Pelo que está estabelecido, a empresa vencedora custearia as obras, que depois de concluídas serão alugadas à Sanepar pelo prazo de 20 anos

Continua indefinido o plano de obras de saneamento para as praias do Paraná. Desde o dia 10 de julho, data em que foi divulgado o resultado para contratação das obras para acabar com os problemas de esgoto nas praias de Matinhos e Pontal do Paraná, há um impasse em relação à empresa vencedora, com uma diferença de valores da ordem de R$ 86 milhões.

Pelo que está estabelecido, a empresa vencedora custearia as obras, que depois de concluídas serão alugadas à Sanepar pelo prazo de 20 anos. O valor máximo, mensal, proposto pela empresa estatal foi de R$ 2,11 milhões.

A empresa Itajuí Engenharia, associada através de SPE(Sociedade de Propósito Especifico) com à J. Malucelli Engenharia, apresentou proposta no valor de R$ 1,67 milhão por mês e foi desclassificada, ficando classificada a Goetze Lobato Engenharia, segunda colocada, que apresentou proposta de R$ 2,074 milhões por mês.

A desclassificação teria ocorrido por erro na apresentação do plano de trabalho, ou seja, na forma de formatação do preço da proposta.

O motivo é contestado pelo departamento jurídico da Itajuí que apresentou recurso administrativo, cujo resultado deve ser anunciado ainda nesta primeira quinzena de agosto. Segundo nota distribuída pela empresa, “a vencedora do certame ainda não está definida, pois ainda resta a fase de habilitação. Os motivos utilizados pela Sanepar para desclassificar a proposta do grupo são filigranas, formalidades, que poderiam ser superadas em razão do menor preço do Valor Mensal de Locação, conforme determina o próprio Edital. Além disso, reitera que a sua proposta tem TIR Alavancada (Taxa Interna de Retorno) aceita pelos pa drões de mercado – 10%, enquanto a da Goetze e Lobato esta acima de 26%.”

Esta é a maior licitação na área de saneamento da administração do governo estadual, com um total da ordem de R$ 470 milhões.