A incerteza sobre a real dimensão da crise financeira internacional fez com que a Bolsa de Valores de São Paulo voltasse a despencar na tarde de hoje (6).

A incerteza sobre a real dimensão da crise financeira internacional fez com que a Bolsa de Valores de São Paulo voltasse a despencar na tarde de hoje (6). A análise é do coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV), Willian Eid.

"O pano de fundo disso tudo é uma incerteza brutal sobre o tamanho da crise. Quando começou a crise há um ano, imaginava-se que ela estivesse restrita às hipotecas americanas. Em seguida, um banco europeu anunciou que não, também tinha problema com as hipotecas. A partir daí nós nunca mais soubemos o tamanho dessa crise".

O professor destacou que a contaminação da quebradeira de bancos na Europa é uma das hipóteses a serem levadas em consideração.

No entanto, ele ressaltou que os bancos centrais europeus estão agindo fortemente, na tentativa de evitar o alastramento para seus países. No Brasil, de acordo com ele, as chances de a crise atingir os bancos são pequenas.   

"No Brasil, a contaminação é bem difícil de acontecer, principalmente nos grandes bancos. Um grande banco, ele tem trinta bilhões em ativos e seis ou sete bilhões em ativos de maior risco. É pouco, nós não temos nenhum risco de que uma crise dessa provoque a quebra de um desses grandes bancos", disse.