Por Fábio Vieira, responsável pelos produtos de Gestão de Ativos da Atech

Toda economia passa por momentos de crise. Nos Estados Unidos, foi em 2008, com a falência do Lehman Brother, um dos bancos de investimento mais tradicionais do país, o que provocou um efeito dominó no mercado global. Em 2010, foi a vez da Grécia ocupar as manchetes dos noticiários econômicos. E, o Brasil, segundo a Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), enfrenta uma recessão econômica desde 2014.

Mas o cenário já é mais promissor. Embora o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) tenha revisado a sua projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2% para 0,8% em 2019, para 2020 as projeções já são mais otimistas, com previsão de crescimento do PIB para 2,50%.

Além disso, mantendo o otimismo necessário para gerenciar um negócio, vamos lembrar de como o Japão e a Alemanha transformaram todas as dificuldades dos períodos pós-guerra em oportunidades, investindo principalmente em qualidade e eficiência em seus processos de operação e manutenção.

E será que a sua indústria está pronta para se encaixar nessa perspectiva de crescimento e manter o otimismo? Os ativos que compõem a sua linha de produção estão prontos para suportar um aumento de demanda ou mesmo formatar novos produtos e reduzir o time-to-market? A área de gestão de ativos faz parte do planejamento estratégico do seu negócio?

E é exatamente na atividade de gestão de ativos que empresas podem identificar novas oportunidades, identificando processos que ampliem a produtividade e o valor gerado pelos ativos. Com a esperada retomada da economia brasileira, as indústrias já estão buscando aumentar a produtividade, mas ao mesmo tempo ainda não contam com fôlego financeiro para grandes investimentos em ativos.

E sem grandes investimentos na expansão das plantas, a saída é otimizar os ativos existentes. Nelson Cabral de Carvalho, membro da Abraman (Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos) lembra que “antes considerava-se que a manutenção e a gestão de ativos eram um centro de custos. A filosofia atual é que essa área é um centro de resultados. Nessa fase de retomada da economia, quanto mais se puder tirar valor dos ativos existentes, melhor. Essa estratégia gera a oportunidade da empresa ganhar mais com uma maior produtividade e confiabilidade dos equipamentos”.

José Ricardo Roriz Coelho, da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), compartilha dessa opinião, e acrescenta que a boa manutenção e gestão de ativos tem sido fundamental para a otimização e aproveitamento dos parques produtivos, contribuindo para manter ou minimizar perdas de produtividade. “Com uma gestão de ativos proativa e manutenção preventiva e preditiva, as empresas têm melhores condições para reagir ao aumento de produção, assim que houver recuperação de demanda”.

Como manter a competitividade pós-crise?

Como se vê, a implantação de uma correta estratégia de manutenção de ativos é considerada fundamental para manter a competitividade em um momento de retomada da economia. O que nos leva a um outro desafio: como identificar e implantar a melhor estratégia nesse cenário que também inclui a necessidade de embarcar na jornada da transformação digital, rumo à Indústria 4.0?

A resposta está na digitalização e automação dos processos de gestão de ativos, garantindo mais agilidade no compartilhamento e análise de dados e, consequentemente, ações preditivas que garantam a disponibilidade e confiabilidade dos equipamentos.

O ideal é contar com sistema único de gestão de ativos, capaz de automatizar todos os ciclos do processo de manutenção, com soluções de abrangem as seguintes etapas:

Monitoramento de Condição do Ativo, que permite a tomada de decisão durante a produção e manutenção; a eliminação de manutenções preventivas desnecessárias, e a identificação rápida de problemas que possam afetar a segurança operacional e ambiental.

Planejamento e Programação da Manutenção, que fornece um sistema atualizado de recursos, bem como a gestão de execução das atividades críticas, o nivelamento da carga de trabalho da equipe, integrando e otimizando missões planejadas e agendamentos de última hora considerando o risco dos ativos.

Gestão da Execução de Manutenção, que fornece dashboards amigáveis para o gerenciamento dos ativos; consulta a estoque de peças, monitoramento dos chamados de manutenção, alocação dos custos de manutenção, encaminhamento de chamado para equipe de campo de forma simples e humanizada.

Gestão da Estratégia do Ativo, com a verificação do grau de confiabilidade do ativo; identificação dos equipamentos que estão gerando mais quebras, bem como dos ativos que estão impactando a performance produtiva, e auxílio na construção da gestão de risco.