A questão da equidade de gêneros nas organizações segue a todo o vapor. No entanto, mais do que a motivação e o conceitual é preciso por a mão na massa. E foi isso que a Lee Hecht Harrison (LHH), especializada em transição de carreira e desenvolvimento de talentos, resolveu fazer, lançando uma solução desenhada para acelerar o desenvolvimento de líderes do sexo feminino e fornecer um pipeline de mulheres que inspirarão, buscarão resultados e conquistarão futuros cargos de liderança.
De acordo com Mara Turolla, Gerente de Desenvolvimento de Talentos da LHH e coordenadora da iniciativa, o programa “Impulsionando Mulheres na Liderança” está sendo lançado no mundo todo. Ela lembra que a Consultoria tem experiência em várias ações ligadas ao desenvolvimento de liderança feminina e que são realizadas em diversos países.
“Esse Know How, alinhado aos resultados da nossa pesquisa bem como a nossa base de informações de desenvolvimento de liderança e mapeamento de perfis gerou o programa estruturado como está hoje. Serão workshops formatados para grupos de até 16 participantes e encontros de coaching em grupo, para no máximo oito pessoas, ou até mesmo individual, que abordarão questões como mentalidades e crenças, comunicação estratégica, influência e resiliência. O programa poderá ser aplicado ainda de maneira completa ou modular dependendo da necessidade do cliente”, esclarece Mara.
Os dados compilados são fruto da parceria entre a LHH com a HR People + Strategy que pesquisou o que funciona e o que não funciona, e o que causa maior impacto ao ajudar empresas a criar locais de trabalho inclusivos favoráveis à promoção das mulheres.
A pesquisa, que ouviu mais de 230 indivíduos nos EUA, representando executivos e líderes seniores dos recursos humanos, revelou que enquanto o mundo evolui, as mulheres ainda estão em atraso no que diz respeito à liderança. Em 2017, globalmente o percentual de mulheres em cargos de liderança representou apenas 25%.
Outro dado preocupante foi que mais de 80% dos entrevistados acreditam que promover o desenvolvimento das mulheres é um ponto crítico para os negócios, porém apenas 28% estão satisfeitos com suas iniciativas em prol desse propósito. “Isso não pode ser ignorado”, alerta a gestora, acrescentando que o que diferencia essa pesquisa das outras é que foram analisadas de forma abrangente as três dimensões necessárias para se fazer uma mudança significativa: a cultura, os comportamentos individuais e as práticas organizacionais.
Segundo Mara, o novo programa visa justamente trabalhar o tema diversidade e inclusão, buscando equidade de gênero e todos os benefícios que isso trás para o negócio.