O Icec fechou em 108,4 pontos, alcançando nível mais baixo histórico, pelo terceiro mês consecutivo

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu 1%, de junho para julho deste ano, registrando a nona retração consecutiva. O Icec fechou em 108,4 pontos, alcançando nível mais baixo histórico, pelo terceiro mês consecutivo, na série ajustada sazonalmente. Os dados relativos ao Icec foram divulgados na quarta-feira (23) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Os dados da CNC apontam que, em relação a julho de 2013, o recuo chega a 7% – neste caso o décimo segundo consecutivo. Na mesma base de comparação, o maior ajuste se deu por meio do subíndice que avalia as expectativas (-8,8%). Em seguida, vieram as quedas nas avaliações das condições correntes (-5,9%) e nas intenções de investimentos (-5,4%). Entre os nove itens pesquisados, seis encontram-se atualmente no menor nível desde o início da pesquisa.

Na avaliação da CNC, “o crescimento moderado das vendas do comércio e o nível fraco de atividade em geral seguem comprimindo o grau de satisfação dos empresários com as condições correntes do setor e da economia e, para 70% deles, as condições econômicas atuais pioraram nos últimos 12 meses”.

A pesquisa indica ainda que, entre os nove itens que compõem o Icec, as condições correntes da economia e do setor são os que, atualmente, encontram-se nos níveis mais baixos. “A piora nas avaliações das condições correntes tem se alinhado a outros indicadores do nível de atividade, como, por exemplo, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que acumula alta de 0,9% em 2014 – taxa menor que a observada no mesmo período de 2013 (1,7%).

Em termos regionais, o Icec segue com avaliações predominantemente negativas (abaixo dos 100 pontos) nas cinco regiões do país, sendo Sul e Sudeste aquelas com os mais baixos níveis de satisfação (78,8 e 75,3 pontos, respectivamente).

A CNC ressalta, ainda, que pela segunda vez seguida os três componentes do subíndice que mede as expectativas alcançaram seus respectivos pisos históricos. “Dentre os 12 itens pesquisados pelo Icec, as perspectivas em relação à economia sofreram as maiores quedas tanto na comparação mensal (-3%) quanto na anual (-11,9%), comportamento que, de certa forma, acompanha o contínuo reajuste esperado para a economia brasileira ao longo do ano.