Osvaldo Nascimento Júniors.’.

Na capital mais fria do Brasil é natural encontrar garrafas de vinho sobre uma mesa de bar, taças cheias acompanhando as refeições nos restaurantes e conhecer pessoas que mantém pequenas adegas em casa. Porque a bebida combina com nosso clima. Mas vocês já se perguntaram que tipo de vinho é deliciosamente derramado nesses cálices ou guardado com tanta consideração? Vamos descrever à vocês prezados leitores (as), os principais tintos que comandam o MONDOVINO e suas origens. Tintos bem estruturados e frutados quando reunidos na mesma taça, são as três características que fazem a maioria dos consumidores terem satisfação em degustar bons vinhos. Entre os iniciados neste universo vínico, TANINOS MADUROS E A BARRICA DE CARVALHO, soam como música clássica em seus ouvidos em especial quando num jantar de negócios, elegância é a palavra procurada. Em especial se ela vier acompanhada de uma recomendação do wine Sommelier que existem nos bons restaurantes e adegas especializadas, ainda em menor número porque muitos não se conscientizaram no grande trabalho que estes profissionais prestam aos clientes aumentando até as vendas.

O MUNDO DO VINHO COM GOLES DE HISTÓRIA

Como nos ensina Renato Machado em seu livro EM VOLTA DO VINHO, riquíssimo em detalhes, que recomendo, o mundo do vinho está se expandindo de tal forma que as uvas tradicionais já não bastam. Os países produtores resolveram competir com armas próprias., cultivadas em casa.Surgiram variedades nativas com nomes estranhos, muitos deles foi desenterrado de livros renascentistas que ensinavam as formas melhores e mais práticas de viver. Investiu-se neles, plantaram-se clones as novas descobertas da agricultura vínica, e o mapa vinícola mudou. O mundo do vinho se alargou. A ARTE DE FAZER VINHO – parte da história do Mediterrâneo – foi levada Europa acima e se adaptou a solos diversos e climas frios. Na Itália antiga se cultivavam uvas que foram aos poucos desaparecendo em favor das plantas trazidas da França, onde os monges ditavam os costumes. O cultivo dessas uvas era testado e aprovado como fórmula de saber, da qual os medievais não deviam se afastar. Como de resto, eles não se afastavam de nenhum ensinamento vindo dos mosteiros, fosse a palavra divina ou os afazeres do dia-a-dia. Aliás, nossas homenagens à esses Abades, que ao plantarem seus parreirais nas Abadias da Europa e depois em todo o mundo onde difundiram a fé cristã, para o ritual da consagração nas missas, difundiram a cultura vínica, mesmo em tempos de guerras e perseguições, como na Espanha na Andaluzia (AL ANDALUZ ), em que os mouros dominaram por oitocentos anos, os árabes islâmicos deixavam plantar a uva MOSCATO para fazerem doces e os cristãos faziam vinhos, daí a origem destes vinhos doces da fruta em Valencia e também em Portugal o Moscatel de Setúbal. Mas, mesmo assim, nunca se deixou de plantar a uva que melhor se adaptasse a cada tipo de solo. A preferência pela PINOT NOIR na Borgonha e pela CABERNET SAUVIGNON em Bordeaux foi resultado da exigência dos bebedores. Nas regiões, elas eram as uvas de melhor aproveitamento e as mais lucrativas. Com o boom do final do século XIX, a CABERNET SAUVIGNON , a MERLOT e a SYRAH (tintos), a CHARDONNAY e a SAUVIGNON BLANC (BRANCOS) conquistaram o mercado. Tornaram-se lugar-comum. Aí veio a ITÁLIA, a península eterna, força do Império, legou ao mundo as volúpias, a sapiência e a arte de viver, melhoraram os vinhos de uva SANGIOVESE, a uva emblemática da Itália, chamada de sangue de Júpiter pelos romanos, devido sua potência de taninos, base dos CHIANTIS e dos Brunelos da Toscana, mais os BAROLOS DO PIEMONTE, os Barberas, BARDOLINOS E VALPOLLICELAS, comuns no Vêneto, os MONTEPULCIANOS E TANTOS OUTROS. Na ESPANHA, a TEMPRANILLO – A bandeira do vinho espanhol. Certamente é a que mais boas surpresas oferece!  Seus RIOJAS e RIBERA DEL DUER0 podem atingir alto nível, não nos esquecendo da GARNACHA e nas brancas a imbatível ALBARINHO da Galícia, frutada com sabor de maçã, com sua irmã portuguesa ALVARINHO, dos grandes vinhos verdes do Minho.Em Portugal, A TOURIGA NACIONAL – A melhor uva tinta do país dá Douros inesquecíveis, frutados e densos, dando-nos ainda dezenas de uvas autóctenes tintas que é uma seleção especial. Esta é uma seleção de vinhos tintos imbatíveis para saudar nosso inverno. Claro que não descrevemos todas as uvas do ramo vitis viniferas e seus países produtores como os vinhos do MUNDO NOVO por ser deveras grande a opção, mas estas são as algumas e lhes serão úteis para uma boa escolha, maiores informações consultem nosso livro sobre vinhos recém lançado pela Editora Prismas de Curitiba VINUM VITA EST – A HISTÓRIA VISTA PELO VINHO, um convite ao leitor (a) para um passeio cultural e didático pelo apaixonante universo da Enologia pelo fone (41)996889252 ou osvaldopinheiro@gmail.com.br preço R$ 65,00 – frete p/Curitiba gratuito onde o leitor (a) nos encontra neste site com nossa coluna vínica VINUM VITA EST do Diário Industria e Comercio.

Que nosso inverno seja brando, aquecido por esta iguaria dos deuses. WINE IN MODERATION, ART DE VIVRE. Visitem-nos.

Não estrague sua festa com vinhos mal escolhidos, contrate um Wine Sommelier ,que sabe lhe orientar até com custo/benefício.

EVOE. BRADO DE SAUDAÇÃO Á BACO E DIONÍSIO POR SEUS SÚDITOS.

 OsvaldoNascimentoJuniors.’.

Advogado,Empresário,Enófilo,Sommelier,Professor  Palestrante e colunista de Vinhos.

 

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