O escritor Ricardo Laurindo mostrando o livro “O Úlitmo Teste”

O autor Ricardo Laurino realiza bate-papo e sessão de autógrafos do livro “O Último Teste” durante a IV Mostra Internacional de Cinema Pelos Animais, que acontecerá em Curitiba, nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro. As sessões de autógrafos acontecem no dia 30, às 19h30, e no dia 1º, às 16h15.

Bastante discutido depois da invasão ao Instituto Royal para libertação dos beagles usados para testes, o tema aparece na obra em forma de ficção.

Em uma trama acelerada, dois grandes amigos envolvem-se em uma verdadeira guerra contemporânea. De um lado, a comunidade científica que defende a realização de testes em animais; do outro, ativistas que estão dispostos a tudo para se fazerem ouvir.

JUIZ FURLAN (2)

Anderson Furlan, juiz federal

O prefácio é assinado pelo juiz federal Anderson Furlan, que descreve a obra como “uma instigante trama, com personagens bem delineadas e um enredo eletrizante”. Quem também opina sobre “O Último Teste” é a advogada e doutora em meio ambiente Danielle Tetü Rodrigues, que contribui com o texto da orelha do livro.

A propósito: Furlan será um dos personagens de meu livro “Vozes do Paraná 6”, a ser lançado em 2014. A coleção contém perfis e dados biográficos de paranaenses que vêm escrevendo a história do Paraná dos nossos dias.

Ricardo Laurindo com o seu “beagle”

Nos meios judiciários brasileiros – e paranaenses, de modo especial – Furlan tornou-se amplamente reconhecido como um dos líderes do movimento pela criação do Tribunal Regional Federal com sede em Curitiba, cuja implantação – infelizmente – será ainda uma nova batalha a ser vencida. O juiz é reconhecido e acatado por obras jurídicas de que autor, todas versando sobre sua especialidade, Direito Tributário.

Furlan é juiz em Maringá e presidiu a Associação dos Juízes Federais do Brasil, Seção do Paraná.

CARTAS

(correspondências para a coluna: aroldo@cienciaefe.org.br)

“MEXICANOS APRENDERAM CONOSCO
MAS ESTÃO SUPERANDO NOSSO BRT”

Eduardo Lopes Guimarães

O assunto já foi resumidamente abordado pela coluna, dias atrás. Agora, voltamos a ele, apresentando a correspondência que nos mandara, do México, o arquiteto Eduardo Lopes Guimarães. E que, pelos ‘milagres’ da TI ‘revela-se só agora’, em detalhes, eis o depoimento de Guimarães, que contém alertas a Curitiba:

Caro Aroldo,

Depois que falei na ONU no dia internacional do Habitat ( 1/10 ) no ano passado, recebi vários outros convites e um deles, aceitei imediatamente, por ser o mais acadêmico e interessante: da Universidade de Guadalajara, no México.

O convite foi para proferir a “Conferência Magistral” de abertura da X Semana Internacional de Urbanismo y Médio Ambiente, SIUMA, com uma hora e meia de apresentação e mais meia de perguntas.

Para não parecer o Fidel Castro que discursava até 7 horas, e para não cansar a plateia resolvi discorrer sobre a história de Curitiba e suas preocupações com meio ambiente desde o século XIX quando o passeio publico foi inaugurado, em 1886, até o programa Biocidade de 2007 com ênfase especial ao planejamento urbano, uso do solo e especialmente o sistema de transporte.

Transformei então a palestra, em um convite gastronômico que denominei Curitiba a lá Carta.

Composto por Aperitivo, que foram pensamentos de filósofos e estudiosos desde Cicero, Platão, Campanella, até Mark Girouard, Edward Glaeser e Rene Dubois. Seguido das Saladas, com os dados de Curitiba, dois pratos principais : Mobilidade e Meio Ambiente. Entre os pratos principais como Sorbet, um pequeno vídeo. E de Postre, o Biocidade.

‘PROFESSOR INVITADO’

Desta maneira, consegui manter a atenção de todos e no jantar de encerramento, no restaurante La Tequila, recebemos do Reitor, diploma e medalha de Professor Invitado, livros de presente, e ainda pudemos degustar Escamoles ou Caviar de Hormigas (ovos de formiga) e Gusanos de Maguei que são larvas de uma agave. Complementaria com Chapulines (grilos fritos) se já os não tivesse provado, ano passado em Puebla.

NOSSO BRT ULTRAPASSADO

BRT de Guadalajara

O que me entristeceu foi verificar após minha palestra, ao fazer uso do sistema de transporte daqui, o BRT, baseado no modelo que Curitiba criou há mais de 30 anos ,foi constatar que o dessa cidade, está mais avançado, mais moderno e mais eficaz que o nosso. Percebemos que a inspiração de nosso grande urbanista, prefeito e governador Jaime Lerner funcionou melhor que o de nossa cidade. A começar pelas estações dos ônibus todas amplas bem arejadas e automatizadas, com capacidade para mais de 200 pessoas, se bem que só possuem ônibus articulado. Isto significa planejar o futuro. Todas as canaletas exclusivas foram projetadas com previsão de ultrapassagem dos expressos, enquanto que em Curitiba ainda estamos em obras…

UM SHOPPING SURPREENDENTE

Visitamos acompanhados de professores de arquitetura e urbanismo diversos pontos da cidade e o que mais nos chamou atenção foi o Shopping Center Andares com uma arquitetura e bom gosto de fazer inveja. Só o estacionamento possui capacidade para 3500 veículos com circulação e vagas muito espaçosas. São 133.000 m² em 13,3 hectares, e tornou-se ícone da capital de Jalisco.

Comparativamente sua população e dez por cento menor que a nossa, mas seu aeroporto ligado ao centro por free way de 4 pistas possue 2 magníficos terminais com inúmeros voos ao exterior. Também a quantidade de Taxis circulando e bem satisfatória e nunca esperamos mais que um ou dois minutos. Em Curitiba, sem comentários.

A cidade de Guadalajara encanta por sua qualidade de vida, suas atrações artísticas e culturais sem falar na simpatia e hospitalidade de seus habitantes. Possui igualmente muitas praças repletas de belos monumentos históricos, diversos parques e bastante áreas verdes. A festa dos mortos, celebrada no México é uma atração à parte, e seu artesanato, possivelmente o mais rico e eclético do mundo.

No passado, me recordo de ter recebido inúmeras delegações mexicanas para conhecer nossas inovações. Hoje seria bom que delegações brasileiras fossem conhecer as cidades mexicanas.

Eduardo Guimarães, Arquiteto e consultor empresarial, Curitiba

TEXTO SOBRE DIABETES

Sou colega jornalista (RBS)

Amigo do Eloi Zaneti.

Li matéria interessante em sua coluna – Marcos Winter.

Como posso ter acesso ao texto?

Grato, Madruga Duarte

WAN – ASSOCIAÇÃO MUNDIAL DE JORNAIS – AMÉRICA LATINA, em Curitiba.

CANALETA DA SETE. OBRA INAUGURADA?

Tem menos de mês que foram dadas como concluídas as obras da canaleta do expresso na Sete de Setembro, da Brigadeiro Franco à Praça do Japão. A vida melhorou para muitos pedestres, com os novos e mais amplos passeios laterais, com o ‘pavê’ facilitando a vida de quem usa o trecho.

Mas atenção, Prefeitura: numa ‘fiscalização’ básica, leitores da coluna avisam que o calçamento, apesar de recentíssimo, já está mostrando imperfeições. Cai em certos pontos, como na esquina da Bento Vianna com a Sete de Setembro. Noutros, sequer teriam sido firmados com cimento ou coisa que o valha.

“OTÁRIO CHORÃO”

A conta do mês de novembro da televisão por assinatura do empresário de Campo Grande, César de Medeiros, 42 anos, veio com uma surpresa que ele considerou desagradável. A fatura, gerada pela Claro TV, estava em nome de “Otário Chorão”. O cliente desconfia que um atendente da empresa alterou o cadastro depois que ele ligou pedindo desconto no plano.

STJ CONFIRMA BLOQUEIOS ANTES DE CITAÇÃO JUDICIAL

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu provimento a recurso especial do Banco Bradesco para admitir, antes da citação, o bloqueio eletrônico de valores em nome de devedores que não foram localizados.

No caso analisado pela Terceira Turma, o Bradesco moveu ação executória de título extrajudicial contra uma microempresa de materiais elétricos e hidráulicos. Contudo, os devedores não foram localizados pelo oficial de Justiça para a citação. Diante disso, a instituição financeira pediu em juízo a realização de arresto on-line, por meio do Bacen-Jud.

STJ CONDENA COLÉGIO POR ATOS SEXUAIS DE TERCEIRIZADO

Em decisão unânime, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aumentou em dez vezes o valor da indenização que um colégio do Rio de Janeiro foi condenado a pagar a aluna que mantinha relações sexuais com um prestador de serviço da escola.

A adolescente, de 12 anos, e o prestador de serviço mantinham encontros frequentes, por mais de um ano, sempre em horário escolar. As relações sexuais aconteciam dentro do estabelecimento de ensino e foram descobertas pelos pais da menina. Os pais decidiram mover ação por danos materiais e morais, decorrentes da negligência do colégio em vigiar adequadamente seus alunos e funcionários.

STJ CONDENA COLÉGIO (2)

A sentença, confirmada em acórdão de apelação, julgou parcialmente procedente o pedido e condenou a instituição ao pagamento de R$ 20 mil, a título de compensação pelos danos morais.

DIREITO DE PERSONALIDADE

Ministra do STJ Fátima Nancy Andrighi

A escola e a menor, representada pelos pais, recorreram ao STJ. A relatora, ministra Nancy Andrighi, não só reconheceu a negligência da instituição, mas também que o valor da indenização arbitrado não se mostrou condizente com a gravidade da situação e o princípio da razoabilidade.

“Os episódios narrados certamente marcarão a vida da aluna e de sua família por toda a vida, violando de maneira indelével o seu direito de personalidade. À vista de todo o exposto, sopesadas as especificidades reveladas nos autos, reputo adequado fixar o valor da compensação pelos danos morais em R$ 200 mil, concluiu a relatora.

O número deste processo não é divulgado em razão de segredo judicial”.

Ministra Nancy Andrighi, do STJ.

ALUNOS DO SESI DIALOGAM COM TRÊS JORNALISTAS

Luiz Manfredini

Os jornalistas José Wille, Luiz Manfredini e este colunista, autores de livros que, na maioria, traçam perfis de paranaenses que têm contribuído para a história do Paraná de hoje, falaram, na semana passada, para alunos do Colégio do SESI, em São José dos Pinhais.

As instalações da unidade compreendem amplo espaço em que, anos atrás, funcionou a indústria Placas Paraná, do grupo Kaesemodel.

O espaço é usado por unidades de ensino: o SENAI local, formando mão de obra especializada para atividades industriais; a Faculdade Metropolitana de Curitiba (faculdade mantida pela FIEP)– abrigando quase 2 mil alunos, em graduação e pós – e o colégio, voltado ao ensino médio.

Hoje o mesmo grupo de escritores estará no Colégio do SESI de Ponta Grossa, a convite, para cumprir a mesma tarefa: dialogar com novos leitores.

SESI DE S.JOSÉ (2)

Christian Frederico da Cunha Bundt

Os três jornalistas falaram de suas obras a convite do SESI, sendo indagados por um público atentíssimo e bem informado, cerca de 250 alunos. O colégio abriga 900 jovens, com idade entre 15 e 18 anos.

Os trabalhos foram conduzidos por Marcos Marcondes, gerente da Unidade SESI local; ao lado de Márcia Rodrigues Gonçalves, dirigente do colégio e Christian Frederico da Cunha Bundt, diretor da Famec.

A faculdade amplia espaço. Está construindo novas salas de aula e laboratórios, no mesmo terreno.

SESI DE S.JOSÉ (3)

A boa qualidade do ensino pôde ser avaliada pela pertinência e importância das perguntas aos palestrantes feitas por alunos. Dois deles ajudaram a conduzir os trabalhos: José Luiz Junior e Diego. O primeiro já foi aprovado em Jornalismo da PUCPR; o outro é um seguro conhecedor de literatura brasileira.

Manfredini, um dos palestrantes, é autor de uma grande série de livros sobre empreendedores industriais do Paraná.

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Esta coluna é publicada diariamente no jornal Indústria&Comércio.

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