A inflação tem preocupado a maior parte do país, formada pelos brasileiros com salário baixo ou médio, o qual muitas vezes termina antes do fim do mês. Os alimentos, sem dúvida, estão entre as maiores preocupações, pois são os produtos que geralmente registram os maiores aumentos de preço. Diante de tudo isso, porém, algumas quedas nos índices inflacionários dão uma certa indicação de que as coisas podem melhorar para o bolso do consumidor. O problema, no entanto, é que as reduções são pontuais.

Em março, por exemplo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerado uma prévia da inflação oficial no Brasil, subiu 0,54%. Em fevereiro, a taxa ficou em 0,34%. Segundo o IBGE, é a maior variação para o mês de março desde 2015, quando a taxa registrou aumento de 1,24%. No ano passado, a taxa no mês foi de 0,10%. Levando em conta que a meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%, conclui-se que há muito trabalho para a equipe de Jair Bolsonaro.