Guimarães foi apontado como o mais rico dos congressistas eleitos em 2018, o empresário Mário Petrelli – presidente emérito do grupo RIC – mandou a seguinte correspondência ao parlamentar:

Caro Oriovisto,

Ser o mais rico é sinal de que muito se trabalha, tem muita competência e muito emprego que você gera.

Ser rico não é defeito; no seu caso é virtude, um professor que fez um império, construiu um grupo notável de ensino, gerador de empregos, segurança; e que com coragem e amor dá oportunidade para centenas de famílias.

O mundo dos ricos operosos é que possibilita a sustentação dos mais infelizes e porque não dizer desajustados e até sem competência, em decorrência de fatos externos a ele, como a falta de saúde e educação, em um país de submundo. Este país que agora começa a ser emergente, após 20 anos de Poder e não de governo. Pois o grupo que tomou o poder para corrupção se instalou, realidade que, graças a Deus, haverá de se expurgar. E você é um dos expurgadores.

Envio este com cópia para o Aroldo Murá, para ficar esclarecido do porquê da sua riqueza e o que ela gera. Tasso Jereissati também é exemplo de grandeza, correção, capacidade e geração de empregos.

Estou aguardando o seu livro com dedicatória, para rememorar sua grande vida de êxito e solidariedade, que tanto conheço.

MÁRIO PETRELI, Florianópolis

-o-o-o-o-

Resposta da coluna:

Caro Mário Petrelli, conheço bem a vida e obra do Oriovisto. Admiro-o.

Ele e Flávio Arns tiveram meu voto para o Senado.

E até por conhecer a fantástica vida de Oriovisto, que já foi personagem do meu livro ‘Vozes do Paraná, Retratos de Paranaenses’, é que faço questão de registrar a notícia de qualidade: Oriovisto é o mais rico dos recém-eleitos para o Congresso. Essa é uma ótima notícia num país em que muitos homens públicos, principalmente, não podem explicar a origem de seu patrimônio.

Mário, continue mandando suas observações. Elas enriquecem meu trabalho. Seu olhar de lince incentiva muito meu jornalismo, que até pode cometer falhas nunca são deliberadas. (AMGH)


Todo apoio ao “Erastinho”

Secretário e diretor do Erasto Gaertner

O deputado federal e secretário da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf), Ney Leprevost, recebeu nesta quarta-feira (20), no Palácio das Araucárias, o superintendente do Hospital Erasto Gaertner, Adriano Lago, que lhe apresentou o projeto para a construção do Hospital Oncopediátrico Erastinho, que será o maior hospital de oncopediatria do sul Brasil.

Segundo Ney, o intuito da reunião foi de alinhar demandas vinculadas aos departamentos da secretaria, para que recursos possam ser viabilizados em prol da construção do Erastinho. “Vamos atuar com os departamentos e as coordenações, com campanhas preventivas, ações de prevenção ao câncer, nas diversas áreas e programas da pasta”, enfatizou o secretário.

PARCERIA

Ainda Leprevost reforçou que a Sejuf vai priorizar a parceria já existente com o Hospital Pequeno Príncipe e, fortalecer a parceria com o Hospital Erasto Gaetner, focado nos atendimentos as crianças que mais precisam.

De acordo Adriano Lago, “o Governo do Estado já é parceiro com 50 % do valor em todas as edificações viabilizadas, mas precisamos de mais apoio, por isso, viemos apresentar nossa proposta de construção do hospital, para que possamos mobilizar ainda mais toda a sociedade. Essa ação terá um impacto direto com as famílias, as crianças, e toda a comunidade do estado”, reforçou Lago.


OPINIÃO DE VALOR

Ford anuncia fim da produção de caminhões na América do Sul

Decisão preocupa setor produtivo, enquanto governo de São Paulo e Ford procuram alternativas para a venda das instalações em S. Bernardo do Campo

por Raul Guilherme Urban, jornalista (*)

Raul G. Urban: especialista

A notícia caiu como uma bomba na última terça-feira no setor produtivo do país: a Ford anunciou o fim da produção de caminhões na América do Sul e o encerramento definitivo da produção da planta de São Bernardo do Campo (SP), ao longo deste ano. O motivo alegado, de parte da direção da empresa, foi lacônico: “a medida é um dos passos para o retorno à lucratividade sustentável de suas operações na América do Sul”. Os números preocupam: o prejuízo em 2018, conforme balanço, somou 678 milhões de dólares na região. A previsão de milhares de demissões e fechamento de revendas é o temor maior da área automotiva nacional.

REPOSICIONAMENTO

Três pontos foram citados pela direção da empresa e que motivaram a decisão de encerramento das atividades capaz de gerar uma crise no setor com o fechamento de centenas de concessionárias no país: Redução em mais de 20% dos custos referentes ao quadro de funcionários e à estrutura administrativa em toda a região; Fortalecimento da linha de produtos, com ênfase em SUVs e picapes, cuja preferência tem crescido entre os consumidores, e encerramento da produção do Focus na Argentina; Expansão das parcerias globais, como a recente aliança com a Volkswagen para desenvolver picapes de médio porte.

F-600, PIONEIRO

A unidade de São Bernardo desde 2001 produz – e deixa de comercializar – as linhas Cargo, F-4000, F-350, além do automóvel modelo Fiesta, assim que terminarem os estoques. Quem é fã dos produtos Ford, lembra, com saudades do primeiro modelo do caminhão F-600 (foto), produzido a partir de 1957, que reinou soberano durante décadas nas rodovias, antes da chegada dos “pesados” produzidos também pela concorrência.

COMEÇOU NO IPIRANGA

A Ford é a mais antiga em operação da montadora no Brasil. Instalou-se ainda no fim dos anos 1910 no bairro paulista do Ipiranga, e nacionalizou seus produtos durante a gestão do presidente Juscelino Kubitschek, na década de 1950. Ocupava até aqui a quarta posição no segmento de caminhões, com participação de 12% no ano passado, atrás apenas da Mercedes-Benz, Volkswagen/MAN e Volvo. Com mais de 50 anos no mercado, a Ford Caminhões ganhou o respeito de frotistas por causa da robustez e da qualidade dos produtos montados por 2,8 mil trabalhadores que correm o risco de perder seus empregos, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

O cavalo mecânico Ford Cargo 1731 (foto) é um dos modelos de última geração de caminhões que deixa de ser produzido pela empresa.

CRONOLOGIA

A planta da Ford Brasil tem hoje 16 modelos em linha e mais de 400 configurações diferentes. As linhas Cargo e Transit atendem a todos os tipos de negócio – da carga leve e uso em áreas urbanas, aos rodoviários pesados. Em resumo, um pouco da história:

1957: A Ford do Brasil lançou o seu primeiro caminhão nacional, o F-600, que saiu da linha de montagem em 26 de agosto de1957, seguindo o Plano de Metas do governo JK. O índice de nacionalização era de 40% com o motor V-8 a gasolina ainda importado. Em 1958 passou a receber o motor V-8 produzido no Brasil.

COM MOTOR V-8

1959: Lançamento do F-350, o caminhão médio com motor V-8 e 2.670 kg de capacidade de carga.

1960: O papel da Ford Caminhões, no início da década de 1960, foi fundamental para um dos acontecimentos mais importantes do país: a construção de Brasília. Foram os caminhões da marca que transportaram materiais para que a cidade projetada pudesse existir.

Neste período, já eram 30 mil veículos circulando pelo Brasil, chegando até os lugares mais distantes, como Roraima.

A GRANDE FESTA

1964: A Ford comemora 100.000 caminhões produzidos no Brasil.

1967: Em outubro a Ford adquire o controle acionário da Willys Overland do Brasil, cuja fábrica em São Bernardo do Campo (SP) iniciou a produção dos caminhões Ford em 2001, em substituição à fábrica no bairro do Ipiranga.

1975: Lançamento do F-4000 a diesel, quando ainda predominavam os motores a gasolina.

1977: São lançados os modelos F-700, FT-7000, F-8000 e FT-8000, os primeiros cavalos-mecânicos.

1978: Inauguração do Campo de Provas em Tatuí, no interior paulista.

LINHA CARGO

1985: Lançamento da linha Cargo, caracterizada pela sua cabine avançada, originariamente de projeto da Ford Europa associada a um chassi de projeto norte-americano, resultado de um investimento de 150 milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento. Muitos dos componentes do caminhão Ford Cargo foram utilizados no desenvolvimento dos caminhões e ônibus VW nos anos da Autolatina.

1994: Produção de 1 milhão de caminhões Ford no Brasil.

1998: Renovação da Série F, com a reestilização do F-4000, F-12000 e F-14000, introdução do modelo F-16000 e retorno do F-350, destinado ao transporte de 2,1 toneladas de carga útil.

CENTRO DE PEÇAS

1999: Desativação do Centro de Distribuição de Peças da fábrica de São Bernardo do Campo e inauguração de centro terceirizado no município de Barueri, SP.

2001: Início da produção dos caminhões Ford na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), nos prédios que anteriormente abrigavam a produção do motor e transmissão do Ford Corcel. Esta linha utiliza os mais modernos e avançados conceitos de produção, além de um inovador sistema de montagem, trazendo maiores ganhos de eficiência e qualidade ao produto final.

2003: Lançamento do cavalo-mecânico Cargo 4331 MaxTon e do Cargo 6×2 MaxTruck, com terceiro eixo direto da fábrica. Mais confiança e qualidade.

CABINE DUPLA

2004: Lançamento da F-350 com cabine dupla, trazendo ao motorista e passageiros muito mais conforto e capacidade de carga.

2005: Lançamento dos primeiros Caminhões Ford com motorização eletrônica: Cargo 815e; Cargo 1317e; Cargo 1517e e Cargo 1717e.

O F-350 e o F-4000 ganharam motor Euromec III, atendendo ao mesmo tempo aos níveis de emissões e ruídos exigidos pelo Proconve Fase V e às necessidades de uma ótima relação custo x benefício.

CARGO 2831

Lançamento do Cargo 4331s MaxTon, com maior capacidade de carga, conforto e durabilidade. Cargo 2831, mais robustez para enfrentar o trabalho pesado em terrenos fora-de-estrada. E Cargo 5031, capacidade máxima de tração 50 toneladas, o melhor custo/benefício da categoria.

2006: Motorização eletrônica adicionada aos modelos: C1722e; C2422e; C2428e; C2622e ; C2628e; C2632e; C2932e; C5032e e C4432e.

2007: Complementando a linha Cargo, são lançados os modelos C712 e Cargo 4532e (este último em substituição ao modelo C4432e).

FORD TRANSIT

2008: A Ford Caminhões lança a linha mais completa de veículos comerciais da categoria, Ford Transit. Com os modelos de Passageiros, Furgão Curto e Furgão Longo a Ford Transit se consagrou com o pioneirismo em tecnologia, segurança, design e conforto.

2010: A Ford Caminhões amplia a linha Ford Transit com o lançamento do modelo Chassi-Cab.

ENTRA NA A.DO SUL

2011: A Ford traz ao mercado sul-americano a linha Novo Cargo 2012, um lançamento muito aguardado no setor de veículos comerciais. A apresentação desta nova linha excedeu a expectativa por lançar, ao mesmo tempo, uma linha com onze modelos, cinco das quais com a opção de cabine-leito.

2012: Com a nova legislação Proconve P7, a Ford Caminhões renova sua linha de caminhões Cargo com motorização Cummins Euro 5, onde os caminhões ganham melhor desempenho, mais potência, maior economia de combustível, redução da emissão de poluentes em 80%, torque máximo em baixas rotações.

2019: A Ford anuncia o fim da produção de caminhões e do automóvel modelo Fiesta na América do Sul.

(*) RAUL GUILHERME URBAN, jornalista, é autoridade reconhecida em mobilidade urbana e temas da indústria automotiva.


ESTILO DE VIDA

Viramos escravos da própria carreira?

É necessário alcançar o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho

Como equilibrar vida pessoal e trabalho

Ioná Piva / Canção Nova / Aleteia

“Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida nem o cinema, porque queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas”. No texto ‘Felicidade Realista’, de Martha Medeiros, encontra-se a frase citada acima, que traz um questionamento referente ao estilo de vida que adotamos e às metas que buscamos alcançar ao longo da carreira profissional.

TER EQUILÍBRIO NA VIDA DE TRABALHO

O trabalho e o cotidiano rotineiro têm tirado os prazeres básicos que tanto almejamos, como ganhar o suficiente para pagar as despesas, poder nos divertirmos aos fins de semana e desfrutar momentos felizes com a família. O simples passou a ser pouco, buscamos o extraordinário e, por mais que o alcancemos, não nos damos conta e continuemos a buscar, buscar, buscar…

Trata-se de um vazio infinito, fruto de uma saga que nunca vai se completar, já que nada nos satisfaz, e queremos sempre mais e mais. Para isso, trabalhamos mais, estressamo-nos mais, adoecemos mais e por aí vai. Dados mostram: cresce o número de pessoas que querem se curar dos efeitos drásticos causados pelo trabalho na mente e no corpo.

As empresas estabelecem estilos de vida ilusórios, que cegam seus colaboradores; assim, esses indivíduos esgotam as horas extras, perdem o lazer, deixam de lado os relacionamentos em troca de destaque, dinheiro e prestígio. Mas será que tudo isso vale a pena? O que é essencial para nossa vida?

REDESCOBRIR O ESSENCIAL NAS COISAS SIMPLES

Tenho a impressão de termos esquecido que para sermos completos nos basta cultivar as coisas simples, como um almoço com pessoas queridas, um reencontro inesperado, a lembrança que uma boa música nos traz. Deixamos de lado tudo isso para enfrentar, competir, lucrar e vencer. Uma vitória sem ganhadores ou como se alguém vencesse um campeonato, mas não fosse buscar o prêmio, porque não percebeu que era o campeão.

Volte-se para dentro de si e descubra o que realmente o eleva de forma consciente. A paz interior precisa ser contemplada. O tempo perdido não volta, porém, ainda é possível escrever uma nova história, mais feliz com quem amamos!


AÇÕES DE GOVERNO

Proteção à criança é prioridade no Paraná, afirma governador

O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost foram protagonistas da criação da Força-Tarefa Infância Segura de Prevenção e Combate a Crimes Contra a Criança. (Foto: Rodrigo Félix Leal/ANPr)

Ratinho Junior participou do lançamento da Força-Tarefa Infância Segura, que integra Governo, Justiça, MP e entidades em ações de prevenção e combate de crimes contra as crianças.

O Paraná tem a segurança e o desenvolvimento das crianças como prioridade, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Júnior nesta quinta-feira (21) no lançamento da Força-Tarefa Infância Segura de Prevenção e Combate a Crimes Contra a Criança.

A iniciativa idealizada pela Secretaria de Justiça, Família e Trabalho envolve o Governo do Estado, Tribunal de Justiça, Ministério Público Estadual e diversas entidades da sociedade. Todos firmaram um compromisso de integrar ações e direcionar esforços necessários para enfrentar a violência contra as crianças.

“Com essa iniciativa, vamos criar um ambiente de mudança cultural na sociedade, de segurança das crianças para prevenção de crimes e, se houver algum problema, para que elas tenham todo respaldo do governo, Ministério Público e da Justiça”, destacou o governador Ratinho Junior.

A iniciativa congrega diversos órgãos e as políticas públicas dos sistemas de justiça, segurança, assistência social, educação e saúde, com ações coordenadas para o acolhimento e atendimento integral às crianças vítimas de violência. A Força-Tarefa responde a uma preocupação recorrente do aumento nos registros de violência contra as crianças no Paraná. Apenas no ano passado, 1.440 foram alvo de diversos crimes, segundo estatísticas do Disque-Denúncia 181.

O secretário da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, destacou que o dever da Força-Tarefa é o respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e ao art. 227 da Constituição Federal. “Essas leis preconizam que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, com prioridade, o direito à vida, saúde, alimentação, educação, lazer, profissionalização, cultura, dignidade, respeito, liberdade e convivência familiar e comunitária”, disse ele.

DOZE AÇÕES

A Força-Tarefa estabeleceu doze ações para os próximos meses para efetivar esses compromissos. Elas passam por operações ostensivas das forças de segurança, seminários de prevenção, investigação de crimes cibernéticos, acolhimento, comunicação com a sociedade para estabelecer uma cultura de proteção, interconexão com os municípios e criação de centros integrados de atendimento nos moldes dos serviços já disponibilizados à mulher.

“A Força-Tarefa tem caráter permanente de prevenção e combate aos crimes. Assinamos um pacto pela infância. Uma criança na rua é responsabilidade de todos”, afirmou o secretário Ney Leprevost.

PROTEÇÃO IMEDIATA

Segundo Felipe Eduardo Hideo Hayashi, diretor do Departamento de Justiça da secretaria e coordenador do projeto, a intenção é integrar as políticas públicas e priorizar a proteção imediata. “É um problema complexo, que demanda participação de todos os entes públicos e da sociedade civil para buscar um resultado de verdade, porque enquanto isso as crianças estão sendo vitimizadas, muitas vezes dentro da própria casa”, destacou.

“A lei estabelece esse sistema de proteção e prevenção. Se houve violação o Estado falhou no seu dever constitucional. Não podemos tolerar novas falhas”, completou.

JUSTIÇA

O presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Adalberto Xisto Pereira, destacou durante a assinatura do termo de cooperação, que o Poder Judiciário tem como função primordial a defesa dos direitos dos cidadãos. Ele também citou um compromisso com a rede de proteção nos processos que envolvem crianças. “Nós vamos dotar todas as comarcas da melhor tecnologia possível para proteger as nossas crianças”, afirmou.

BASE

O procurador-geral de Justiça, Ivonei Sfoggia, enfatizou a iniciativa do governo estadual logo nos primeiros meses da gestão. “Para o Ministério Público é uma satisfação participar desse pacto para a infância e adolescência. O governo sinaliza para um rumo em que há uma preocupação efetiva, o que para nós significa o cumprimento do Estatuto da Criança e Adolescente”, afirmou. “Sem dúvida esse é um ato de cuidado da base, e quando se investe na criança se investe na formação do homem, do ser humano”.

A OAB-PR também subscreve o documento. Para o presidente da entidade, Cássio Lisandro Telles, o projeto é uma oportunidade inédita de unir as forças de proteção. “Estamos racionalizando o trabalho para que, doravante, tenhamos uma ação coordenada. Faltava mesmo essa coordenação no Paraná. Tínhamos várias entidades trabalhando isoladamente, agora temos um grupo para unir forças com expectativa de apresentar resultado muito melhor”, explicou.

Segundo Telles, o projeto também tem um viés social muito importante. “Temos defendido a cidadania responsável como forma de mudança do país. Esse projeto tem esse viés. Não apenas do combate à violência, mas do cuidado na formação do futuro cidadão, daquele que vai definir os destinos do nosso país”, acrescentou.

SOCIEDADE

Para Renann Ferreira, presidente do Conselho Estadual de Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA), a Força-Tarefa reverte o desmonte do enfrentamento à violência no Paraná. “O CEDCA vai observar as ações e deliberar sobre elas. Nós queremos que as políticas sejam deliberadas e virem políticas públicas de fato. A partir dessa retomada, consolidaremos a rede do Estado e os papéis dos conselhos locais”, afirmou.

As principais preocupações levantadas pelo CEDCA e levadas à Força-Tarefa, além do enfrentamento da violência, passam pelo acolhimento aos adolescentes recolhidos nas casas de assistência socioeducativas, obesidade infantil, suicídio e políticas para a educação.

PRIMEIRA AÇÃO

A primeira ação concreta da Força-Tarefa será realizada no Carnaval. As forças de segurança farão a fiscalização ostensiva por meio de operações integradas com objetivo de detectar e adotar medidas em face de ilícitos envolvendo crianças e adolescentes (venda de bebidas a menores, por exemplo). A Secretaria da Justiça, Trabalho e Família fará uma campanha de conscientização, sensibilização e orientação sobre violência e acesso aos canais de denúncia do Estado. As ações serão realizadas nos pedágios, blocos de carnaval, cidades litorâneas e do interior que contam com programação festiva.