Em entrevista exclusiva publicada pela revista IDEIAS, o deputado estadual Goura, do PDT, deixou claro que é candidato a prefeito de Curitiba e pretende construir uma frente com o PT e outros partidos de esquerda. Seus índices de prestígio e popularidade crescem rapidamente nas pesquisas de opinião. Ele tem o apoio antecipado de todos os movimentos de ambientalistas, de identidades e de propostas alternativas.

Nem por isso o partido está fechado com ele. Goura terá que enfrentar o coronelato de alto coturno dos pedetistas da antiga que controlam a máquina partidária e que fecham em torno de Gustavo Fruet.

O deputado federal Gustavo Fruet se considera candidato natural do PDT e não desiste em favor de ninguém. Tem mais, não aceita nem mesmo fazer aliança com o PT, muito menos com partidos e correntes de esquerda. Pretende representar uma linha tênue de centro, com apoios à direita, como o de membros da Opus Dei. Fruet diz obedecer à estratégia nacional do partido que prega o afastamento do PT para fortalecer a candidatura de Ciro Gomes à presidência da República em 2022. Ou seja, uma inflexão preferencial à direita.

Enquanto isso, Rafael Greca segue em voo cruzeiro, em altitude muito mais elevada que os demais. Ele gosta muito de ver as dissensões internas nos partidos que lhe fazem oposição.

Globo demite

O clima está tenebroso na Rede Globo. A emissora demitiu nesta quarta-feira, 6, mais de 100 pessoas de suas equipes de entretenimento, de áreas como produção, transporte e figurino. As informações são de João Batista Jr. na Veja. A emissora nega. Sobre o número exato de demitidos, a assessoria de imprensa da emissora informou que não confirma assuntos internos.

Oriovisto relator

O senador Oriovisto Guimarães será o relator da PEC Emergencial, que prevê mecanismos de redução de custos para abrir espaço no Orçamento. A proposta faz parte do pacote econômico do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Inflação baixa

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro ficou em 0,10%. O índice, que é usado como referência para a inflação oficial, foi divulgado nesta quinta-feira (7), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o menor resultado para um mês de outubro desde 1998, quando o IPCA ficou em 0,02%. No acumulado do ano, o IPCA está agora em 2,60%. E, nos últimos 12 meses, a variação é de 2,54%, abaixo do índice de 2,89%, encontrado nos 12 meses anteriores.

Imprescritível

O Senado aprovou ontem (6) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 75/2019, que modifica o Artigo 5º da Constituição para determinar que o feminicídio seja inafiançável e possa ser julgado a qualquer tempo, independentemente da data em que foi cometido. Além disso, a PEC também inclui o estupro no rol de crimes imprescritíveis e inafiançáveis. A medida já é válida para crimes de racismo.

 

Modelo inspirador

O plano de reforma do Estado, enviado com grande pompa ao Congresso pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, é uma aposta de alto risco, especialmente porque contém três propostas de emenda constitucional (PEC). É um pacote ambicioso, mas terá resistência dos parlamentares. O modelo é igual ao adotado pelo Chile entre os anos 70 e 90 do século passado. Ou seja, no período da ditadura de Pinochet, muso inspirador de Guedes.

 

Desigualdade

Nos próximos dias – e nos próximos meses – cada item do pacote de Guedes ganhará mais discussões. No Chile, onde alavancou a economia, produziu desigualdades, queda de renda e riqueza, provocando a explosão social que domina as ruas de Santiago há dias. Veteranos foram vitimados pelo sistema de capitalização na aposentadoria e no Chile de hoje cresce a lista de suicídios dos mais idosos.

 

Novo ataque

Paulo Guedes, ministro da Economia, não gosta de pobres e idosos. Repete que os pobres “não sabem economizar” e no pacote da reforma do estado havia colocado a desindexação das aposentadorias, o que provocou reação de Bolsonaro: “Você acabou de fazer a reforma da Previdência e ainda quer tirar dinheiro dos velhinhos?”. O item foi retirado da proposta.

 

Olho vivo

Osmar Terra está balançando no Ministério da Cidadania. O principal candidato viajou com Bolsonaro para Ásia e Oriente. É o pastor e deputado Marco Feliciano, que também sonha com a vice-presidência em 2022.

Quer apoio

Há quem aposte que o prefeito Marcelo Crivella, do Rio, andou derrubando praça de pedágio, chutando contratos de concessão da Linha Amarela, quebrando cabines e desligando energia, tudo para chamar atenção de Jair Bolsonaro. Crivella quer o apoio do presidente em sua tentativa de reeleição em 2020. E até colocar o deputado Hélio Lopes (Hélio Negão) na vice. O problema será fazer ele falar.

 

Mundo digital

O Bradesco já fechou 50 agências este ano e até dezembro quer fechar mais 100. Para 2020, a ideia é fechar mais 300 agências. A aposta do banco é que o futuro “é o mundo digital”, onde está incluindo seu novo banco, o Next.

 

Nada de novo

O chefe do GSI, Augusto Heleno, que será convocado a depor na Câmara, conversou com Eliana Cantanhede e repetiu a cantilena de sempre: disse que foi mal interpretado quando comentou a ideia do deputado Eduardo Bolsonaro de ressuscitar o AI-5.

 

Gravado

Ainda o general Augusto Heleno sobre a novela do AI-5: ele também disse que o comentário foi feito em off e não foi bem assim. O general autorizou a publicação do que dissera – e que estava devidamente gravado. Os mais irônicos analisam esse episódio de Augusto Heleno, que começou com uma queda de braço com Reinaldo Azevedo, como resultado de uma bolsonarização de seu comportamento, pela posição que ocupa.

 

Audiência 1

A entrevista de Eduardo Bolsonaro, no final de semana passada, no programa do Ratinho, deu a menor audiência da história da atração: 6 pontos. Menos que a entrevista de Sérgio Moro que deu 6,6 pontos. Os índices médios do programa diário de Ratinho ficam entre 7 e 8 pontos.

 

Audiência 2

Na festa de comemoração dos 300 dias de governo Bolsonaro, o Planalto viveu uma solenidade marcada por elogios em causa própria. E o presidente voltou a atacar jornalistas e o Jornal Nacional que, na verdade, só informou que ele havia sido citado no depoimento de uma testemunha da novela Marielle Franco. E ele estava mais irritado ainda pela audiência do Jornal Nacional na segunda-feira (4): deu 34,5 de média, 38,9 de pico e 48,2 de share. No horário, a Record dava 10 de audiência e o SBT 7,1.

 

Mudança

O senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), ex-governador de Minas Gerais, vai deixar as fileiras de seu amigo, o deputado e ex-governador Aécio Neves. Deverá se transferir, de armas e bagagens, para o PSD de Gilberto Kassab, com novos planos para o ano que vem.

 

Para chamar atenção

Alguns analistas políticos acreditam que a declaração feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro em ressuscitar o AI-5 foi dita somente para chamar atenção. E que, no fundo, ele ficou muito chateado por ter sido dispensado pelo pai da posição de candidato de embaixador de Washington. Só que a declaração poderá ter consequências dolorosas e mais complicas.

 

Maior solução

Mesmo estando ao lado bivarista, o senador Major Olímpio acredita que o governo Bolsonaro tem tudo para dar certo. E faz um alerta ao presidente. “Há muita tentativa de se intrigar o presidente com o Sergio Moro. O Sergio Moro está numa missão de querer ajudar o Brasil. E você há de observar: o que conduziu o Bolsonaro à Presidência da República, não foi porcaria nenhuma de Previdência, reforma tributária, venda de estatais, coisa nenhuma. A pauta que encantou o povo brasileiro foi combate à corrupção e redução da criminalidade. Essas duas pautas o Bolsonaro pôs nos ombros do Moro.  O Moro não é um problema para Bolsonaro. Ele é, possivelmente, a maior solução para o Bolsonaro hoje”.

 

Ao conselho

A deputada Joice Hasselmann se emocionou ao ocupar a tribuna do plenário da Câmara, onde contou que estava sendo xingada e ameaçada por não estar do lado do governo. À certa altura desabafou: “Quem é de direita tem que saber divergir. Se não, é autoritarismo do mais sujo, do mais baixo. Não precisamos concordar uns com os outros, mas também não precisamos nos odiar porque somos de partidos diferentes”. E no fim, completou: “Não vou tolerar nenhum tipo de afronta, crime, calúnia, seja ela virtual ou não, de quem quer que seja, nem do filho do presidente da República. Levarei o senhor Eduardo Bolsonaro ao Conselho de Ética e à PGR”.

 

Unanimidade

O ex-ministro e aliado Gustavo Bebianno ficou indignado ao receber a notícia que o general Santa Rosa pediu demissão da Secretaria de Assuntos Estratégicos.  “Recebi a notícia com indignação. Considero uma falta de respeito com as Forças Armadas. O general Santa Rosa não é um general qualquer. Ele é considerado uma unanimidade e o presidente sequer falou com ele. Considero uma falta de respeito com o Exército”.