O Itaú Unibanco teve no terceiro trimestre um lucro líquido de R$ 7,2 bilhões, um avanço de 10,9% em relação ao mesmo período de 2018. O aumento, de acordo com o relatório divulgado nesta segunda-feira (4), está diretamente associado ao crescimento da carteira de crédito expandida.
Dentre os bancos privados, o Itaú foi o que apresentou o menor ritmo de crescimento. Santander e Bradesco, os primeiros a divulgarem seus respectivos resultados, mostraram avanços de 19,2% e 19,6%, nesta ordem.
No Brasil, os empréstimos do Itaú subiram 11,7% no período, puxados principalmente pelas concessões para pessoas jurídicas e para micro, pequenas e médias empresas. Juntas, as duas carteiras registraram R$ 313,8 bilhões, alta de 17,3%. O banco também tem operações em países da América Latina.
Já a carteira das companhias de grande porte avançou 4,1% na mesma comparação. Apesar de o segmento demonstrar a primeira alta depois de quatro trimestres de queda, tal evolução vem como reflexo do trabalho do banco com títulos privados, modalidade que subiu 30,1%. As operações com crédito, por sua vez, tiveram um recuo de 1,9%.
Ainda segundo o relatório, o crescimento da carteira expandida foi responsável por um aumento de 9,6% na margem financeira (principal receita de um banco). As receitas com prestação de serviços e resultado com seguros mostraram uma leve alta de 1%, para R$ 10,8 bilhões, principalmente em função de maiores receitas com corretagem, que subiram 150,4%, para R$ 698 milhões e também com administração de recursos, avanço de 28,7%.
A melhora nos empréstimos, no entanto, também foi responsável pelo forte impacto no custo de crédito do maior banco do país, que registrou um avanço de 37,8%, para R$ 4,5 bilhões.
O maior volume deste montante veio do total de recursos passados a prejuízo (a chamada despesa de provisão para crédito de liquidação duvidosa), que subiram 26,1% no período, para R$ 4,9 bilhões. A recuperação desses créditos caiu 21,6%. O índice de inadimplência total permaneceu estável em 2,9%.
As despesas operacionais registraram uma evolução de 2,8%. A alta foi liderada pelo crescimento dos gastos com desligamentos e processos trabalhistas e também na participação de resultados.
O retorno sobre o patrimônio líquido consolidado do Itaú ficou em 23,5%, alta de 2,2 pontos percentuais ante o terceiro trimestre de 2018, quando estava em 21,3%. Olhando apenas para o Brasil, o indicador apontou 24,6% contra 22,4%.
O banco manteve as projeções de crescimento para este ano, onde prevê alta entre 8% a 11% para a carteira de crédito e um avanço de R$ 12,5 bilhões a R$ 15,5 bilhões no custo de crédito.