A vice governadora e os empresários italianos

Em tempos bicudos, algumas notícias boas para o Paraná, alvo de interesse de investidores estrangeiros. Como exemplo, cito manifestações nesse sentido: um cluster de empresas belgas de agronegócio esteve na segunda no TECPAR, buscando apoio para entrada no mercado paranaense. Trata-se da Wagralim, polo de indústrias agroalimentares da Wallonia, Bélgica.

Na semana passada, industriais ucranianos foram igualmente recebidos no mesmo TECPAR, mostrando intenções de investir no Paraná.

Ainda na segunda-feira – mas não menos importante – quem dominou a cena de atrações empresariais internacionais foi a vice-governadora Cida Borghetti.

Ela recebeu em seu gabinete, no Palácio Iguaçu, uma comitiva de empresários italianos das províncias de Trento e Toscana.

2- RAÍZES TRENTINAS

Com raízes trentinas, a família de Cida vem de um pequeno povoado chamado Borghetto. Até por isso, ela sentiu-se entre amigos, com os visitantes/empreendedores.

Conversando em italiano fluente, a vice-governadora colocou a estrutura do Governo do Paraná à disposição dos empresários que buscam parcerias nos ramos da construção civil e na qualificação de mão de obra.

A relação de Cida com a Itália ultrapassou os laços familiares há algum tempo. Na Câmara Federal ela foi presidente do grupo parlamentar Brasil-Itália, hoje é uma das conselheiras do Comites (Conselho de Italianos no Exterior) e lidera uma das chapas que concorre para a eleição marcada para Abril.

A comitiva, que fica no Paraná até o dia 10 de fevereiro, é liderada por Cesare Ciola, da Associação Trentina no mundo, e Ivanor Minatti, presidente do Círculo Trentino da Grande Curitiba.

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MAIORIDADE PENAL E TRIBUTOS

Volto a Joel Malucelli, a quem entrevistei dias atrás. Ele, velho conhecido, cuja carreira acompanho há anos, será um dos personagens do volume 7 de meu livro Vozes do Paraná 7.

O suplente de Álvaro Dias no Senado já tem um portfólio de temas que pretende abordar no Senado, se eventualmente assumi-lo numa interinidade.

Um deles – controvertido – é o da maioridade penal. Acha que pode-se pensar em reduzi-la para 16 anos. Isso sem deixar de considerar as diversas variáveis que o tema comporta.

MAIORIDADE (2)

Outro assunto que está no gatilho de Joel Malucelli é a reforma tributária. Nesse ponto, defende claramente a implantação de um tributo único no país, tal como ocorre em países como os Estados Unidos. E com uma taxação ficando entre 8 a 9%. O resultado seria distribuído entre a União, Estados e Municípios.

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Almir de Lara, Judas Tadeu Grassi Mendes, Fernando Antonio Miranda e Luiz Carlos Setim

PRIMEIRA CLASSE NO AEROPORTO AFONSO PENA

Quem imagina que o jornalista Almir de Lara aposentou-se está enganado.

Pioneiro do jornalismo voltado à Economia, assinou por anos coluna na Gazeta do Povo.

Periodicamente, publica jornais e revistas sobre o Aeroporto Afonso Pena, seu dia a dia, sua gente, as obras que o vão ampliando.

Agora Almir acaba de lançar uma revista primorosamente ilustrada – “Primeira Classe”, especialmente centrada nas obras e melhorias e ampliação de nosso principal aeroporto.

A edição é interessante e documental. Quando trata dos que se envolveram no projeto de modernização do aeroporto, anos atrás, ele cita, por exemplo, José Carlos Gomes de Carvalho, o ex-presidente da FIEP “in memoriam”. Prova de amizade de senso de justiça.

E outros nomes, como Fernando Antonio Miranda, Mario De Mari, Gastão Doring, Rodrigo Rocha Loures, Helmuth Altheim, Aguillar Silva, Miguel Zattar Filho, Judas Tadeu Grassi Mendes, Flávio Pretes, Eloi Biesuz, Dionísio Serena, Luiz Carlos Setim, entre outros.

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NA TOCA DO COELHO

(espaço de Antonio Carlos da Costa Coelho)

Antonio Carlos Costa Coelho

MORENO SENTIMENTAL

Era um tipo espalhafatoso. Ria alto, usava camisas coloridas abertas no peito, mangas arregaçadas, corrente grossa de ouro e, é claro, óculos escuros na testa – atestados de um cafajeste profissional. Era o retrato da malandragem consagrada pelo cinema nacional dos anos 60 – 70. Os admiradores o cercavam na porta do café e não eram poucos os que gostavam das suas bazofias. Contava como lidava com ladrões, prostitutas e cafetões – com quem resolvia as questões no tapa e no achaque. Era o retrato do que não prestava na polícia.

Dos ladrões tomava ou encomendava as armas. Fazia favores aos amigos, o que lhe conferia a imagem de um homem com poder e, igualmente, generoso.

Era reconhecido pelos amigos e admiradores por “moreno sentimental”.

Prender, ameaçar, achacar eram itens de um vasto repertório de serviços que o malandro oferecia, se necessário, aos amigos do café da XV.

Vendia armas, mas só para conhecidos. Atendia a freguesia no fundo dos bares, onde não chamasse muito a atenção. Depois de muita encenação e valorização da mercadoria abria a pasta, mostrava uma pistola automática ou um 38. Quando o interessado ameaçava tocá-lo, impedia-o e dizia: – opa, opa… vá lavar as mãos! Não pense que vai pegar nesta joia com as essas mãos sujas.

O malandro concluía o negócio. Dinheiro no bolso. O comprador escondia a arma sob o paletó enquanto o moreno recomendava: “não andar por ai dando moleza pra malaco”. Ainda, com o dedo em riste, alertava: “cuidado rapaz, não vá fazer bobagem!”

Mas, o comprador não ficava muito tempo com a arma. Logo, ao virar a esquina, era abordado por um policial – “aí, cidadão, o que está levando debaixo do paletó? Deixa ver… ah! cadê o porte? Não tem… vai me acompanhar até a delegacia…”

O cidadão perdia a arma. Trocava a ida à delegacia por uns mil cruzeiros.

A “joia” voltaria a ser vendida no fundo de algum bar para outro trouxa.

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ALPINISTA SOCIAL

Do historiador e notório bem humorado Leandro Karnal, professor gaúcho:

“É a gramática não o dinheiro, é que diferencia uma pessoa requintada de um alpinista social”.

Essa máxima do pensador foi citada pela jornalista Ana Cristina Reis, em O Globo do último sábado.

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DOS LEITORES

REPERCUSSÃO

Professor, Aroldo

Quero agradecer pela matéria assinada pelo senhor sobre o lançamento do livro Luiz Geraldo Mazza e Eloi Zanetti: comunicadores do Paraná. A repercussão na Internet foi imediata e, graças ao seu texto, muitas outras pessoas tomaram conhecimento do evento.

Devo receber os convites impressos pelo BRDE até a próxima quarta-feira.

Entrarei em contato com o senhor para marcar uma hora e entregá-lo pessoalmente.

SELMA TEIXEIRA, pesquisador em História, Curitiba

MAZZA

Quem disse que o Luiz Geraldo Mazza tem idade?

Ele transcende ao tempo. De qualquer forma, estarei lá, dia 10, no BRDE, para comprar o livro que o enfoca e a outro ícone, o Eloi Zanetti.

GLÊNIO S.RAMOS – Ponta Grossa

(correspondências para a coluna: aroldo@cienciaefe.org.br)

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